⋆。˚ ◉ Capítulo 148
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CAPÍTULO 148
O artesão que fez o uniforme era especializado em lidar com plantas e era renomado por usar couro de mutante para fazer materiais auxiliares. Era um designer cujo nome era reconhecido mesmo antes de seu despertar, e agora apenas os Mansaengjong escolhidos pelo artesão podiam comprar seus produtos.
“E esse artesão renomado concordou em fazer… um moletom?”
Seowoon olhou para o moletom estampado com o nome de Cahaya com uma mistura de incredulidade e exaustão. Se aquele logo fosse de uma empresa qualquer, ele talvez tivesse experimentado na hora. O design era elegante, estiloso e, francamente, exatamente o tipo de coisa que ele geralmente gostava de usar.
— Como isso é um uniforme de líder de guilda? Seu nome tá todo espalhado, obviamente é o uniforme do vice-líder. Você deveria usar.
Os membros da guilda, que vinham fazendo hype com o rufar de tambores, suspiraram coletivamente de decepção. Era óbvio que estavam loucos para provocá-lo.
— Cha Seowoon.
Cahaya agarrou o ombro de Seowoon com firmeza.
— O quê?
A seriedade da expressão de Cahaya fez Seowoon hesitar. Pela primeira vez, não parecia uma de suas pegadinhas habituais.
— É hora de causarmos impacto.
— Ah, me poupe, que impacto?
Quando Seowoon tentou se livrar do moletom que Cahaya forçava nele, Cahaya balançou a cabeça com firmeza.
— Me escuta. Por que empresas usam celebridades famosas nos anúncios? Porque funciona. Porque vende. Pensa bem nosso líder de guilda andando por aí usando o nome do Mansaengjong super-hiper-nível-máximo da história. Isso não é só um anúncio, é O anúncio. Você disse que quer expandir essa guilda, né? Nada supera isso em poder de marca.
— Bom, então USA você.
Seowoon arrancou o moletom e tentou enfiar o braço de Cahaya na manga.
— Nossa, Cahaya, seu vigarista de lábia.
— Donhee hyung, eu quase caí também.
— Mas se a gente tá tentando promover a guilda, não deveria dizer “Tacheon” em vez de “Cahaya”?
O grupo, que inicialmente tinha se unido para provocar Seowoon, agora virava o fogo contra Cahaya. Diante da alfinetada final de Yoochan, Cahaya estalou a língua em decepção.
— Seus idiotas. Vocês estão perdendo o ponto aqui. O líder da guilda me promovendo, um Mansaengjong nível deus, é a jogada de marketing definitiva. Se eu me promovesse, quão ridículo isso pareceria?
— Mas por que a gente tá promovendo VOCÊ em vez da guilda?
— Donhee, seu cabeça-dura. Não lembra? Eu sou o salvador dos Mansaengjong. O fato de Cahaya estar com a Tacheon é o gancho de marketing.
— Mas, hyung, o mundo inteiro já sabe que você está com a nossa guilda.
— Se uns babacas começarem boatos de que eu saí, você vai rastrear eles e calar a boca deles, Yoochan?
— Isso seria difícil, é.
Yoochan deixou as palavras morrerem.
— Se aquele desgraçado tivesse despertado como hipnotizador, ele já seria líder de seita a essa altura.
— Ah, Han Donhee, considere-se excomungado.
Enquanto todos expressavam apaixonadamente suas opiniões, os olhos de Seoha corriam de um lado para o outro, tentando acompanhar a conversa.
— O Seoha tá bem aí. Dá pra vocês pararem de brigar?
— Mas a gente não tava brigando.
— O Donhee hyung tem razão, a gente só tava conversando.
— Então, Seowoon hyung, você vai vestir ou não? Se não, posso ficar com ele? Minha prima é fã enorme do Cahaya hyung.
— Quer levar um tapa, Kangsan?
— Hyung, por que você me bateria? Minha prima é que é fã, não eu!
Incapaz de aguentar mais a discussão na frente da criança, Seowoon tirou a contragosto seu moletom de lã. Com um suspiro resignado, enfiou os braços no moletom que Cahaya estendia. Ele imaginou que sempre poderia tirar depois, então não fazia muita diferença.
Serviu perfeitamente — folgado, exatamente como Seowoon gostava. Cahaya claramente conhecia suas preferências, e a consideração deixou Seowoon momentaneamente sem palavras. Cahaya tinha ido ao ponto de encomendar um cinto de espada transversal combinando para ele. Cahaya sacudiu as mãos depois de pendurar Matahari nas costas de Seowoon.
Tendo completado seu “uniforme de líder de guilda estilo Cahaya”, Cahaya levantou o polegar.
— Uau! Que legal!
A voz soou infantil e entusiasmada demais para ser de Cahaya. Era Seoha, com os olhos brilhando enquanto encarava Seowoon no moletom, visivelmente empolgado como se olhasse para um herói disfarçado. Provavelmente ajudava o fato de a jaqueta lembrar a usada pelo protagonista da série de batalhas de robôs que Seoha vinha assistindo ultimamente.
Quando Seowoon estendeu a mão para o zíper, com intenção de tirar, a expressão de Seoha imediatamente desmoronou de decepção. Seowoon congelou, a mão no zíper, e decidiu a contragosto simplesmente deixá-lo aberto por ora.
— Agora é fácil distinguir o líder da guilda dos membros.
Cahaya soltou uma desculpa mais ou menos decente para justificar.
O design não era ruim, mas que tipo de comentários ele atrairia andando por aí num moletom coberto do nome de Cahaya? Seowoon resolveu buscar um dos uniformes padrão do estoque no depósito mais tarde. Por ora, no entanto, não queria decepcionar Seoha.
— Ainda sem notícias do Lee Gwanwoong?
Seowoon perguntou a Yoochan, ajustando o capuz nas costas.
— É, nada ainda.
Yoochan balançou a cabeça. Seowoon não esperava muito de qualquer forma, não era como se fossem ter notícias em apenas um dia.
— Ouvi dizer que aqueles desgraçados do Centro de Controle de Desastres com Mutantes e outras guildas vão se encontrar com a WDO sem a gente. A gente vai simplesmente deixar isso passar, hyung?
Kangsan estava claramente frustrado, embora tenha contido a linguagem já que o pai de Seowoon era o chefe do Centro de Controle. Seowoon entendia porque estavam tão bravos.
Depois de tudo o que a Tacheon tinha feito para ajudar a trazê-los de volta à Coreia, aqueles caras pareciam decididos a esquecer isso, trabalhando para manter a Tacheon sob controle. Até Seowoon, que geralmente tentava manter a calma, fervia de raiva.
— Não se preocupem. Eu entro em contato com o Centro de Controle. Han Donhee, deixo o recrutamento dos novos membros Mansaengjong com você. A equipe jurídica preparou toda a papelada, então você só precisa encontrá-los e conseguir as assinaturas.
— É, sem problema.
— Como eu disse no grupo, vamos trazer a Kim Hansol e os membros que ela recrutou. Além da equipe de elite, vamos montar uma equipe geral separada, e ela ficará encarregada disso. E mais uma coisa: não vamos atrás de mutantes que rastreadores já tenham previsto. Assim que a equipe estiver pronta, nós mesmos vamos ao Saara.
Yoochan fingiu tocar uma flauta enquanto cantava: — Noites na Arábia e o dia também, fil-lil-li~ — balançando dramaticamente. Kangsan imediatamente se juntou, fingindo ser a cobra. Seoha caiu na gargalhada.
{Obs: música do desenho do Aladdin}
Eles falavam de ir a uma área infestada de mutantes, mas em vez de se prepararem, aqueles caras estavam palhaçando como sempre. Ainda assim, era melhor que ficarem sentados com caras sombrias.
Seowoon bateu palmas para chamar a atenção.
— A equipe estará totalmente preparada até o fim desta semana. O que significa que estaremos no Saara na semana que vem. Resolvam suas coisas, saiam nos seus encontros, façam o que precisarem nesse meio-tempo. Reunião encerrada.
Yoochan e Kangsan, tendo vindo só para pegar os uniformes, saltaram sobre o sofá da sala de reuniões sem hesitar e desapareceram.
— Você vai mesmo ligar pro Chefe Cha Byungchun você mesmo?
Cahaya perguntou, jogando sua lata vazia de refrigerante no lixo.
— É. Pode ser constrangedor, mas tem coisas que a gente precisa dizer ao Centro de Controle.
— Quer que eu segure sua mão?
— Cala a boca.
De acordo com a gerente, a entrevista do professor de jardim de infância de Seoha era às 14h. Como ainda havia algum tempo, Seowoon pensou em ligar para o pai. Mas então ponderou. Para quê? Seu pai só faria um sermão que ele não queria ouvir…
Enquanto isso, Han Donhee girava Seoha como um aviãozinho, segurando-o pela lateral.
— Han Donhee, vou subir pro escritório do líder da guilda.
— Beleza, eu fico aqui brincando com o Seoha.
— Não joga ele por aí muito bruto.
— Eu pareço o Cahaya pra você?
— Por que aquele desgraçado do Donhee tem que arrastar meu bom nome pra isso quando eu tô aqui só me comportando perfeitamente?
Antes que pudessem começar outra discussão, Seowoon escapuliu da sala de conferências.
Cahaya, que tinha pegado seu uniforme, não se deu ao trabalho de olhar para trás para Han Donhee e seguiu Seowoon, juntando-se a ele ao seu lado.
Seowoon cutucou o braço de Cahaya com o cotovelo enquanto caminhavam em direção ao elevador.
— Ei.
— Sim?
— Você não precisa espalhar seu nome por toda parte, sabia?
Seowoon olhava direto para frente, enfiando as mãos fundo nos bolsos.
Ele soava indiferente, mas um rubor tênue tingia suas bochechas. Cahaya, incapaz de resistir, puxou o capuz de Seowoon sobre sua cabeça e plantou um beijo rápido nele.
— Você é louco? Você pirou de vez, Cahaya!
Seowoon rapidamente arrancou o capuz, olhando ao redor nervoso — alguém poderia ter visto.
Felizmente, Yoochan e Kangsan não estavam à vista.
— Não posso negar. Você me deixou louco.
Cahaya só riu, deslizando a mão sob o capuz de Seowoon para massagear sua nuca.
O gesto poderia facilmente passar por inocente para qualquer um que assistisse, então Seowoon se absteve de se afastar, embora comprimisse os lábios em protesto silencioso.
Mesmo depois de tudo o que tinham feito, o toque fantasmagórico dos lábios de Cahaya ainda parecia novo para ele.
— Quem projetou isso, aliás?
— Eu fiz o esboço e mandei.
Pensando bem, Cahaya sempre foi bom em desenhar. Ainda assim, o pensamento dele sentado a uma mesa desenhando aquela roupa era divertido. Ao menos não tinha anexado um daqueles desenhinhos fofos que às vezes acrescentava à sua assinatura.
— Vou usar porque é bonito demais pra não usar, mas só em casa.
Seowoon apertou o botão do andar superior no elevador.
— Por que você não me dá um cupom de desejo já que está nisso?
— Não. Eu já disse, acabaram os cupons de desejo.
— Mas eu sei que consigo um agora mesmo.
— Não vai rolar.
O elevador chegou, e Seowoon entrou primeiro.
— Você vem ou não?
Segurando a porta aberta, ele observou enquanto Cahaya, de braços cruzados com o uniforme na mão, não se movia. Eles precisavam mesmo conversar sobre o Centro de Controle, então Seowoon o chamou de novo.
— Se você não entrar, eu vou sem você.
Cahaya respirou fundo.
— Eu, Cahaya—!
Sua voz de repente trovejou.
— E o Cha Seowoon somos—!
— Ei!
Seowoon saltou para fora, tapando a boca dele com a mão. Não havia dúvida de que ele estava prestes a gritar algo ridículo.
· ⋆ · ─ ✦ ─ · ⋆ · Continua
☾ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello