• Capítulo 116
Capítulo 116
— Siyul.
O sussurro grave era sugestivo demais. Seria melhor se ele não olhasse? Kwon Siyul apertou os olhos. Franziu a testa. Então, ao som de seu nome sendo chamado de novo, abriu os olhos lentamente, e o rosto de Woo Hyunse preencheu sua visão.
Woo Hyunse também parecia estar passando por maus bocados. Suas sobrancelhas estavam levemente franzidas, e havia linhas nítidas em seu maxilar, como se ele tivesse cerrado os dentes com força esse tempo todo.
A temperatura dentro do carro subiu bruscamente. As bochechas de Kwon Siyul coraram, e seus lábios se entreabriram. Ele mordeu o lábio inferior com os dentes de cima e baixou o olhar. Só conseguia ver os lábios do outro. Os lábios que ele queria morder e pressionar pelo resto da vida.
— Se a gente não for até o fim…
Sua mente era como um junco, e seu impulso era como uma tocha sobre palha seca. Ele não conseguiu se obrigar a dizer: “Não teria problema?” Antes que a frase pudesse ser completada, Woo Hyunse se lançou sobre ele. O fato de não terem muito tempo naquele momento era como jogar lenha na fogueira. Beijou-o com aspereza e puxou a blusa de Kwon Siyul para cima. Enterrou o rosto na pele que brilhava branca na escuridão e esfregou o nariz nela.
Seus lábios percorreram seu peito liso e sugaram o mamilo ereto no centro. Sugou e o estimulou com a língua. Kwon Siyul se sobressaltou quando sua cintura começou a formigar.
— Ah, aah.
Seus quadris se moveram sozinhos. Sua mente também estava ficando vermelha. Sua parte de baixo, presa na roupa íntima, parecia abafada, e o buraco pulsante já estava molhado nas bordas. Enquanto suas nádegas carnudas se erguiam e depois relaxavam, um fluido escorregadio pingava.
Kwon Siyul baixou a mão às pressas. Estendeu-a com ousadia para desfazer a fivela da calça de Woo Hyunse, mas se atrapalhava por causa da pressa. Conseguiu baixar o zíper com dificuldade. Assim que a roupa íntima foi puxada para baixo, a haste dele se ergueu reta, como se estivesse esperando por esse momento o tempo todo.
A própria calça dele já estava nas coxas. Sua parte inferior nua, sem um único pelo, e suas nádegas claras estavam completamente expostas. Uma mão grande as cobriu. Enquanto roçava sua pélvis e o agarrava com firmeza, a carne carnuda se avolumava entre os dedos.
— Hngh.
Dedos se enfiaram entre seus montes. Esfregaram de forma um tanto apressada as bordas e então se enfiaram na entrada escancarada. A sensação de seu corpo se abrindo depois de tanto tempo era desconhecida, e Kwon Siyul baixou a cabeça e enterrou a testa no pescoço de Woo Hyunse.
— Ah, você disse que não ia até o fim…
Mas o outro não se deu ao trabalho de responder verbalmente. Apenas mordeu seu lóbulo e provou suas curvas, enquanto seus dedos eram inseridos bem fundo. Os dedos pressionando a mucosa úmida logo aumentaram para dois, depois três.
— Eu termino rápido.
— Foi o que você disse, hngh, você nunca termina rápido… Ah!
Os dedos foram retirados de uma vez. Uma ponta dura tocou a borda amolecida. A glânde rombuda entrou lentamente. A glânde grossa só conseguiu entrar completamente depois de forçar passagem pelo canal estreito que não parava de se contrair.
— Huu.
O suor brotou em suas omoplatas. Ele não conseguia se mover um centímetro, mesmo tendo engolido apenas a glande. As habilidades que tinha aprendido foram completamente apagadas de sua mente.
Mas ainda era excitante. Sua parte de baixo continuava ereta e dura. O ar denso que enchia o carro, e o cheiro espesso de Woo Hyunse dissolvido nele, faziam sua pele se estreitar e relaxar por conta própria, expelindo um fluido viscoso.
— Ah, só até aí. Não vai… Não vai entrar tudo.
Ele tinha engolido até o meio do pilar, mas mais do que isso era impossível. Com medo de que Woo Hyunse tentasse enfiar tudo de uma vez se ele deixasse por conta dele, Kwon Siyul colocou as mãos nos ombros do outro e ergueu lentamente o tronco. Encontrando o olhar do outro, balançou os quadris devagar, como se montasse a cavalo.
Mesmo pela metade, ele se sentia cheio por dentro. Toda vez que a glande esfregava sua membrana, os ombros de Kwon Siyul e os mamilos que estavam sendo sugados e mordidos esquentavam. Suas aréolas também estavam mais escuras que a cor original. Não só abaixo de seus olhos, mas também sua parte de baixo ereta estava rosada.
— Hngh, ugh, haah…
Mesmo tentando segurar, gemidos escapavam contra sua vontade. Ele rapidamente ergueu a barra da blusa e a mordeu. Até esfregar nos pontos rasos era bom. Toda vez que a glande roçava um certo ponto, estrelas cintilavam diante de seus olhos, e gotas transparentes se formavam em sua uretra.
Foi então que as mãos que seguravam sua pélvis apertaram. Os olhos de Kwon Siyul se abriram de repente. Woo Hyunse estava bem à sua frente, com uma expressão de absoluta impaciência.
— Só mais um pouco.
Ele não conseguiu responder porque estava mordendo a roupa. Woo Hyunse continuou pressionando Kwon Siyul para baixo. Seu peso pesou sobre ele, e ele afundou profundamente nas coxas do outro. Ele empurrou tudo de uma vez, alcançando fundo a carne intocada.
A boca de Kwon Siyul se abriu, e a barra da camisa escorregou. Covinhas em forma de borboleta apareceram em suas nádegas e acima do cóccix, e pequenas lágrimas brotaram em seus olhos arregalados. Ele não conseguia nem engolir a respiração enquanto seu estômago tremia.
A sensação que subia e descia por sua espinha era definitivamente o prazer do gozo. Seus olhos assustados baixaram. Sêmen branco e escorregadio estava espalhado acima de seu umbigo.
— Ah… Espera, espera…!
Ele tentou às pressas deter Woo Hyunse, mas o outro não escutou. Justo quando os sentidos de Kwon Siyul estavam prestes a se apagar, Woo Hyunse revirou seu interior de novo. Agarrou as nádegas de Kwon Siyul com as duas mãos e o ergueu com pura força, depois o deixou cair. Esmagou a carne interna, socou as partes mais fundas e o amassou com as mãos.
O gozo nem tinha passado ainda, mas estava vindo de novo. Era uma onda implacável desabando. Mais gotas pendiam da ponta de seu pênis, que já tinha liberado o sêmen. Ele deveria estar descansando quieto depois de gozar uma vez, mas não havia tempo para isso enquanto o prazer espremia suas bolas. Os olhos de Kwon Siyul se encheram de lágrimas enquanto sua uretra parecia estar queimando.
— Eu gozei, hyung. Ah, sério… Eu gozei, estou te dizendo!
Ele se debateu e gritou, mas Woo Hyunse apenas abraçou a cintura de Kwon Siyul com mais força e aumentou a velocidade das estocadas. Também bloqueou os lábios em protesto com os seus. Os dedos dos pés de Kwon Siyul, presos dentro dos tênis, se curvaram com força e então se abriram como pétalas de flor. A luz em seus olhos ficou opaca.
O carro balançava a cada movimento deles. Não era verão nem inverno, mas as janelas estavam embaçadas com uma umidade parecida com névoa. Alguém passando poderia bater na porta, mas nenhum dos dois se importava com tais coisas. Ou melhor, não tinham a tranquilidade para se importar.
O acoplamento molhado fazia um som de chapinhar. Uma espuma esbranquiçada se agarrava ao vão entre suas nádegas e ao pilar cheio de veias que aparecia e desaparecia intermitentemente. Kwon Siyul, que tinha afundado mais uma vez, engolindo tudo da ponta à raiz, torceu o ombro de Woo Hyunse e baixou a cabeça. Um contorno desconhecido se ergueu em seu estômago liso.
— Hngh, eugh… Ah, hngh. Ah!
Ele pingou nas roupas de Woo Hyunse antes de finalmente liberar de novo. Seu corpo inteiro se encolheu como se tivesse espremido não só sêmen, mas sua própria força vital. Sua carne interna apertou o pênis que a rasgava. Como se quisesse fazer explodir tudo, da glande à haste e às veias que subiam por ela.
Woo Hyunse gemeu brevemente. Retirou-se rapidamente, e a glande espirrou sêmen espesso nas nádegas pálidas de Kwon Siyul. Uma vez, duas, e então a última gota. O sêmen se acumulou nas covinhas em forma de borboleta e escorreu lentamente pelos montes carnudos.
— Eu falei… não até o fim…
Kwon Siyul usou Woo Hyunse como colchão e desabou sobre ele, repreendendo-o. Mas era uma reclamação que não funcionaria de jeito nenhum. Woo Hyunse riu baixinho e esfregou as nádegas de Kwon Siyul. O sêmen se esticava pegajoso nas pontas de seus dedos.
— Eu fiquei com muita pena de simplesmente te deixar ir.
— …
Ele ergueu o olhar, ressentido, antes de enterrar o rosto no ombro largo. Kwon Siyul estava igualmente triste com a passagem implacável do tempo.
— Eu não quero te deixar ir.
— …Eu vou vencer e voltar.
— Hmm — Woo Hyunse fez um som insatisfeito. Abraçou Kwon Siyul com força e esfregou a bochecha na dele, tentando aplacar sua decepção.
Kwon Siyul também não queria deixar Woo Hyunse ir assim. Passar a noite juntos não era só sobre misturar corpos. Ele conhecia a doçura de adormecer lado a lado na cama. Também sabia o quanto era grande a satisfação e a plenitude de ter Woo Hyunse deitado ao seu lado quando abria os olhos.
— Eu vou agora.
Mas não havia tempo para o pós-gozo. Ele juntou rapidamente as roupas e as vestiu, forçando um sorriso. Seus olhos estavam iguais aos de Woo Hyunse. Ele tinha medo de que, se ficasse ali mais tempo, desistisse da aposta e de tudo o mais, então se forçou a mover os pés relutantes.
Woo Hyunse o seguiu para fora do carro. Abraçou Kwon Siyul uma última vez e pressionou o queixo no topo de sua cabeça. Ele nunca se cansava de ouvir que ele realmente não queria deixá-lo ir.
— Até amanhã, hyung.
Woo Hyunse encostou o corpo no carro e acenou. Kwon Siyul deu um passo atrás, depois outro, até que o outro bateu no próprio pulso para lembrá-lo da hora, e então ele se virou e correu o mais rápido que pôde.
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Continua *ੈ🍸✩‧₊˚
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna