⋆。˚ ◉ Capítulo 22
Capítulo 22
MANSAENGJONG
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Diante da risada de Han Donhee, sobre a qual era difícil dizer se era riso ou choro, Seowoon sentiu um aperto no peito.
— Mas aí um desgraçado disse que os Mansaengjong mortos eram uns retardados, se perguntando por que diabos eles não chamaram a CESCO. Então eu fiz um controle de pragas também.
— Eu te falei para não ler esse tipo de comentário.
Como vice-líder da guilda, Seowoon tinha feito uma sugestão: quem lidasse com mutantes deveria ficar fora da internet por uma semana.
— Isso foi quando você não estava por perto. Seu desgraçado, por que você chegou tão tarde? Eu não consigo tirar da cabeça a lembrança da Seonghee derretendo bem na minha frente. Eu achava mesmo que estava bem, mas hoje, por causa dessas alucinações do caralho… Aqueles desgraçados da guilda Hospital Geral, eu juro que um dia eu mato todos eles. Se aqueles babacas tivessem ido ao Rio Han, todas aquelas pessoas teriam sobrevivido.
— Você fica de boca solta há anos sem coragem de exterminar de verdade. Você não sobreviveu hoje por causa do líder da guilda deles?
“Não.”
Seowoon apertou com força o braço esquerdo de Cahaya embaixo da mesa. Então percebeu que era o pulso que tinha sido decepado e soltou a força. Fosse porque doía ou não, Cahaya ficou surpreendentemente quieto enquanto era segurado.
— O Jo Kyungmin me salvou? Cahaya, você chamou aquele desgraçado?
Os olhos negros como breu de Han Donhee queimavam de intenção assassina.
— Tirando o Cahaya, a gente estava todo em estado terrível. Eu realmente não consigo imaginar o que teria acontecido se o Jo Kyungmin não tivesse entrado em cena.
— Ah, então quando eu matar os desgraçados da guilda Hospital Geral, eu deixo o Jo Kyungmin vivo por enquanto. E vou atrás dele e mato depois. Cahaya, você vai ver se eu não consigo, tá?
Os olhos do Han Donhee que dava risadinhas estavam perto de sinceros.
Seowoon sabia pelo tio de Cahaya por que Han Donhee rangia os dentes com o incidente do Mutante nº 35. Seonghee tinha sido a namorada de Han Donhee na época.
Quando Seonghee era viva, a guilda Tacheon tinha curadores e certo grau de disciplina. Mas depois que ela morreu, não havia mais ninguém para manter os membros da guilda sob controle.
— Cahaya, seu desgraçado de merda. Se ao menos você estivesse lá naquela época… só você.
— É, eu sinto muito, porra.
Quantas vezes ele já tinha vivenciado o desabafo de bêbado de Han Donhee de antemão. Cahaya só bebia com um pedido de desculpas sem emoção.
— Você, você foi sim. Eu sei disso. Mas você chegou tarde demais. Então… Eu não posso te culpar um pouquinho? Está sendo difícil para mim… Eu não posso ficar com raiva de alguém por um tempinho?
— Kangsan-ah, acho que já está na hora de você levar o Donhee para casa.
Han Donhee tinha quase virado um só com a mesa de tanto que estava derretido.
— Eu já vi essa vindo. Por isso eu enfiei um monte de carne. Vamos, Donhee hyung. Nada de vomitar nas minhas costas hoje.
Kangsan levantou Han Donhee com as mãos do tamanho de tampas de panela. Como os dois eram caras grandes, Seowoon nem conseguia imaginar a cena de um carregando o outro. E ainda assim Kangsan não teve dificuldade nenhuma em jogar Han Donhee nas costas.
— Esse Kangsan vai indo com o bêbado. A gente se vê em Naraka. Seowoon hyung, não some para lugar nenhum, tá?
— Pode deixar.
Os cantos da boca de Seowoon, que forçou um sorriso, subiram suavemente. Talvez porque ele tivesse perdido peso depois de sumir sem dizer nada, ele parecia mais frágil que antes. Ou talvez sempre tivesse sido assim e só parecesse infinitamente forte aos olhos de Kangsan. Kangsan ajeitou o Han Donhee que escorregava e saiu da churrascaria.
— Os dois de avental hospitalar ficam com uma cara meio lamentável.
Seowoon comeu um pedaço de carne e enxaguou a boca com álcool. Nesse meio-tempo, Cahaya abriu distraidamente uma garrafa nova de soju.
Lá no ensino médio ele tinha pensado que, no momento em que virassem adultos, beberia com Cahaya, mas eles tinham dado uma volta muito longa. Em vez disso, tinham ido ao parque temático que nunca tinham conseguido visitar, bebido álcool, e ele se perguntou que dia era aquele.
— Cahaya, você bebe bem?
— Chuta.
— Eu tenho que chutar? Uns meio copo?
Seowoon disse que não queria chutar, mas respondeu numa boa.
— Cha Seowoon, cansei de ouvir a sua lorota.
— Do que você está falando, eu dou conta de mais de meia garrafa.
— A sua cara está vermelha pra caralho agora.
As bochechas dele de fato pareciam quentes mesmo sem ninguém dizer.
— É sempre assim quando eu bebo.
Cahaya encostou a garrafa de soju na bochecha de Seowoon e sorriu travesso.
— O que você está fazendo?
Com a bochecha pressionada pela garrafa, a pronúncia também saiu enrolada.
— Esquentando a minha bebida.
— Que louco esquenta soju para beber?
Ainda assim, a bochecha dele ficou mais fresca. Seowoon virou de propósito o álcool do copo.
— Se ficar se exibindo, você apaga?
— Eu sou criança? A minha resistência é de duas garrafas.
— Você está tão vermelho que eu achei que fossem três copos.
— Eu desintoxico com a cara em vez do fígado, então cuida da sua vida.
— Duas garrafas.
— O quê?
— Você perguntou da minha resistência.
— Ah…
Ele podia simplesmente ter dito duas garrafas desde o começo, mas tinha que zoar as pessoas primeiro. De qualquer forma, quantas vezes ele já tinha sido arrastado para o ritmo de Cahaya antes. Ainda assim, como ele não estava deliberadamente consciente de evitá-lo como antes, se perguntou em que momento exatamente eles tinham ficado sem graça.
Eles não brindaram os copos de soju e, por um tempo, nenhuma palavra continuou também, mas aquilo pareceu bem natural.
— O Han Donhee… Ele faz isso com frequência?
— Se fizesse com frequência, eu não aguentaria tão bem. É umas uma ou duas vezes por ano.
— O Donhee devia gostar muito da Seonghee.
A expressão de Cahaya parecia dizer: “É mesmo?”
— Ele só está lutando com o arrependimento. Porque ela morreu no lugar dele.
— O quê?
Seowoon nunca tinha ouvido isso. Na época, tudo o que ele pôde fazer foi escutar o tio de Cahaya mencionando de leve.
— Quando eu cheguei lá, o Han Donhee também estava quase à beira da morte. O Centro de Controle mandou capturar o nº 35 vivo, né? Foi por isso que houve tantas baixas.
Até o nº 35, o Centro de Controle tinha querido capturar os mutantes vivos.
Supostamente era para obter informações sobre os mutantes, mas no processo incontáveis Mansaengjong foram sacrificados. As reclamações acumuladas finalmente explodiram no 35º.
A razão de Han Donhee ter destruído o prédio do Centro de Controle em Yongsan também foi a raiva. Por causa disso, a maior parte dos bens dele foi confiscada pelo governo e, como ele tinha cometido o crime de decepar o dedo de uma pessoa comum, teve que pagar uma indenização alta à vítima também.
Seowoon só tinha sabido do conteúdo pelas notícias, mas agora conseguia imaginar mais ou menos a história completa.
— Mas aí um desgraçado disse que os Mansaengjong mortos eram uns retardados, se perguntando por que diabos eles não chamaram a CESCO. Então eu fiz um controle de pragas também.
Ele provavelmente tinha ido decepar o dedo de quem zombou da morte de Seonghee. A boca dele continuava ficando amarga, então Seowoon parou de pensar mais adiante.
— Você está com pena daquele desgraçado do Han Donhee agora?
Cahaya empurrou a testa franzida de Seowoon com o dedo indicador. Seowoon, empurrado para trás, fez outra cara.
— E se eu pudesse morrer quando um Mansaengjong do mais alto escalão me cutuca com o dedo indicador? Por favor, pega leve comigo.
— Você agora é um peixe-lua?
— Eu ouvi dizer que peixe-lua não morre tão fácil assim de verdade.
— Então era o quê, um musaranho-hipopótamo ou algo assim?
Seowoon caiu na gargalhada.
— Cahaya, seu moleque. Você não consegue nem acertar os sobrenomes e agora está mudando o animal também. É elefante.
Seowoon bateu de leve o copo dele no de Cahaya. Graças a Cahaya, ele conseguiu virar o álcool com um humor melhor que antes.
— Disseram que nenhum Mansaengjong novo despertou desde que a gente foi para Naraka, né?
— Se tiver, eles não vão esconder.
— Então talvez não apareçam mais Mansaengjong daqui para frente.
— Mutantes continuam aparecendo, então nunca se sabe.
— Onde diabos você mora, afinal?
Com um pouco de álcool no corpo, a conversa foi para todos os lados, mas era mais fácil trazer à tona as palavras que estavam guardadas.
— Não vou te contar.
A boca de Cahaya estava escondida atrás da mão que segurava o copo. Os olhos dele estavam sorrindo, mas vai saber quanto à boca.
— Por que não?
— Porque o Cha Seowoon ficou curioso rápido demais?
Cahaya virou o soju transparente. Seowoon esfregou a própria bochecha, constrangido. Fez o gesto de refrescar o rosto quente enquanto se preocupava com o que dizer. Mas por causa do álcool a cabeça dele não estava funcionando muito bem.
Na verdade era bem engraçado que só agora ele estivesse curioso sobre onde Cahaya morava.
— Eu moro aqui.
— Hã?
Seowoon ergueu bem as pálpebras pesadas.
— Eu disse que moro aqui.
— No prédio da guilda? Desde quando?
— Desde o primeiro dia.
Os olhos surpresos dele ficaram vazios como se traçassem o passado e, logo, Seowoon afiou os cantos dos olhos. Mas com o álcool circulando, não deu nem metade do normal.
— Teve um monte de vezes em que você chamou todo mundo de repente para se reunir no prédio da guilda. E você sempre era o último a aparecer. Uau, pensando bem, você era um babaca completo.
— Eu também não sou o primeiro em compromissos.
— Eu sei melhor que ninguém que você é bom em aparecer primeiro.
— Só você sabe disso.
Rindo baixinho, a risada de Seowoon também ficou mais solta conforme o álcool se espalhava. Diante das palavras especiais “só você”, os sentimentos que ele tinha enterrado viraram juncos ao vento.
“Eu preciso me acalmar.”
Seowoon firmou a cabeça com água gelada.
— Você não vai perguntar onde eu moro?
Cahaya encarou sem expressão o Seowoon que tinha jogado a pergunta. Seowoon desviou o olhar primeiro e resmungou.
— Pergunta para eu conseguir uma vingança dizendo que também não vou te contar.
— Eu já sei.
— ……Sabe?
— O Cha Seowoon está bem aqui, na palma da minha mão.
— Que diabos você está dizendo?
Se fosse do tamanho de um musaranho-elefante, ele caberia na palma de Cahaya e ainda sobraria espaço. Imaginar aquilo não o deixou com raiva. Foi só engraçado.
— Posso dormir aí hoje?
Diante do olhar de Cahaya vindo direto na direção dele, as pontas dos dedos dele tiveram um espasmo.
》Tum-tum! O coração de “Cha Seowoon, o Musaranho-elefante” está disparado.《
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Nota:
[1] CESCO: (Chunwoo Environment Service Co., Ltd.) uma empresa abrangente de higiene ambiental que oferece controle integrado de pragas, gestão de qualidade do ar e soluções de segurança alimentar na Coreia do Sul.
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♤ Nada contido se refere a realidade♧
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☪ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello