Capítulo 205

Capítulo 205
Asgyle voltou ao quarto mais ou menos no mesmo horário do dia anterior. Quando ele chegou, atravessei o quarto correndo para recebê-lo.
— Bem-vindo de volta.
Asgyle, que abriu os braços para me receber, foi rápido em encontrar meus lábios. Aceitei seu beijo, feliz. Asgyle me beijou com paixão, roçando a língua e os lábios nos meus, e só ergueu a cabeça quando eu estava quase perdendo o fôlego.
— Pensei nisso o dia inteiro.
Ele mal interrompeu o beijo e, enquanto eu ofegava, ainda querendo mais, beijou alternadamente meu pescoço, minhas bochechas e minhas orelhas, mordiscando a pele. Seu braço me apertava com tanta força que quase doía, mas o abracei sem dizer nada.
— Vamos tomar banho juntos.
— Espere.
Beijei a bochecha de Asgyle e disse:
— Hoje sou eu que vou dar banho em você.
— Não dá. Meu corpo é grande demais para você lavar.
Ele franziu a testa e apontou o problema. Ele não estava errado, então mudei a proposta.
— Então só vou lavar seu cabelo. Eu quero. Deixe eu fazer isso.
Hum. Asgyle pareceu pensar por um momento, suspirou e, por fim, cedeu.
— Só um pouquinho, então.
Entramos no banheiro, eu no colo de Asgyle, e, assim que pus os pés no chão, me preparei para lavar o cabelo dele. Quando vi aquele homem enorme agachado à minha frente, inclinando a cabeça docilmente, caí na risada. Asgyle se curvou até uma altura em que minhas mãos o alcançavam com facilidade. Graças a isso, consegui ensaboar e esfregar seu cabelo sem dificuldade.
— Está bom?
— Sim.
Senti algo estranho ao ouvir a voz de Asgyle vinda de baixo. Olhei para a cabeça dele, espalhando com cuidado a espuma branca pelos cabelos negros. Meu coração estava acelerado, mas lutei para conter as emoções e derramei água morna para tirar a espuma. Depois de repetir algumas vezes, quando a espuma tinha sumido por completo, eu disse:
— Pronto.
Assim que Asgyle se levantou, seu peito firme ficou bem diante dos meus olhos. Aquele homem, duas, talvez três vezes maior do que eu, me pegou no colo depressa e entrou na banheira. Na água quente, brincou comigo e, de vez em quando, espalhou beijos por toda parte. Às vezes, me mordiscava, mas não doía mais do que uma picada de mosquito. Eu, de vez em quando, acariciava sua cabeça ou dava tapinhas em seu braço.
E assim o tempo passou, tranquilo.
***
Assim que voltamos ao quarto e terminamos de comer, Asgyle me levou para a cama. Recebi-o de braços abertos. Meu corpo, ainda aquecido do banho, esquentou depressa. Asgyle já estava excitado desde o banho.
Admirei de verdade a paciência dele. Asgyle passou o tempo todo me segurando e brincando comigo, esperando e esperando até terminarmos tudo. Eu me perguntava até onde aquele homem conseguia aguentar. Mas agora já não havia como saber.
— Droga, sinto que vou explodir.
Sem conseguir conter a excitação, o homem praguejou com a voz carregada de calor. Como ele dizia, seu membro estava inchado, com as veias grossas saltadas. Era assustador, como se fosse rasgar meu ventre se entrasse daquele jeito. Engoli em seco sem perceber, mas, junto com o medo, senti uma excitação desconhecida. Meu coração tremia de medo, mas meu ventre já estava encharcado de expectativa.
— Haa… Yohan.
A voz de Asgyle ficou ainda mais quente. Num instante, seus olhos roxos brilharam dourados. Ele estava reagindo aos meus feromônios. Um aroma doce emanava dele. Inspirei com prazer, bebendo o cheiro dos feromônios dele. Asgyle abriu minhas pernas e segurou o próprio membro.
Ele quer entrar em mim. Relaxei o corpo e bebi seus feromônios ainda mais fundo. O fluido que transbordava de dentro de mim escorria pela entrada e molhava minhas nádegas.
— …Droga.
Asgyle mordeu o lábio inferior, como se tentasse segurar os palavrões. Eu estava tão molhado que ele escorregava. Asgyle segurou uma de minhas coxas por trás do joelho e a empurrou para cima, expondo minha entrada o máximo possível, e tentou de novo. Depois de várias tentativas, molhado com meu fluido e com o dele, finalmente entrou em mim.
— …Ah!
O membro quente me invadiu e preencheu meu ventre. Logo, meu quadril ficou pesado, e senti meu interior se abrir. As paredes internas, vazias até então, sugaram o membro rígido dele, como se o esperassem. O homem começou a gemer descontrolado, enlouquecido pela carne macia que o envolvia.
— Hah, hah, hah.
A respiração de Asgyle saía acelerada acima de mim. Tremendo violentamente, tentei agarrar o ombro dele, mas minha mão escorregou. Quando falhei pela segunda vez, quase chorando, Asgyle pegou meu braço e o puxou para si. Com a ajuda dele, finalmente consegui me agarrar e ri.
— …Droga.
Ao me ver sorrir com os lábios entreabertos, Asgyle soltou um gemido, como se a garganta tivesse se fechado, e de repente se curvou sobre mim com seu corpo enorme. Com isso, ele me preencheu por completo. Senti uma pressão sufocante, mas logo ele recuou, e fui tomado pela sensação de estar completamente vazio. Mal tinha soltado um gemido, Asgyle investiu fundo de novo. Estranhamente, ao mudar de ângulo, ele roçava um ponto diferente e recuava outra vez.
Um baque vinha de baixo. Ele entrava e saía sem parar, e a cada vez atingia um lugar diferente. Ele chegava tão fundo assim dentro de mim?
Eu já tinha sentido isso antes? Toda vez que Asgyle me penetrava fundo, eu pensava a mesma coisa. Mas o pensamento não durava. Eu só não suportava a comichão no ventre, como se eu existisse apenas para recebê-lo, como se todos os meus sentidos estivessem concentrados no quadril.
— Rápido…!
Sem perceber, gritei e me agarrei a ele.
— Por favor, por favor… Goze dentro de mim, rápido…!
Meu ventre formigava, e eu não aguentava mais. Queria que ele se derramasse dentro de mim. Rápido, rápido, rápido…!
Asgyle segurou minhas duas pernas por trás dos joelhos e as empurrou para cima. Meus quadris ficaram suspensos, o corpo dobrado ao meio. Nessa posição, Asgyle desceu sobre mim e investiu sem piedade.
— Rápido…!
— Espere.
Diante do meu grito desesperado, Asgyle disse com a voz rouca:
— Espere, já vou te dar. Vou derramar tudo dentro de você, só espere.
Logo comecei a chorar. Ele parecia uma fera; não ouvia nada. Asgyle contorceu o rosto, enterrou-se até a base e se moveu assim, sem sair. Gritei quando os pelos ásperos dele roçaram minha entrada aberta. Sem perceber, contraí por dentro.
— Ah.
Com isso, um gemido escapou da boca de Asgyle como um longo suspiro. Seu corpo estremeceu levemente, colado ao meu, sem nenhum espaço entre nós.
Meu interior ficou quente, e o cheiro denso de sêmen subiu do fundo do meu ventre. Junto com o aroma doce dos feromônios.
***
Hah, hah.
Uma respiração áspera chegava aos meus ouvidos. Eu estava deitado de bruços sobre Asgyle, com a cabeça apoiada em seu peito. Dava para ouvir o coração dele batendo tão rápido quanto o meu, sem barreira nenhuma.
Mesmo depois de um bom tempo, Asgyle não queria sair de dentro de mim. Ele tinha derramado em mim uma quantidade tão grande que eu sentia até o cérebro encharcado, mas ainda não parecia satisfeito. Prova disso era que já tinha gozado mais duas vezes e continuava dentro de mim, sem amolecer.
Deixei Asgyle brincar com meu corpo à vontade, beijando, chupando e, às vezes, mordiscando por toda parte. Se assim ele pudesse aplacar um pouco a insatisfação, achei que estava bom.
— …Foi bom?
Quando perguntei, mal recuperando o fôlego, Asgyle respondeu, mordiscando meu dedo de leve e soltando:
— Muito.
— Que bom.
Enquanto eu dizia isso, sorrindo, ele me olhou e perguntou:
— E você? Foi bom?
— Sim.
Respondi com sinceridade:
— Muito.
Asgyle sorriu e beijou meus lábios. O membro dentro de mim voltou a pesar.
— Vamos de novo? Não?
Se eu dissesse que sim, ele me viraria na mesma hora e voltaria para cima de mim. Sorri e olhei para ele.
— Não.
Para confirmar, movi a cintura e me ergui. Ele foi saindo devagar de dentro de mim até sair por completo. Sentindo o sêmen acumulado escorrer, deixei-me cair de costas de novo, e Asgyle fez na hora uma cara decepcionada, como se tivesse esperado um pouco.
Ao ver aquele rosto, sorri de novo. Ri alto e depois fiquei olhando para ele em silêncio.
— Eu te amo, Asgyle.
Um sorriso foi surgindo devagar em seu rosto. Movi meu corpo sobre o de Asgyle e beijei seus lábios. De repente, senti o nariz arder e abri a boca.
— Vamos terminar.
Ouvi minha própria voz de um jeito vago, como se fosse a de outra pessoa, ao longe. Era como ver um amor ressecado se desfazer feito areia.
— Vamos acabar com tudo.
O rosto sorridente de Asgyle endureceu, e ele me encarou.
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↫─☫ Continua…. //
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✦ Tradução, revisão e Raws: Jør