↫─Capítulo 84
Capítulo 84
A resposta de Do-heon ecoou no ouvido de Cheongyeon de forma tão suave quanto sinistra. Cheongyeon engoliu em seco, sentindo uma pontada de pavor percorrê-lo.
Tendo sido arrastado para o quarto de Do-heon durante o ciclo do rut dele, ele nunca imaginou que aquilo terminaria com apenas uma ejaculação. Embora já esperasse um pouco por isso, um calafrio desceu por sua espinha.
Hoje, o toque da mão dele acariciando seu queixo e seus feromônios pareciam infinitamente doces. O comportamento incomumente terno dele parecia uma isca bem embalada. O sentimento vertiginoso de que seria fisgado se desse a mordida errada passou voando por sua mente.
Como se soubesse o que Cheongyeon estava pensando, Do-heon despiu a blusa de Cheongyeon, que havia subido, impedindo-o de se afastar ainda mais. Em seguida, ele limpou meticulosamente o sêmen espalhado em seu rosto e peito.
Ele jogou as roupas sujas debaixo da cama e distribuiu beijos curtos em seus ombros lisos e arredondados.
Os feromônios que vinham desabando sobre ele a ponto de sufocá-lo foram agora ajustados para ficarem muito mais leves, de modo que Cheongyeon pudesse senti-los com menos resistência.
— Haa.
Como se respondesse a isso, o coração de Cheongyeon bateu rapidamente e seu rosto corou. O efeito do álcool havia passado há muito tempo. Uma excitação morna se espalhou por todo o seu corpo, e os músculos tensos relaxaram.
Como se estivesse enfeitiçado pela pessoa à sua frente, Cheongyeon piscou devagar.
— Mas quem lhe disse que eu estava no rut?
Do-heon, que vinha mordiscando gentilmente sua pele macia com os dentes, perguntou de repente com uma voz curiosa. Cheongyeon balançou a cabeça como se não soubesse de nada. Em seguida, ele abraçou o pescoço de Do-heon, enterrando o rosto em seu peito.
Talvez porque seu humor tivesse suavizado diante do comportamento sem resistência, Do-heon prontamente o abraçou.
— …Acho que posso adiar o interrogatório.
Agora mesmo, outra coisa é mais urgente. Do-heon murmurou, subindo a mão pesadamente pela cintura de Cheongyeon.
Os olhos de Cheongyeon se arregalaram diante da menção explícita de interrogá-lo mais tarde.
— Espere um minuto, diretor. Para as pessoas que trabalham na casa, bem, e se elas falarem alguma coisa? Não. Tudo bem?
— Eu cuido disso.
— Mesmo assim. Eu as ameacei para que me contassem primeiro. Por isso elas não tiveram escolha a não ser me dizer.
— Ah, é mesmo? Yoo Cheongyeon ameaçando alguém? Que medo.
Assim que Do-heon ouviu as palavras de Cheongyeon sobre ter ameaçado uma funcionária, um sorriso surgiu em seus lábios. Estava claro que ele não estava levando aquilo a sério e, em vez disso, achava divertido.
— Se elas realmente se abalaram por uma ameaça tão patética, então há ainda menos motivos para mantê-las na casa.
— Diretor.
Cheongyeon segurou o rosto de Do-heon com as duas mãos, ergueu-o e encontrou seus olhos.
— Não há necessidade de ir tão longe. Tenho certeza de que falaram isso porque estavam preocupadas com o senhor, diretor.
— Então você está dizendo que eu deveria deixar alguém que abriu a boca sem a minha permissão sair impune?
Ele perguntou com uma voz contida. Como se seu humor tivesse azedado, os feromônios de Alfa que tocavam seu corpo pareceram afiados.
Era difícil acreditar que ele geralmente era tão habilidoso em esconder suas emoções a ponto de ser impossível saber o que estava pensando. Talvez suas emoções estivessem mais acentuadas por causa do ciclo do rut.
— É isso o que importa para o senhor, diretor? Na verdade, eu estava… me perguntando por que o senhor nunca me contou sobre isso. Não apenas uma ou duas vezes, mas por três anos.
Na verdade, não cabia a Cheongyeon falar, considerando o quanto ele havia escondido sobre si mesmo de Do-heon, até mais do que Do-heon havia escondido dele. Apesar disso, Cheongyeon queria saber.
— Eu realmente não sabia de nada. Que mesmo se o senhor for um dominante, é um problema continuar suprimindo o seu rut. Eu não sabia que o senhor estava se contendo, diretor. Se eu soubesse…
— Se você soubesse?
Do-heon interrompeu e perguntou de volta.
— O que eu deveria ter dito? Você pateticamente apenas revirava os olhos, parecendo desesperado para evitar me tocar cada vez que nossos corpos se encontravam. Eu deveria ter dito para você cumprir seu dever durante o meu rut porque é meu marido, mesmo que doesse dormir comigo?
Sua voz era bastante autodepreciativa. Cheongyeon moveu os lábios, então respondeu em um tom incerto.
— Ainda assim, nós poderíamos ter procurado uma solução.
— ……
— Como agora.
Eles não eram mais um casal casado, mas Cheongyeon falou com firmeza, como se ainda tivesse uma responsabilidade.
Do-heon ficou em silêncio por um momento. Talvez o fato de ainda sentirem uma certa quantidade de responsabilidade um pelo outro fosse um hábito crônico decorrente da vida de casados.
No entanto, tanto Do-heon quanto Cheongyeon vinham cumprindo essa responsabilidade de maneiras que não alcançavam o outro. Era por isso que as duas emoções não se misturavam como água e óleo, mas se separavam e fluíam separadamente.
— …Acho que sim. Eu deveria ter dito algo antes.
Do-heon logo despiu completamente a calça e a cueca de Cheongyeon. Sua respiração já estava ruim, como se ele tivesse chegado ao seu limite.
— Parece que encontramos uma solução hoje.
— Diretor…! Nós ainda não terminamos de conversar.
— Eu ainda pareço estar em um estado onde posso manter uma conversa?
O rosto de Cheongyeon corou diante do pau duro e quente que tocava vagamente por baixo.
Seu corpo completamente nu parecia frio. Contrastando com o calor que emanava do corpo de Do-heon, o ar dentro da casa parecia particularmente gélido hoje. Cheongyeon abaixou o olhar e encolheu os ombros.
Pensando que Cheongyeon estava com medo, Do-heon acariciou o corpo de Cheongyeon por toda parte com as mãos, mesmo com seu pênis latejando como se fosse explodir de excitação. Ele beijava constantemente seu peito plano, abdômen e laterais do corpo.
— Heuh… euuung.
Enquanto Cheongyeon recebia calmamente suas carícias, ele de repente se lembrou de que ainda não havia tomado banho. Diante disso, seus olhos semicerrados se abriram de sobressalto e seu corpo ficou tenso.
— Diretor. Mas eu ainda não tomei banho. Posso, posso ir rápido e me lavar?
Ele havia tomado banho pela manhã, mas poderia ter suado enquanto se encontrava com Kim Jihan lá fora nesse meio-tempo. Além disso, ele também havia bebido álcool.
Sentindo um constrangimento estranho, Cheongyeon tardiamente se remexeu, tentando empurrar Do-heon.
— Aonde.
Quanto mais ele fazia isso, mais Do-heon envolvia o corpo dele com firmeza. Eventualmente, ele enterrou o nariz abaixo de sua orelha, inspirando e expirando como se fosse cheirar para ver se ele fedia.
— Heuh, dire, tor-nim…!
Cheongyeon quase gritou com a respiração quente. Mesmo que ele dissesse que não havia tomado banho, Do-heon não se importou nem um pouco. Em vez disso, ele inalou o cheiro de Cheongyeon várias vezes, como se o saboreasse.
— E-eu estou com cheiro de suor.
O rosto de Cheongyeon, que naturalmente mantinha um estado limpo diante dele, corou em um instante. Sua pele geralmente branca agora ficou avermelhada, e além disso, ficou vermelha viva como se fosse explodir logo.
— Você só tem um cheiro bom.
Os ombros de Cheongyeon contraíram com a voz sussurrando em seu ouvido, soprando uma respiração pegajosa.
Ele não tinha a intenção de soltá-lo, pressionando sua ereção contra a parte inferior do corpo de Cheongyeon e prendendo Cheongyeon ainda mais completamente em seus braços.
— Sério? Estou com cheiro de suor?
Do-heon murmurou para si mesmo como se o provocasse. Cheongyeon remexeu o corpo assim que ouviu essas palavras.
— Por isso eu disse que ia tomar banho.
— Estou brincando. Você não precisa se lavar.
Os feromônios de Do-heon, que haviam ficado fracos por um momento, preencheram o quarto novamente de forma tão espessa que era sufocante. Cheongyeon, impotente diante disso, mordeu o lábio inferior.
Do-heon controlou facilmente o humor de Cheongyeon e fez com que ele abrisse as pernas. Conforme os feromônios, que vinham fluindo de forma suave o suficiente para provocá-lo, tornaram-se pegajosos como se estivesse desabando, sua respiração naturalmente acelerou.
Aproveitando a reação atordoada de Cheongyeon, Do-heon o beijou. Ele já estava sem fôlego, mas cobriu seus lábios e tirou todo o ar que circulava lá dentro, fazendo-o se sentir vertiginoso.
Cheongyeon lutava para receber o beijo de Do-heon, engolindo gemidos cada vez que o pênis dele pressionava ou roçava entre suas pernas.
— Ah-heup.
Ele queria se agarrar a ele e implorar para que fizesse algo, tão envergonhado por ter lutado para ir tomar banho.
Na fresta onde seus lábios, que vinham interligados de forma pegajosa, se separaram por um momento, Cheongyeon colocou a mão no peito firme de Do-heon e o acariciou com cuidado. Ao contrário dele, que parecia incapaz de fazer qualquer coisa porque queria tocá-lo mais, Do-heon não parecia estar muito abalado.
Parecia que a situação havia sido revertida em comparação com pouco tempo atrás. Sentindo-se de certa forma ressentido por ser o único a ser influenciado pelos feromônios de Do-heon, Cheongyeon também não se deu ao trabalho de esconder os feromônios que vinha tentando tanto ocultar desta vez.
Na verdade, ele só estava acostumado a se esconder por causa de sua característica recessiva, então aquela era a primeira vez que ele deliberadamente se dispunha a seduzir alguém assim. Por isso, ao contrário de Do-heon, seu controle de feromônios era desajeitado.
Ele lutou para controlá-los, mas, em vez disso, perdeu suas energias. Cheongyeon perguntou a Do-heon, que tentava beijá-lo novamente.
— …O senhor não é afetado em nada, diretor?
Será que os feromônios de Ômega recessivo não funcionam de jeito nenhum em Alfas dominantes? A pouca confiança que ele tinha diminuiu rapidamente. Ele até se sentiu injustiçado, como se fosse o único intoxicado pelos feromônios de Do-heon e se agarrando a ele.
— Quem sabe.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna