⋆。˚ ◉ Capítulo 125
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CAPÍTULO 125
— Seu desgraçado…
Agora deitado de bruços na cama, Seowoon ergueu a cabeça, encarando ferozmente com os olhos estreitados. Mas durou pouco, sua força se esvaiu, e sua cabeça caiu mole de volta no travesseiro.
— É, o desgraçado maluco está bem aqui.
Não demorou muito para que as duas toalhas sob os quadris de Seowoon ficarem encharcadas. Cansado demais até para se limpar, Seowoon só ficou ali deitado enquanto Cahaya se ocupava, trazendo água e até malangso da geladeira, alimentando-o.
— E se, e se não fechar?
Seowoon, chupando e mastigando o malangso, e por fim engolindo.
— Sério… E se nunca mais fechar?
A princípio Cahaya não entendeu o que ele queria dizer, mas então percebeu que ele se referia à área lá embaixo. Cahaya fingiu pensar seriamente sobre isso antes de responder.
— Não se preocupe, vai fechar.
— Como você sabe disso?
— Se realmente não fechar, a gente pode pedir pro Jo Kyungmin te consertar.
— Você…!
Seowoon agarrou o travesseiro em que estava apoiado e o jogou direto em Cahaya. Cahaya nem tentou desviar, deixando o travesseiro acertar seu rosto, e ainda assim continuou com aquele sorriso estampado nos lábios. Suas mãos brevemente paradas retomaram a massagem.
Percebendo que não conseguia mesmo continuar com raiva de alguém que cuidava dele com tanta atenção, Seowoon comprimiu os lábios, escolhendo o silêncio.
Cahaya continuou a massagem por um tempo antes de de repente abrir bem os braços.
— Vamos nos lavar?
Mas quando Seowoon não foi até ele, Cahaya caminhou até lá e o ergueu com facilidade. Cahaya já estava de calça, enquanto Seowoon ainda estava completamente nu, apertando o lençol entre os dedos dos pés enquanto se moviam.
— Nossa, olha essa habilidade. Tô com vontade de fazer o Cha Seowoon lavar meu pintinho com os dedos do pé agora.
— Seu desgraçado maluco, cala a boca…!
Como tiveram que se envolver no lençol para se moverem juntos, Seowoon desistiu de dar um tapa em Cahaya por ora. No entanto, a leve careta em seu rosto mostrava seu desconforto conforme mais sêmen escapava lá de baixo.
Enquanto seguiam para o banheiro, Seowoon olhou de relance para a porta da frente, que continuava firmemente trancada como antes.
“Há quanto tempo eu entrei?”
Ele voltou o olhar para o relógio da sala. Parecia que pelo menos duas horas tinham se passado desde então.
A porta do banheiro estava fechada, permitindo que uma leve névoa permanecesse lá dentro. A umidade no ar era um alívio para a garganta seca de Seowoon. Se aquilo fosse seu próprio apartamento, ele teria relaxado numa banheira com vista para a cidade, mas ali havia apenas um box de chuveiro, o que era uma pena.
Cahaya rapidamente sentou Seowoon na privada e então olhou em volta procurando alguma cadeira utilizável. Ele saiu de repente, então Seowoon segurou a pia e se levantou para se lavar. Ao fazê-lo, o sêmen dentro dele escorreu na privada.
Seowoon se assustou e imediatamente se sentou de volta na privada, apertando com força o lençol enrolado em seu corpo. Hesitou por um momento, depois ergueu levemente os quadris para espiar o sêmen branco flutuando na água. Ele não suspeitava seriamente que Cahaya tivesse urinado dentro dele, mas…
Ouvindo Cahaya voltar, Seowoon rapidamente ajustou a postura. Cahaya casualmente colocou uma cadeira de jantar dentro do box.
— Ah, tudo bem. Eu consigo me lavar sozinho.
Cahaya se encostou no encosto da cadeira, sorrindo.
— Vai em frente, vamos ver.
Seowoon estava meio preocupado que mais sêmen pudesse escorrer, mas fora o de antes, nada mais parecia estar vazando. Ele se ergueu da privada com as pernas tremendo levemente. Então tensionou os músculos, tentando se estabilizar.
Ele já tinha lutado contra mutantes segurando Matahari por um ou dois dias, mas quem diria que sua resistência se esgotaria tão facilmente?
Por outro lado, talvez combate e sexo consumissem tipos de energia completamente diferentes. Talvez fosse porque seu ponto mais frágil tinha estado sob ataques implacáveis, deixando-o completamente exausto.
Seowoon caminhou com confiança por um momento, mas então uma dor aguda e ardente o fez soltar um gemido baixo. Cahaya, mexendo no encosto da cadeira, disse: “Seu lugar é bem aqui”. Seowoon não teve escolha a não ser sentar na cadeira de costas, com as pernas abertas. Sentar normalmente só pressionaria sua parte inferior dolorida, tornando o latejar ainda mais difícil de suportar.
— Muito bem, hora de banhar o estimado Líder da Guilda da Tacheon.
Cahaya disse de forma brincalhona, ajustando a água do chuveiro para uma temperatura morna. Então começou a lavar o cabelo de Seowoon com xampu, ensaboando bem. Sua técnica cuidadosa, alisando a testa de Seowoon com a lateral da mão enquanto a espuma escorria, era impressionante.
Seowoon achou que Cahaya fazia um trabalho melhor do que qualquer cabeleireiro que já tinha conhecido.
— Líder de guilda-nim, tem alguma área que coça ou que você quer que eu esfregue mais?
— Não, só me enxagua logo.
— Ah? Bancando o cliente-diabo de novo, né?
Um leve sorriso se espalhou pelos lábios de Seowoon ao se lembrar da referência de Cahaya ao “cliente-diabo” durante o tempo deles no túnel Noroeste.
— Idiota, é só que é gostoso.
Seowoon não estava tentando esconder o sorriso, mas com a cabeça pendendo sobre o encosto, Cahaya provavelmente não viu. As mãos grandes coçando gentilmente seu couro cabeludo e removendo a espuma eram reconfortantes. Quando Cahaya chegou à nuca, esfregando a espuma restante, de repente plantou um beijo na parte de trás da cabeça de Seowoon.
— …Você é um cara constrangedor.
— Eu não tenho vergonha nenhuma.
Sinceramente, embora Seowoon estivesse um tanto constrangido, também sentia o coração acelerar.
Não havia toalhas de banho visíveis no banheiro, então Cahaya mais uma vez fez espuma com as mãos. Enquanto esfregava os braços, o pescoço, o peito e as costas de Seowoon, Seowoon foi ficando cada vez mais relaxado, acabando por apoiar o rosto no encosto da cadeira.
Cahaya se agachou para lavar as coxas de Seowoon, depois passou às panturrilhas e até aos espaços entre os dedos dos pés, massageando cada área enquanto seguia. Quando deslizou os dedos entre os dedos dos pés de Seowoon, fez cócegas, e Seowoon instintivamente puxou o pé. Mas Cahaya rapidamente o pegou de novo, entrelaçando dedos das mãos e dos pés, movendo-os brincalhonamente para frente e para trás num ritmo sugestivo.
— Ei, para com isso.
— Por quê? Só tô te limpando.
— Quem diabos limpa alguém de forma tão indecente assim?
— Eu.
Cahaya mordeu brincando o dedão de Seowoon. A sensação estranha e formigante percorreu Seowoon, quase o suficiente para fazer seus olhos saltarem.
Ele não tocou nas nádegas de Seowoon diretamente, apenas aplicando uma leve camada de espuma ali. Mas enquanto a mente de Seowoon divagava, um pensamento repentino fez seus olhos se arregalarem.
— Ei, ei…, seja sincero.
— Eu sou sempre sincero.
— Eu ainda tô…
— Ainda?
Era difícil para Seowoon perguntar se ainda estava aberto lá embaixo. Como não conseguia ver por si mesmo, reuniu coragem e afastou um lado das nádegas com a mão.
— Ei… não é nada estranho, é que eu… me sinto estranho. E tô preocupado que não tenha… voltado ao normal.
O pedido não dito para que Cahaya verificasse estava escrito por todo o rosto de Seowoon, e Cahaya cruzou os braços com um suspiro, contendo um sorriso.
Os ombros de Seowoon ficaram vermelho-escuros, constrangido além da conta, mas ainda esperando a resposta de Cahaya.
Sem nenhuma pressa, Cahaya foi para trás dele, e a cabeça de Seowoon virou levemente, acompanhando seu movimento.
O buraco de Seowoon ainda estava levemente aberto, mas parecia que fecharia direitinho com mais um pouco de tempo.
— Como está…?
Olhando nos olhos violeta de Seowoon, Cahaya sentiu a cabeça girar por um momento. Aquele musaranhinho estava realmente testando seus limites. Se perdesse a compostura, poderia acabar enfiando o pau naquele buraco mal aberto antes que ele tivesse a chance de se fechar. Só o pensamento tornou sua excitação mais pronunciada, mesmo através da calça já úmida, mas Seowoon estava preocupado demais com o estado do próprio corpo para notar.
— Cha Seowoon, a gente tem um problema sério.
— O quê? Por quê?
Cahaya mal conseguiu conter uma risada diante dos olhos ansiosos de Seowoon.
— Não consigo explicar. Só toca e vê.
Seowoon moveu hesitante a mão em direção à entrada ainda quente, mas não conseguiu se forçar a tocá-la, preocupado demais que pudesse estar tão ruim quanto temia.
— É tão ruim assim? Eu tô ferrado?
Por fim, Cahaya caiu na gargalhada, o som enchendo o banheiro.
— Seu desgraçado do caralho!
Seowoon rosnou, tentando se levantar num acesso de raiva, mas Cahaya o puxou para um abraço apertado, mantendo-o perto.
— Não, tá fechadinho. Não se preocupa.
Cahaya pressionou os lábios em várias partes do cabelo úmido de Seowoon e ligou o chuveiro para lavar os dois.
Apesar da mordida firme de Seowoon em seu braço, Cahaya não demonstrou nenhum sinal de dor. Depois que Seowoon soltou, ficou uma marca de mordida, que Seowoon esfregou com a mão num gesto de culpa. Cahaya por fim reduziu o fluxo da água a um jato suave e o direcionou entre as nádegas de Seowoon.
A boa notícia era que não estava mais vazando sêmen.
Mas Seowoon se perguntou se Cahaya tinha liberado menos sêmen que o normal, ou se era só impressão sua.
Como não podia comparar exatamente com o que tinha sido liberado antes, decidiu não pensar mais nisso.
Quando Cahaya trouxe uma toalha para secar seu cabelo, Seowoon o afastou, insistindo que conseguia se virar sozinho.
— Você também devia se lavar.
— Eu termino em dois minutos, então só sai comigo depois.
Cahaya rapidamente tirou a calça e começou a se limpar. Embora surpreso ao ouvir que levaria só 2 minutos, Seowoon lembrou que Cahaya não era do tipo que se demorava no chuveiro ou fazia frescura com banho.
Com uma toalha sobre a cabeça, Seowoon cruzou as mãos sobre o encosto da cadeira. Ele acabou numa posição em que ficava observando Cahaya, e agora conseguia ver o pau de Cahaya, que não tinha notado direito antes. Claro, ainda estava proeminentemente ereto, então ele não olhou muito de perto.
Era simplesmente muito grande, mas não havia nada particularmente estranho nele… Mas seria realmente possível gozar tanto assim? Deveria ser normal sentir dor durante o sexo, mas a maior parte da sensação que ele tinha sentido era prazer, quase como estar chapado de drogas.
— Admite logo. Musaranhinho pervertido.
Cahaya, ciente do olhar de Seowoon, riu enquanto enxaguava o corpo.
“Ele não tem nem um pouquinho de vergonha?”
Seowoon balançou a cabeça e começou a se levantar.
Justo quando alcançava a maçaneta do banheiro, um estrondo alto ecoou pelo cômodo. No mesmo momento, Cahaya jogou o chuveiro no chão e correu até Seowoon, envolvendo rapidamente os braços em torno de sua cintura e puxando-o para um abraço.
— Ei, que porra?! Você trancou a porta da frente? O que tá acon—
Han Donhee, que tinha acabado de atravessar a porta da frente meio destruída, parou no meio da frase. Cahaya só colocou a cabeça para fora da porta do banheiro, aberta apenas o suficiente para caber um pé.
— Cahaya, você acordou? Cadê o Cha Seowoon?
Seowoon tentou se esconder atrás do batente da porta, mas o abraço apertado de Cahaya tornou impossível escapar.
— Sei lá?
— O Cha Seowoon foi te ver. Como você não sabe?
— Olha lá em cima.
— Ei, se você desmaia daquele jeito, as pessoas vão começar a se preocu…
O avanço de Han Donhee parou de repente.
— Hyung, o Cahaya hyung acordou?
Kangsan chamou do corredor. Han Donhee olhou para a porta aberta do quarto e depois de volta para os sapatos na entrada. Ele expirou bruscamente e bloqueou Kangsan e Yoochan de entrarem.
— Ei, saiam. Saiam.
— Ah, por quê? Se o Cahaya hyung acordou, a gente devia pelo menos ver a cara dele.
Yoochan protestou, coçando a orelha furada.
— O Cahaya tá no banho! Só esperem aqui se quiserem ver o pau daquele desgraçado. Se não, saiam!
Seowoon rapidamente abaixou a cabeça e olhou para o pau exposto de Cahaya.
“O Han Donhee não pode ter visto pela porta do banheiro, né…? Será que ele sacou? Não, isso é impossível.”
Seowoon começou a pensar rápido.
“Talvez seja melhor só dizer que a gente estava tomando banho junto? Mas eu não vou conseguir responder se perguntarem por quê…”
— É, quem quiser ver meu pau, pode entrar!
“Esse desgraçado maluco!”
Cahaya abriu um pouco mais a porta do banheiro.
— Não, eu não vou olhar!
Yoochan exclamou, recuando horrorizado, e Kangsan nem entrou.
— Porra! Cha Seowoon! Porra! Se ele tá te forçando, manda um sinal! E fecha a porta do quarto também!
Han Donhee gritou freneticamente e saiu batendo pela porta da frente.
Seowoon ficou com o coração acelerado e a boca levemente aberta enquanto olhava para Cahaya.
— …Ei, você acha que o Han Donhee…?
Seowoon não conseguiu terminar de dizer: “Você acha que o Han Donhee percebeu?”
Cahaya, no entanto, parecia despreocupado, apenas pegando uma toalha limpa e enrolando-a no corpo de Seowoon.
— Cha Seowoon, você viu?
— …Vi o quê?
— Meu pau derrotando um nível máximo e dois de nível superior.
— Você é doido mesmo!
Ele arremessou a toalha que tinha enrolado em si mesmo na direção do pau exposto de Cahaya com toda a força.
— Ugh, isso foi um golpe crítico. Você devia cuidar bem dele, Cha Seowoon.
Cahaya abraçou Seowoon com força e soltou uma risadinha.
· ⋆ · ─ ✦ ─ · ⋆ · Continua
☾ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello