⋆。˚ ◉ Capítulo 70
Capítulo 70
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— Eu voltei ao normal.
Ele sacudiu o cabelo molhado, incapaz de segurar por mais tempo.
O queixo de Seowoon caiu, pasmo. Toda a preocupação com o que poderia dar errado foi ofuscada por uma resposta tão inesperada, era simplesmente desconcertante.
“Ele odiava tanto assim ser abraçado que expulsou a toxina à força?”
Seowoon não poderia ter deixado passar o fluido parecido com sangue escorrendo da pele dele, semelhante ao veneno da água-viva. Para ser sincero, quando Cahaya recobrou a consciência pela primeira vez, Seowoon tinha pensado em tentar expelir a toxicidade que impregnava o corpo dele.
Seowoon também era do mais alto escalão, versado na manipulação de cosmos, então era uma sugestão viável. No entanto, depois de ver Cahaya tão abalado em seu corpo jovem, ele não conseguiu reagir com calma.
Ele sabia que aquele cara era jovem só por fora e continuava o mesmo Cahaya de sempre por dentro, mas mesmo assim ele foi cativado pela aparência.
Depois de recuperar rapidamente sua aparência original, Cahaya o repreendeu por tê-lo abraçado e balançado como antes. Não parecia ter sido fácil para ele voltar ao normal, porque sentiu muita dor. Ele deve ter aguentado porque odiava demais ser carregado feito um aviãozinho.
Conforme as sobrancelhas de Seowoon se erguiam levemente, Cahaya virou a cabeça, confuso.
— Cha Seowoon, por que você está agindo diferente agora?
— Sai de cima.
Embora Seowoon empurrasse o peito dele, Cahaya só acrescentava mais peso.
— Você disse que ia me dar um passeio de avião.
A pressão vinda de cima era enorme. O rosto de Seowoon se contraiu involuntariamente por causa da respiração sufocada.
— Onde diabos está a sua consciência? Como é que eu vou te levantar agora?
Seowoon soltou o ar com força.
— Eu mal consegui voltar à minha forma adulta, mas por que você parece odiar isso?
— …Porque você está pelado?
Encarar Cahaya já era intimidante o bastante, mas o que havia abaixo era ainda mais. Seowoon travou o olhar no de Cahaya de propósito, sem sequer piscar.
— Beleza. Eu vou pegar umas roupas para você.
Cahaya estava completamente nu, então Seowoon não teve escolha a não ser tocar a pele nua de novo. Seu tom de voz ficou visivelmente mais frio.
Não vendo nenhum sinal de recuo, Seowoon fez mais força, e Cahaya cedeu com mais facilidade que antes. No entanto, quando Seowoon se levantou, Cahaya pulou nele por trás.
— Porra, que diabos você está fazendo?
— Musaranhozinho, vamos para o meu quarto assim.
Alguma coisa encostou no cóccix de Seowoon, fazendo-o se inclinar para a frente, sobressaltado. Mas Cahaya só abraçou seus ombros com ainda mais força.
— Fica quieto aí! Eu trago para você.
— Eu preciso tirar o suor no chuveiro primeiro.
Cahaya estava grudado nele como chiclete e ainda jogou o peso em cima dele, fazendo-o andar para a frente.
Os membros da guilda provavelmente já tinham ido embora, e ninguém subiria até o último andar, mas Seowoon não era insensível o bastante para abandonar Cahaya no corredor.
Além disso, aquele cara se agarrava nele com tanta teimosia que ele nem conseguia tirá-lo de cima.
Seowoon deu um passo à frente, afastando as pernas de propósito mais que o normal. Mas, quanto mais andava, mais alguma coisa pressionava seu cóccix.
— Ei, você…
“Por que você está duro?”
As palavras que ele não conseguiu dizer formaram um nó na sua garganta. Fingir não notar era a melhor estratégia em momentos assim.
Seowoon beliscou a parte interna do próprio pulso. Infligir dor ao pulso era para se distrair do pau de Cahaya pressionando as suas costas. Assim como quando ele beliscava o braço para dispersar a dor da agulha da injeção quando era pequeno.
O problema é que ele estava preocupado com toda a dor que viria depois disso.
A sala da guilda e o quarto de Cahaya ficavam em extremidades opostas do corredor. Quando ele era pequeno, nem queria ser carregado, mas agora empurrava o corpo como se o estivesse carregando.
— Uou, mais devagar. Cha Seowoon, este avião é uma lata-velha.
A voz fez cócegas nos ouvidos dele, o que levou Seowoon a encolher os ombros e erguer a voz.
— Você não sabe que está pesado demais?!
Seowoon saiu rapidamente para o corredor, porque se sentia tratado como uma sucata. Conforme o atrito se intensificava, o pau duro de Cahaya ficava ainda mais duro e se projetava para cima. Fazer crescer um pênis não seria o último passo do seu “voltar ao normal”, então aquilo era definitivamente uma ereção daquele cara.
Conforme o ritmo diminuía, Cahaya o provocava e perguntava se o avião estava reabastecendo.
“Será que ele não está nem percebendo que está de pau duro agora?”
— Desgraçado maluco……. Você está…… -ro agora.
— Hmm?
Cahaya disse que não tinha escutado direito e encostou a orelha na lateral do rosto de Seowoon.
— Eu falei que você está duro agora.
— O quê?
— Você está… tendo uma ereção! Desgraçado pervertido!
Cahaya de repente agarrou os ombros de Seowoon por trás e o empurrou para a frente. Assustado com o movimento repentino, Seowoon se virou, mas Cahaya estava olhando para baixo. Seowoon tentou seguir o olhar dele e depois voltou a olhar para a frente.
Ele torceu o corpo numa tentativa de libertar completamente os ombros, mas por que Cahaya estava passando por ele ainda mais rápido?
Seowoon não conseguiu evitar de olhar para aquele cara como se se perguntasse que diabos ele estava fazendo.
Como olhou para ele de olhos bem abertos, conseguiu ver claramente o corpo de Cahaya. Seu olhar desceu rapidamente dos músculos das costas até as nádegas firmes sem nenhuma flacidez, e ele se apressou em olhar para o teto.
Ele se sentiu constrangido, como se tivesse cometido voyeurismo, mas aquele cara andando por aí completamente nu é que estava claramente errado, para começo de conversa.
Bip.
O som da fechadura girando ecoou, seguido pelo fechar da porta.
— Uau, eu não acredito nisso…….
Cahaya o deixou no corredor sem sequer dizer uma palavra sobre estar constrangido por ter tido uma ereção.
Sua raiva se acendeu brevemente, mas então veio a suspeita: será que aquele cara tinha tanta vergonha assim?
Normalmente, Cahaya riria e brincaria sem cerimônia se seu pau ficasse duro.
— Entra.
Cahaya chamou Seowoon, que estava parado sem jeito no corredor. Ele estava com a parte de cima do corpo para fora da porta. Seowoon se assustou, não esperando que ele saísse de novo.
— Eu não vou entrar.
— Quer que eu vá aí te arrastar para dentro?
Seowoon se apressou em ir na direção de Cahaya, que estava tentando sair para buscá-lo.
“Que desgraçado teimoso.”
Seowoon murmurou para si mesmo.
Cahaya já tinha entrado, mas tinha deixado a porta aberta, presa com um tênis embaixo.
Seowoon empurrou o tênis com o pé e fechou a porta. Cahaya estava enrolando uma toalha na cintura com preguiça, mas sua silhueta era visível.
— Agora que eu estou dentro, está tudo resolvido, né? Eu estou indo.
Quando Seowoon tentou sair, Cahaya agarrou seu pulso e o puxou para dentro.
— Eu tenho uma coisa para te dizer.
— Então fala logo.
Quando Seowoon o pressionou, Cahaya destruiu a fechadura interna da porta com o punho.
— Eu não posso deixar você fugir enquanto eu estiver no banho — ele disse. — Eu te falo quando eu terminar.
“Se você tem algo a dizer, diga agora.”
Mas Cahaya foi direto para o banheiro. Logo depois, dava para ouvir o som da água batendo no corpo dele. Como se quebrar a fechadura não bastasse, ele ainda estava tomando banho com a porta do banheiro escancarada.
Seowoon se aproximou do banheiro, prestes a perguntar o que exatamente Cahaya queria dizer, mas, ao ver suas costas molhadas, ele simplesmente bateu a porta.
Claro, tinha havido vezes em que Seowoon admirou os músculos dos membros da guilda Gym Rat, mas era pura admiração pelos músculos deles. Ele nunca tinha sentido o desejo de tocar nem ficado de boca seca de tensão antes.
Não havia nada de bom em ficar ali por mais tempo. Seowoon estava curioso sobre o que Cahaya tinha a dizer, mas uma ligação teria bastado.
Seowoon continuou apertando a fechadura destruída da porta da frente. Só havia um som de rangido, e a fechadura não cedia. A maçaneta prateada logo ficou morna, talvez porque estivesse fria ou por causa do calor vindo da sua mão.
Seowoon descontou a frustração na porta teimosa, abrindo as mãos. Enquanto olhava para a palma, não conseguiu evitar de lembrar da pele de Cahaya grudada nele com tanta força. Era firme e surpreendentemente lisa.
Ele nunca tinha imaginado tais coisas de propósito, mas agora conhecia o peso que o pressionava e a sensação da sua pele.
Além do mais, a expressão no rosto de Cahaya quando Seowoon se virou depois de falar da ereção dele foi realmente misteriosa.
Cahaya pareceu ao mesmo tempo surpreso e sem graça. Então, quando seus olhares se cruzaram de novo, os olhos dele pareciam mais brilhantes que o normal, quase esquisitos.
Se Cahaya não tivesse passado por ele primeiro, Seowoon talvez tivesse dado um passo para trás.
Afastando os pensamentos sobre Cahaya, Seowoon abriu o guarda-roupa. Sua intenção era preparar roupas para impedir que Cahaya saísse pelado, mas o guarda-roupa só estava cheio de uniformes da guilda.
A jaqueta azul-escura tinha no peito um emblema de bode com pupila em fenda horizontal. Era o uniforme que usavam nas atividades oficiais da guilda, mas vê-lo depois de tanto tempo foi estranho.
As cores das camisas ficavam a critério dos membros da guilda, mas a maioria deles escolhia cores escuras. Isso era para garantir que quaisquer fluidos de mutantes não ficassem facilmente visíveis. No entanto, Cahaya parecia preferir camisas brancas, como se via ali.
Seowoon pegou uma calça social preta para combinar com a camisa branca que Cahaya costumava usar. Quando abriu a primeira gaveta, encontrou-a cheia de cuecas ainda embaladas. Seowoon rasgou pessoalmente o plástico e arrumou a cueca, a camisa e a calça com capricho em frente à porta do banheiro.
O som da água durou um bom tempo, indicando que Cahaya era bem meticuloso no banho. Seowoon virou uma cadeira e se sentou, apoiando um braço na escrivaninha e o queixo na mão. Ele pretendia repreender Cahaya por ter quebrado a fechadura assim que ele estivesse vestido.
Conforme o som da água continuava sem parar, suas distrações só aumentavam.
“Que desgraçado sem-vergonha. Teria sido ótimo se ele tivesse ficado garotinho um pouco mais.”
Mas, pensando bem, já tinha se passado meio dia. A dor de cabeça leve, que antes era suportável, agora estava tão intensa que era insuportável. Se ao menos ele soubesse que aquele cara cresceria tão rápido, teria pedido mais roupas para vesti-lo. Mas será que Cahaya odiava tanto assim ser tratado como criança a ponto de se libertar num instante?
Devia fazer pelo menos trinta minutos desde que Cahaya entrou, mas o som da água não dava nenhum sinal de parar.
“Será que ele desmaiou? E se der algo errado com o corpo dele depois de expulsar a toxicidade?”
Bem quando os pensamentos de Seowoon corriam, a porta do banheiro se abriu. Seowoon rapidamente se endireitou na cadeira como se nada tivesse acontecido. Ele manteve a mesma postura, de costas para o banheiro.
Ele ouviu Cahaya se vestindo. O ar frio escapava do banheiro, como se ele tivesse tomado um banho gelado. Mesmo de meias, Seowoon sentiu o frio, então encolheu um pouco os dedos dos pés. Na borda do seu campo de visão, ele viu os pés descalços de Cahaya.
— Cha Seowoon.
Quando ele ergueu os olhos, os olhos de Cahaya pareciam mais sonolentos que nunca enquanto ele puxava a toalha da cabeça.
Seowoon nem tinha certeza se era porque o cabelo e os cílios dele estavam molhados, mas sentiu um formigamento percorrer seu baixo-ventre, como se estivesse assistindo a algo provocante.
A paciência de Seowoon se esgotou conforme Cahaya continuava calado mesmo depois de tê-lo chamado.
— Você disse que tinha uma coisa para me dizer?
— Você gosta de alguém?
Seowoon não conseguiu acreditar no que ouviu.
》Prevê-se o surgimento de um mutante de nível 6 no dia 15 de julho em Sulawesi, Indonésia. O primeiro mutante humano do planeta Terra.《
Foi como se duas bombas explodissem na sua cabeça ao mesmo tempo.
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♤ Nada contido se refere a realidade♧
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☪ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello