⋆。˚ ◉ Capítulo 141
──── ⋆。˚ ◉ ˚。⋆ ────
CAPÍTULO 141
Os olhos de Seowoon se arregalaram levemente enquanto seus olhares se encontravam. O sorriso frio e de olhos estreitos de Cahaya quase o atraiu, mas Seowoon rapidamente se recompôs e estendeu a mão para pegar o bilhete.
No entanto, Cahaya foi mais rápido — amassou o papel e enfiou na boca.
— Desgraçado maluco! Por que você tá comendo isso? Cospe!
Cahaya casualmente bateu no emblema do bode em seu peito. Embora soubesse que bodes podiam comer papel, Seowoon não conseguia entender por que isso tinha alguma relação naquele momento.
Mas então, Cahaya de repente agarrou o peito e começou a cambalear.
— Viu? Eu te falei! Cospe logo!
Em pânico, achando que Cahaya realmente tinha se machucado engolindo papel, Seowoon deu um tapa forte em suas costas. Naquele momento, Cahaya se endireitou, erguendo a cabeça dramaticamente e então cuspiu a bola de papel na mão com um som bizarro.
— Ativação do Contrato do Anjo Caído. Invocação Chupar-Cha-Seowoon!
Em vez de jogar o papel fora, Cahaya rapidamente ergueu Seowoon sobre o ombro num movimento suave.
— Ei! Que porra é essa?!
Seowoon exclamou, socando as costas de Cahaya, mas aquele cara nem se abalou. Nesse meio-tempo, ele olhou para o sofá, preocupado que Seoha pudesse acordar, mas Cahaya o tinha coberto com um cobertor e ele continuava pacificamente adormecido.
— Idiota, o que você vai fazer se o Seoha acordar?!
Seowoon gritou baixinho.
— Eu faço ele dormir de novo.
Sem argumento válido restante, Seowoon relaxou o corpo a contragosto. Sinceramente, quem não gostaria de beijar e tocar alguém de quem gosta? Mas depois de anos nutrindo um amor não correspondido, Seowoon ainda não estava imune ao toque de Cahaya.
O menor toque o fazia se encolher, e ele não conseguia aceitar naturalmente. Isso o fazia se perguntar se era o único ficando todo agitado com aquilo.
— …Seu desgraçado.
— Filho de bode, na verdade.
Enquanto atravessavam a sala de pé-direito alto, entraram no quarto principal. Cheirava a madeira recém-limpa e cedro. No entanto, além de uma única cama, não havia muito mais, deixando o espaço com uma sensação um tanto vazia. Lembrou a Seowoon a época em que Cahaya morava sozinho na sede da Tacheon. Mesmo agora, parecia que Cahaya tinha pouco interesse em mobiliar sua casa.
— Por que você comprou uma casa tão grande se nem vai mobiliar?
— Esse é o seu trabalho.
Com um baque suave, Cahaya deitou Seowoon na cama. O edredom branco e grosso o envolveu num abraço quente e macio, como se estivesse deitado numa cama de plumas. Seowoon piscou, momentaneamente desorientado pela sensação. Ele tinha se acostumado às condições rústicas de dormir em Naraka, mas de alguma forma nunca conseguia se acostumar a momentos como esse com Cahaya.
Cahaya tirou a parte de cima do uniforme e começou a desabotoar a camisa. Seowoon assistiu enquanto Cahaya se aproximava dele, agora sem camisa. Cahaya o puxou para um abraço apertado. Suas bochechas se tocaram, e o gesto fofo fez Seowoon instintivamente envolvê-lo com os braços. O calor que irradiava das costas de Cahaya preencheu suas palmas.
— Cha Seowoon-ah.
— O quê?
— A gente não pode ficar na mesma equipe?
— …Você acha que eu quero me separar de você?
Cahaya de repente ergueu a cabeça, seus olhos cheios da vasta complexidade do universo enquanto travavam com os de Seowoon.
— Se o Cha Seowoon fosse só um pouquinho um líder de guilda ruim, a Terra teria sido um lugar completamente diferente.
— Você acha que um cara mau pode salvar a Terra?
— Por que não? Eu fiz um Portal porque sou um cara bom.
Seowoon segurou o rosto de Cahaya, suas mãos envolvendo suas bochechas, como que impedindo-o de dizer que era um cara mau.
Cahaya não era tão irrefletido quanto os outros podiam pensar. Mesmo no colégio, ele sempre fazia o que precisava ser feito e mantinha distância dos encrenqueiros. Apesar das inúmeras tentativas de alguns veteranos notórios de provocá-lo, Cahaya sempre ria e dizia que se fizesse algo ruim, seu tio choraria. Cahaya era ao mesmo tempo irracional e sensato. Era por isso que Seowoon não queria que Cahaya fosse ferido pelas coisas que tinha feito. Ele também era grato por os outros membros da guilda agirem como se nada tivesse acontecido.
— Você tá bem?
— Como assim?
— Eles não são… mutantes.
Seowoon não conseguiu se forçar a falar sobre o que tinha acontecido na Interseção.
— Ah, aquilo.
Cahaya pressionou gentilmente a testa contra a de Seowoon. Seowoon ainda segurava as bochechas de Cahaya nas mãos.
— Eu já vi gente demais estragar tudo por causa de misericórdia pela metade. Cha Seowoon-ah, escuta isso, tá? Quando eu trabalhava de bico, nem todo chefe que conheci era gente boa. Teve um restaurante que me ofereceu mais pagamento, mas o dono do café onde eu trabalhava fez tantas exigências que eu tive que concordar em trabalhar mais dois meses. Ele prometeu aumentar meu pagamento quando as coisas melhorassem. Então, fiquei mais três meses. E adivinha? Ele fechou o café sem nem me pagar.
Parecia que esse incidente tinha acontecido enquanto estavam separados. Seowoon não fazia ideia.
— Ele disse que o café tinha falido, então não tinha dinheiro pra me pagar. Mas não é como se eu pudesse simplesmente ir lá e quebrar a cara dele, né? Aí, cerca de um mês depois, ele abriu outro café no nome do irmão. Você sabe que teve reurbanização no meu antigo bairro, né? Ele recebeu uma indenização e abriu um café novo, então eu fui lá pedir meu dinheiro. Mas ele começou a chorar e implorar. Disse que tinha pegado empréstimos pra abrir o café. Ah, eu me cansei de tudo aquilo, então fui arrumar outro bico. Mas Cha Seowoon-ah, sabe de uma coisa?
Seowoon soltou as bochechas de Cahaya e deu tapinhas em suas costas, silenciosamente pedindo desculpa por não saber de suas dificuldades e por ter se distanciado.
— Não fui só eu. Todos os outros temporários foram passados pra trás também. Um cara não aguentou e acabou espancando o chefe, mas adivinha? Ele teve que pagar indenização por isso. Então, não é como se eu estivesse sendo misericordioso. Eu só deixei pra lá porque era mais fácil pra mim. Dizem que processos custam mais do que valem. Meu tio uma vez emprestou 10 milhões de wones pra um colega estrangeiro na fábrica também. Mas o cara só mandou ele se foder e nunca pagou. Depois, algum tempo depois, o mesmo cara contatou meu tio de novo, implorando por mais dinheiro, dizendo que a mãe dele estava muito doente e podia morrer sem ajuda. Ele até veio chorando na casa do meu tio.
Seowoon não teve escolha a não ser abraçar Cahaya com força enquanto ele falava em tom calmo. Aquela era uma vida que Seowoon nunca tinha vivido. Ele nunca tinha pegado dinheiro emprestado de ninguém, nem ninguém tinha lhe pedido grandes somas.
— Meu tio emprestou dinheiro pra ele de novo. Acontece que o cara vinha juntando dinheiro de todo mundo e depois fugiu de volta pro país dele. Mas aparentemente, a mãe dele estava muito doente mesmo. Então, a gente deveria simplesmente perdoar ele por causa disso? Todo mundo tem uma história triste. É por isso que, no fim, eu vou justificar você também.
“Não você, mas eu…?”
Seowoon se afastou gentilmente do corpo de Cahaya para ver seu rosto. Cahaya trazia um leve sorriso nos cantos da boca, como sempre.
— Se não fosse por nós, a Kim Hansol teria morrido, e o Portal teria feito o que bem quisesse. Você não ia querer isso, Cha Seowoon.
— Claro que não. Por que você diria uma coisa dessas?
— Os que estão empurrando a destruição da Terra de agora em diante não são humanos pra mim. Não importa qual seja a situação deles.
— Idiota. Eu tô tentando expandir a guilda pra impedir que isso aconteça, sabia?
Seowoon agarrou levemente o cabelo de Cahaya, puxando-o para perto e pressionando gentilmente seus lábios juntos.
Quando seus lábios se encontraram, ele começou a entender por que Cahaya gostava tanto de beijar. Aquilo despertava uma sensação ardente dentro dele. Seowoon separou levemente os lábios e mordiscou gentilmente o lábio inferior de Cahaya.
Com um carinho suave e demorado da língua, sentiu o corpo de Cahaya responder, ficando ainda mais firme contra ele.
— Nossa, o líder da guilda tá devorando o vice-líder.
— Cala a boca.
Seowoon disse, mordendo seu lábio inferior enquanto Cahaya envolvia os braços em suas costas. Ele ergueu a cintura de Seowoon e rapidamente removeu sua blusa, depois seguiu puxando o moletom. Os mamilos de Seowoon endureceram rapidamente, como se provocados pelo ar.
Cahaya lentamente afastou os lábios de Seowoon, que a contragosto afrouxou o aperto, ainda querendo mantê-lo perto.
Pressionando-se juntos, suas partes inferiores excitadas se incitavam mutuamente. Cahaya beijou o canto do olho de Seowoon enquanto empurrava a cintura dele mais para baixo. Seowoon deslizou a mão pelo abdômen esculpido de Cahaya, abrindo sua calça. Com um movimento rápido, agarrou o pau ereto, sua palma deslizando por ele. Não só sua mão o envolveu, como ele ainda se erguia acima de seu pulso.
— É bom pra caralho quando você me toca.
Seowoon esperava ser chamado de pervertido, mas em vez disso, Cahaya sussurrou isso enquanto mordiscava sua orelha. A mão de Seowoon apertou em torno do pau de Cahaya, fazendo-o pulsar ainda mais forte. Cahaya despiu Seowoon da calça, cueca e tudo.
Ele olhou para Seowoon, agora completamente nu, soltando uma respiração levemente ofegante. Um desejo intenso o percorreu, fazendo-o querer cobrir o corpo inteiro de Seowoon com sua saliva ali mesmo. O corpo esbelto e longo de Seowoon não foi feito para lutar contra mutantes. Só de lembrar do tempo em que Cha Seowoon teve que sofrer sob Cha Byungchun o fazia desejar que o pai de Seowoon estivesse morto e enterrado. Ele não seria de nenhuma ajuda na vida de Seowoon de qualquer forma.
— Tá doendo…
Cahaya afrouxou o aperto que tinha na coxa de Seowoon.
Seowoon aproveitou o momento, empurrando a calça de Cahaya para baixo com os pés. Enquanto tentava puxar a cueca que se agarrava firmemente à parte inferior de Cahaya, este rapidamente agarrou seu pulso.
— Por quê? Por que você não tira a sua?
— Eu tô com vergonha.
Seowoon ficou boquiaberto pela incredulidade. Quando seus lábios se separaram, a língua de Cahaya deslizou para dentro, fazendo-o entregar sua boca enquanto lutava para despir Cahaya da cueca. Cahaya agarrou firmemente os pulsos de Seowoon, que tinham encontrado o caminho até sua parte inferior, sugando sua boca com tanta força que quase engoliu todos os gemidos de dor de Seowoon.
— Haah… você tem que tirar a sua também.
Quando Seowoon virou o rosto para o lado, sua língua, escorregadia do beijo intenso, roçou seu lábio inferior.
— Eu tô com vergonha, sabia?
— Você acha que eu não tô com vergonha?
Seowoon empurrou Cahaya para baixo, subindo em cima dele. Uma disputa tensa se seguiu entre ele tentando remover a cueca e Cahaya tentando impedir. Justo quando Seowoon considerou usar seu cosmos para dominar Cahaya, percebeu que poderia acabar do lado perdedor, sua respiração vindo em rajadas rápidas.
— Então eu visto a minha também.
Seowoon estendeu a mão para a cueca que tinha sido jogada no chão junto com a calça.
Completamente inconsciente de que sua bunda estava totalmente exposta, deixou as costas mostrarem-se indefesas. Cahaya rapidamente envolveu os braços na cintura de Seowoon e mordeu sua bunda.
— Ah! Solta, eu vou vestir também!
Cahaya, que estava mordiscando as nádegas de Seowoon, de repente abriu suas pernas. Seowoon, pego de surpresa, se arrastou de joelhos para longe. O choque foi tão intenso que Cahaya não teve escolha senão soltá-lo. Mas naquele momento, o dedo do pé de Seowoon ficou preso na cueca de Cahaya.
Assustado pela sensação estranha do pau de Cahaya tocando seu pé, Seowoon apressadamente puxou a perna, fazendo a ereção ficar exposta no ar.
Ajoelhado nu, Seowoon encarou de olhos arregalados o pau de Cahaya. A cueca estava pendurada sobre seus testículos, e a ponta do membro totalmente ereto brilhava com pré-gozo. Cahaya passou a mão lentamente sobre o topo de seu pau.
— Cha Seowoon-ah, eu tô com vergonha.
— O quê? Vergonha do quê? É bonito.
Não, mesmo que gostasse de Cahaya, dizer que o pau dele era bonito parecia completamente fora de contexto.
— Meu pau é bonito?
Cahaya de repente puxou os pés de Seowoon em sua direção, envolvendo-os em torno de seu pau. Ele encaixou as solas de Seowoon contra seu comprimento, impulsionando-o para cima e para baixo entre elas.
— Você é louco?! Para com isso!
Seowoon se contorceu, tentando puxar os pés, mas Cahaya o ignorou, continuando a se estimular com as solas dos pés de Seowoon.
— Eu tô com vergonha, então cobre.
— Por que diabos você tá esfregando com os meus pés se tá com vergonha?
— Por quê? Os pés do Cha Seowoon vão chupar meu pintinho também.
Cahaya esfregou a ponta do pau contra as solas de Seowoon, fazendo um som molhado.
Quando Seowoon ergueu os olhos incrédulo, viu Cahaya sorrindo maliciosamente, dizendo: — Você é fofo pra caralho.
· ⋆ · ─ ✦ ─ · ⋆ · Continua
☾ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello