↫─Capítulo 83
Capítulo 83
Cheongyeon olhou para Do-heon com olhos trêmulos. Ele queria dizer algo, mas sua mente estava em branco e ele não conseguia pensar em nada no momento.
Ele esqueceu o motivo de ter vindo ali e o que queria dizer a Do-heon. Apenas o sentido instintivo de que ele estava atualmente no rut o dominava.
Do-heon não lhe deu a chance de se ajustar àquela situação desconhecida e deslizou a mão por dentro da blusa de Cheongyeon. Por reflexo, Cheongyeon tentou empurrá-lo e ergueu o braço, mas os músculos de seu corpo relaxaram novamente devido aos feromônios flagrantes de Alfa.
Seu braço cedeu e sua respiração se tornou estranhamente rápida. Acima de tudo, o seu baixo ventre, que nem sequer havia sido tocado, formigou. Como se ansiasse por algo.
Do-heon empurrou a blusa de Cheongyeon até a clavícula, torceu o mamilo rosado exposto com a mão e depois o mordeu com os lábios.
— Ah! Hng, aí…!
O som da sucção provocou cócegas em seu ouvido. Embora não fosse uma carícia tão profunda, um gemido excitado escapou de seus lábios.
Cheongyeon segurou o braço de Do-heon com um rosto que mostrava uma mistura de desejo de estar mais perto de Do-heon e medo.
— Diretor…. Haa, só um momento. Tem, pessoas lá fora… Ah.
— Você está preocupado com algo assim?
Do-heon murmurou, mordendo levemente o mamilo ereto com os dentes.
Engolindo o gemido que estava prestes a explodir novamente, Cheongyeon focou os olhos.
— Rut, certo? Ouvi dizer que o diretor não estava se sentindo bem, então… eu estava, preocupado.
Independentemente de Do-heon estar ouvindo Cheongyeon ou não, ele lambeu gentilmente a aréola de tom claro. O peito de Cheongyeon, que rapidamente inflou de forma densa, estava molhado de saliva e brilhava.
— Não vim aqui para fazer isso, hng. Eu só queria checar se o diretor estava bem… Ah. Eu só queria checar….
— Sério? Você estava preocupado comigo?
Cheongyeon assentiu diante da voz ambígua que parecia tanto admirável quanto sinistra.
Então, Do-heon afastou gentilmente a mão de Cheongyeon, que mal conseguia segurar seu braço. E ele levou aquela mão até a sua virilha, fazendo-o tocar seu pênis ereto.
— Então você mesmo pode checar.
— D-Diretor!
Cheongyeon sobressaltou-se e mexeu os dedos diante da sensação da haste dura tocando a palma de sua mão. Não era como se a calça de Do-heon fosse fina, mas o contorno sentido através do tecido era excessivamente claro.
Surpreso, Cheongyeon tentou girar a mão e retirá-la, mas Do-heon não a soltou.
— Quero dizer, não isso… O senhor disse que estava doente.
— Bem, certamente dói.
Ele franziu a testa e murmurou para si mesmo. Então, enquanto montava em Cheongyeon, abaixou o zíper da calça e tirou o pênis.
Quando o pênis enorme e ereto surgiu bem na sua frente, Cheongyeon, sem perceber, sobressaltou-se e fechou os olhos com força, achando que ele tocaria sua bochecha. Felizmente, o pau ergueu-se firme em sua forma original antes de tocar o rosto de Cheongyeon.
Do-heon segurou as mãos de Cheongyeon, que ele havia soltado por um momento, reuniu-as e fez com que ele segurasse seu pênis.
— Segure.
Ele ordenou suavemente com a voz rachada.
Cheongyeon corou e olhou de relance para o pênis duro tocando sua mão. Talvez fosse apenas sua imaginação, mas parecia muito mais pesado e maior do que o normal. Além disso, os vasos sanguíneos na superfície eram mais grossos e tinham uma aparência mais sinistra do que ele vira antes.
— Ah….
Ele não viera aqui para fazer isso, ele queria ter uma conversa. Ele queria persuadir Do-heon a se acalmar um pouco porque havia algo que queria perguntar, mas não era fácil juntar as palavras que rolavam em sua cabeça para formar uma frase.
Os feromônios de Do-heon continuavam a perturbar seus pensamentos, como se dissessem para ele esquecer esse tipo de pensamento racional e focar apenas no ato instintivo à sua frente.
Por isso, Cheongyeon não conseguia nem sequer protestar direito contra ele, que estava tomando conta dele como uma caça, sem nem pedir consentimento, e empurrando o pênis em sua direção. Cada vez que tentava expressar sua insatisfação, seus batimentos cardíacos aumentavam e apenas um suspiro semelhante a um gemido escapava.
Conforme Do-heon instruiu, Cheongyeon segurou o pênis com as duas mãos como se estivesse possuído. Então, a sensação de uma pulsação latejante foi transmitida da pele quente através das pontas de seus dedos.
Do-heon assentiu como se ele estivesse indo bem e, em seguida, começou a mover os quadris como se estivesse introduzindo por baixo.
— Ugh…. S-só um momento.
Cheongyeon remexeu-se, assustado com o ato de afundar o pênis no espaço vazio de sua palma e retirá-lo, como se estivesse usando um buraco.
No entanto, como se não permitisse resistência, Do-heon apertou o corpo de Cheongyeon, que estava preso entre suas coxas, ainda mais firme para fixá-lo.
— Aperte mais forte.
Então, ele segurou as costas da mão de Cheongyeon e tornou o espaço por onde o pênis entrava e saía mais estreito. Do-heon começou a empurrar os quadris rapidamente e para valer contra o buraco estreitado.
— Hng, diretor… n-nim….
Cheongyeon mordeu o lábio inferior, incapaz de se mover, sentindo o calor estranho dentro da palma de sua mão.
Cada vez que a haste dura e quente perfurava e entrava em sua palma, os músculos abdominais de Do-heon se dividiam lindamente e se retorciam bem diante de seus olhos. E os músculos grossos das coxas se contraíam de forma muito erótica no momento em que ele retirava o pênis.
— Haa, hng. Ah.
Cheongyeon sentia-se envergonhado por si mesmo por não ser capaz de superar seus instintos e admirar os movimentos de Do-heon enquanto suas mãos eram tão provocadas.
Talvez devido à influência do ciclo do rut, Do-heon estava definitivamente reagindo de forma mais sensível do que o habitual. Ele cerrou os dentes molares com tanta força que a área ao redor de seu queixo contraiu, suprimiu seus gemidos e segurou a mão de Cheongyeon com a quantidade certa de pressão.
Ele introduzia repetidamente, esmagando toda a palma macia com a glânde rombuda e a superfície áspera do pênis, como se estivesse perfurando a parede interna abaixo.
— Hoo.
A expressão de Do-heon, fechando os olhos e franzindo a testa de vez em quando, parecia tanto sensual quanto ascética.
Sua determinação em ter uma conversa calma com ele já havia evaporado completamente.
Cheongyeon, que vinha olhando fixamente para ele como se estivesse possuído, sem perceber apertou a palma da mão no ritmo em que Do-heon empurrava o pênis.
— Keut.
Do-heon soltou um gemido curto por entre os dentes diante da pressão repentina. Cada vez que ele puxava o pênis de volta, Cheongyeon liberava a força em sua palma e acariciava suavemente a superfície da haste como se estivesse provocando-o.
A mão branca de Cheongyeon há muito tempo estava molhada pelo fluido pré-seminal vindo da abertura uretral do pênis. Por isso, um som embaraçoso que parecia vir de baixo espalhou-se de sua palma.
Não havia possibilidade de sua zona erógena estar em sua mão entre tantas partes do corpo, mas cada vez que a coisa de Do-heon, que cheirava a um forte aroma masculino, roçava rudemente contra sua mão, Cheongyeon sentia uma estimulação estranha e encolhia os dedos dos pés.
— Ah.
Ele devia estar enlouquecendo. Ele era tão pervertido assim? Sentir prazer com esse ato, que não era nem um beijo nem uma carícia. Mesmo que seu corpo inteiro estivesse encharcado de feromônios de Alpha, aquilo era demais.
Cheongyeon repreendeu a si mesmo, mas não conseguia parar de admirar o Do-heon excitado. Ele tinha medo da aparência de Do-heon, diferente do habitual, mas, ao mesmo tempo, um desejo secreto de satisfazê-lo mais ergueu a cabeça.
Os movimentos de quadril de Do-heon tornaram-se cada vez mais intensos, e a velocidade com que ele cavava em sua mão que se estreitava também aumentou.
No momento em que Do-heon puxou o pênis longamente até a glande e depois o empurrou de volta para dentro, Cheongyeon aplicou pressão em sua palma pegajosa e morna e envolveu firmemente a coisa dele.
— Heok.
— Aht….
Logo, o sêmen jorrou do pênis enterrado entre suas palmas delgadas e brancas. Cheongyeon surpreendeu-se com a sensação de algo morno pingando em seu peito e queixo, e arregalou os olhos.
Quando olhou para Do-heon, ele estava respirando de forma rude e franzindo a testa ferozmente. Logo, seu olhar encontrou os olhos negros dele, que ferviam de desejo. Uma sensação indescritível e arrepiante desceu pela espinha de Cheongyeon.
…O que acabou de acontecer?
Confuso, Cheongyeon abaixou o olhar e checou o sêmen que estava espalhado em sua parte superior do corpo e nas mãos. Os feromônios únicos do Alfa e o cheiro característico de sêmen roçaram a ponta de seu nariz.
— Isso….
Cheongyeon emitiu um som, movendo os lábios em transe. Mas ele não conseguiu pensar no que dizer em seguida. Como antes, sua mente continuava turva.
Do-heon esfregou o pênis contra a mão pegajosa de Cheongyeon como se estivesse aproveitando o momento posterior.
— Hoo-eugh.
Como uma fera marcando seu território, ele soltou uma respiração longa e satisfeita depois de derramar até a última gota do sêmen branco que havia se formado na ponta de sua abertura uretral sobre Cheongyeon.
— Mas por que isso não está diminuindo em nada?
Cheongyeon, que estivera deixando passivamente Do-heon fazer o que quisesse, tardiamente percebeu que algo estava errado e encarou o pênis pesado de Do-heon.
Longe de diminuir de tamanho, parecia mais grosso e mais duro do que antes. Especialmente a base….
Assustado, Cheongyeon retirou a mão e o pau de aparência sinistra contraiu-se por conta própria.
— I-isso é por causa do rut?
Cheongyeon sabia exatamente o que era o ciclo do rut de um Alfa. Mas era apenas um conhecimento teórico e superficial, como os feromônios se tornarem mais fortes ou ser mais propenso a perder a razão.
Do-heon ergueu o queixo delgado de Cheongyeon, que ele havia salpicado com sêmen, e fez contato visual. Sem esconder seu olhar libidinoso, ele ergueu levemente os cantos dos lábios como se fosse mostrar a ele.
— É porque está apenas começando.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna