⋆。˚ ◉ Capítulo 34
Capítulo 34
MANSAENGJONG
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“Vocês gostariam de ir com a gente?”
Seowoon conseguiu engolir os arrependimentos demonstrando muita paciência. Ele nem podia dizer que havia tantos mutantes dentro do túnel, revelar isso levantaria perguntas sobre como ele sabia.
Depois de considerar com cuidado, Seowoon decidiu dar a Kim Hansol 10 dias.
Segundo o Mensageiro, o mutante de nível 6 apareceria em uma semana. Seowoon planejava mobilizar todos os membros da guilda para uma emboscada perto do túnel no primeiro dia da semana. O mutante de nível 6 surgiria, a DK ficaria em dívida com eles, e eles entrariam no túnel com Kim Hansol e outros membros úteis da DK.
》Ótimo. Tudo vai sair conforme o plano.《
“Cala a boca, Mensageiro.”
Seowoon acenou com a mão quando o jornal esvoaçante cobriu o rosto dele. Como esperado, usar jornal velho e fita não bastava para tapar a janela aberta.
Ele estava prestes a arrancar o jornal e amassá-lo. No entanto…
[Um monstro mutante terrível apareceu.]
Seowoon se concentrou na manchete do jornal.
[Uma entidade monstruosa parecida com um pequeno Chupim foi avistada na área A-32. Apesar da aparência adorável, os Chupins são conhecidos como criaturas que andam em bando e usam o bico para apunhalar as presas, devorando-as a partir dos intestinos. O Chupim que apareceu na área A-32 cresceu até o tamanho alarmante de 7 metros e causou destruição, massacrando civis indiscriminadamente. O responsável por acabar com a fúria da criatura, que tinha se estendido até a área A-35, foi um usuário de habilidade Estelar classe S…….]
Enquanto lia, ele piscou repetidamente.
De repente, as letras do jornal começaram a se mover e se misturar como uma criatura viva. Consoantes e vogais se separavam e se espalhavam como um quebra-cabeça sem solução. Mesmo depois de esfregar os olhos, a dor persistiu, então ele foi às pressas para o apartamento de dois cômodos de Cahaya.
— Ei!
A porta da frente de Cahaya abriu sem resistência, como se estivesse quebrada.
— Cahaya!
Seowoon vagou pelo pequeno apartamento de dois cômodos procurando por ele, mas Cahaya não estava em lugar nenhum.
“Se ele saiu para algum lugar, devia ter me avisado.”
Seowoon, que vinha culpando Cahaya, de repente caiu em si. Não importava aonde Cahaya fosse, ele não tinha obrigação nenhuma de dar satisfação a Seowoon.
Seowoon disparou até o quarto andar, procurando Han Donhee.
A porta de Han Donhee não estava aberta, então ele bateu na porta de ferro.
BAM-BAM-BAM!
— Ei, Han Donhee!
Estava silencioso lá dentro, como se o morador tivesse saído. Seowoon se virou para chamar Yoochan, mas a porta já estava aberta. Seowoon bateu por educação e entrou no apartamento de Yoochan.
Tapetes macios cobriam o chão, e um cesto transbordava de brinquedos de robô. Talvez uma criança tivesse morado ali. Uma foto de uma criança sorrindo largo num triciclo estava sobre a estante da TV. Ironicamente, havia um galo novo, ainda não totalmente crescido, na frente do cesto. Seowoon achou um pouco estranho haver uma galinha ali, mesmo não havendo cachorros nem gatos por perto. Além disso, a aparência da criança era peculiar.
— Yoochan-ah, Yoochan-ah? Você também não está aqui?
Seowoon vagou pelo layout familiar do apartamento, parecido com o dele, mas não havia ninguém à vista.
Ele conferiu a casa vazia de Kangsan no quinto andar antes de descer até a de Abdulaziz, no segundo. Vazias, todo mundo tinha sumido do prédio. Até a porta de Youngil estava trancada.
Saindo do prédio, Seowoon vasculhou o beco. Parecia perigoso deixar o esconderijo, mas as pernas dele se moveram por conta própria.
Ele andou e andou, mas só o vento sussurrava pelo beco estreito. Nem um único Mansaengjong de escalão inferior morador de rua à vista.
Voltando ao esconderijo depois de uma busca inútil, Seowoon mordeu o lábio de novo. Ele tinha uma vontade inexplicável de chamar o nome de Cahaya, ansioso como uma criança perdida sem ninguém em quem se apoiar.
“Para onde todo mundo foi?”
Seowoon estremeceu com os próprios pensamentos sombrios.
“Eu sou o único que sobrou em Naraka? Todo mundo voltou para a Coreia?”
De repente, o medo o dominou.
“Vamos dar meio dia. Se ninguém voltar, eu vou direto para a Encruzilhada.”
Ele ainda não estava confiante para ir até lá sozinho. Naquele dia, o velho esconderijo parecia um lugar seguro.
Ele conferiu a casa de Cahaya e, mais uma vez, estava vazia. Os passos de volta para casa estavam pesados. Quando ele abriu a porta sem energia nenhuma…
— Au! Au!
Um cachorrinho latiu para o intruso.
Por um momento, Seowoon ficou feliz de ver outro ser vivo ali. Mas não tinha como o cachorro ter vindo de lugar nenhum, devia ser um mutante que subiu pela janela aberta. Seowoon procurou a Matahari às pressas.
Mas alguém estava em pé onde a Matahari deveria estar. A mulher segurava o cachorro, o cabelo caindo até a cintura. Os lábios de Seowoon estavam fechados, ele nem conseguia perguntar quem ela era. Ele só teve um pressentimento de que ela podia ser a dona daquela casa.
Enquanto segurava o cachorro que ainda latia, a mulher se virou de repente.
O cachorro parcialmente decomposto cuspiu pus pelo focinho, e a mulher se aproximou de Seowoon com a cabeça baixa. O rosto dela, surpreendentemente, ficou visível através do cabelo balançando como cortina. Um buraco negro se abriu bem largo como a boca de um mutante, engolindo o corpo imóvel de Seowoon.
— Haah!
Seowoon convulsionou violentamente. Ele tocou o rosto e o corpo, sentindo a sensação sinistra de ter sido engolido por um buraco. Felizmente, não faltava nada.
O vento pela janela explodiu e esfriou o suor na testa dele. Seowoon recuperou a compostura e olhou para a Matahari. A espada continuava encostada na parede.
Ele só conseguiu suspirar diante daquele pesadelo sinistro. Ele reproduzia o esconderijo que ele tinha visto, incluindo a casa de Yoochan, o bastante para ser confundido com a realidade.
Será que a dona da casa tinha virado um fantasma? Mas Seowoon não tinha certeza se as pessoas que viviam em Naraka estavam vivas ou mortas. Talvez estivessem presas em algum lugar, assim como ele e os outros.
Trêmulo, Seowoon se levantou e foi para o banheiro. Jornais amarrados com fita estavam espalhados pelo corredor. Havia vestígios da tentativa fracassada de alguém de cobrir a janela.
Ele lavou o suor frio na pia, olhando para o próprio rosto pingando no espelho.
“Talvez eu devesse ter ficado com o Cahaya…….”
Depois que o pessoal da DK foi embora, Cahaya e Han Donhee de alguma forma compartilharam a mesma preocupação. Eles alertaram Seowoon contra usar aquela casa, temendo que mutantes pudessem entrar pela janela da sala.
Cahaya o convidou para ficar na casa dele, e Han Donhee disse o mesmo. Quando Seowoon se ofereceu para retribuir, Han Donhee respondeu secamente.
“A minha casa é domicílio unipessoal.”
Na realidade, a preocupação de Han Donhee era só da boca para fora.
Seowoon limpou o espelho com as mãos molhadas. Sem conseguir dormir, decidiu subir ao terraço para olhar a lua.
— Aargh!
Quando pisou na sala para pegar a Matahari, Seowoon gritou. Ele ficava murmurando: — Que porra, que porra.
Um sapo estava relaxando na janela da sala.
Croac-croac, croac.
Quando os olhos deles se encontraram, o sapo guinchou, quase em tom de ameaça. A criatura, que fazia um barulho como o de sapatinho de bebê que apita, piscou os olhos saltados.
Um pequeno já era nojento o bastante, mas agora, com um sapo do tamanho de um humano adulto ali, Seowoon sentiu o estômago revirar. Havia até protuberâncias por toda a pele lodosa da criatura.
Croac-croac! Crooaac!
O pequeno desgraçado invasor encarou Seowoon e coaxou, como se mandasse ele dar o fora.
Seowoon estendeu a mão para a Matahari, observando o sapo com cautela. Em termos de tamanho, parecia um mutante de nível 1. Nesse nível, até pessoas comuns conseguiam lidar, exceto com grandes predadores como tigres e leões. Com uma espada famosa como a Matahari, não devia ser tão difícil.
Seowoon não tinha planos de soltar o golpe especial numa criatura daquelas. Afinal, um golpe especial se chamava “especial” por um motivo — era algo que você guardava e usava como último recurso.
Croac-croac-croac!
A pele grossa embaixo do queixo do sapo vibrava a cada coaxada. Seowoon lançou um olhar furioso e apertou o punho da espada com força.
Ele achou que o sapo tinha se acovardado e recuado, mas, em vez disso, ele deu um salto — sim, ele pulou. Cada uma das quatro pernas compridas era da altura de Seowoon.
Seowoon girou a espada desesperadamente, mirando em golpeá-lo para trás. O sapo, pulando para desviar, bateu a cabeça no teto e ficou ainda mais furioso. Dessa vez ele pulou um pouco mais baixo.
Quando uma sombra enorme pairou sobre Seowoon, ele sentiu vontade de usar o golpe especial, então tentou.
— Porra! Ruja da minha espada! Chuva Violeta!!!!!
》Patético. Só apunhala ele até a morte.《
“O Mensageiro continua louco como sempre.”
Encurralado na ponta da sala, Seowoon não tinha para onde ir. Ele pulou de novo, cravando a Matahari no peito do sapo bem quando ele se atirou contra ele.
Croooaaac!
Fluido jorrou da boca do sapo enquanto ele gritava. A Matahari, erguida acima, tremeu.
Tum!
Seowoon caiu de costas, incapaz de aguentar o peso do sapo. Quando a pele úmida do mutante o cobriu, ele sentiu arrepios e nojo intenso. Pensando bem, ele lembrou que os sapos eram venenosos.
》As glândulas de veneno ficam nas costas.《
A parte que o tocava era a barriga, mas era cedo demais para relaxar, considerando que era um mutante. Para empurrar o sapo, Seowoon dobrou a perna e pressionou a sola contra a barriga dele. Ele empurrou com toda a força, mas a criatura pendurada ali não se moveu. O peso era sufocante, e ele quase desmaiou por falta de oxigênio.
— Cha Seowoon?
A voz de Cahaya veio de cima.
“Já teve um dia mais feliz que agora desde que eu conheci ele?”
O cabelo de Cahaya estava mais bagunçado que o normal, como se ele tivesse acabado de acordar com o grito de Seowoon.
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Nota:
[1] Chupim: (소새) uma ave parasita que costuma pôr ovos nos ninhos de outras aves.
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♤ Nada contido se refere a realidade♧
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☪ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello