⋆。˚ ◉ Capítulo 133
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CAPÍTULO 133
BUM!
O veículo sobre o qual os executivos da Aliança estavam se partiu ao meio, fazendo com que aqueles que tinham pulado fora lançassem seu cosmos em direção a Cahaya. Entre eles, o cosmos de Sakyamuni serpenteava violentamente, como uma cobra enfurecida. Embora fosse um branco parecido com o cosmos de Cahaya, era mais opaco e cheio de veneno, já que ele tinha sido ridicularizado antes por seu Rugido do Leão.
Cahaya avançou direto para dentro da energia das espadas que voavam em sua direção tentando despedaçá-lo. Logo atrás dele, Seowoon correu para desencadear seu cosmos roxo, mas já estava um passo atrasado.
— Cahaya, você enlouqueceu!?!
Ele gritou de raiva, mas seu coração estava cheio de ansiedade, sabendo que Cahaya devia estar ferido em algum lugar. Seowoon tentou se concentrar, desesperado para curar as feridas, mas Cahaya não desacelerou nem um pouco. Na verdade, não havia ferimentos visíveis nele, o sangue jorrava de um dos ombros de Sakyamuni. Seu braço decepado caiu no chão, ainda agarrando a espada.
— AAAAAAH!
Sakyamuni gritou, apenas para que Lee Gwanwoong saltasse à sua frente com a lança.
Ele impulsionou a lança infundida de cosmos para frente com força suficiente para estilhaçar o próprio ar, mas a espada de Cahaya cortou a lança como se não fosse nada.
Cahaya não estava apenas desviando ou quebrando o cosmos deles, estava destruindo-o.
Enquanto dispersava os ataques de cosmos dos Mansaengjong de nível máximo, aquelas pessoas eram reduzidas a algo pouco melhor que humanos comuns. Era um massacre indiscriminado. O pulso de Lee Gwanwoong foi decepado no ar, e Tathagata, um combatente de curta distância, teve o punho explodido antes mesmo de tocar Cahaya.
— Cahaya!
Seowoon soltou um grito.
Ele achou uma sorte que Cahaya não tivesse perfurado os corações deles, mas algo parecia errado. Cahaya parecia inteiramente focado em retalhar carne e ossos, como se descarregasse sua raiva na Aliança. Ele chegou a picotar o braço decepado de Sakyamuni no chão em vários outros pedaços, deixando claro que não tinha intenção de terminar as coisas de forma limpa.
O Gerente de Escritório Lee, o Piromante da Tragon, convocou um muro massivo de fogo diante de Cahaya, mas tudo o que Cahaya fez foi estender a mão como se agarrasse algo invisível. O inferno em chamas, quente o bastante para incendiar uma montanha, de repente encolheu num pequeno orbe num instante.
Com um piparote do dedo, Cahaya lançou o orbe para frente, e ele explodiu em chamas, engolfando o Gerente Lee. Seu rosto ficou lívido enquanto ele se debatia para dissipar o fogo que ele mesmo tinha convocado, mas com o cosmos de Cahaya misturado, ele estava impotente.
Antes que a cena ridícula de um Piromante queimando vivo pudesse se desenrolar por completo, Uhm Jigeon conseguiu extinguir as chamas. Seowoon rapidamente se colocou diante dos executivos feridos, bloqueando Cahaya antes que ele se tornasse um inimigo público declarado.
O rosto de Cahaya estava encharcado de sangue, mas seu olhar penetrante permanecia inalterado.
Normalmente, Lee Gwanwoong teria levantado a voz ou tentado dar algum sermão em Cahaya, mas com o cosmos até mesmo dos Mansaengjong de nível máximo sendo destruído, ninguém ousava falar imprudentemente. Isso valia não só para Lee Gwanwoong, mas para os outros Mansaengjong também.
Em meio ao caos, um grito ecoou de um Mansaengjong que tentava seguir para o sudeste. Todo o caminho que levava ao sudeste ondulava com uma barreira de cosmos branco, como uma onda.
Ela imitava a barreira defensiva que Seowoon tinha criado, mas o muro que Cahaya fez agia como uma guilhotina, cortando qualquer coisa que o tocasse.
— Cahaya.
Seowoon balançou a cabeça, tomado de preocupação.
Será que Cahaya tinha sofrido algum efeito colateral desconhecido por usar cosmos demais?
— A Aliança vai morrer pelas minhas mãos aqui hoje.
Dessa vez, não era uma ameaça vazia. A energia branca serpenteou para fora do corpo de Cahaya, enrolando-se ao redor dos pescoços dos Mansaengjong como uma teia de aranha. Na verdade, lembrava mais os laços de uma forca do que qualquer outra coisa.
— Não! Não!
Seowoon percebeu o que ele ia fazer.
Cahaya pretendia cortar as gargantas dos membros da Aliança e matá-los todos.
Seowoon apressadamente ergueu Matahari e cortou a energia que envolvia os pescoços dos Mansaengjong, mas eram muitos. Ele não conseguiria dar conta de todos de uma vez.
— Ei, garoto! Por mais puto que você esteja, isso não é certo!
Uhm Jigeon gritou, cortando a energia ao redor da garganta de um dos Mansaengjong. Mas mesmo para cortar um único fio, ele precisou despejar um terço de todo o seu cosmos.
Existe mesmo tanta diferença assim no manejo do cosmos? Uhm Jigeon começou a considerar seriamente se merecia sequer o título de nível máximo.
— Cahaya! Não faz isso!
A garganta de Seowoon doía de tanto gritar, mas por mais que cortasse a energia, ela continuava a apertar os pescoços dos membros da Aliança. Em contraste, Cahaya parecia mais exausto, sua respiração ficando mais longa e pesada.
Seus olhos pareciam implorar: “Eu tô me esforçando tanto assim… você não devia pelo menos ficar do meu lado?”, mas Seowoon não sabia o que dizer. Mesmo que seu coração doesse por Cahaya, aquilo não era certo, e ele só conseguia olhá-lo com olhos ansiosos.
Uma vespa pode ser mais forte que uma abelha, mas quando um enxame de abelhas ataca junto, a vespa morre do calor gerado por suas asas. Se todos os Mansaengjong se unissem com os de nível máximo entrando também, Cahaya realmente sobreviveria? Seowoon não queria colocar todos os Mansaengjong contra Cahaya.
Mas o desejo de vingança de Cahaya contra a Aliança não mostrava sinais de esmorecer.
Cada membro decepado ainda escorria cosmos branco. Até mesmo o curandeiro de nível máximo mais habilidoso mal conseguia estancar o sangramento, quanto mais reimplantar os membros. Cahaya não se importava se o xingassem de cruel. Seu único objetivo era eliminar todo cenário de pior caso possível.
No entanto, Seowoon, alheio ao futuro que ele tinha visto, tentava salvá-los, completamente inconsciente dos atos hediondos que aquelas pessoas cometeriam.
Mesmo se soubesse, provavelmente ainda teria tentado resgatá-los, argumentando que era um futuro ainda por se desenrolar.
É, é assim que o Cha Seowoon é.
Mas como eu poderia manter essas pessoas vivas? Eu vi tudo o que elas fizeram assim que você saiu da Aliança, Cha Seowoon.
Essas pessoas tinham arrasado a sede da Tacheon até o chão, proclamando com confiança que a Terra não seria destruída tão facilmente. Na época, a população sobrevivente da Terra tinha se reduzido a apenas um quinto do que era agora. A Aliança tinha feito um exemplo dos que restavam, mostrando que somente confiando em seu poder a humanidade conseguiria reconstruir a Terra.
Diferente de agora, Youngil e Abdul Aziz tinham morrido naquele dia, e os membros restantes da guilda Tacheon tinham sido feitos reféns, enquanto Cahaya foi decapitado.
O mundo estava desmoronando, e os Mansaengjong também tinham perdido a sanidade — embora chamar isso de desculpa esfarrapada fosse pouco.
— Cahaya…!
Não seria melhor se todos eles simplesmente morressem?
— Cahaya!
A voz desesperada de Seowoon o chamava. Se ele a ignorasse e matasse todos eles… o que Seowoon pensaria dele? Talvez Seowoon nem quisesse mais olhar para ele. Ou talvez simplesmente o deixasse. Dessa vez, talvez ele realmente desaparecesse por muito, muito tempo.
Cahaya olhou para Seowoon, que continuava chamando seu nome, e sorriu.
“Ah, você tá exagerando, musaranhinho. Eu não sou um desgraçado maluco. Você acha mesmo que eu vou matar todos eles?”
Ele queria dizer isso como uma piada, mas como não era inteiramente verdade, as palavras não saíram.
— Só tem um jeito de vocês sobreviverem de agora em diante.
No fim, foi tudo o que ele disse.
Sua voz era monótona, desprovida de qualquer emoção, mas afiada com cosmos, cortando o ar para que todos ali pudessem ouvir.
— Se saírem da Aliança e jurarem nunca erguer uma única mão contra nós, eu poupo vocês. Mas só palavras não bastam. Vocês vão ter que atender às condições que eu estabelecer.
— Filho da puta! Para de falar merda! Eu vou matar você e a Kim Hansol, e— ugh!
Com os laços de seu cosmos enrolados em centenas de pescoços, Cahaya permaneceu ali como o carrasco, demonstrando sua determinação.
Seowoon, que vinha tentando cortar o cosmos de Cahaya, só conseguiu encarar impotente o pescoço decepado.
“Não, isso não tá certo. Não é assim que devia ser. Detendo eles desse jeito… O que eu devia fazer? Eu devia ter sacrificado a Kim Hansol pra quem a queria morta?”
— Ei, ei, ei! Seu pirralho!
Uhm Jigeon só conseguia gritar, tão em pânico quanto Seowoon.
— Eu tô me segurando muito aqui. Tô me contendo pra não matar todo mundo.
“Por que diabos…”
Seowoon não conseguia entender por que diabos Cahaya estava tão furioso de repente. O que diabos o tinha deixado tão irado? Por que ele derramava lágrimas de sangue e vomitava sangue?
“É por causa do Mensageiro?”
Seowoon tinha tido a sensação estranha antes de que o Mensageiro fosse Cahaya, mas mesmo que o Mensageiro tivesse prometido um presente, nada tangível veio. Será que o Mensageiro tinha interferido em Cahaya de alguma forma? Isso era sequer possível?
— Gggrgh!
Tathagata, que tinha tentado atacar Cahaya por trás, soltou um gemido grotesco enquanto lutava para se libertar do aperto sufocante. Ele estendeu a mão para o pescoço de Cahaya, mas sua mão foi decepada no processo.
— Ugh!
Com um último som gorgolejante, a cabeça de Tathagata rolou no chão, seu corpo agora sem cabeça cambaleando sem rumo antes de desabar com um baque surdo.
— SEU DESGRAÇADO!!!
O rugido estrondoso de Sakyamuni se misturou aos soluços dos Mansaengjong, criando caos na Interseção, onde as guildas anunciavam sua saída da Aliança. Cahaya não mostrou misericórdia àqueles que investiram contra ele.
Isso…
É esse mesmo o Cahaya que dividiu picolé comigo, que estudou ao meu lado, que assistiu filmes junto…? É o mesmo Cahaya que passava horas no parquinho comigo?
Como a gente acabou assim?
O sangue da cabeça decepada de Tathagata respingou na bochecha de Seowoon, escorrendo por seu rosto.
· ⋆ · ─ ✦ ─ · ⋆ · Continua
☾ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello