⋆。˚ ◉ Capítulo 41
Capítulo 41
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Seowoon estava sentado, os ombros tremendo com o corpo inteiro encharcado de chuva. Mas, olhando com mais atenção, ficou claro que aquela pessoa só se parecia com Seowoon na aparência e na cor dos olhos, era uma pessoa completamente diferente. Cahaya sentiu toda a energia se esvair.
— Ei! Você perdeu o juízo?!
Chegando tardiamente, Youngil gritou com o homem. O homem parecia estar passando fome havia dias, e os olhos dele não tinham brilho nenhum.
— Você é de escalão inferior? Independentemente disso……. Por que diabos você se jogou daquele jeito?
Kangsan tirou a jaqueta de couro e a colocou sobre as costas do homem. O homem olhou sem expressão para as três pessoas ao redor e soltou um grito.
— ……Não fiquem no meu caminho!
Com uma explosão repentina de força, o homem moribundo saltou do chão.
CRACK, BUM!
Um raio caiu, como se lançasse uma rede no céu. Quando o homem jogou o corpo inteiro na parede negra, ele desapareceu sem deixar rastro.
Os três não conseguiram esconder a confusão, sentindo que tinham salvado alguém de pular de uma ponte só para vê-lo pular de novo.
— Eu já ouvi falar de gente de escalão inferior pulando na parede negra para se matar……. Acho que é verdade — Kangsan murmurou baixinho.
— É, é por causa desses boatos. Dizem que, se você atravessar, dá para voltar para onde você vivia antes. Alguns preferem isso a morrer de fome aqui.
Youngil disse, o tom amargo enquanto olhava para a própria mão e esfregava a barba áspera.
— Mas não faz sentido……. Todo o conteúdo do minério wu foi para dentro daquilo.
Um brilho estranho apareceu nos olhos de Youngil.
— Chefe, você estilhaçou a casca que sobrou — Cahaya disse, esmagando qualquer esperança inútil como se não quisesse ouvir mais.
— Isso porque eu puxei de volta… ah, isso é ótimo! Haya!
Youngil gritou animado que tinha feito uma boa jogada, agarrando a Matahari do lado de Cahaya e segurando o punho. Ele apontou a espada, ainda na bainha, para Cahaya.
— Se os nossos corpos estão aqui em Naraka, deve dar para colocar partes da gente na parede negra e depois tirar, né?
— E daí? — Cahaya perguntou, franzindo a testa de forma incomum.
— Eu entro e volto. Mas se eu não conseguir, que tal você me puxar de fora?
— Sabe, pular no Rio Han para checar a temperatura é mais normal que isso.
— Moleque, pensa nisso como usar um cilindro de oxigênio.
Youngil rasgou a barra da camiseta e amarrou o punho da espada junto com a própria mão. Depois canalizou o cosmos para a mão, dando à espada uma pegada que não podia ser removida nem com um peso de quase 10 toneladas. Ele entregou a Cahaya a guarda da espada, que era o limite entre a lâmina e o punho.
— Eu não vou fazer isso.
A guarda da espada de Cahaya era redonda, sem nenhum padrão.
— Mas a gente tem que descobrir alguma coisa, né? Você ainda quer viver aqui? Eu tenho que ir ver a minha esposa e os meus filhos fofos.
— Você não é casado.
— É por isso que eu tenho que voltar e me casar. Se você não vai ajudar, eu vou sozinho mesmo. É absurdo ir parar em Naraka, mas, já que está bem debaixo do nosso nariz, talvez esse seja de fato o caminho de volta? Ou talvez a gente tenha vindo para cá através dessa parede negra?
— Mas isso…….
As palavras de Youngil tentaram Kangsan.
— Kangsan-ah, os corajosos vão para a Coreia. Quer que eu vá com vocês para lá? Eu topo.
— Seo Kangsan, para trás. Youngil hyung.
Convencer Cahaya não seria fácil. Youngil ficava desconfortável quando Cahaya o chamava de “hyung”.
— Haya……. Não é estranho o vice-líder não ter aparecido? Ele sempre se destaca mesmo sem dizer nada. Mas, por mais que a gente pergunte por aí, ninguém sabe onde ele está. Então talvez…… ele tenha voltado.
Youngil apontou para a parede negra e depois devolveu a guarda da espada a Cahaya. Cahaya ficou parado ali em silêncio, como se a menção do nome de Seowoon tivesse efeito sobre ele.
— Hyung, eu conheço bem o Cha Seowoon. Ele não é tão impulsivo.
— Então você acha que eu sou impulsivo? Olha, se tiver problema, você só me puxa. Eu confio em você, garoto.
— Youngil hyung, você tem certeza de que vai ficar bem? — Kangsan perguntou, soando ansioso.
— Fui eu que trouxe vocês todos até aqui quando você não estava por perto.
Ele deu tapinhas no ombro esquerdo de Cahaya.
— Se esse for mesmo o caminho de volta, vocês vão ter que me dar todo o dinheiro de vocês, tá? Eu tenho que ser tratado como herói pelo resto da vida. E Haya, por que eu me preocuparia com você aqui?
Youngil também estava nervoso, mas confiava em Cahaya.
— Hyung, só não faz isso.
Cahaya falou diretamente com Youngil.
— Por que você está arriscando a vida contando comigo?
— Ei, que frieza. Você é o mais forte aqui. Se eu não apostar em você, em quem mais eu apostaria? Sabe por que eu acredito em Deus? Porque eu preciso de alguém em quem me apoiar, e você é esse alguém aqui.
Cahaya olhou para a guarda da espada na mão e balançou a cabeça. Ele estava prestes a soltar enquanto dizia: “Eu não vou fazer isso.”
— Haya! Se você soltar, vai me matar, está me ouvindo?!
Youngil se atirou na parede negra sem aviso.
— Merda!
Cahaya perdeu a pegada na espada e correu até a frente da parede negra. Kangsan também gritou “Hyung!” e agarrou a cintura de Cahaya.
CRACK, BUM!
Um raio caiu de novo acima das cabeças deles.
Dava para ver a mão de Youngil segurando o punho da espada, mas até aquilo estava sendo lentamente sugado para dentro da parede negra. Essa sensação de a parede negra puxar tudo para dentro de alguma forma parecia familiar a Cahaya. Dali em diante, o fedor emanando da parede negra o deixou nauseado.
Kangsan sacou a espada e tentou perfurar a parede com o cosmos. No entanto, assim que a energia vermelha da espada dele atingiu a parede negra, ela começou a ser sugada rapidamente.
— Seo Kangsan! Libera mais cosmos!
Cahaya gritou por instinto. Kangsan recuou correndo, cambaleando. Mais da metade da energia que ele liberou sumiu num instante.
Cahaya plantou os pés firmes no chão para evitar tocar a parede negra.
Crack-crack!
O asfalto afundou e rachou, e os músculos dele se tensionaram pelo corpo inteiro. A pressão da parede negra que tinha devorado Youngil era imensa.
A pegada dele na guarda da espada escorregou, e a bainha se soltou. Ignorando o corte na mão, Cahaya agarrou de novo a guarda redonda enquanto segurava a lâmina.
CRACK-CRACK!
O asfalto rachou mais uma vez, e Cahaya puxou a Matahari com toda a força. Cada músculo do corpo dele saltou como se fossem estourar. Quando ele arremessou a espada para o outro lado da parede negra, Youngil, que estava agarrado ao punho, também foi puxado para fora.
— Haa….
Cahaya respirou fundo e enxugou a água da chuva. Vendo Youngil, agora nu, lutando para se levantar, Kangsan correu até ele. Ele nem conseguia abrir os olhos por causa da chuva torrencial.
— Seo Kangsan, para!
Parado no meio, entre Cahaya e Youngil, Kangsan congelou, incapaz de fazer qualquer coisa. Naquele momento, o punho da Matahari, que Youngil estava segurando, se quebrou como o minério que ele tinha esmagado. A lâmina agora sem punho caiu no chão.
— Youngil hyung.
Quando Cahaya o chamou, Youngil virou a cabeça. Ao erguer a cabeça, Cahaya notou algo na bochecha de Youngil que não deveria estar ali.
Olhos roxos estavam encravados nas bochechas, abertos como incisões. Duas pernas humanas estavam presas aos ossos das asas dele, e dois braços estavam presos à parte de trás das panturrilhas. Parecia que vários corpos tinham sido fundidos numa forma grotesca.
Kangsan ficou sem ar diante da cena que parecia saída de um pesadelo.
Estalo, crack! Crack!
Youngil convulsionou, soltando sons estranhos.
De repente, houve um som de ossos quebrando quando Youngil virou as costas. Ele começou a galopar como um animal, usando os pés nas costas e as mãos nas panturrilhas.
Cahaya ergueu a Matahari rapidamente. No entanto, com a água da chuva somada, as mãos encharcadas de sangue dele ficaram escorregadias como nunca.
— Larga a espada sem punho, hyung!
Kangsan gritou, jogando a própria espada para ele.
Cahaya pegou a espada arremessada e a cravou nas costas de Youngil.
— Screech! Screeeech!
Youngil gritou como um mutante, se debatendo com os membros.
Enquanto lutava para se libertar da espada cravada no asfalto, a lâmina tremia violentamente. Cahaya agarrou a Matahari de novo e a cravou nas costas de Youngil mais uma vez.
Imobilizado como um espécime, Youngil tremia e gritava.
Sangue, sem se saber de quem, escorria pelo asfalto junto com a água da chuva. Cahaya e Kangsan ficaram em pé diante de Youngil, encharcados na chuva pesada.
Aquilo era mesmo Youngil? A imagem do corpo dele virando e ficando de cara para o chão de cabeça para baixo era tão estranha.
— Eu—eu vou trazer um curador. Youngil hyung! Por favor, espera! Eu, eu vou trazer o Jo, Jo Kyungmin!
Em estado de pânico, Kangsan disparou às pressas. O guarda-chuva de Cahaya rolou pelo beco enquanto o corpo de outra pessoa, ainda preso a Youngil, desabava no chão.
Um fluido presumidamente humor vítreo pingava das bochechas rasgadas, e um minério do tamanho de uma continha caiu no chão, rolando até o sapato de Cahaya. Ele o cutucou com a ponta do pé antes de pegá-lo.
Embora pequeno em tamanho, o minério wu era condensado com uma massa enorme.
O corpo convulsionante de Youngil ficou mole, e Cahaya retirou as espadas das costas dele. Apesar de usar o cosmos para estancar o sangramento, a respiração de Youngil ia se apagando aos poucos.
Cahaya jogou todos os braços e pernas do chão dentro da parede negra antes de Jo Kyungmin chegar. Aquela era uma situação sobre a qual ele não tinha certeza, então não havia motivo para Jo Kyungmin descobrir nada a respeito.
Jo Kyungmin, que tinha sido forçado a entrar no carro de Kangsan, se recusou firmemente a tratar Youngil até que Cahaya apontasse uma espada para o pescoço dele sem dizer palavra. Com a ameaça de que seria morto ali se não fizesse o que queriam, Jo Kyungmin começou o tratamento.
— Por que me pedir para salvar alguém que já está morto?
Jo Kyungmin remendou os ferimentos internos de Youngil e regenerou a pele impiedosamente rasgada, mas a respiração dele já tinha parado. Cahaya colocou o pálido Youngil no banco de trás do carro.
— Vocês vão organizar um funeral decente?
Ignorando a pergunta, Cahaya assumiu o volante, e Kangsan ocupou o banco do passageiro. Jo Kyungmin tentou entrar no carro também, mas não havia espaço. Ele pegou o guarda-chuva preso ali no beco e levantou o dedo do meio.
— Vamos ver se eu vou estar disposto a ajudar vocês da próxima vez, nem com uma espada na minha garganta!
Ele gritou alto, mas o carro já tinha disparado.
Pouco depois da morte de Youngil, o Portal apareceu na Encruzilhada.
Kangsan suspeitava que o Portal tivesse se manifestado depois de inúmeros sacrifícios humanos de Mansaengjong.
Porque Cahaya disse que a parede negra parecia estar devorando o cosmos dos Mansaengjong.
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♤ Nada contido se refere a realidade♧
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☪ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello