• Capítulo 122
Capítulo 122
Kwon Siyul reuniu todas as forças, ergueu o tronco e empurrou Woo Hyunse na cama. Conseguiu de algum jeito se escarranchar sobre ele, mas Woo Hyunse agarrou seus dois pulsos, impedindo-o de fazer qualquer outro movimento.
Kwon Siyul o fuzilou com o olhar de cima, ofegando pesadamente. Ele estava à beira de perder a cabeça, mas Woo Hyunse, por outro lado, estava calmo e controlado. A carne pulsante sob seus quadris era claramente sinal de excitação, mas como o outro podia estar tão sereno?
Naquele ritmo, o cio nunca se dissiparia. Ele precisava da cooperação de Woo Hyunse. Mas, mesmo agora, ele só tentava acalmar Kwon Siyul, sem dar sinais de se mover. Isso o deixou com raiva. Torceu os pulsos para se libertar do aperto de Woo Hyunse, agarrou os pulsos do outro em troca e falou.
— Se você não fizer agora, hngh… eu vou te odiar para sempre.
Era a ameaça mais forte que Kwon Siyul conseguiu inventar. Como se fosse se levantar, Woo Hyunse se apoiou na cama com os cotovelos e olhou para Kwon Siyul. Ao mesmo tempo, deu um tapa forte na bunda de Kwon Siyul. Kwon Siyul arquejou, endireitando as costas. Até a dor ardida era um estímulo.
— Quem te mandou dizer coisas tão horríveis?
Ele o repreendeu com voz severa. Kwon Siyul refletiu sobre se o que tinha dito era tão ruim assim, mas fez beicinho de ressentimento.
— É porque você, hyung, vive não me ouvindo…
— Mesmo assim, você tem que saber o que dizer e o que não dizer. Retira isso.
— Não.
— Agora.
Sua nádega foi beliscada com força. Kwon Siyul se curvou e apertou os olhos. O fluido pingou de entre suas nádegas abertas.
Mesmo enquanto era repreendido, as costas e os quadris de Kwon Siyul se contorciam incessantemente. Ele sentia calor. Só calor. Kwon Siyul agarrou a barra da blusa e a tirou pela cabeça. Mesmo que levasse bronca depois, queria lidar primeiro com o calor que consumia seu corpo. Se Woo Hyunse não ajudasse, estava preparado para resolver aquilo à força.
— Você realmente, realmente não vai fazer?
Ele estava tão impaciente que nem conseguia usar linguagem formal.
— Porra… — Woo Hyunse xingou lentamente. Até os palavrões, que ele não ouvia havia um tempo, pareciam uma carícia em seus ouvidos. Os ombros de Kwon Siyul tremeram ligeiramente.
— Eu estava mesmo tentando me segurar pelo bem do Kwon Siyul.
Não havia necessidade disso. Se estava fazendo por ele, mais razão ainda para simplesmente transar. Kwon Siyul pressionou o tronco contra o de Woo Hyunse e esfregou a bochecha na dele. Sussurrou para que ele fizesse e implorou que colocasse logo.
Seu cabelo foi agarrado e sua cabeça foi puxada para trás. Kwon Siyul mal conseguiu olhar para baixo. Woo Hyunse estava sorrindo. Muito ferozmente.
— Você não sabia que eu estava possuído por uma raposa de nove caudas, não é?
Sua mão mergulhou em seu cós como se para verificar se ele tinha uma cauda. Dentes roçaram seu pescoço. Mesmo tremendo com a dor que parecia rasgar sua pele, Kwon Siyul envolveu os braços em volta de Woo Hyunse, sabendo que era isso o que ele tinha desejado desesperadamente esse tempo todo.
Ele não deveria ter culpado os animais. Ele é que era o animal. Uma cobra se contorcendo descontroladamente, um gato rolando no chão. Kwon Siyul ejaculou repetidamente, chorando e se agarrando a Woo Hyunse. Só ele podia aplacar o calor que queimava dentro dele. Mas, por mais água que espremesse, o calor não cedia.
— Ah, aagh, hngh… eugh!
Sua voz havia muito tinha ficado rouca. Seu corpo desabava como se estivesse sendo sugado pela cama, mas, no momento em que Woo Hyunse se mexia dentro dele, uma sensação subia e descia por sua espinha, e suas costas enrijeciam. Suas nádegas se arredondavam, tentando engolir ainda mais do pilar de carne já devorado.
— Como você já está cansado? Você me mandou fazer.
— Heuegh, i-isso… hng, hng!
Seu osso pélvico colidia com a nádega dele. A glande pressionava a carne interna. A mucosa secretava fluido, vazando pela abertura apertada. Ele mal conseguiu erguer o baixo-ventre da cama em sua posição de bruços, mas não conseguia mais ejacular.
Ainda assim, o clímax persistia. Kwon Siyul apertou com força por dentro e bateu a testa no lençol. Woo Hyunse puxou abruptamente seu pilar do canal que se estreitava, como se cortasse. Enquanto raspava a parede interna, os dedos dos pés de Kwon Siyul se curvaram em direções diferentes.
Woo Hyunse estalou a língua e virou Kwon Siyul. Ele estava encharcado. De suor, dos fluidos que tinha liberado e que Woo Hyunse tinha derramado. Seu umbigo côncavo e sua barriga pálida estavam salpicados de fluido branco-leitoso, e seus mamilos, que Woo Hyunse tinha beliscado, mordido e sugado, estavam reluzentes.
Sua testa, a região abaixo dos olhos, suas bochechas e lóbulos, seus ombros e peito e joelhos, e as pontas de seus dedos das mãos e dos pés estavam todos num rosa profundo. Suas pernas estavam abertas, incapazes de se fechar. A borda de seu buraco também estava carnuda e inchada como um anel. Quando ele enfiou um dedo e pressionou de leve, fluido misturado com sêmen jorrou.
Kwon Siyul se encolheu de lado. O gozo foi intensamente longo, e o clímax não acabava. Entreabriu os lábios para pedir uma pausa, só uma curtinha, mas só uma respiração fraca escapou no lugar de sua voz. Tentou se levantar, agarrando o lençol como se tentasse fugir, mas uma mão grande de repente agarrou seu tornozelo.
— Por que você está fugindo?
— S-Só, um pouco, hng, de descanso…
Não era que ele quisesse parar. Só precisava de um pouco de descanso. Cio à parte, aguentar Woo Hyunse não era tarefa fácil.
Quando ele estocava com força uma vez, era como ser atingido por um touro enorme e bem alimentado, e quando o sacudia com delicadeza, sua barriga lisa ondulava, fazendo-o sentir tanto prazer que achava que seu cérebro poderia explodir. Ele até sentia um medo puro de que poderia virar um idiota se experimentasse tal prazer sem uma única pausa.
Woo Hyunse não tinha como saber de tais medos. Inclinou a cabeça e se enfiou entre suas coxas. Quando Kwon Siyul apenas ficou deitado ali como uma boneca, colocou-o diretamente sobre si.
— Não, fundo… É fundo. Essa coisa.
Kwon Siyul ficou pálido como uma folha de papel quando percebeu em que posição estavam. Tinha mais medo da onda que desabaria do que excitação. Se entrasse fundo demais, seus órgãos poderiam ser danificados. Mesmo enquanto o cheiro vibrante de Woo Hyunse anestesiava sua razão, Kwon Siyul hesitou e tentou se afastar, tensionando as coxas.
— Aonde você pensa que vai?
Woo Hyunse endireitou Kwon Siyul como um feixe leve de palha e o colocou sobre seu pilar ainda duro. Alinhou a ponta com sua entrada macia e pressionou lentamente para baixo, segurando a cintura de Kwon Siyul com as duas mãos. Observou Kwon Siyul, que lutava para impedir-se de descer mais, escorando o peito dele com as mãos, e então, com um sorriso zombeteiro, impulsionou os quadris para cima.
— Heungh — Kwon Siyul soluçou, desabando sobre o tronco de Woo Hyunse. Seu escroto encolhido espremeu o sêmen e o lançou para cima. O choque de seu corpo sendo partido ao meio e o clímax até causaram um zumbido em seus ouvidos.
— Siyul, se você começa alguma coisa, tem que terminar.
Sua voz, sussurrando enquanto lambia a curva de sua orelha, era doce. A voz, misturada com respirações ásperas, também era incrivelmente obscena.
— Viu, eu te falei, eu não conseguiria.
— Hng, hng. Hngh, haaah…!
— Se você se joga em cima de alguém que diz não, tem que assumir a responsabilidade.
Ele agarrou sua bunda e a manteve no lugar, estocando para cima implacavelmente. Espuma branca borbulhava na entrada onde o pilar entrava e saía. O fluido acumulado dentro chapinhava a cada estocada e, ocasionalmente, incapaz de suportar a pressão, espirrava por toda parte de forma suja.
As áreas onde se encontravam também estavam molhadas como se tivessem sido mergulhadas em água. Os testículos pesados de Woo Hyunse grudavam nas nádegas de Kwon Siyul e depois se separavam, deixando um fio branco que se rompia e então se formava de novo.
— Heungh, eungh… Ah, ah!
Kwon Siyul só conseguia chorar e gemer. Sua mente finalmente tinha se quebrado. Saliva pingava de seus lábios entreabertos. Seu corpo inteiro espremia água. Sua carne interna absorvia o pilar e cuspia água, saliva se acumulava em sua boca e transbordava, e um líquido quase transparente escorria de sua glânde em vez de sêmen.
— …Ah!
Kwon Siyul, que vinha se sacudindo sem consciência, de repente enrijeceu no lugar. A ponta do pilar de carne, que tinha crescido de tamanho dentro dele, pressionou algum lugar bem no fundo. Era uma entrada profunda que timidamente tinha se revelado no auge do êxtase. Era tão delicada que até um leve toque na ponta mandava arrepios por todo o seu corpo.
Seus olhos já estavam no meio de uma tempestade de fogo vermelha e branca, mas ele ainda ouviu um aviso. Aquilo não estava certo. Se entrasse mais fundo, poderia ser irreversível. Kwon Siyul, tomado de medo, ergueu o tronco às pressas.
Como resultado, o pilar de carne entrou em ângulo reto, apunhalando o lugar que ele queria evitar mais uma vez.
— Hngh… — Kwon Siyul gemeu como se estivesse morrendo e balançou a cabeça descontroladamente. Gotículas minúsculas se espalharam para baixo.
— Hyung, aí, ah, não. Eu não gosto disso, hngh…
— Onde? Aqui?
Ignorando as súplicas desesperadas de Kwon Siyul, Woo Hyunse se concentrou exclusivamente naquela área, moendo contra ela. Cada toque escurecia sua visão e o sufocava. Kwon Siyul empurrou o peito de Woo Hyunse com as mãos sem força.
— Sério, não, não, eu falei para não…!
— Mas é bom aqui.
— Não, não, ah, ah…!
Woo Hyunse tinha razão. Ele estava apavorado, mas a sensação era de puro prazer. Não havia nem um grão de dor dentro dele. Quando a entrada macia lá dentro era pressionada, o fluido jorrava como uma amêijoa lançando água.
Os olhos de Kwon Siyul também estavam cheios de lágrimas. Lágrimas escorriam por suas bochechas e pingavam no peito de Woo Hyunse. Até os gemidos que saíam de sua boca eram estranhos. Ele queria parar aquilo, mas não tinha força nem para erguer as mãos.
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Continua *ੈ🍸✩‧₊˚
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna