Capítulo 165

⚝ Capítulo 165
— Ah, ah, uh…
Doi tanto que parece que meu ventre vai explodir. Eu não conseguia conter os gritos, então clamava sem parar.
— Yohan.
Asgyle, que rapidamente me envolveu em seus braços, pressionou-me com todo o seu corpo. Minha musculatura estava tão tensa que eu mal conseguia respirar. Enquanto isso, o pau enfiado em meu ventre continuava a pulsar e a inflar. Ele não parou até preencher completamente o meu buraco. Abri a boca o máximo que pude, mas nenhum som foi emitido. Mesmo com a mente oscilando, eu sentia a dor com clareza. Mesmo deitado, meu ânus se contraía e reagia. Parecia que apenas aquela parte do meu corpo estava viva.
— Yohan, está tudo bem — Asgyle também puxou o ar com força e disse: — Vai acabar logo. Só aguente mais um pouco, Yohan.
Chamando meu nome repetidas vezes, ele beijou todo o meu rosto, mas a dor não diminuia. A certa altura, eu já chorava copiosamente. Era tão assustador e doloroso que se tornava insuportável.
— …Yohan.
Ele parou de se mover dentro de mim. Como se despertasse com o som dos meus soluços, Asgyle perguntou:
— Você quer que eu pare?
E se eu assentisse agora? Ele tentaria me acalmar ou realmente se afastaria?
Uma breve dúvida surgiu, mas não senti necessidade de testá-lo para descobrir o resultado. Reunindo minhas poucas forças, enlacei o pescoço dele e abri a boca:
— …Não, está tudo bem.
Um suspiro curto ecoou no meu ouvido. Asgyle segurou firmemente minha cintura e me puxou ainda mais para perto. Ele voltou a se mover. Tentei relaxar o máximo possível para aceitá-lo. Era como se uma arma pesada e ardente estivesse forçando a abertura do meu ventre. Talvez estivesse alcançando uma região nunca antes tocada. Ele estava prestes a invadir a parte mais profunda do meu ser. Mesmo em meio à dor, meu estômago tremia.
De repente, uma memória que eu havia esquecido me veio à mente. O Camar costumava tentar me engravidar. Eu não entendia na época, mas agora compreendia com certeza.
“Se eu tivesse um filho do Camar, então…”
Senti como se estivesse finalmente retornando ao passado pela primeira vez. Um som úmido ecoou debaixo de nós.
— Yohan, Yohan…
Percebi imediatamente o movimento acelerado de sua cintura enquanto ele clamava meu nome várias vezes com a voz excitada. Ele logo despejaria seu sêmen dentro de mim. Prendi-me a ele com força para não perdê-lo. Sentia como se minhas articulações fossem se deslocar por ter as pernas abertas muito além do meu limite, mas mordi o lábio e aguentei firme.
Subitamente, Asgyle congelou. Pude sentir tremores por todo o meu corpo e meu ventre arder. Ao mesmo tempo, o aroma intenso de seus feromônios espalhou-se por meu interior.
Todo o processo foi extremamente prolongado. Asgyle entrava e saía de mim de tempos em tempos, chocando-se contra o meu corpo com força. A cada estocada, o perfume dos feromônios se tornava mais denso e o sêmen preenchia meu ventre. Ele repetiu isso diversas vezes. No fim, ele derramou tanto esperma dentro de mim que cheguei a ter a ilusão de que o sêmen transbordaria pela minha boca.
— Yohan.
Pronunciando meu nome como um sussurro sôfrego, Asgyle me beijou. Seu pau continuava rigidamente ereto dentro de mim. Cada vez que ele se mexia, meu corpo inteiro estremecia, criando a ilusão de que o esperma em meu ventre ia transbordar. Fechei os olhos pensando que talvez meu ser inteiro estivesse sendo preenchido pelo seu sêmen. Quando eu estava prestes a perder os sentidos, Asgyle de repente segurou meu corpo no colo.
Em um instante, arregalei os olhos sem perceber. Assustado, apertei meus braços ao redor do pescoço dele, mas Asgyle não se importou; ele me ergueu e deu alguns passos à frente. O problema era que ele ainda não havia retirado o pau de dentro de mim.
— Oh, oh…
Sons de dor escaparam involuntariamente. Segurando-me contra si, ele caminhou, fazendo com que meu buraco se esticasse e o prendesse com ainda mais força. Sempre que meu corpo tremia, o sêmen que me preenchia parecia borbulhar, arrancando-me gemidos sem que eu soubesse o que fazer.
— Ah!
Assim que senti uma superfície fresca, fui deitado. Logo percebi que estava na cama rústica onde eu e o Camar costumávamos nos abraçar e adormecer.
— Você costumava se deitar aqui com o Camar? — Asgyle perguntou entre respirações arfantes.
Respondi em meio à minha mente confusa:
— …O senhor disse que agiria como o Camar.
— Sim. — Ele aceitou minhas palavras como se já as esperasse. — Então, em qualquer lugar onde você tenha se deitado com o Camar, nós faremos tudo de novo.
Pensei que ele tinha razão, mas algo parecia fora do lugar. No entanto, antes que eu pudesse refletir profundamente, Asgyle pressionou seus lábios contra os meus novamente. Mantendo-se inserido sem sequer recuar, ele começou a se mover dentro de mim mais uma vez, uma estocada após a outra. Desta vez, deitando-se de costas no colchão, ele me puxou para cima de seu corpo, estocando de baixo para cima. Deixei escapar curtos “ah, ah…”.
Com o som de sua respiração quente, o sêmen voltou a preencher meu ventre. Meu corpo tremia e a ponta dos meus pés estava dormente devido à longa descarga de fluidos. A mão grande que apertava minhas nádegas tornava impossível afastar meu quadril de seu pênis. Por causa disso, embora meu corpo inteiro estivesse trêmulo, eu não conseguia me mover um centímetro sequer, prendendo o pau dele com tanta força quanto meu buraco era capaz.
Pensei vagamente que aquele era o meu limite. Senti como se todas as minhas veias estivessem impregnadas pelo forte feromônio que emanava do sêmen em meu interior. Imaginei que aquilo seria o bastante, mas Asgyle tinha uma opinião diferente.
Ele pareceu me dar um breve descanso, mas de repente se levantou. Segurou-me com um dos braços para que eu não escorregasse e, desta vez, deitou-me de lado, puxando uma das minhas pernas sobre o seu braço. Graças a isso, Asgyle, posicionado entre minhas pernas escancaradas, recomeçou os movimentos. Eu já não conseguia emitir nenhum som claro, apenas gemidos misturados ao som arfante da minha respiração.
“Se ele fizer tudo isso, acho que engravidarei mesmo se for estéril…”
Enquanto Asgyle ejaculava dentro de mim pela sexta vez, perdi totalmente a minha consciência.
***
Acordei com a sensação de algo tocando meu corpo. Levei um tempo para conseguir abrir os olhos, mas aos poucos despertei e compreendi a situação em que me encontrava.
— Você acordou.
Asgyle sussurrou bem perto do meu ouvido, aparentemente notando meu despertar. Ele estava beliscando meus mamilos com uma pitada de malícia, e eu murmurei fracamente:
— Pare com isso…
O homem que me abraçava por trás soltou uma risada baixa.
Ele estava sentado na cama me segurando, acariciando meu corpo e distribuindo beijos e mordidas por onde seus lábios tocavam. Ele mordeu meu ombro novamente, sem se importar se eu estava totalmente desperto ou não, e quase curvei a espinha por puro reflexo.
— …Ah!
Soltei um gemido curto involuntariamente diante da sensação inesperada. Ao mesmo tempo, o rosto dele pareceu se iluminar. Asgyle ainda permanecia profundamente inserido em mim; ele não havia saído. Quando me dei conta de que havia me acostumado àquela presença e já não sentia nenhum desconforto físico, fiquei sem saber como reagir, mas Asgyle disse calmamente atrás de mim:
— Não pretendo sair de dentro de você pelos próximos dois dias.
— Dois dias?
“Então ele quer dizer que vai ficar assim durante todo o tempo em que estivermos aqui?”
Arregalei os olhos e exclamei assustado, fazendo-o rir novamente.
— É brincadeira. Eu saio pela manhã.
— Pela manhã…?
Que horas seriam agora? Parecia ser noite profunda, já que não havia quase nenhuma claridade. Diante da minha pergunta receosa, Asgyle respondeu como se fosse óbvio:
— Você precisa esperar até que as sementes plantadas criem raízes. Veja.
— Ah!
De repente, ele levou a mão até a minha virilha. Com minhas pernas abertas abruptamente, soltei um grito de surpresa enquanto ele segurava minha mão com a outra e a guiava para baixo. Antes que eu pudesse me acalmar do espanto, a base do pau que preenchia meu buraco tocou a ponta dos meus dedos.
Assustei-me e tentei puxar a mão de volta, mas não consegui porque Asgyle me segurava. Forçando-me a tocar as bordas da entrada que apertava seu pau, Asgyle sussurrou:
— O que você acha?
— Uh, uh… O que o senhor quer dizer?
Enquanto eu gaguejava de vergonha, ele questionou em tom provocativo:
— O que você sente?
Mas eu estava tão envergonhado que não conseguia falar. Conforme meu rosto avermelhava, ele sutilmente se empurrou ainda mais fundo dentro de mim. Segurei o fôlego e ele falou com a voz baixa:
— Não está vazando nada, não é?
— Sim, sim… Não está.
Assenti apressadamente. Como ele havia dito, eu não sentia nenhum líquido escorrendo pelo meu buraco. A ideia de ter todo sêmen dele guardado em meu ventre me deixava zonzo.
— Isso… Acho que isso já deve ser o bastante…
Minha voz tremia de timidez e as palavras mal saíam. Mas a resposta que veio foi firme:
— Não, não é o bastante.
E ele me apertou ainda mais forte em seus braços.
— Ainda não é o bastante.
Um suspiro profundo ecoou. Asgyle aspirava meu feromônio. Ele estava quase completamente embriagado por seu próprio cheiro, e eu já nem sabia mais que tipo de aroma exalava de mim.
Naquele momento, o pau dele pressionou meu interior como se quisesse reforçar sua presença dentro de mim. Sem perceber, meu corpo inteiro estremeceu. Quando virei a cabeça com cuidado, Asgyle colou seus lábios nos meus, como se estivesse esperando por isso. Ele deslizou a língua delicadamente, iniciando mais um contato.
Sem separar nossos lábios, Asgyle me deitou de costas na cama. Meu buraco continuava aberto, mas o pau dele permanecia firmemente fixado dentro de mim, sem se mover.
— Yohan.
Asgyle pronunciou meu nome com uma voz terna e começou a se mover lentamente. Cobri a bochecha dele com a minha mão e o beijei suavemente de volta. O pau dele pulsou como se o esperma estivesse se acumulando outra vez. Eu não estava em meu juízo perfeito; devia estar tão inebriado por aqueles feromônios que perdi o juízo. Caso contrário, eu jamais ousaria fazer aquela pergunta.
— O senhor gostaria de morar aqui comigo?
Assim que fiz a pergunta com a voz carregada de expectativa, Asgyle parou abruptamente de se mover.
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↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Jør&Faby