⋆。˚ ◉ Capítulo 35
Capítulo 35
MANSAENGJONG
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— Você gosta de anfíbios?
Como se Cahaya já não tivesse o que fazer com o resgate rápido, ele ainda tinha que jogar uma besteira casual sobre o assunto.
— Não, fala, besteira. Anda, não, consigo, respirar.
Cahaya cobriu o nariz com uma mão, agarrou a mandíbula superior do sapo e o ergueu. Finalmente conseguindo tomar fôlego, Seowoon gritou rápido.
— Não encosta nas costas! É venenoso!
Segurando o punho, Seowoon girou a Matahari, cortando o corpo do sapo. Fluido jorrou como uma torneira quebrada. Seowoon tentou desviar rolando, mas já estava encharcado de fluido amarelo.
Cahaya puxou o sapo e o jogou pela janela.
BUM!
Era só o terceiro andar, mas o som de algo explodindo foi impressionante.
Seowoon se levantou, fluido pegajoso escorrendo do corpo. Para piorar, a sala agora era uma bagunça dos intestinos compridos e podres do sapo.
Cahaya olhou de relance para a janela aberta e depois seguiu na direção de Seowoon.
— Ainda vai ficar teimoso?
— ……Eu faço como você disse.
Seowoon agarrou a mão estendida de Cahaya.
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Seowoon saiu do banheiro por volta das 5h da manhã.
Talvez por ser um horário estranho para dormir, a luz do quarto de Cahaya estava acesa. Seowoon conferiu o guarda-roupa, achou um moletom e o vestiu. Nenhuma das calças servia nele, e ele ainda não conseguia localizar a cueca.
A calça de moletom com elástico na cintura era até confortável, mas Seowoon sentia que faltava alguma coisa sem cueca. A calça apertava nas nádegas por causa do tamanho pequeno e era desconfortável demais a cada passo.
— Ei, eu vou dormir na sala.
Ele espiou o quarto. O sofá da sala era só uma poltrona reclinável, mas dormir nele com um cobertor no chão não parecia tão ruim.
Sem receber resposta, Seowoon se aproximou e encontrou Cahaya cochilando sentado.
— Deita direito se você vai dormir.
Vendo Cahaya encostado de forma desconfortável na cabeceira da cama, Seowoon deu um tapinha no ombro dele.
Cahaya ergueu a cabeça devagar, parecendo incomodado — talvez até aquilo fosse o luxo de um Mansaengjong do mais alto escalão. Se fosse Seowoon, ele teria pulado achando que podia ser um mutante. Parecia meio injusto.
— Você tomou banho direito?
— Eu ainda estou fedendo?
Seowoon ergueu o braço e o cheirou. Cahaya agarrou o braço de Seowoon e enfiou o nariz na pele interna, farejando como um cachorro. O nariz dele chegou ao pescoço de Seowoon. Como Cahaya era sensível a cheiros, Seowoon entendia a necessidade de conferir com cuidado. Tudo o que Seowoon pôde fazer foi suportar aquela sensação sutil colocando força nos dedos dos pés.
— Eu não estou fedendo, né?
Seowoon empurrou Cahaya, que estava com o nariz no topo da cabeça dele.
— É, você está bem. Pode pular na cama.
— Eu vou dormir na sala.
— Por quê? Essa cama é larga o suficiente, né?
Cahaya se encostou na parede, dando tapinhas no espaço ao lado dele.
— Você só tem esse tipo de consideração com a sua namorada, hein?
— E o Cha Seowoon só tem isso com um sapo?
— Eu ia fazer isso, mas um babaca jogou ele pela janela.
Cahaya agarrou o braço de Seowoon e o deitou na cama, com força suficiente para Seowoon ficar aliviado de o braço e o ombro não terem se separado.
— Musaranhos são frágeis, então eu, o forte, é que devia ficar com a sala.
— Por favor. Achei que o meu braço ia ser arrancado.
— Vamos capturar o Jo Kyungmin vivo e usar ele só para o Cha Seowoon.
Seowoon conseguia de alguma forma imaginar Jo Kyungmin sofrendo.
— Eu sei que não é brincadeira, mas não faz isso.
— Só espera e vê.
Respondendo sem nenhuma sinceridade, Cahaya saltou da cama e passou por Seowoon.
— Cahaya.
Seowoon o chamou enquanto ele seguia para a sala. Quando Cahaya se virou, Seowoon deu tapinhas na cama, sinalizando para ele voltar e sentar.
— Eu não sou um sapo.
— Ei, eu tenho uma coisa para te contar.
Cahaya não entrou imediatamente, mas pegou algo na geladeira e sentou. Era uma garrafa de água com gotículas do lado de fora.
— Ei, é sobre o túnel.
Cahaya virou a água, parecendo tão refrescante que a garganta de Seowoon ficou seca.
— E se tiver um monte de mutantes dentro do túnel?
— Isso é uma dica de musaranho?
— Vamos dizer que é algo assim.
— Quanto é um monte?
— Bom……. Uns mil?
— Se tiver mil mutantes de nível 6, a gente está frito. Devo começar a me despedir? Você tem me deixado triste esse tempo todo, Seowoon-ah.
Cahaya passou a garrafa de água para Seowoon. Seowoon não discutiu e se ateve ao ponto.
— E se tiver mil mutantes de nível 3? Quantos você acha que consegue enfrentar?
Depois de pensar um instante, Cahaya deu uma resposta direta.
— Todos.
— …….
O queixo de Seowoon caiu.
Antes, Seowoon tinha refletido sobre quantos mutantes ele conseguiria enfrentar antes de perder a habilidade. Ele calculou que uns duzentos. Mesmo esse número exigiria usar o maior cosmos, varrendo todos de uma vez, em vez de enfrentá-los um por um.
Assim como diferentes tipos de bombas, os tamanhos de cosmos dos do mais alto escalão também variavam. Se Seowoon era uma bomba de hidrogênio comum, Cahaya não era nada menos que a poderosíssima Bomba Nuclear.
“Mesmo os dois sendo do mais alto escalão, a diferença é enorme…….”
Os dias em que ele queimava o complexo de inferioridade sozinho contra um cara daqueles estavam à beira do colapso.
— Você só está se gabando, né?
Quando Seowoon perguntou, Cahaya abriu um sorriso.
— A dica de musaranho é impressionante mesmo. Eu acho que consigo lidar com uns 200 deles.
Parecia que Cahaya, que tinha estado numa estrela distante, estava se aproximando de novo. Seowoon abriu um sorriso e respondeu:
— Eu também previ isso.
— É outra dica de musaranho?
— Nah, eu só achei que o meu eu antigo daria conta disso.
— Então eu topo uns 300.
— É.
Seowoon deu um sorrisinho, dizendo que estava sendo um pouco generoso.
— Ei, mas eu não fiquei foda mais cedo? Eu matei o mutante sem usar o meu golpe especial.
Cahaya de repente se sentiu aliviado e pensou em agarrar os lábios de Seowoon enquanto ele falava.
Em vez de ficar impressionado com Cahaya dizendo que conseguiria acabar com todos os mutantes, a expressão de Cha Seowoon só escureceu. Cha Byeongcheon tinha destruído completamente o próprio filho.
— Cha Seowoon.
— Hum?
— Estou com sono.
— Ah, verdade. Vamos dormir por enquanto. A gente conversa mais quando acordar.
Cahaya simplesmente deixou o corpo tombar para o lado a partir da posição sentada. Mesmo Seowoon murmurando “Você não deveria dormir na sala?”, ele não empurrou Cahaya.
Cahaya agarrou Seowoon pela gola enquanto ele se colava na parede e o puxou para si. Seowoon mandou ele parar com aquilo, o empurrou e voltou para a parede, se colando nela.
— Você não cheira mais a mutante.
— Eu sei.
— Então vamos só dormir?
— É. Eu vou para a sala. É desconfortável porque eu nunca dormi com outra pessoa.
— Merda, eu sou outra pessoa? Cha Seowoon, você dormia comigo na excursão da escola, lembra?
— Eu estava tão doente naquela época que precisava de uma bolsa térmica humana, tá?
— Ah, agora eu também estou com frio, talvez porque eu comi pizza congelada.
— ……Você é doido.
Seowoon, rindo baixinho de incredulidade, se deitou virado para a frente.
》……Ele já devorou uma vez.《 [capítulo 30]
“Por que eu lembro dessas palavras de repente?”
Ele não teve escolha a não ser achar que tinha ouvido errado o Mensageiro, já que estava meio adormecido. O Mensageiro nunca deu resposta quando Seowoon perguntou de novo com a mente clara.
“Mas se ele devorou o meu cosmos inconscientemente também, como fez com o do Han Donhee……, então o Cahaya seria quem tirou as minhas habilidades.”
Olhando para trás, as habilidades dele desapareceram quando ele chegou a Naraka em 1º de janeiro, e ele tinha estado numa ligação com Cahaya por volta da meia-noite da véspera de Ano-Novo.
— Ei… lembra quando a gente estava conversando no telefone no último dia do ano passado?
Já tinham se passado quatro meses, então não estava claro se Cahaya lembraria.
— Não?
Seowoon se virou e deu uma olhada em Cahaya.
As luzes ainda estavam acesas e, na luz forte, os belos olhos fechados de Cahaya não se moviam nem um pouco. Como é que alguém com um sono tão pesado tinha ouvido o som do golpe especial dele?
Seowoon olhou para o rosto adormecido de Cahaya. A atenção dele foi atraída por um ponto que parecia uma marquinha na pele limpa. Seowoon cerrou os punhos para resistir à vontade de tocar ali. Ele se virou de novo, se apertando contra a parede fria.
Sem conseguir dormir por um tempo, ele acabou se levantando, culpando a luz fluorescente forte. Devagar, saiu da cama e espiou a sala.
— Aonde você vai?
Uma voz rouca veio de trás.
— Que isso? Você estava fingindo dormir?
— Eu dormi, mas você fica me acordando.
Cahaya continuava de olhos fechados.
— Acho que eu fiquei traumatizado com o Cha Seowoon sumindo sem dizer nada.
Ele parecia estar tendo dificuldade para pegar no sono por algum motivo. Seowoon suspirou, apagando as luzes do quarto.
Com o amanhecer, o caminho até a cama estava claramente visível. Seowoon voltou para o lado de Cahaya e se deitou. Se Cahaya tivesse aberto os olhos, Seowoon apareceria como um grão de poeira no espaço, já que os olhos de Cahaya eram como a própria nebulosa. Nesse caso, Seowoon preferia fechar os olhos e deixar o calor do corpo fluir e confortar a pele dele.
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500 mil wons.
Para uma excursão escolar de 3 dias e 2 noites, aquela quantia podia parecer grande ou pequena.
Normalmente, os alunos do primeiro ano deveriam ir para um retiro, mas os alunos do primeiro ano do ano anterior tinham ido para uma excursão mais ou menos nessa época, então a ordem tinha se invertido completamente. Os do segundo ano fizeram um protesto sentado exigindo outra excursão, mas não foi aprovado.
Seowoon deu uma olhada em Cahaya, que estava sentado na carteira ao lado.
A Secretaria de Educação fornecia algum subsídio para as excursões, mas cada pessoa precisava de cerca de 400 mil wons. Ele não precisaria de um dinheiro extra para lanches durante a viagem?
Cahaya não tinha conseguido nem ir ao passeio do mês anterior, mas Seowoon torcia para que ele pelo menos fosse à excursão.
— Você vai?
Seowoon perguntou enquanto se deitava ao lado de Cahaya, olhando para ele.
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♤ Nada contido se refere a realidade♧
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☪ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello