• Capítulo 123
Capítulo 123
Ele não sabia quantos clímaxes tinham passado por cima dele naquele curto espaço de tempo. O tronco de Kwon Siyul desabou para a frente. Imediatamente, seu cabelo foi agarrado. Uma mão desceu por seu pescoço e apertou sua nuca com força. Woo Hyunse xingou com aspereza, estocando para cima constantemente.
— Kwon Siyul, olha para mim, rápido.
— Hyung, hngh… hng, eu, ah, eugh…!
— Você tem que abrir a boca. Isso, assim…
Era mais como sexo com a língua do que um beijo. Era vulgar e promíscuo. Línguas se enroscavam e fluidos se misturavam. Era um beijo que mordia seus lábios, lambia o céu de sua boca e roubava sua alma, tirando-lhe o fôlego brutalmente.
A cama rangia alto. O pilar de carne dentro dele inchou avidamente. Mas não era igual ao de sempre. O tamanho estava mudando gradualmente a partir da raiz. Kwon Siyul se debateu, achando cada vez mais difícil respirar enquanto a mão que apertava sua nuca se fechava.
— Ah… Ah!
— Keugh…!
Woo Hyunse abraçou Kwon Siyul com força e enterrou a testa entre seus ombros. Veias e vasos sanguíneos saltavam em suas têmporas. Vinhas grossas se ergueram sob a pele dos braços que abraçavam Kwon Siyul. Sua genitália inchada despejou sêmen espesso em suas profundezas. Era uma quantidade muito maior que o normal. Ele estremeceu por um longo tempo, espremendo até a última gota.
A entrada estava bloqueada, nem uma gota de sêmen vazou. Kwon Siyul, escarranchado sobre Woo Hyunse, só conseguia estremecer, prensado como as duas metades de uma concha. Parecia que seu estômago explodiria ao menor movimento. Chapinhava por dentro como se estivesse cheio de água em vez de sêmen.
Sua mente era de um amarelo ofuscante. Doía. Sua visão escureceu por um momento, como se estivesse morrendo. A dor tornava difícil respirar. Lágrimas como penugem de álamo escorriam por suas bochechas.
— Hyung, hng, hyu- ung… Heuk, euht.
— Só um pouco, hoo… Só um pouco.
Woo Hyunse acariciou gentilmente a cintura rígida de Kwon Siyul. O cheiro que emanava de seu pescoço e de trás de suas orelhas ficou mais forte. O cheiro de uma floresta de bétulas brancas e mel doce envolveu Kwon Siyul, como se para acalmar seus músculos rígidos e sua tensão.
O cheiro estranho e sereno relaxou gradualmente o corpo rígido de Kwon Siyul. Seu interior estremecia, acariciando a haste imensamente inchada. A cada vez, Woo Hyunse parecia sentir a dor, sua testa franzindo, mas ele não diminuía o cheiro.
Quanto tempo eles se seguraram assim? A dor que vinha rasgando seu interior foi cedendo lentamente. Em seu lugar, uma sensação diferente o preencheu. Fazia cócegas, como quando ele sentiu pela primeira vez o calor de seu cio. Sua carne interna se contraiu, comprimindo o pilar carnudo. Mesmo sendo tão grande que ele não conseguia puxá-lo para fora nem empurrá-lo mais fundo.
— Augh, ah…
— Espera, Kwon Siyul.
Woo Hyunse envolveu urgentemente os braços em volta da cintura de Kwon Siyul e pressionou para baixo. Foi uma tentativa de detê-lo, mas saiu pela culatra. O interior de Kwon Siyul se agarrou ao pilar como uma cobra enrolada nele. Um gemido grave escapou de entre os dentes de Woo Hyunse.
Ele não sentia mais a dor. Em vez disso, outra coisa tomou conta de seu corpo. O rosto de Kwon Siyul corou. Seus lábios se entreabriram, e seu interior se contorceu involuntariamente.
— Heung, heu…!
Só o ato de sua mucosa envolver e soltar o pilar fazia relâmpagos brilharem diante de seus olhos. Gotas de saliva se formaram no lábio inferior de Kwon Siyul. Woo Hyunse as sugou e engoliu docemente, como se bebesse orvalho.
Sua parte de baixo, que tinha ficado mole de dor, ia lentamente recuperando a vitalidade. Suas bolas encolhidas espremeram o último do que parecia sêmen. A ponta de seu pênis estava quente e formigando, como a chama de um fósforo tremulando perto da glânde.
O interior da haste, embora carnudo, também estava se enchendo de fluido. Ele de repente sentiu vontade de urinar. Tentou segurar, tensionando o baixo-ventre, mas isso só comprimiu o pênis preso dentro dele.
— Ah, só um momento, me, solta, ah…
Mesmo estando fora de si, Kwon Siyul lutava para não fazer sujeira. Mas ele não deveria ter erguido o tronco. A ponta de seu pênis, cheia de sêmen, pressionou um ponto sensível.
— Hick — Kwon Siyul arquejou.
Ele não conseguiu erguer o corpo completamente. Agarrou os lençóis e torceu a cintura. A água que ele não conseguia mais segurar disparou num arco de baixo, atingindo seu limite absoluto. Não bastou se acumular no abdômen finamente esculpido de Woo Hyunse — escorreu por sua cintura e encharcou os lençóis.
— Heu, heueh, heu…
Kwon Siyul desabou sobre o tronco encharcado de Woo Hyunse. O nó ainda não tinha se soltado. Kwon Siyul tremia, olhando para Woo Hyunse com um par de olhos desfocados. No momento em que seus olhos se encontraram, um lampejo de luz faiscou nas pupilas do outro.
Woo Hyunse, segurando a cintura de Kwon Siyul, se lançou sobre ele. Uma língua grossa preencheu a boca que Kwon Siyul tinha aberto para tomar fôlego. As pálpebras e os cílios de Kwon Siyul tremularam antes de se fecharem lentamente.
O cansaço finalmente o atingiu de uma vez. Kwon Siyul adormeceu como se tivesse apagado.
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Ele ouviu canto de pássaros em algum lugar. Não era um som artificial. Não era um alarme, e era um som estranho de se ouvir no meio da cidade, então Kwon Siyul abriu os olhos grogue. O teto que apareceu também era desconhecido. Um ventilador de teto que parecia uma asa de libélula ampliada girava lentamente. As cortinas finas da cama que tremulavam também eram algo que ele não tinha em casa.
— …Ah.
Isso mesmo. Aquela não era sua casa. Era o resort para onde tinha vindo com Woo Hyunse.
Virando-se de lado, viu o homem que tanto o tinha atormentado dormindo profundamente. Estava meio enterrado no travesseiro, dormindo como um bebê. Ao ver aquilo, os dias e noites que tinha passado naquele quarto passaram como um rolo de filme sendo reproduzido em sua mente.
O rosto de Kwon Siyul ficou instantaneamente vermelho. Seu coração bateu tão forte que ele pressionou o rosto com as duas mãos.
Tinham sido alguns dias sendo fiel aos seus instintos. Dormindo, comendo, fodendo, sendo fodido, e pegando fogo sempre que seus olhos se encontravam, tornando difícil apagar. Era um fogo que não podia ser extinto por mais água que se jogasse ou por mais que se retirasse. Era feroz e persistente. Justo quando ele achava que tinha apagado, queimava o interior de Kwon Siyul de novo quando ele acordava e sua energia se recuperava.
Não havia um lugar em que não tivessem rolado, incluindo a cama, o sofá, o chão, o carpete e até o chuveiro, que era aberto por todos os lados. Todas as refeições foram serviço de quarto. Mesmo assim, ele mal comia uma ou duas garfadas antes de voltarem à estaca zero. Não sentia fome mesmo sem comer, e nem queria desperdiçar tempo pondo na boca algo que não fosse Woo Hyunse.
Não havia um lugar em seu corpo que os lábios de Woo Hyunse não tivessem tocado. Mesmo quando descansavam, estavam sempre conectados de alguma forma. De mãos dadas, com seus dedos dos pés na boca de Woo Hyunse, ou com seus mamilos, inchados e prestes a descascar, sendo sugados.
Depois, ele conseguia até se mover lentamente enquanto estavam atados. Vício em nó não era problema só dos outros. Sexo simples já bastava para satisfazer seus desejos, mas o clímax alcançado pelo nó era comparável a drogas. Era mais que apenas prazer. A sensação de que tudo era completamente esquecido e que até sua alma se desfazia era realmente assustadora.
No fim, suas memórias eram falhas. Ele parecia ter implorado ao outro que parasse, esfregando as palmas das mãos, porque estava muito cansado e exausto. Sua ambição de resolver o calor de seu cio atacando Woo Hyunse havia muito tinha sumido.
Não está ainda aberto, está? Kwon Siyul de repente teve um pensamento assustador e rapidamente colocou a mão entre as pernas. Tateou com cuidado entre as nádegas e, felizmente, estava bem fechado. Isso também é uma das características de um Ômega? Ele soltou um suspiro de alívio.
Saiu da cama em silêncio para não acordar Woo Hyunse. Suas pernas estavam fracas e ele cambaleou, mal conseguindo ficar de pé agarrando a mesa. Colocou a mão na cintura dolorida, pegou a camisa que tinha caído no chão e a vestiu.
Dava para ouvir o som das ondas por perto. Ele caminhou em direção a elas como se o chamassem. Era a varanda que tinha visto em seu primeiro dia ali. Além da pequena piscina privativa, havia coqueiros e o mar.
Kwon Siyul hesitou entre a rede entre os coqueiros e o sofá redondo da varanda, mas escolheu o sofá macio. O som das ondas quebrando e o som das folhas de palmeira se chocando na brisa chegavam aos seus ouvidos.
Ainda era madrugada, antes do nascer do sol, então o mar e o céu estavam num azul-marinho pálido. Nuvens tênues cruzavam preguiçosamente por ele.
Kwon Siyul virou a cabeça ao som de alguém pisando no piso de madeira com um rangido. Woo Hyunse, que tinha acordado em algum momento, bocejou amplamente e saiu para a varanda. Curvou-se e beijou a testa de Kwon Siyul, depois se sentou ao lado dele. Esfregou a orelha no ombro de Kwon Siyul, os olhos ainda sonolentos.
O ar da manhã estava fresco, então o calor corporal de Woo Hyunse era bem-vindo. Kwon Siyul também apoiou a cabeça sobre a dele. Não houve conversa, mas o silêncio não era constrangedor. Era uma atmosfera pacífica e suave.
O horizonte foi gradualmente ficando vermelho. Antes que o sol nascesse, Kwon Siyul chamou rapidamente Woo Hyunse. Woo Hyunse abriu os olhos, que estavam fechados, e olhou para Kwon Siyul.
— Olha ali, hyung. O sol está nascendo.
As chamas criadas pelo sol ondulavam sobre as ondas. As bochechas de Kwon Siyul também estavam banhadas na luz carmesim.
Ele conseguiu ver aquela paisagem graças a Woo Hyunse. Se não tivesse conhecido Woo Hyunse em sua vida, provavelmente ainda estaria vendendo drogas e caminhando em direção ao inferno dia após dia. Embora fosse um primeiro encontro torto, Woo Hyunse acabou por tirá-lo do lamaçal.
Graças a isso, ele aprendeu muito. A sensação de gostar de alguém, a sensação de amar alguém, e como esperar de forma mais madura.
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Continua *ੈ🍸✩‧₊˚
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna