↫─Capítulo 86
Capítulo 86
Eu queria empurrar o corpo grande em cima de mim e correr, mas tinha medo de que, ao provocá-lo, o Do-heon transformado enfiasse seu pau de uma vez até a raiz.
Até agora, ele nunca havia sido excessivamente implacável, mas, por algum motivo, eu estava inquieto porque era difícil prever suas ações hoje.
Não era para menos, mesmo na cama, os feromônios de Alfa que ele sempre controlava em uma certa quantidade agora estavam fora de controle e completamente desenfreados. Era natural que Cheongyeon, sentindo aquilo em sua pele, ficasse apavorado.
Eu deveria ter ficado quieto como Do-heon disse e ido para casa. Talvez o olhar frio que vi na sala de estar fosse a sua melhor forma de paciência.
Meu corpo ficou tenso, e a abertura que eu havia alargado com as mãos se fechou novamente.
— Keuh.
Do-heon soltou um gemido animal entre os dentes diante da pressão da minha parede interna envolvendo firmemente o seu pênis a ponto de ficar rígida. No entanto, ele não interrompeu a penetração.
Ele derramou seus feromônios cada vez mais intensos sem consideração, empurrando à força sua haste grossa pouco a pouco para dentro do buraco de Cheongyeon.
— Ah, eugh. Dói.
A sensação da carne tenra se contraindo e mordendo a haste era tão eroticamente estimulante que uma veia evidente saltou no pescoço de Do-heon.
Eu queria ir mais longe, mais fundo para dentro, e tocar. Ele estava tão satisfeito que mal conseguia acreditar que havia suprimido esse sentimento nos últimos anos. Estava em um nível diferente de ser apertado pelas palmas brancas e macias de Cheongyeon.
Do-heon queria enterrar seu pênis completamente dentro do buraco quente de Cheongyeon e tomar sua carne tenra de forma implacável. O êxtase crescente era tão excessivo que sua visão ficou turva. Do-heon queria se libertar completamente de seus instintos e preencher Cheongyeon consigo mesmo tanto quanto desejava.
Ele jogou o cabelo para trás com grosseria e submeteu facilmente as pernas que se contorciam. Sabendo que já era demais, ele se aprofundou na carne interna fechada, conquistando Cheongyeon.
— Ah, dói… dói….
A voz de Cheongyeon, que estivera embargada e depois explodira em lágrimas, penetrou debilmente através de sua razão turva.
— Haa, ha.
Mesmo sabendo em sua cabeça que Cheongyeon estava passando por um momento difícil, seu corpo se movia por conta própria para engolir um prazer ainda maior.
Depois de implorar mais algumas vezes, Cheongyeon deve ter desistido de suplicar, pois fechou os olhos e esperou que tudo terminasse. Seu corpo, encharcado de feromônios, não tinha mais forças e desabou sobre os lençóis como uma boneca de pano.
Quando ele havia introduzido o pênis até a metade, sua glânde ficou presa no ponto onde a parede interna se estreitava. Do-heon tentou forçar a entrada, colocando força na cintura e empurrando, mas era difícil abrir caminho. Mesmo sendo um lugar que ele já havia penetrado várias vezes.
— Hoo…
Do-heon sempre era bloqueado nesse ponto, então estava se perguntando se deveria apenas empurrar tudo até a raiz.
— Do, Do-heon-ssi.
Do-heon pausou diante da voz fina chamando seu nome com medo. Em um instante, sua razão retornou completamente, como se um interruptor que estivesse desligado tivesse sido acionado.
Do-heon parou de pressionar à força a parede interna e puxou a cintura para trás, retirando lentamente o pênis. Cheongyeon, pensando que Do-heon ia forçar o caminho até o fim, tremeu e apertou os olhos.
— Heuup….
As marcas de lágrimas que já haviam escorrido por suas têmporas permaneciam claramente em seu rosto lamentavelmente branco.
— Yoo Cheongyeon.
— …… .
— Cheongyeon-ah.
Do-heon franziu a testa com dor e afastou o cabelo de Cheongyeon que estava encharcado de suor.
Quando percebeu o que estava prestes a fazer, uma sensação de aversão por si mesmo o dominou. Em primeiro lugar, ele não tinha o direito de empurrar Cheongyeon até esse ponto.
Ele mordeu os dentes molares com tanta força que os vasos sanguíneos em suas têmporas saltaram e enterrou o rosto no ombro de Cheongyeon.
— …Por que o senhor parou?
Cheongyeon abriu os olhos fechados e enxugou as lágrimas com as costas da mão. Então, com uma expressão confusa, encontrou os olhos de Do-heon.
Do-heon sentiu náuseas e respirou fundo. Sempre que o olhar de Cheongyeon se demorava nele, seu abdômen latejava como se alguém o estivesse pressionando.
Poderia isso também ser um dos efeitos colaterais do ciclo do rut? Do-heon de repente se perguntou.
— Por que parei? Você disse que não queria.
— Ah….
Cheongyeon, que pensava que Do-heon iria ignorá-lo e introduzir tudo até o fim, não conseguiu encontrar palavras para dizer e apenas moveu os lábios.
— Por que você ficou quieto? Você poderia ter me chutado na cara.
Ah, esse é o Do-heon que eu conheço. Cheongyeon sorriu aliviado.
— O diretor disse que não estava se sentindo bem por causa disso….
— …… .
— E nós temos um contrato para fazer isso toda sexta-feira.
Do-heon franziu a testa ferozmente em resposta, mas não conseguiu olhar para o sorriso de Cheongyeon por muito tempo e pressionou a testa contra o peito plano dele.
— Então, eu disse para você cair fora.
— …… .
— Por que você entrou aqui por conta própria?
Ele murmurou como se culpasse Cheongyeon, e baixou cuidadosamente os lábios sobre a pele macia dele. Felizmente, Cheongyeon não empurrou Do-heon. Em vez disso, ele se enterrou ainda mais em seus braços e disse com sua voz clara de sempre.
— Eu sei. Eu estava me arrependendo de não ter ouvido o diretor.
Ironicamente, sua voz não parecia nem um pouco arrependida. Cheongyeon acariciou as costas de Do-heon, que estavam quentes com o calor não resolvido.
Ocasionalmente, sempre que Do-heon erguia a cabeça, ele tinha uma expressão estranha que nunca vira antes. Ele parecia confuso, e ainda parecia estar sofrendo com os sintomas do rut.
Na verdade, até um momento atrás, ele sentia tanta dor que havia pensado brevemente em chutar Do-heon no abdômen e fugir. Mas, por algum motivo, ele não quis fazer isso, então parou.
Ao ver Do-heon perder a razão, ele de repente se lembrou de seu antigo eu.
Como nos dias em que ficava indefeso por causa de seu ciclo de calor, implorando febrilmente, Do-heon provavelmente estava confuso em um estado desconhecido, assim como ele estava naquela época.
Se ele deixasse Do-heon aqui, Do-heon poderia experimentar a mesma miséria que ele havia sentido naquele dia. Cheongyeon decidiu que seria melhor suportar a dor.
Ele não queria que Do-heon conhecesse os sentimentos deprimentes que o haviam sobrecarregado na época. Claro, um homem tão bem-sucedido quanto ele nunca sentiria a mesma miséria que ele havia sentido.
— Diretor?
Do-heon, que vinha acariciando a parte superior do corpo de Cheongyeon com as mãos e os lábios, suspirou e ergueu a cabeça. Em seguida, beijou Cheongyeon profundamente.
Sempre que suas partes inferiores, incapazes de suprimir seus desejos, se chocavam de forma molhada, e o pênis duro de Do-heon pressionava e roçava contra o pênis de Cheongyeon, gemidos escapavam de sua boca.
Do-heon engoliu até mesmo aqueles sons fracos em sua boca. Percebendo que a respiração de Cheongyeon estava ficando mais rápida em algum momento, ele baixou os lábios e cobriu de beijos seu queixo, pescoço, clavícula e peito.
— Haa… euung.
Cheongyeon fechou os olhos ao receber as carícias prolongadas. A questão do que fazer agora flutuava vagamente em sua cabeça.
Enquanto ele se perguntava se deveria aliviá-lo com as mãos, os lábios de Do-heon passaram pelo seu umbigo e desceram para o baixo ventre.
Ele estava prestes a lamber quase todo o seu corpo, então Cheongyeon cerrou os olhos e olhou para baixo, para o topo da cabeça de Do-heon. E ele estava prestes a lhe dizer que aquilo já era o suficiente.
— Ah? Por que aí…!
Do-heon abriu as pernas de Cheongyeon e enterrou o rosto no interior de sua virilha.
A princípio, ele se assustou e tentou empurrá-lo, pensando que ele ia acariciar seu pênis, mas Do-heon baixou obstinadamente os lábios ainda mais.
— D-Diretor!
Logo, uma língua úmida tocou seu buraco fechado. Cheongyeon chamou o nome de Do-heon quase como um grito diante da sensação desconhecida sentida abaixo.
— Heut, por que o senhor está colocando a sua, boca aí… Não. Heuek, diretor… Por favor…!
A princípio, ele pensou que Do-heon havia colocado a boca ali por acidente. Mas no momento em que sua língua quente lambeu a área ao redor do buraco, que estava roliça e inchada devido à penetração forçada de antes, ele percebeu que não era um erro.
Cheongyeon resistiu e o empurrou de forma ainda mais violenta do que quando Do-heon havia tentado forçar o caminho para dentro.
Ele resistiu pressionando os ombros e o peito de Do-heon com os calcanhares, mas era quase impossível subjugar um Alfa dominante que era muito maior do que ele.
Pelo contrário, ele foi subjugado com ainda mais firmeza.
— Chuu-eup, chwip.
— Haeung! Uueu… Não… Heueut, eung! Aah!
Do-heon colocou as mãos nos dois tendões das coxas de Cheongyeon e os fixou de modo que ficassem encostados no peito dele. Como resultado, suas nádegas naturalmente se ergueram em direção ao teto, e seu buraco molhado ficou exposto.
Novamente, como se não pudesse ouvir os soluços de Cheongyeon, Do-heon lambeu a entrada enrugada de seu períneo, que exibia uma mistura de rosa e vermelho.
Cheongyeon, que abaixou a cabeça e testemunhou a cena da língua vermelha de Do-heon sugando seu buraco, ficou chocado e congelou.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna