↫─Capítulo 209
Ex-Patrocinador — Extras
Extra 7 🎬 ∙ ∙ ∙ 🎥 ∙ ∙ ∙ 🎭
Cheongyeon ajeitou o cabelo bagunçado de Jiyun e se deitou. Nisso, Jihan trouxe um edredom e o jogou de forma ríspida.
— Eu não sei de nada, enfim. É assunto de vocês dois, então você que sabe.
— Sinceramente, acho que você tem razão, mas, justo você falando, me dá raiva.
— Amadureça um pouco, Yoo Cheongyeon. Já tem filho, então modera essas fugas. Tsc, tsc.
Jihan começou a dar conselhos com voz solene. Mesmo sabendo que ele falava naquele tom de propósito, não havia como não ficar irritado.
— Por que você está bancando o adulto de repente?
— Por quê. Seu hyung está estiloso?
— Que sujeito insuportável…
— O Moon Do-Heon ainda não deu notícia?
— Eu desliguei o celular.
— Que beleza de atitude.
— …Deixa. De qualquer forma eu volto para casa amanhã.
Ele tinha deixado o roteiro lá e, pensando bem, também não pegou as coisas que Jiyun levaria para a creche.
Jihan entrou no quarto e, na sala, logo ecoava a respiração sibilante de Jiyun. Olhando o rostinho rechonchudo e branquinho da criança, Cheongyeon suspirou.
Foi impulsivo ao sair, mas, uma vez feita a besteira e diante de uma situação irreversível, a preocupação veio tardiamente. Só de pensar em consertar aquilo amanhã já lhe dava tontura.
Será que eu ligo agora e volto para casa? Ele deve estar muito bravo, né?
Ele pensou em ligar o celular, mas, para entrar em contato com Do-Heon e resolver tudo conversando, tinha acontecido coisa demais naquele dia. Cheongyeon já estava exausto.
No fim, decidiu adiar para o dia seguinte tudo o que precisava resolver.
Cheongyeon piscava lentamente as pálpebras cada vez mais pesadas, esperando o sono chegar, e ainda assim pensava em Do-Heon.
Quando ele o pressionava, todas as mágoas antigas voltavam de uma vez e ficava difícil reagir com racionalidade. Ultimamente Do-Heon o tratava com muito mais carinho, mas ainda havia uma diferença de temperatura entre eles. Comparado a ele, tão frio, Cheongyeon se exaltava e se irritava com facilidade.
Por ora… amanhã, com certeza, vou conversar com calma com o Do-Heon. E pedir desculpas por ter feito as malas e saído de casa.
…Depois disso a gente dá um jeito.
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No dia seguinte. Talvez por causa da cama estranha, ele acordou bem cedo. Acostumado a sentir sempre o peso de um braço robusto envolvendo seus ombros, dormir tão leve era esquisito. Faltava uma sensação de segurança.
Cheongyeon se ergueu e olhou ao redor. Jiyun ainda dormia ao lado e Jihan tinha deixado um bilhete e saído.
> — Ei tenho compromisso de manhã então saí. Volta logo pra casa enquanto eu falo com jeitinho tsc tsc >
Ele teve a ilusão de ouvir a voz de Jihan estalando a língua, como quem acha aquilo patético.
Cheongyeon se levantou e começou a dobrar o edredom. Justamente era a hora de Jiyun acordar, e ele despertou depois de balbuciar um pouco.
— Deixa o papai ver sua testa, Jiyun.
— Uhn?
— A cabeça não dói? Parece que a febre passou mesmo.
— Uhum…
— Hehe. Que bom.
— Papai. Beijinho.
— Meu filho. De quem você puxou para ser tão lindo?
Cheongyeon beijou a testa de Jiyun e, rindo, apertou com as mãos as bochechas rechonchudas.
— Uhum. Casa. A gente não vai pra nossa casa?
Jiyun perguntou abraçando Cheongyeon. Cheongyeon deu tapinhas nas costas da criança pendurada em seu pescoço.
— A gente vai agora. Vamos.
Depois de vestir roupas novas em Jiyun e tomar café da manhã com ele, saíram da casa de Jihan.
Do-Heon provavelmente estaria esperando na creche de Jiyun ou diante de casa. Mesmo sem marcarem nada, dava para prever que logo se encontrariam.
Será que eu ligo para o Do-Heon dizendo para não se preocupar? Cheongyeon segurava Jiyun com um braço e, com a outra mão, ligou o celular. Mas, antes mesmo que a tela apagada acendesse por completo, ele se deparou com Do-Heon.
Ele estava de terno, com o carro estacionado diante da casa de Jihan.
— Bom dia.
E cumprimentou Cheongyeon com toda a naturalidade. Cheongyeon ficou sem palavras por um instante.
— Papai! Bom dia!
Jiyun, no colo de Cheongyeon, se debateu fazendo manha para descer. Quando ele o pôs no chão como queria, Jiyun saiu correndo direto para Do-Heon. Quando ele o ergueu no colo, Jiyun soltou um “aêee!” de alegria.
— Papai, cadê você? De noite? O Jiyuni fez soninho…
Em vez de responder à pergunta de por que não estava ao lado dele à noite, Do-Heon tocou a testa de Jiyun. Ao confirmar que não havia febre, beijou sua bochecha.
— Dormiu bem?
— Sim! Fiz soninho.
— E não está doente?
— Agora tô bem.
Cheongyeon contemplou em silêncio Do-Heon, que, como ele, cuidava primeiro da saúde de Jiyun.
— …Que roupa é essa. É a de ontem.
Sem saber o que dizer, Cheongyeon apontou o terno de Do-Heon, que justamente entrou em seu campo de visão.
— Você não escolheu a de hoje.
— E por isso você vem com a mesma de novo?
— Sim.
A resposta foi tão confiante que ele ficou sem palavras por um instante.
— Ouvi que você esperou bastante no hospital ontem.
Ele não tinha contado isso, e não sabia como ele descobriu de novo. Mas não fez questão de investigar.
— …O que eu podia fazer? A criança estava doente, tinha que esperar.
— Você podia ter ao menos ligado para o secretário Shim.
— A febre já passou, então está resolvido.
Cheongyeon respondeu como quem diz que não adianta apurar culpas agora. E então continuou.
— Se você sabe que eu esperei muito no hospital ontem, deve saber também que eu esperei na sua empresa.
— Sim. Se você pretendia não atender de propósito, para começar não teria esperado no estacionamento da empresa.
Do-Heon reconheceu que Cheongyeon não tinha deixado de atender de propósito.
— Desculpa.
— …….
A cabeça de Cheongyeon, que ponderava o que responder, ficou branca num instante. Por causa daquele pedido de desculpas inesperado vindo da boca de Do-Heon.
Foi uma frase curta, sem nenhum floreio antes ou depois, mas dava para sentir que não era algo protocolar, e sim sincero. Cheongyeon sabia.
— Ontem eu cheguei em casa e me assustei por não ver você nem o Jiyun. Como não conseguia contato, achei que tinha acontecido alguma coisa e me exaltei…
Talvez por ter relembrado aquilo, o cenho de Do-Heon se franziu de leve.
— Naquela hora eu me exaltei de verdade e, nada típico de mim, a emoção falou mais alto.
Do-Heon era sempre alguém em quem a razão vinha primeiro. Ele não imaginava que uma frase dessas sairia da boca daquele homem.
— Eu admito que minha reação foi excessiva. Então volte para casa.
Era algo realmente estranho. Até o dia anterior, só de pensar em Do-Heon a raiva e a sensação de traição vinham primeiro e o magoavam; e, desde o instante em que ouviu seu pedido de desculpas, nada do que aconteceu antes parecia importante.
— Eu só ia deixar o Jiyun na creche e voltar direto para casa.
Só então Do-Heon desfez a expressão endurecida. Era uma diferença sutil, mas Cheongyeon já distinguia isso com facilidade. Que ele tinha ficado aliviado.
— Mas desde quando você está esperando aqui?
— Faz pouco.
— …Mentira.
Quando ele estreitou os olhos e cobrou, Do-Heon riu de leve.
— Provavelmente desde umas cinco.
— P-por que você veio tão cedo assim?
— Porque eu temi que dessa vez também você ficasse muito tempo longe de casa.
— Isso…
Quando Do-Heon mencionou o divórcio de antes, Cheongyeon ficou sem palavras. Logo balançou a cabeça com firmeza. E então, em vez de explicar o que sentia, hesitou um pouco e se aproximou de Do-Heon, abraçando-o com força pela cintura.
— Papai, abraça! Abraça maaais!
Jiyun, que aparentemente gostou de a família toda estar abraçada, gritou animado.
Diante do cheiro e do feromônio de Do-Heon que lhe entravam fundo nos pulmões, Cheongyeon sentiu alívio. E, ao mesmo tempo, culpa.
— Sair de casa sem dizer nada foi erro meu. Desculpa por agir do meu jeito. Não vai mais acontecer como daquela vez. De verdade…
Quando ele murmurou com o rosto enterrado em seu peito, Do-Heon envolveu firmemente seus ombros.
E, enquanto sentiam por um instante o calor um do outro, Cheongyeon ergueu a cabeça como quem lembra de algo e encarou Do-Heon.
— Mas… você vai ser contra a cena de ação até o fim mesmo?
Olhando para Cheongyeon com cara de choro, Do-Heon suspirou. Ele desfez o abraço em silêncio, abriu a porta do carro e pôs Jiyun na cadeirinha.
Depois abriu a porta para que Cheongyeon entrasse no banco do carona.
— Se você quer fazer, eu não posso te impedir até o fim.
— Ué, então…
Quando Cheongyeon se sentou docilmente no banco do carona, ele fechou a porta. Logo Do-Heon entrou no banco do motorista, segurou o volante e falou.
— Mas tem uma condição.
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— Isso é uma condição? É sério?
Cheongyeon olhou ao redor, incrédulo, ao entrar no dojo de judô. Parecia que ele tinha alugado o local inteiro, porque no salão amplo havia apenas três pessoas: Do-Heon, Cheongyeon e um homem que parecia ser o mestre.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna