• Capítulo 42
*• Capítulo 42
Apesar de ter sido dito para desacelerar, Woo Hyunse empurrou agressivamente dentro de Kwon Siyul como se quisesse quebrá-lo. Era natural que Kwon Siyul ofegasse por ar como um peixe fora d’água.
Depois de empurrar repetidamente contra a entrada firmemente fechada, a glânde lisa finalmente penetrou para dentro. Os quadris de Kwon Siyul se contraíram para cima, mas foram bloqueados por Woo Hyunse. Kwon Siyul inclinou a cabeça para trás e curvou todos os dez dedos dos pés, enquanto cada centímetro dele tremia.
Não houve ejaculação, mas houve um clímax. Durou muito tempo. Ele não conseguia ouvir nem ver nada.
Woo Hyunse respirou fundo ao sentir o aperto ao redor. O sêmen jorrou da ponta de seu pênis bem no fundo. Ele empurrou várias vezes mais, como se plantar mais fundo fosse imediatamente germinar vida ali.
O sêmen morno parecia frio contra a carne interna aquecida. Mesmo depois de se esvaziar, o pênis ainda duro de Woo Hyunse fazia o corpo de Kwon Siyul se contrair a cada movimento dentro. Era difícil dizer se era o rescaldo do sexo ou se ele ainda estava no clímax.
Woo Hyunse finalmente recuou os quadris. O eixo roçou languidamente a membrana mucosa enrugada ao cair. O sêmen grudava como teias de aranha na carne vermelha dentro do buraco escancarado, e um longo fio de sêmen ainda estava preso à ponta do pênis que acabara de sair da carne de Kwon Siyul.
Woo Hyunse sobrepôs seu corpo sobre o agora mole Kwon Siyul. Ele segurou o Kwon Siyul trêmulo e o beijou nos lábios com um estalo.
— Me chame de ‘hyung’ de novo.
— …
Kwon Siyul finalmente recuperou a consciência depois de um tempo e olhou para o outro com lábios firmemente fechados. Ele não estava em silêncio apenas por falta de força, mas porque Woo Hyunse o havia fodido tão impiedosamente depois que ele o chamou assim como solicitado. Ele não seria enganado novamente. Mesmo que não estivesse ofegante, chamas de ressentimento ainda podiam ser vistas subindo nos olhos de Kwon Siyul.
Woo Hyunse sorriu suavemente, dobrando seus olhos caídos, mesmo depois de ver o olhar feroz de Kwon Siyul. Seu rosto parecia tão bondoso e inocente que era difícil acreditar que ele era a mesma pessoa que acabara de dobrar Kwon Siyul ao meio e penetrá-lo bruscamente.
— Siyul-ah.
Kwon Siyul pretendia virar a cabeça para expressar sua raiva passivamente, mas ao ouvir seu nome, ele não conseguiu tirar os olhos de Woo Hyunse. Era diferente de como outros chamavam seu nome de forma cansativa. Soava doce. Seu nome tinha um cheiro. Era tão perfumado quanto o cheiro de Woo Hyunse que ele lembrava de ter enterrado o rosto na manga antes.
— Kwon Siyul.
Quando seus olhos se encontraram, Woo Hyunse sorriu. Era um sorriso diferente de qualquer outro que ele tinha visto antes. Era claro, sem uma única mancha visível. Havia luz em seus olhos enquanto ele olhava para Kwon Siyul, e seus lábios virados para cima e bochechas pareciam tão macios quanto algodão doce recém-puxado.
Parecia que ele tinha se livrado de uma camada e puxado algo que estava escondido bem no fundo. A distância que havia sido sutilmente sentida havia desaparecido, pelo menos por enquanto. Como um garoto mais novo que ele, Woo Hyunse pressionou a bochecha contra a de Kwon Siyul e lentamente esfregou o outro homem.
— Siyul-ah.
Poderia ser tão doce só de deixar de lado o sobrenome? Parecia que seus tímpanos iriam derreter só de ouvir seu nome ser dito assim. Se deixado assim, ele o atormentaria assim toda vez que dormissem juntos. Ele deveria resolver esse assunto claramente agora, mas essa determinação se derreteu como neve. Seu ressentimento se derreteu com ela.
— Por favor… me chame mais uma vez — Kwon Siyul pediu com uma voz terrivelmente rouca.
Woo Hyunse sussurrou “Siyul-ah” em seu ouvido. Kwon Siyul estendeu os braços e os envolveu em volta do pescoço do outro. Ele queria ouvir mais. Se possível, ele queria gravar e ouvir repetidamente sempre que tivesse tempo livre.
— Mais uma vez, por favor…
Woo Hyunse chamou seu nome novamente como se recompensasse Kwon Siyul por ter aguentado bem. Foi recompensa suficiente. Se ele pudesse apenas ouvir seu nome de Woo Hyunse assim, Kwon Siyul sentia que poderia suportar mesmo que seu corpo fosse despedaçado em um milhão de pedaços.
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Embora Kwon Siyul o tivesse chamado de “hyung” tantas vezes naquele dia que a palavra quase grudou em sua língua, ele ainda ocasionalmente chamava Woo Hyunse de “Diretor”. Mesmo que preferisse ser chamado de “hyung,” Woo Hyunse deixava passar sem apontar, sentindo uma pontada de consciência que nem existia.
A porta deslizante se abriu com um som de rangido. Simultaneamente, uma voz gritou: — Hyung! Woo Hyunse virou a cabeça da janela que exibia céus nublados. Woo Taeju, com o cabelo desgrenhado como um filhote que tinha vindo correndo, viu Woo Hyunse e abriu um largo sorriso enquanto entrava na sala.
— Você esperou muito?
— Você não cumprimenta as pessoas?
— O que há com formalidades entre nós?
Woo Taeju resmungou enquanto se sentava em frente a ele. Woo Hyunse, segurando uma xícara de chá quente, olhou para ele atentamente. Apesar de serem primos em segundo grau, seus rostos eram bastante parecidos, mostrando claramente a ligação de sangue entre os dois homens. Às vezes, pareciam mais irmãos do que os relacionamentos que Woo Hyunse tinha com as irmãs Woo.
Mas suas personalidades eram diferentes. Woo Taeju era como um filhote de cachorro, destemido e desinibido. Ele tinha crescido sem necessidades e sabia como usar bem suas vantagens. Quando Woo Hyunse era tratado como um estranho entre os parentes, foi Woo Taeju quem primeiro se aproximou dele, chamando-o de uma pedra que rolou para dentro.
Woo Taeju, o único Alfa da família, não se importava com a questão trivial de estar desconectado devido à ausência de seu pai. Falando positivamente, ele tinha uma vontade forte – negativamente, ele era arrogante, não se importando nem um pouco com o que os outros pensavam.
A comida chegou logo, pois tinha sido pré-encomendada. Woo Taeju, aparentemente faminto, pegou a colher primeiro.
— Qual é o motivo de me chamar?
— Por que mais? Chamei para ver o rosto do meu hyung. E para ganhar uma refeição grátis enquanto estou aqui.
Ele sorriu descaradamente. Não desgostando totalmente da audácia de seu primo, Woo Hyunse retribuiu o sorriso.
— Na verdade, hyung, recentemente encontrei alguém de quem gosto. Você já teve muita experiência em namoro, certo? Queria pedir alguns conselhos.
— Você não tem idade suficiente para descobrir isso sozinho?
— Bem…
Isso não era típico dele, hesitando no meio da frase. Para alguém que tinha um histórico de perseguir e arrancar parceiros de outros, o que poderia estar incomodando desta vez?
— Ela é casada?
— Estou louco?
Quando perguntado diretamente, ele negou veementemente, agitando as mãos. Ele mastigou a comida por um longo tempo, como se debatendo se deveria falar ou não, então acenou com a mão descartando o assunto.
— Deixa pra lá. É muito cedo para falar sobre isso agora. Conto depois se as coisas derem certo. E se falar sobre isso agora trouxer azar?
Isso era diferente de seu comportamento passado de tagarelar sem esconder nada sempre que gostava de alguém. Sua atitude cautelosa aguçou a curiosidade de Woo Hyunse.
— Quem é?
— Há alguém. Muito fofo. Pequeno, bonito, dá vontade de proteger.
— Você não disse que precisava de conselhos?
— Peço se ficar preso depois.
Ele era bastante inconstante. Acostumado com a personalidade de seu primo, Woo Hyunse perdeu imediatamente o interesse na vida amorosa de Woo Taeju. Woo Taeju, como se não fosse grande coisa, rapidamente passou para outro assunto.
— Meu aniversário está chegando em breve.
Tendo terminado sua refeição e enchido generosamente o estômago, Woo Taeju se encostou na parede e murmurou. Embora ainda houvesse bastante tempo até seu aniversário, ele falou como se estivesse bem ali. Woo Hyunse riu baixinho, então falou ao se lembrar de algo.
— O que os jovens da sua idade geralmente gostam?
Woo Taeju tinha mais ou menos a mesma idade de Kwon Siyul. Não importa o que Woo Hyunse comprasse para Kwon Siyul, ele parecia mais sobrecarregado pelos presentes do que feliz. Isso porque ele pensava nos presentes como dívidas. Woo Hyunse imaginou que Kwon Siyul nunca tinha recebido um presente em sua vida que não tivesse segundas intenções.
— Essa pergunta é muito ampla.
— Para presentes.
— Uau, você está planejando me dar um presente adiantado? Na verdade, estou de olho em um par de sapatos. Devo te enviar o link?
Ele tagarelou com alegria, apesar de sua grande estrutura, então riu enquanto pegava o telefone.
Woo Hyunse estava acostumado com o tipo de Woo Taeju. Ele afirmava claramente o que queria e não hesitava em obtê-lo. Ele também era habilidoso em se aproveitar. Quando alguém lhe dava algo, ele aceitava como se fosse perfeitamente natural. Embora fosse igualmente generoso em dar.
— Não para você, garoto.
Quando Woo Hyunse o repreendeu como se estivesse com nojo, Woo Taeju fez bico e guardou o telefone. Ele ponderou por um momento com um “hmm”, então listou itens. Notebook, tablet, tênis, relógio…
— Mas hyung, você conhece alguém da minha idade? Para quem é esse presente?
— Um irmão mais novo de alguém que conheço.
— Você está cuidando do irmão mais novo de alguém que conhece?
Woo Taeju riu alto com um rosto claramente zombeteiro. Woo Hyunse bateu em sua testa com uma colher, fazendo um som agudo. Woo Taeju imediatamente fez uma cara de choro. Ele esfregou a pele avermelhada, exagerando o quanto o tapa o tinha machucado. Ele jogou a colher longe na mesa.
— Hyung-nim, me dê uma mesada para um encontro.
Tendo terminado até a sobremesa, Woo Taeju juntou as mãos educadamente e pediu dinheiro. Pelo menos ele não era chato de se ver.
— Eu depositar para você? E o seu cartão?
— Não posso usar. Excedi o limite.
— Você excedeu?
O limite de Woo Taeju nunca era excedido, não importa o que ele gastasse em um mês, mostrando o quão precioso filho ele era. Quando Woo Hyunse perguntou, sem entender, Woo Taeju assentiu com a cabeça com um rosto sombrio e deprimido.
— Gastei muito no mês passado, então mamãe reduziu drasticamente meu limite. Então estou quebrado agora.
— Trabalhe.
— Você vai me arranjar um emprego?
— Você tem grandes sonhos, hein?
A expressão de Woo Hyunse não se suavizou nem um pouco. Era um talento e tanto exalar uma atmosfera tão fria com um rosto sorridente. A julgar por seu olhar, ele não tinha intenção de dar uma posição a Woo Taeju, e se Woo Taeju tentasse se infiltrar, ele provavelmente o expulsaria de seu negócio sagrado imediatamente.
Woo Taeju entendeu a razão. Woo Hyunse provavelmente não queria se envolver e ter rumores espalhados para outros parentes. Ao mesmo tempo, ele mesmo não estava interessado em trabalho simples também. Woo Taeju sorriu, juntando as mãos e usando o charme, decidindo apenas conseguir um dinheiro de bolso como planejado.
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Continua *ੈ🍸✩‧₊˚
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna