⋆。˚ ◉ Capítulo 18
Capítulo 18
MANSAENGJONG
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— Toma cuidado!
Kangsan gritou para as costas de Cahaya.
“Puta que pariu, que diabos está acontecendo aqui?”
Kangsan olhou de relance para Han Donhee deitado no banco de trás e pisou fundo no acelerador. As mãos que apertavam o volante estavam encharcadas de suor frio.
“……Eu não fazia ideia de que o T-rex fosse tão forte assim.”
A alucinação que Kangsan tinha visto era a época dos dinossauros do Cretáceo. A falsa sensação de decepar dinossauros ainda persistia, mandando um arrepio pela espinha dele. Ele tinha se mijado, então as coxas também tinham esfriado. Por mais que ele cortasse e fatiasse o pescoço deles centenas de vezes, os dinossauros voltavam intactos e avançavam de novo, mais persistentes que qualquer mutante.
Desde que se perdeu numa exposição de dinossauros ao ar livre quando criança, Kangsan tremia à simples menção de dinossauros. Ele tinha procurado pelos pais até apagar, e depois passou a noite inteira gritando e correndo pela exposição de dinossauros com todas as luzes apagadas.
A imaginação de uma criança é inutilmente rica, então ele tinha experimentado o terror de dinossauros o perseguindo e, depois disso, uma fobia de dinossauros criou raízes.
Mesmo depois de o corpo dele crescer e ele despertar como Mansaengjong, o trauma profundamente enraizado era difícil de superar.
— Porra. Esses esporos são o pior.
“Será que os hyungs passaram por alucinações do Cretáceo também? Eu posso ter medo de dinossauro, mas não acho que eles tenham. E por que o Donhee hyung se machucou desse jeito……?”
Kangsan sacudiu a cabeça como se afastasse pensamentos desnecessários. Ele atravessou as barricadas de entrada proibida e virou o volante em direção à guilda Geral.
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BUM!
Cahaya arrebentou a porta bem fechada da Mansão do Terror.
Entre as atrações paradas, a Mansão do Terror era a única com as luzes acesas. Já que Seowoon também não estava fora do parque, as chances de ele estar ali eram altas. Além disso, ele não era do tipo que ficaria parado enquanto eles se descontrolavam. Ele preferiria se esconder.
O palhaço estatelado fora dos trilhos parecia obra de Seowoon.
“Será que o Seowoon se libertou da alucinação?”
O fato de ele ter chegado em segurança à área prevista de despertar do mutante basicamente significava que ele estava em plena consciência.
— Cha Seowoon!
A voz de Cahaya ecoou pela Mansão do Horror escura. Ele chamou Cha Seowoon mais uma vez, mas nenhum sinal de ninguém pôde ser sentido. O cauteloso Seowoon podia ter se escondido, achando que Cahaya ainda estava sob a alucinação.
Espada em mãos, Cahaya jogou de lado o palhaço que bloqueava o caminho. Mesmo com a máscara, o fedor fazia a cabeça dele zumbir. A própria Mansão do Terror parecia ter sofrido mutação; o ar estava denso de esporos alucinógenos.
Cahaya se concentrou na respiração para não ser envenenado pelos esporos, mas a cada inspiração a visão dele se deformava e a cada expiração voltava.
A mansão manchada de sangue virava o muro da ladeira, depois uma sala de aula com cortinas esvoaçando ao vento da primavera, mudando a cada instante como quem troca o filme.
— O que é?
Cahaya se virou como que enfeitiçado pela voz suave.
Parado ali, cortando a escuridão, estava Seowoon de uniforme escolar.
Clique.
Um poste de luz brilhou acima da cabeça de Seowoon, e Cahaya percebeu que alguém estava em pé ao lado dele também.
O Seowoon à frente franziu de leve as sobrancelhas e puxou um canto da boca para baixo em insatisfação.
— Você disse que tinha uma coisa para me contar.
Seowoon disse, olhando de relance para a pessoa ao lado de Cahaya.
Seowoon olhou de relance para o alguém em pé ao lado dele. Uma mulher que existia apenas como uma sombra, rosto irreconhecível, estava segurando a mão de Cahaya.
— Achei que você já tinha ido embora primeiro, Cha Seowoon.
Cahaya não conseguiu impedir as palavras de saírem da própria boca. A mente dele ainda estava ali, mas a vontade atual não estava sendo refletida, como se ele estivesse preso dentro de uma casca do passado.
Seowoon se deu conta da mulher ao lado de Cahaya de novo e deu uma risada de deboche.
— Então me conta da próxima vez. Eu vou indo.
— Cha Seowoon.
Cahaya soltou a mão da mulher e se aproximou de Seowoon. A mulher atrás reclamou, mas ele não conseguia ouvir direito o que ela dizia. Ele agarrou o braço de Seowoon, que tentava ignorá-lo e ir embora, e o virou.
— O quê?
Seowoon sacudiu o braço preso e cuspiu a palavra emburrado.
Seowoon, que ia ao salão pelo menos duas vezes por mês, sempre tinha o cabelo impecável. A pele sem manchas parecia bem cuidada, e as camisas sociais que ele comprava novas todo mês eram sempre de um branco puro, sem uma única parte desbotada.
— Se tem alguma coisa para dizer, diz.
— Você e o Han Donhee andam bem próximos esses dias, hein?
Quando ele falou com o sorriso de sempre, Seowoon debochou abertamente. Quando um fio afiado se somava aos olhos levemente puxados para cima, o olhar dele estranhamente ia mais para os lábios carnudos.
— O nosso raio de atividade é o mesmo, só isso.
— No cinema também?
— ……Do que você está falando? Você mesmo andava numa boa com a Lee Yeonsoo.
Só então Cahaya lembrou o nome da mulher. Fosse por orgulho ferido por ter sido ignorada, Yeonsoo já tinha ido embora.
“Mas por que eu namorei a Yeonsoo, afinal?”
Ela tinha se declarado, e ele não tinha encontrado um motivo específico para recusar, então tinha aceitado. Seowoon estava ocupado com os estudos para o CSAT na época, então tinha sobrado bastante tempo livre para Cahaya.
— Foi mais divertido sair com aquele desgraçado?
Um tremor curto passou pelas pupilas de Seowoon.
— Você também se divertiu com a Yeonsoo, não foi? Por que você está perguntando?
Não fazia muito tempo, Cahaya tinha chamado Seowoon para ver um filme.
Era a continuação do filme que eles tinham assistido juntos no segundo ano do ensino médio, então obviamente fazia sentido ver esse com Seowoon também. Mas Seowoon tinha recusado categoricamente, dizendo que precisava estudar, e Cahaya não tinha perguntado duas vezes.
Sem escolha, ele foi ao cinema com Yeonsoo e encontrou Seowoon lá. Seowoon, que estava com Han Donhee, cruzou o olhar com ele e imediatamente disparou antes que Cahaya conseguisse alcançá-lo.
Se Seowoon foi lá para dar uma pausa nos estudos, não havia motivo para evitar Cahaya.
— Cha Seowoon, para de agir igual ao seu nome.
— O quê?
— Você está deixando as pessoas tristes pra caralho.
— Mas você estava com a Yeonsoo ontem.
Yeonsoo isso, Yeonsoo aquilo. Ele ficava soltando o nome dela em cada frase.
— Cha Seowoon, não me diz que você…
— O quê?
Os lábios bem desenhados de Seowoon se separaram ligeiramente, depois se fecharam com força. Ele os tinha apertado com tanta força que os lábios carnudos incharam.
— Você gosta da Yeonsoo?
— …
Nem o suspiro de sempre vazou da boca aberta de Seowoon.
— Vai se foder, seu desgraçado do caralho.
Ele cuspiu o palavrão do nada e se virou para seguir o caminho dele. Mesmo tendo sido xingado sem ter cometido crime nenhum, uma risada escapou de Cahaya. Observando as costas que se afastavam, Cahaya falou:
— Cha Seowoon, vamos para casa juntos.
Ele tinha ido atrás de Seowoon com cara de pau, mas a distância nunca diminuía. A passada dele era muito mais longa, e ainda assim, por mais que andasse, ele continuava no mesmo lugar. Quando até o poste que iluminava Seowoon desapareceu, as costas que ele perseguia não estavam mais visíveis. No instante em que ele registrou que a visão estava se deformando e o espaço se distorcendo de novo…
ESTOCADA!
Cahaya cravou a própria espada direto pela palma da mão sem hesitar. Sangue jorrou sem parar da palma que a lâmina tinha perfurado.
Ele esfregou a mão encharcada de sangue sobre a máscara. O fedor dos esporos foi encoberto pelo cheiro de sangue, e a visão dele voltou gradualmente ao normal. Na cama ele conseguia ver a forma de uma pessoa sentada com um cobertor sobre a cabeça. Torcendo para que pudesse ser Seowoon, ele arrancou o cobertor, mas era apenas uma boneca de cera com uma faca enterrada no peito.
BAQUE!
Não era uma presença humana, mas algo grande tinha tombado. Cahaya atravessou imediatamente a sala e seguiu para a sala de jantar, de onde o som tinha vindo. Ele avistou as formas humanas emaranhadas no chão e apertou a espada com força. Entre os manequins com as articulações dobradas em ângulos estranhos, apenas uma pessoa estava em pé sobre dois pés.
“Achei você.”
No segundo em que viu Seowoon completamente ileso, o alívio o invadiu. Mas Seowoon estava apenas parado ali, sem expressão, segurando só um minério pequeno.
— Cha Seowoon.
Mesmo quando ele chamou o nome, não houve reação, como um manequim.
Sob a mesa virada, o mutante ainda não completamente crescido tinha se revelado, e Seowoon estava pisando sobre um aglomerado dos cogumelos. Os cogumelos esmagados estavam inteiramente vermelhos.
“Esses são venenosos?”
Cahaya mudou a direção da espada para trazer Seowoon. Ele não sabia qual deles era o mutante, mas esmagar todos até virar pó bastaria. No instante em que fechou a distância num piscar de olhos e estendeu a mão para puxar Seowoon…
— !
Como quem protege uma criança, Seowoon se colocou na frente da espada. A velocidade foi próxima da que ele tinha antes de perder a habilidade, então até Cahaya foi tarde demais para recuar a lâmina. O cosmos branco que envolvia suavemente a espada deixou um talho longo no antebraço de Seowoon. A pele tinha se aberto o bastante para mostrar o osso branco, e ainda assim o rosto de Seowoon permaneceu sem expressão.
Só depois de retirar a espada é que Cahaya agarrou o braço ileso de Cha Seowoon. Ele puxou na direção de si mesmo para tirá-lo da mesa, mas os dois pés colados se recusaram a se mover. A força que os prendia era tão forte que parecia que ele teria que cortar os pés para separá-los.
Era o primeiro encontro de Cahaya com um mutante que não tinha sofrido mutação completa. Ele focou no minério na mão de Seowoon. A energia parecida com um fio girando dentro do minério transparente lembrava o cosmos que os Mansaengjong emitiam. Também parecia um pouco com um parasita batendo o corpo constantemente contra as paredes para sair do minério.
Ele suspeitou que a causa de o mutante pré-mutação ter ganhado tanto potencial pudesse estar naquele minério. Mais do que isso, o fato de o minério estar meio incrustado na mão de Seowoon, como se tivesse criado raízes, era o problema maior.
Cahaya estendeu a mão para o minério que Seowoon segurava.
Ele tentou forçar a mão a abrir e puxar o minério para fora, mas tudo o que conseguiu foi segurá-lo como se estivessem apertando as mãos, enquanto Seowoon se recusava a soltar. Colocar mais força e arrancar o minério não teria sido difícil. Mas ele já tinha visto o minério explodir antes. Como não sabia que energia estava alojada lá dentro, não podia agir de forma imprudente.
Sangue vermelho se espalhou a partir dos Cogumelos Malucos sobre os quais Cahaya estava pisando. O sangue subindo pelos braços dos dois parecia veneno percorrendo veias. O sangue se infiltrando no minério, seu destino final, parecia sinistro. A energia girando lá dentro se alimentava do sangue e aumentava gradualmente de volume.
Vuuush.
Chamas subiram da espada que Cahaya tinha cravado na mesa. Ele puxou um atributo semelhante a Vênus entre as incontáveis estrelas que circulavam pelo corpo dele, mas como não era uma energia que ele manejava com frequência, o poder de fogo foi forte demais. Vendo a pele de Seowoon queimar por causa do próprio cosmos, Cahaya trocou a energia num instante.
Ele precisava ajustar com cuidado, mas, por azar, algo parecido com Urano saltou no lugar. Por causa do núcleo de gelo, a mão de Seowoon que ele segurava como num aperto de mãos congelou em azul.
As duas mãos solidamente congeladas grudaram uma na outra como se tentassem se tornar uma só. Não teria sido estranho se virassem um bloco único. Quando o gelo alcançou o cotovelo de Seowoon, Cahaya ergueu a lâmina num movimento só.
CORTE.
O pulso de Cahaya, cortado através do osso, ainda estava sendo segurado por Seowoon.
Cahaya cauterizou o braço com chama para que o sangue não escorresse, depois colocou Seowoon sobre o ombro ileso. Uma vez que os cogumelos mutantes tinham queimado por completo, a força que prendia os tornozelos desapareceu, mas o núcleo da mutação, o minério, ainda precisava ser resolvido.
O minério provavelmente tentaria encontrar outro hospedeiro dentro do tempo de despertar. Talvez tivesse se agarrado a Seowoon para não desaparecer.
“Ou talvez…….”
Cahaya deixou de lado o salto lógico excessivo. Ainda carregando o Seowoon aturdido, começou a correr ladeira abaixo.
Pelo menos ele era mais leve que Kangsan ou Han Donhee, então já era alguma coisa.
Seowoon ainda segurava com firmeza a mão grotescamente decepada.
— Cha Seowoon, se você perder isso, vai ser o escravo da minha mão esquerda para o resto da vida.
Ele estava genuinamente curioso para saber que expressão Cha Seowoon faria se descobrisse que aquela era a mão que ele usava para bater punheta.
Correndo direto em direção à entrada sem obstáculos, Cahaya olhou para os brinquedos completamente destruídos e caiu na gargalhada.
“Ei! Seus desgraçados loucos! Voltem a si! O parque temático vai desaparecer! A nossa guilda não tem dinheiro para cobrir tantos danos!”
Eles tinham feito uma baita excursão no lugar daquele que nunca tinham conseguido fazer antes.
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♤ Nada contido se refere a realidade♧
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· ⋆ · ─ ✦ ─ · ⋆ · Continua
☪ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello