⋆。˚ ◉ Capítulo 27
Capítulo 27
MANSAENGJONG
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— Seu merdinha, é melhor você começar a sorrir diferente também de agora em diante. O seu sorriso também não é essas coisas.
》Não é essas coisas para o meu coração.《
O Mensageiro aparecendo de repente quase fez Seowoon soltar um palavrão em voz alta.
— Sério?
Ainda sorrindo, Cahaya aproximou o rosto, mandando que ele olhasse direito dessa vez.
— Ah, cai fora logo.
— Está bravo?
Com o desgraçado olhando para ele de baixo, Seowoon não conseguiu nem se irritar direito. Ele só queria olhar num espelho naquele exato segundo para descobrir que diabos havia de tão errado com o sorriso dele.
— Sorri, Cha Seowoon. Você fica bonito quando sorri.
Seowoon ficou tão sem palavras que apertou os lábios numa linha reta. Sério mesmo. Cahaya usou o polegar e o indicador para empurrar os cantos da boca de Seowoon para cima.
— Ai!
Uma rachadura minúscula se abriu no lábio inferior carnudo dele, e um leve traço de sangue apareceu. Cahaya se sobressaltou, rapidamente pressionou o polegar contra o ponto rasgado e depois soltou.
— Ei! Eu te falei para controlar a força, não falei?
— Não sabia que o musaranhinho podia ser tão frágil. Espera aí, eu vou sequestrar o Jo Kyungmin rapidinho.
Seowoon pressionou uma mão contra o lábio e agarrou Cahaya com a outra. Aquele desgraçado era totalmente capaz de fazer isso de verdade.
— Eu estou bem, tá? Você não faz cirurgia só porque se cortou numa folha de papel.
Seowoon esfregou o lábio ardido com a palma. Por sorte o sangramento já tinha parado depois de Cahaya pressionar uma vez. Cahaya inclinou a cabeça de novo, ainda concentrado nos lábios de Seowoon.
Havia preocupação de verdade nos olhos dele. Só então Seowoon notou o quanto aquele olhar pesava.
— Faz em mim também.
Ele deu um passo para trás de propósito e encarou Cahaya.
— Tentar rasgar alguma coisa com nível de força de bichinho guinchando vai ser difícil.
Cahaya ainda assim mandou que ele tentasse e até abaixou a altura para ele.
— Prefiro só engolir do que sofrer. Deixa para lá. Não vou fazer.
— Com medo de não conseguir rasgar?
Ele agarrou a mão de Seowoon e a pressionou contra os próprios lábios. Seowoon gritou que já bastava, mas conseguia sentir o sorriso de Cahaya bem contra a palma. Ele tentou arrancar a mão com tudo o que tinha, mas Cahaya também não cedeu.
— Uau, hyungs, desde quando vocês dois ficaram tão próximos?
Ainda preso pela mão de Cahaya, Seowoon se virou para olhar Yoochan. Abdulaziz apareceu atrás dele, mas Cahaya só continuou pressionando a mão de Seowoon contra a boca. Diferente dos próprios lábios de Seowoon, que viviam rachando de tão secos, os de Cahaya se esticavam numa boa.
— Sseowoon, cê me deixou preocupado agora. Vocês dois tão brigando? Segurando o queixo do Cahaya desse jeito.
— Não, hyung. Não é nada disso.
Seowoon arrancou a mão e desconversou a preocupação de Abdulaziz. Sinceramente, eles aparecerem naquele momento tinha sido uma bênção. Ele esfregou a palma na calça, ainda sentindo o toque de Cahaya.
— Uau, olhem só isso, povo de Naraka. O vice-líder da Tacheon está tratando um membro da guilda como se fosse germe.
Cahaya espalhou o boato com zero emoção e menos esforço ainda. Mesmo assim, o canto da boca dele ainda ardia um pouco, então ele lambeu o lugar.
— Germe? O Sseowoon disse isso?
— Não, hyung. Só ignora a besteira do Cahaya. Timing perfeito, na verdade. Eu estava prestes a apresentar a vocês um lugar que é um jackpot.
— Tem um lugar jackpot em Naraka?
Diante das palavras de Seowoon, eles se aproximaram na hora. Ouvindo “jackpot” sair da boca do vice-líder, eles nem tentaram esconder o interesse. Seowoon assentiu e inconscientemente enfiou a mão no bolso, mas é claro que não havia giz.
— Eu vim do Noroeste.
Ele não teve escolha a não ser começar a explicar só com a boca.
— Veio?
— Yoochan-ah, que tal a gente deixar as perguntas para depois de a história acabar?
Ele disse aquilo com gentileza para não soar rude, e Yoochan levantou a mão na hora.
— Sim, senhor!
— Tem um lugar no Noroeste que o pessoal da DK nunca, jamais vai largar. E esse lugar é…….
“É um saco não ter giz.”
Seowoon olhou em volta. Cahaya, que tinha vasculhado o terraço da mesma forma, encontrou uma pedra de peso perto do suporte dos potes. Sem uma palavra, ele sacou a faca e quebrou a pedra. Dos pedaços quebrados, escolheu um que parecia ter uma pegada decente e jogou para Seowoon.
— Thank you.
— You’re welcome.
Cahaya disparou a resposta em inglês sem nem tomar fôlego, e Seowoon não conseguiu evitar uma risadinha. Se Han Donhee estivesse ali, provavelmente teria chamado os dois de um bando de desgraçados loucos.
— Beleza, então. Deixa eu explicar.
Mal apagando o sorriso do rosto, Seowoon usou o pedaço de pedra como giz e riscou linhas brancas no chão. O triângulo sem base parecia bastante com uma montanha. Depois ele desenhou um “U” de cabeça para baixo bem no meio dele.
— Essa é a montanha em que eu fiquei um tempo. O pessoal da DK vai defender esse túnel aqui com a própria vida.
Toc.
Seowoon bateu no túnel que atravessava a montanha.
— Por quê? Porque isso aqui é um campo de minério wu.
Abdulaziz se agachou na frente dele também.
— Mutantes aparecem lá em grande número?
Seowoon ergueu o pedaço de pedra e apontou para Cahaya.
— Resposta correta do Cahaya. Mas não tem prêmio nenhum por isso.
— Nem estava esperando um.
— Enfim, resumindo a história…
“Mas que…? Desde quando esses dois ficaram tão íntimos?”
Yoochan cruzou os braços e franziu a testa.
Seowoon ter voltado era a melhor notícia possível para ele, mas a distância entre Seowoon e Cahaya parecia pequena demais. Fora do trabalho, aqueles dois nunca nem tinham tido uma conversa pessoal antes.
“Se o vice-líder tivesse que escolher o membro da guilda com quem é mais próximo, claro que seria eu.”
— Yoochan-ah.
— ……Sim?
— Você está prestando atenção, Yoochan?
— Sim, senhor!
Yoochan gritou, levantando a mão de novo.
— O Yoochan parece meio no mundo da lua. Eu explico pra ele depois. Sseowoon, continua.
— Sim, hyung. A coisa especial desse lugar é, hum……. Abdul hyung, você já jogou jogo de computador ou de celular?
— Claro que não. Tava trabalhando todo dia.
— Então pensa nesse lugar como uma espécie de prisão de mutantes.
Sinceramente ele queria chamar de “masmorra”, mas deu a volta por causa de Abdulaziz.
— Parece que os mutantes saem desse túnel. Mas eles não saem todos de uma vez. Só um ou dois a cada intervalo determinado.
— Hoho. Aqueles moleque da DK tavam com a vida fácil nas caçada. Pegando tudo o minério wu só pra eles. Tinham que ter dividido um pouco!
Abdulaziz elevou a voz de um jeito que não era nada característico dele.
— Então aquela história toda de eles conseguirem minério wu fácil graças ao Searcher deles também era mentira? Não é à toa que o vice-líder da DK está preso na Coreia há duas semanas seguidas. Ele ainda está sentindo o clima, porém. A cada poucos dias ele dá um pulo rápido em Naraka e sai de novo.
A DK dependia do Searcher deles porque queria monopolizar campos de caça de mutantes de alto grau. Sem o Mensageiro, Seowoon também nunca teria descoberto o que estava acontecendo dentro daquele túnel.
— Então é o seguinte.
Fuuush.
O cabelo de Seowoon esvoaçou ao vento enquanto ele estava sentado. A brisa artificial vinha da espada que Cahaya tinha acabado de sacar.
Buum!
A espada atravessou o terraço num flash e se cravou na porta, ainda vibrando. Ela também tinha espetado a salamandra viscosa que estava descendo pela porta. Um fluido grosso escorria do cadáver da salamandra, que tinha mais ou menos o tamanho de um homem adulto.
Cahaya, bem-sucedido na caçada, retirou a espada ainda trêmula.
— Beleza, vamos devorar o Noroeste.
Ele sacudiu o fluido da lâmina, e Seowoon se jogou para trás com força para que nada daquilo o tocasse.
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A salamandra foi cremada por Abdulaziz, um Piromante. Yoochan insistiu que eles deviam vasculhar as tripas só para conferir, mas era mal nível 1, então não tinha como haver minério wu ali dentro.
— Ir lá tudo bem, mas a gente precisa fazer um plano primeiro.
Seowoon teve que segurar Cahaya para ele não sair correndo para o Noroeste sem preparo adequado.
— O Seowoon hyung tem razão.
— O Sseowoon tem jeito pra bolar estratégia.
— Sinceramente, o Cahaya em si praticamente já é a estratégia, então não tem muito o que eu acrescentar. O pessoal da DK se coordena melhor do que eu imaginava. Da última vez eu vi cinco deles, uns nível 3, derrubarem um mutante nível 4 sem muita dificuldade.
Cahaya parecia querer dizer alguma coisa. Talvez chamá-lo de “a própria estratégia” tenha sido elogio demais.
De repente Cahaya coçou o pescoço e deu uma risadinha. A risada foi tão maliciosa que Seowoon lançou um olhar furioso para ele.
— O que é tão engraçado?
— Você se camuflou com mato e ficou assistindo? Ou se transformou num bichinho guinchando? Hahaha.
No fim ele não conseguiu mais segurar e caiu na gargalhada. Um cara bonito rindo com aquela liberdade era bom de ver, mas tratá-lo como se fosse um rato desgraçado era imperdoável.
— Eu assisti a céu aberto da montanha acima do túnel.
— Ah, você não se escondeu?
— Não me escondi. Só fiquei deitado de barriga para baixo.
Seowoon disse com uma expressão impassível.
Ainda rindo baixinho, Cahaya arrancou duas folhas de alface das que Abdulaziz estava cultivando e grudou uma em cada orelha de Seowoon.
— Técnica de camuflagem do Cha Seowoon.
— Vai para o inferno.
Seowoon agarrou as duas folhas de alface com as duas mãos.
“Que diabos ele está imaginando?”
O senso de humor daquele desgraçado às vezes ia para uma dimensão completamente diferente.
— Chega de brincadeira. Sseowoon, qual é o plano então?
— Por enquanto, eu estou pensando em mandar só o Cahaya como batedor.
— Eu nem sei onde fica o túnel.
— Eu vou com você até as proximidades.
— Hyung, eu vou com vocês também.
Yoochan disse, levantando a mão.
— É só ir espionar e voltar. Mais gente só facilita ser visto.
Cahaya baixou a mão de Yoochan com a bainha da espada. Era um argumento justo, então Seowoon também não discutiu.
Yoochan só pôde fazer bico.
— Não fica chateado, Yoochan-ah. Você conhece a Loja de Departamentos Seongra, né?
Era o prédio que todo mundo chamava de Marco do Noroeste.
— Conheço.
— Se você andar reto uns 500 metros para a esquerda de onde você estava olhando, você acha a Estação de Rádio Vênus.
Seowoon deu uma olhada no relógio de pulso.
— Encontrem lá com o Abdulaziz hyung até as 11h de depois de amanhã. Se o Han Donhee ou o Kangsan aparecerem antes disso, juntem-se a eles. Se a gente não conseguir chegar, não vão causar confusão no Noroeste sem motivo. Voltem direto para o Sudeste. Entendido?
— Entendido.
— A gente resolve o resto do plano depois de espionar. É isso por hoje. Dispensados.
Abdulaziz e Yoochan gritaram “Tacheon!” e até fizeram continência. Era menos sobre orgulho da guilda e mais a palhaçada de sempre deles.
Os dois desceram do terraço primeiro, deixando apenas Cahaya e Seowoon. Um canto do telhado ainda estava coberto pela fuligem da queima da salamandra. Seowoon arrastou uma mangueira e jogou água para garantir que as chamas estivessem completamente apagadas.
Ele moveu a mangueira em silêncio na direção de Cahaya, que estendeu a espada sob a água. Cahaya limpou a lâmina de todo o resíduo e a deslizou de volta para a bainha.
— Cahaya, você tem alguma coisa na sua casa que sirva de mochila?
— Isso é uma ordem?
— É, é uma ordem do seu vice-líder.
— Então acho que eu tenho que achar uma mesmo sem ter.
A casa de Cahaya era bem em frente à de Seowoon, exatamente como Abdulaziz tinha dito. Eles desceram as escadas, e Cahaya entrou primeiro e tirou os sapatos. Enquanto ele procurava uma bolsa, Seowoon olhou a casa. O escritório era bagunçado, mas o quarto dele era mantido bem limpo e organizado.
Dezenas de herbários estavam dispostos no armário da sala, embaixo da TV de parede. Garrafas de vidro cheias até a borda de solução transparente guardavam todo tipo de flor: hortênsias, gypsophilas, cravos e mais. Não havia como alguém ter dado tantos presentes do mesmo tipo a ele, então tinham que ser a coleção do dono.
Quando o olhar de Seowoon chegou à ponta do armário, ele piscou incrédulo e agarrou um porta-retratos.
Na foto havia uma mulher segurando um cachorro vira-lata de pelo marrom e branco. Estranhamente, o rosto dela era exatamente igual ao da mulher na foto que estava no quarto dele. O cabelo preto liso e os olhos verdes eram distintos o bastante para ele lembrar com clareza.
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♤ Nada contido se refere a realidade♧
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☪ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello