• Capítulo 121
Capítulo 121
— O Kwon Siyul parece jovem mesmo.
Seu rosto era branco leitoso e sua figura longa e esbelta ainda parecia a de um menino. Ele não tinha percebido isso na Coreia, mas, vendo pelos olhos de estrangeiros, Woo Hyunse se sentiu um pouco amargo, pensando que poderia ser visto como um criminoso. Matou a sede com a cerveja e engoliu sua consciência pesada.
— Eu devia pentear o cabelo para trás.
Como se a presença ou ausência de franja fosse o critério para julgar a idade, Kwon Siyul penteou o cabelo para trás. Mas isso não fez o aspecto de menino desaparecer. Kwon Siyul se perguntou quando pareceria ter a sua idade e olhou secretamente para Woo Hyunse enquanto bebericava a bebida que tinha pedido no lugar do álcool.
Diferente dele, Woo Hyunse parecia um adulto maduro à primeira vista. Ele era maduro, relaxado, e às vezes até a palavra “sensual” vinha à mente para descrevê-lo. A linha grossa da orelha ao maxilar, o pomo de adão proeminente toda vez que bebia cerveja, e seus ombros e peito largos tornavam-no extremamente chamativo.
Kwon Siyul queria ter esse tipo de aura algum dia, quando o tempo passasse. Alguém que atraía atenção só de ficar parado. Mesmo agora, algumas pessoas olhavam de relance para Woo Hyunse como se atraídas por ele.
— Por que você está olhando de esguelha assim? Pode olhar para mim abertamente.
— Não posso fazer isso. O hyung é meu, por que você ia me mandar olhar abertamente? Você deveria mandar elas desviarem o olhar.
Kwon Siyul ergueu as sobrancelhas e retrucou diante das palavras absurdas. Quase bateu o punho na mesa, mas se conteve. Woo Hyunse piscou uma vez os olhos alongados e olhou para Kwon Siyul.
— Eu estou falando do Kwon Siyul.
— …Sim?
— Você fica olhando de esguelha.
— Ah.
Ele não estava falando de outra pessoa, mas dele. A temperatura no pub fresco claramente subiu. Kwon Siyul abanou a barra da camisa sem motivo, dizendo que estava quente demais ali e que eles deveriam baixar a temperatura do ar-condicionado. Woo Hyunse pousou a cerveja que tinha na mão sobre a mesa e se aproximou lentamente. Sussurrou suavemente a uma distância em que seus lábios estavam prestes a tocar a orelha de Kwon Siyul.
— Eu sou do Kwon Siyul?
Sua voz era excessivamente doce. Sua garganta estava ressecada e ele bebeu água, mas sua língua formigava. Eles tinham visto cada centímetro um do outro, então por que era tão constrangedor responder algo tão óbvio? Kwon Siyul virou a cabeça e fingiu olhar a paisagem. Um pássaro exótico piou e passou pela janela, como se provocasse Kwon Siyul.
No dia seguinte, pegaram um barco de manhã cedo e ficaram até o fim da tarde numa casa flutuante no meio do oceano. Era um ponto de mergulho com recifes de coral. Para alguém que fazia aquilo pela primeira vez, Kwon Siyul nadava pelo mar como um peixe na água. Tirava o tronco para fora da água dizendo que tinha visto uma arraia enorme e puxava as roupas de Woo Hyunse, contando tudo o que tinha visto debaixo d’água.
Voltaram para a ilha quando a luz do sol estava ficando amarelada. A pele de Kwon Siyul, que tinha ficado exposta ao sol enquanto flutuava no mar, estava de outro tom agora.
Sua pele branco-leitosa poderia ter escurecido, mas só ficou vermelha. Sua testa e bochechas também estavam torradas, e Kwon Siyul choramingava que doía mesmo quando Woo Hyunse só encostava os lábios nelas. Ele passou bastante gel de babosa assim que voltaram, e agora a vermelhidão tinha diminuído bastante.
Mesmo nadar por uma hora teria sido exaustivo, mas ele tinha ficado boiando nas ondas a manhã e a tarde inteiras, então não havia como lhe restar qualquer energia. Kwon Siyul adormeceu profundamente assim que chegou ao resort.
Ele ia acordar antes do jantar. Mas talvez porque tinha exagerado, não conseguiu abrir os olhos nem quando chegou a hora de se levantar. Parecia que havia pedras pesadas penduradas em seus músculos. A cama era como um pântano e suas pálpebras pareciam chumbo.
— Você está bem?
Woo Hyunse se sentou à beira da cama e afastou o cabelo que estava grudado na testa de Kwon Siyul. Sua mão ao passar era fresca, o que contrastava com seu corpo quente.
Ele não tinha contado a Woo Hyunse, mas seu estado não estava muito bom desde que chegou ali. Vivia com sono e parecia que seus pés afundavam no chão a cada passo que dava. Não queria desperdiçar aquele tempo precioso só por causa de sua condição física, então tomou analgésicos secretamente e tentou aguentar sozinho, mas parecia que as dores no corpo que ele vinha segurando finalmente tinham explodido com a atividade de mergulho.
— Vamos cancelar a programação de amanhã.
— Não, eu só preciso descansar hoje… Não cancela.
Amanhã era a experiência na ilha deserta. Era uma oportunidade que ele tinha conseguido porque uma reserva tinha sido cancelada. Ele não queria perder a chance de ficar sozinho com Woo Hyunse numa ilha deserta próxima por cinco horas.
Mas seu corpo era o problema. Era difícil mover até um dedo. Talvez fosse porque estava com febre e sensível, mas o cheiro de Woo Hyunse que roçou seu nariz estava ainda mais doce. Era como mel. Ele não era abelha nem borboleta, mas sua boca salivou e ele sentiu fome. Sentia-se vazio por dentro. Queria preencher aquele vazio que estava sentindo.
Kwon Siyul abraçou o estômago vazio e esfregou a bochecha contra a mão de Woo Hyunse, então de repente abriu os olhos. Um líquido espesso e viscoso escorreu por sua pele e encharcou sua roupa íntima. Ao mesmo tempo, sua parte de baixo foi lentamente se erguendo. Ele só tinha sentido o cheiro de Woo Hyunse, e seu corpo estava reagindo como se estivesse quebrado só por ter o rosto na mão dele.
Ele fechou as coxas rapidamente. Não estava em condições de ver ninguém porque estava doente, então não podia encarar Woo Hyunse. Ia empurrá-lo para dar uma volta e voltar, já que detestava perder um único dia de suas férias.
Mas algo estava errado por dentro. Era como se a penugem macia de um pássaro estivesse roçando sob sua pele. Seus dedos das mãos e dos pés se curvaram e sua espinha formigou. Sua parte de baixo estava rígida e esperava ansiosamente pelo toque de alguém. Até sua carne interna clamava por atenção.
Só então Kwon Siyul percebeu o que eram aqueles sintomas. Era o cio. Ele nunca tinha experimentado antes, então não fazia ideia de que a febre, o corpo pesado e a percepção sensível do cheiro dos outros eram sinais disso. Tinha ficado ao lado de Kwon Yuwon por metade de sua vida, mas era um tolo.
Assim que reconheceu, o calor se espalhou. Era incomparável a qualquer coisa que tivesse sofrido até então. Seu interior estava ficando molhado sozinho, e, por mais que apertasse a bunda, um fluido escorregadio escorria. Ele conseguia entender perfeitamente por que Kwon Yuwon xingava toda vez que entrava no cio. Apenas um pensamento ocupava sua mente naquele momento.
Ele queria transar.
Desesperadamente.
Queria colocar algo, qualquer coisa, dentro e revirar. Mesmo sem ninguém tê-los tocado, seus mamilos formigavam e estavam eretos, e suas aréolas estavam quentes. Ele também não conseguia controlar seu cheiro. Tentou desesperadamente contê-lo, mas ele traía sua vontade e se espalhava mais amplo e mais denso.
Não havia como Woo Hyunse não saber que ele estava no cio naquele momento. A mão que vinha acariciando seu cabelo com preocupação parou de repente.
— Hyung, isso…
Kwon Siyul choramingou, excitado pelo calor desconhecido. Woo Hyunse cobriu a boca e virou a cabeça. Devia ser difícil. Ele tinha dito que melhoraria num dia e implorado para viajar, mas seu cio tinha estourado. Ele se sentia muito mal, mas, mais que isso, queria aplacar o calor que fervia dentro de seu corpo. Sentia que estava prestes a enlouquecer de desejo.
Kwon Siyul não aguentou e agarrou o braço de Woo Hyunse. Esfregou a bochecha contra sua pele nua como um gato e mordeu o lábio. Respirações ásperas escaparam de seus lábios em vez da boca.
— Você pode fazer alguma coisa…?
— Não.
A recusa foi firme. Os olhos de Kwon Siyul se encheram de lágrimas porque o outro era tão sem coração. Por que ele, que normalmente se lançava sobre ele mesmo quando lhe dizia para não fazer, estava agindo assim? Ergueu a cabeça como se para perguntar por quê, mas Woo Hyunse empurrou levemente o ombro de Kwon Siyul. Seu corpo enfraquecido desabou para trás com o pequeno gesto.
— Você exagerou hoje, então, se fizer isso agora, vai ficar realmente doente.
Ele então enfiou a mão no cós folgado de Kwon Siyul. Kwon Siyul se sobressaltou, soltando um guincho agudo. O aperto de Woo Hyunse se fechou em torno de seu membro endurecido. No momento em que seu polegar pressionou com firmeza a ponta arredondada, os quadris de Kwon Siyul se ergueram involuntariamente, suas costas arqueando.
— Hngh…!
A mão de Woo Hyunse ficou úmida. Foi um clímax prematuro. Mesmo depois de incontáveis noites juntos, ele nunca tinha chegado ao ápice tão rápido. O rosto de Kwon Siyul corou num vermelho sem precedentes. Ele cobriu o rosto com as duas mãos. Uma risadinha só serviu para alimentar sua vergonha.
— Vamos fazer só isso hoje.
Apesar de ter ejaculado, sua parte de baixo continuava excitada. Seu corpo ainda estava envolto num vapor quente. Woo Hyunse baixou sutilmente a mão molhada. Entre suas pernas abertas, seu fluido se acumulava. A cada estremecimento, a umidade se juntava na fenda bem fechada. Era como se toda a umidade de seu corpo tivesse corrido para sua metade inferior.
— O Kwon Siyul deve estar com sede.
Até aquelas palavras eram obscenas. Kwon Siyul agarrou um travesseiro e o pressionou contra o rosto. Sabia que parecia um avestruz enterrando a cabeça na areia, mas não conseguia pensar em nenhuma outra maneira de esconder sua expressão. Sua mente estava falhando. Estava fixado numa única coisa.
Sentiu como se um dedo estivesse prestes a entrar. As juntas da mão de Kwon Siyul, agarrando o travesseiro, se destacaram. Sem perceber, abriu ligeiramente as pernas, mas a mão, traindo suas expectativas, subiu de volta e agarrou sua haste.
Ele não poderia estar mais decepcionado. Queria agarrar o pulso de Woo Hyunse e puxá-lo para baixo ali mesmo, naquele instante. Ser masturbado era bom, mas não era suficiente.
— Por quê…?
— Eu te falei, não posso.
— Não, ah, não faz isso…
Mesmo enquanto arqueava as costas, a mão apenas acariciava suas bolas uniformemente, nunca tocando abaixo. Normalmente, ele se lançaria sobre ele mesmo quando lhe dissessem para não fazer. Só brincar com a mão não era nem de longe suficiente. Ele queria que seus corpos se entrelaçassem. Precisava de um prazer além de um simples alívio. Se não conseguisse, poderia enlouquecer.
Ele realmente não aguentava mais.
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Continua *ੈ🍸✩‧₊˚
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna