↫─Capítulo 139
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O secretário Shim estendeu o celular a Do-Heon , sentado no banco de trás. Alguns segundos depois, os olhos de Do-Heon se estreitaram.
Era a matéria do escândalo de Cheongyeon. A pessoa na foto, de pé e afetuosamente colada em outro homem, era sem dúvida Cheongyeon. Ainda por cima, o relato de como a matéria surgira era bastante detalhado.
— É o Cheongyeon mesmo.
— Além disso, com a matéria publicada pelo Jornal Gyuseong somada a tudo, parece que a coisa está tomando um rumo complicado.
— O Gyuseong? Que matéria ele soltou agora.
Do-Heon devolveu o celular ao secretário Shim e, pelo tablet, entrou no portal e ele mesmo pesquisou o nome de Cheongyeon.
— Yoo Cheongyeon: sabe-se que, após o divórcio com magnata, está exigindo herança do Grupo JT
— Qual é o motivo de o ator novato Yoo Cheongyeon só escolher gente de berço de ouro para se relacionar?
Matérias provocativas com o nome de Cheongyeon se sucediam sem conta.
Mesmo sem precisar tocar e conferir uma a uma, era certo que a polêmica sobre a herança tinha o Jornal Gyuseong como estopim. Afinal, que Cheongyeon herdaria os bens da avó era um fato que só as pessoas da família JT sabiam.
Do ponto de vista de Moon Huijin e Moon Taejin, não dava para simplesmente ficar de braços cruzados vendo aquilo, então, já que o escândalo estourara, deviam querer derrubá-lo de algum jeito.
— O pessoal do Jornal Gyuseong pelo visto achou que era uma boa oportunidade.
— Claro que sim.
Do-Heon disse dando leves batidinhas com o dedo no rosto de Cheongyeon na tela.
— Deixando assim, o Cheongyeon acaba passando a imagem de quem exige de forma abusiva a divisão dos bens. Como a repreensão do público se tornou inevitável quando de fato ocorrer a herança mais adiante, o Jornal Gyuseong parece ter usado bem a cabeça, à sua maneira.
Diante da explicação do secretário Shim, Do-Heon assentiu de leve.
Trazer à tona a questão da herança dos bens da avó era uma oportunidade que, ao mesmo tempo em que dava um golpe na imagem de ator de Cheongyeon — que era como um espinho no olho —, também podia afetar o contrato de publicidade com a loja de departamentos, previsto para o próximo trimestre.
Independentemente de o escândalo ser verdade ou não, era evidente que, seguindo assim, a situação não traria nada de bom para Cheongyeon.
— Por ora, tire todas as matérias do ar.
Do-Heon instruiu com voz sem altos e baixos. O secretário Shim fez uma expressão contrariada.
— Só que, antes de agirmos do nosso lado, já se espalhou por veículos demais, então até apagar tudo parece que vai levar um bom tempo.
— Não tem jeito. Por agora, o importante é conter antes que a coisa aumente ainda mais a partir daqui.
— Entendido.
— A agência do Cheongyeon se pronunciou dizendo o quê?
O secretário Shim, que justamente pesquisava a resposta da agência, respondeu ao mesmo tempo em que percorria os caracteres com os olhos.
— Saiu uma matéria de acompanhamento dizendo que ele e o ator Han Iram, do escândalo, são amigos, mas não parece estar sendo aceito como verdade.
Do-Heon , para fazer uma ligação, digitou rápido o número de Cheongyeon. Então mudou de ideia e primeiro passou os olhos para ver se não havia algum contato vindo de Cheongyeon enquanto estivera em viagem.
Mas, em meio à lista de dezenas de chamadas perdidas e mensagens, o nome de Cheongyeon não aparecia.
Pensando bem, ainda que já tivesse passado mais de uma semana desde que a matéria fora publicada pela primeira vez, Cheongyeon não deixara uma única ligação para Do-Heon. Mesmo sendo um caso difícil de resolver sozinho, com o escândalo e o problema da herança sobrepostos.
Do-Heon, como quem não gostou daquilo, fitou o celular e ligou para Cheongyeon.
Mas veio a resposta automática, mecânica, de que o celular estava desligado.
Ele, com o celular da chamada encerrada em mãos, hesitou por alguns segundos e disse ao secretário Shim:
— Entre em contato agora mesmo com o diretor da Pin Ent.
*
Assim que terminou a viagem de negócios aos Estados Unidos e entrou na Coreia, Do-Heon voltou para a sala de trabalho da empresa. Como era de se esperar, na mesma medida em que estivera ausente esse tempo todo, o trabalho estava acumulado.
Enquanto ele conferia os documentos que a secretaria organizara e deixara ali, junto com um som de batida à porta, o secretário Shim entrou.
— Diretor. Reporto o conteúdo do contato com Kim Gyeongseop, diretor da Pin Entertainment. Segundo ele, fora o pronunciamento e uma entrevista realizada com um pequeno número de agências de imprensa, não houve nenhum outro procedimento em especial.
— E do lado do outro envolvido no escândalo?
— Do lado da agência do ator Han Iram também não houve esclarecimento adicional.
Diante das palavras do secretário Shim, uma das sobrancelhas de Do-Heon, que ainda mantinha o olhar fixo nos documentos, se contorceu.
— Perguntando mais algumas coisas a respeito, disseram que o contrato final do drama para o qual o Cheongyeon havia sido escalado desta vez está suspenso. E as outras agendas marcadas anteriormente também foram interrompidas.
Do-Heon pousou sobre a mesa a caneta que segurava para assinar os documentos.
— Do lado da empresa de publicidade, recebemos a resposta de que a publicidade externa do Cheongyeon na loja de departamentos, prevista para o próximo trimestre, não será possível. Pelo visto, este caso deu um grande golpe na imagem.
Era como Do-Heon previra no carro. Afinal, bastava ver que até a publicidade da loja de departamentos, à qual Moon Huijin se opunha esperneando aos berros, fora suspensa.
— Diretora de criação, era? Qual é a opinião desse lado.
Do-Heon perguntou inclinando a cabeça lentamente.
— Se for a chefe Kwon Hyena… quer que, após o contato, eu peça uma consultoria à parte?
— Já que dizem que é especialista, esse caminho seria melhor.
Do-Heon , de repente, ficou curioso sobre o que Cheongyeon estaria fazendo agora. Estaria abatido?
A imagem dele deitado na cama, cabisbaixo, desenhou-se na mente de Do-Heon .
— Onde o Cheongyeon está agora.
— É que, segundo o diretor Kim Gyeongseop, no momento não se sabe do paradeiro dele.
— Como assim, não se sabe do paradeiro.
Como quem diz “que história é essa”, Do-Heon murmurou em voz baixa.
— Pelo que ouvi por meio do diretor Kim Gyeongseop, desde ontem, após o comunicado da suspensão do contrato do drama, ele está incomunicável com as pessoas ao redor.
O cenho de Do-Heon, que até então não sofrera alteração, se estreitou.
— Que dia você disse que a matéria do escândalo foi publicada pela primeira vez?
— Quinta-feira da semana passada.
Se era assim, queria dizer que já haviam se passado oito dias desde que a coisa acontecera.
Do-Heon, mantendo o secretário Shim de pé à sua frente, ligou de novo para Cheongyeon. Desta vez também Cheongyeon não atendeu.
— O ator envolvido tinha traço beta, era isso?
— Após verificação, deu ômega. Só que o traço exato, por várias circunstâncias, pelo visto foi mantido em absoluto sigilo.
— Por ora, mande que, assim que localizarem o paradeiro do Cheongyeon, me reportem imediatamente.
— Se o senhor vai para casa, quer que eu deixe o carro à espera lá embaixo?
Quando Do-Heon fechou o documento que estava lendo, o secretário Shim perguntou.
— Tenho que trabalhar. Secretário Shim, já pode ir. Deixe o trabalho restante repassado para a secretaria.
Ele, de forma compulsiva, reajustou a gravata levemente torta.
— Achei que o senhor fosse em pessoa…
Compreendendo com uma batida de atraso quem era o sujeito da frase, o olhar de Do-Heon pousou no secretário Shim.
— Ao Cheongyeon? É só mandar alguém, para que ir. Transmita à secretaria para trazer a ata da reunião da semana passada.
Ainda que tivesse ouvido a notícia de que o paradeiro de Cheongyeon era incerto, Do-Heon instruiu a próxima tarefa de modo profissional.
Comparado à insistência com que mandara averiguar isto e aquilo, era uma reação mais indiferente do que se esperava, então o secretário Shim vacilou por um instante.
— Entendido.
Logo o secretário Shim, recompondo a expressão, fez uma reverência e saiu da sala de trabalho de Do-Heon. E, não muito depois, um funcionário da secretaria trouxe a ata.
Do-Heon , para o funcionário que perguntava se precisava de mais alguma coisa, fez sinal com a mão para que se retirasse e, em seguida, abriu o grosso arquivo.
Achava que, antes de partir para os Estados Unidos, tinha resolvido por completo os assuntos urgentes, mas havia novos documentos empilhados a serem revisados.
Do-Heon, que abriu a primeira página, começou a percorrer os caracteres.
Mas, ao contrário do costume, o conteúdo não lhe entrava nos olhos nem um pouco.
Mesmo sabendo que precisava terminar até hoje para conseguir tocar o trabalho sem contratempos a partir do dia seguinte, a atenção se dispersava sem parar.
— Qual é o lugar em que Han Iram♥Yoo Cheongyeon costumavam se encontrar?
— Han Iram nega categoricamente o boato de romance com Yoo Cheongyeon
A matéria que vira no carro ficava, inutilmente, rodando sem parar na cabeça.
— Tsc.
Logo justo quando ele estava em viagem uma coisa dessas ir acontecer.
Já lhe desagradava o rosto de Cheongyeon circular por notícia boa, e ver que estava todo estampado por uma coisa ruim fez o humor bater no fundo do poço.
Mas ficou curioso sobre por que Cheongyeon não o contatara de imediato quando saíra aquela matéria absurda.
Por mais que ele estivesse no exterior, existiam canais mais que suficientes para entrar em contato, bastava querer. Podia ter ligado direto e, no mínimo, se tivesse avisado por meio da secretaria ou do diretor Kim Gyeongseop, o assunto não teria se alastrado a esse ponto.
Sem precisar penar por oito dias, a coisa teria se resolvido em um único dia.
Sendo um problema tão simples. Por que será que Yoo Cheongyeon não o contatou nem uma única vez.
Assim que aquilo começou a lhe despertar curiosidade, nada mais lhe entrava nos olhos. Logo Do-Heon chegou ao ponto de querer ir atrás de Cheongyeon agora mesmo e perguntar o motivo pessoalmente.
Sem dúvida, até pouco antes estava indiferente, mas agora toda a situação diante dele era insatisfatória.
Cheongyeon, que não atendia o telefone, a mídia negativa a Cheongyeon além do necessário, aquele homem com quem dizem ter havido o escândalo, o Jornal Gyuseong, tudo.
Do-Heon , por hábito, conferiu o relógio de pulso. Já haviam se passado bem mais de três horas desde que voltara à empresa.
E ele se flagrou não tendo conseguido virar sequer uma página dos documentos e da ata.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna