↫─Capítulo 199
Sem que percebessem, os pênis de Do-Heon e Cheongyeon foram se molhando, viscosos, com o líquido transparente que escorria das pontas. E, quanto mais isso acontecia, mais brutos ficavam os gestos e a respiração de Do-Heon.
— Ah, Do-Heon-ssi… agora, hng. Por favor… Ah!
— Huuk, haa.
Não demorou e os dois atingiram o ápice ao mesmo tempo.
Dos pênis saltou sêmen viscoso que molhou o tronco de Cheongyeon.
Diante do prazer que o varreu do alto da cabeça à ponta dos pés, Cheongyeon fechou os olhos com força. As respirações úmidas de cada um se enlaçavam em contratempo no ar.
— Haaa.
Do-Heon, cuja ejaculação se prolongou bastante, apoiou uma das mãos no tapete e, com a outra, sacudiu o próprio pênis, expelindo o sêmen restante.
Toc, toc. Ouviu-se difusamente o som de seu sêmen respingando e caindo até no chão.
Pouco depois, Do-Heon expeliu uma respiração profunda e ergueu o tronco. Ele contemplou com satisfação Cheongyeon prensado sob ele e passou a mão pelo cabelo.
O sêmen que ele expelira respingou até no pôster que estava logo ao lado. O rosto de Cheongyeon no pôster, sorrindo radiante, ficou encharcado do líquido esbranquiçado.
Ao lado, o verdadeiro Yoo Cheongyeon estava com as bochechas tingidas de vermelho pelo calor. Assim como o pôster, com bastante sêmen de Do-Heon na parte de cima da roupa e nas clavículas.
— Você está bem?
Do-Heon perguntou com voz baixa, contendo o desejo que, longe de se acalmar, se agitava.
Cheongyeon se ergueu com a ajuda de Do-Heon. Quando assentiu de leve, dizendo que estava bem, Do-Heon beijou de leve sua bochecha.
Cheongyeon, que penteava com a mão o cabelo todo desgrenhado pelo atrito com o tapete e olhava ao redor, estremeceu os ombros ao ver o pôster ao seu lado.
— …O Moon Do-Heon enlouqueceu de vez.
O rosto de Cheongyeon ficou vermelho a ponto de parecer que ia explodir.
Depois de limpar todos os vestígios constrangedores do closet e descer com Do-Heon até a sala, a empregada já tinha chegado. Ela devia ter acabado de entrar, porque estava guardando na geladeira os ingredientes que comprara.
— Quando você chamou a senhora? Eu soube que ela estava de folga.
— Fiquei inseguro de te deixar sozinho em casa.
Do-Heon, que desceu com a mala, estava num terno impecável, como quem nunca rolou pelo chão do closet. Mas sua voz ainda carregava uma excitação e uma satisfação peculiares, não totalmente apagadas.
Ao contrário, Cheongyeon, sem energia, caminhou até a cozinha com passos moles.
Ele vinha de jogar no lixo, cuidadosamente dobrado, o pôster amolecido e molhado com o sêmen de Do-Heon. Era vergonhoso a ponto de fazê-lo estremecer só de lembrar.
E logo Do-Heon, que cometera aquela indecência, parecia tão digno e sem a menor vergonha que era de tirar o fôlego.
— Por que insegurança? Aconteceu alguma coisa enquanto eu estava fora? Ai, mas que bom ver você depois de tanto tempo.
Ao ver os dois caminhando lado a lado, a empregada cumprimentou Cheongyeon primeiro. E observou preocupada o semblante de Cheongyeon, drenado por Do-Heon em pouco tempo.
— Aliás, você anda com muito trabalho? Está com uma cara especialmente cansada.
— O Cheongyeon está grávido. Então cuide bem dele enquanto eu estiver fora. Especialmente das refeições e da higiene.
— Como? Grá-grávido?
Num instante os olhos da empregada quase saltaram.
Cheongyeon, ao lado, também fuzilou Do-Heon, chocado.
— Ah, senhor diretor!
— De novo “senhor diretor”?
— É isso que importa agora?
Como é que ele solta uma bomba dessas sem nenhuma explicação antes ou depois?
Diante do olhar fixo e incômodo da empregada, Cheongyeon virou o rosto como um culpado.
De tanta vergonha, ele não conseguia erguer o rosto.
— Nossa, meu Deus… Parabéns! Mas a ordem das coisas…
A empregada bateu palmas de alegria.
— A ordem ficou assim mesmo. Planos, por mais que sejam feitos com antecedência, são difíceis de cumprir.
Do-Heon contemplou com contentamento Cheongyeon, que gritava com o corpo inteiro que queria fugir dali. As bochechas de Cheongyeon, vermelhas desde o closet, não davam sinal de esfriar.
— Ora, isso é o que importa? Rá, rá. Não, espera aí. Então, senhor diretor, o senhor finalmente… virou pai.
— Pai, é verdade.
Do-Heon murmurou, quase para si mesmo. Não houve grande mudança em sua expressão, mas ele parecia claramente de bom humor.
— Você não pode ir logo?
— Já escolheram o apelido de gestação?
Cheongyeon e a empregada abriram a boca quase ao mesmo tempo.
— Apelido de gestação, já escolheu?
Do-Heon perguntou a Cheongyeon qual era o apelido, com o rosto impassível, como quem não ouviu a pressa dele para que saísse.
Quando quatro pupilas se cravaram ao mesmo tempo em seu rosto, Cheongyeon sentiu o estômago pesar.
— Por que você me pergunta isso… Eu também acabei de descobrir.
— Dizem que, quanto mais o apelido for cafona e fofinho, mais saudável a criança fica.
— Por exemplo?
Do-Heon não escondeu a curiosidade e pediu exemplos.
— Ah, aquelas coisas. Caçulinha, Jackpot, Estrelinha, Fortinho, Bolinha… É superstição, mas, como diz o ditado antigo, não há mal em escolher um bom apelido.
— Hum.
— Vocês dois não pensaram em nada?
— Ei, o senhor diretor não vai mesmo sair? Você disse que ia viajar.
— Rechonchudinho.
Diante do pedido para sair logo, Do-Heon de novo respondeu outra coisa.
— Rechon… chudinho? De onde saiu isso?
A empregada, achando aquela situação muito divertida, juntou as mãos e prestou atenção à resposta de Do-Heon.
Não era para menos: todo o fluxo daquela conversa era uma sucessão de reações raras de se ver no Do-Heon de sempre.
— Quando eu vi a foto do ultrassom pela primeira vez, o formato era muito redondinho e rechonchudo.
— Ai, ai, é mesmo?
— Quer ver?
— Claro!
A empregada respondeu de imediato.
Ué, por que esses dois se entendem tão bem? Cheongyeon os encarou, incrédulo.
Do-Heon tirou do bolso a nova foto do ultrassom que recebera daquela vez e mostrou à empregada.
— Uau, é redondo mesmo.
A empregada pegou a foto que Do-Heon estendia, com olhos brilhando.
Enquanto ela examinava a foto de um lado e de outro, os olhares de Do-Heon e Cheongyeon se cruzaram.
Você não vai logo? Vai perder o voo.
Cheongyeon o apressou com movimentos labiais. Diante disso, Do-Heon conferiu o relógio e deu de ombros.
— Agora eu preciso ir mesmo.
Recuperando a foto, Do-Heon puxou a mala e finalmente deu o primeiro passo. Ao menos naquele dia, no lugar da empregada, foi Cheongyeon quem o acompanhou até a porta.
— Volto no máximo de madrugada, então espera aqui comportado.
Do-Heon recomendou enquanto calçava os sapatos.
— Se precisar de algo, me avisa.
Cheongyeon assentiu docilmente.
Vendo-o sair de pé diante do sapateiro, ele teve a sensação de ter voltado ao passado. Naquela época também ele sempre o despedia dali.
— Me liga.
— Eu ligo.
Ele se curvou e deu um beijo rápido em Cheongyeon. Mesmo sabendo que se veriam de novo no máximo no dia seguinte, quando ele saiu de casa veio a saudade.
— Boa viagem, papai do Rechonchudinho.
Cheongyeon acenou para as costas de Do-Heon.
Rechonchudinho. Dizendo em voz alta, era um nome que caía bem na boca, com uma sonoridade nada ruim.
🎬 ∙ ∙ ∙ 🎥 ∙ ∙ ∙ 🎭
— Mas a casa está limpíssima. O senhor diretor pediu que eu limpasse com atenção porque estava suja.
Depois que Do-Heon partiu para o aeroporto, a empregada, examinando cada canto da casa, inclinou a cabeça com estranheza.
— Olha só. Passo a mão na TV e no aparador e não sai um grão de poeira.
— Não deve estar tão suja assim. O Do-Heon-ssi limpou.
— O próprio senhor diretor?
— Sim. Como todos os funcionários estavam de folga, ele deve ter feito sozinho.
— Meu Deus.
Como se não acreditasse mesmo ouvindo, a empregada soltava exclamações sem parar.
— Ele ficou o dia inteiro falando de poeira, que cansaço. Poeira é tão ruim assim na gravidez?
— Ruim é, mas… parece que o senhor diretor está preocupado mesmo.
— Ele é exigente, é difícil agradar.
— Vivendo e aprendendo. É curioso ver o senhor diretor assim. Ele fala tão pouco que eu achava que fosse um bloco de pedra… Rá, rá. Bom, eu vou trocar os lençóis e arrumar o quarto, espera um pouquinho.
A empregada logo saiu para fazer a limpeza pendente.
Cheongyeon beliscou preguiçosamente o lanche e o chá que ela lhe deixara.
Enquanto aproveitava aquela folga rara mexendo no celular, chegou uma ligação de Do-Heon.
— Alô.
— Como está o corpo. Está bem?
Como ele perguntou de cara se estava bem, Cheongyeon conferiu o relógio na parede.
— Nem faz duas horas que você saiu.
— Se estiver mal do estômago, não aguenta, vai direto ao hospital. Nem pense em forçar.
— Falando nisso, me avisaram que a agenda foi adiada. Foi coisa sua, né?
Cheongyeon perguntou lembrando das mensagens trocadas com o empresário minutos antes.
— O tratamento.
— Do-Heon-ssi.
— Hum…
Ele o chamou de Do-Heon-ssi como ele queria, mas a reação veio meio sem entusiasmo. Ah, não era isso?
— Papai do Rechonchudinho?
— …….
Dessa vez veio um silêncio total.
…Também não? Então tinha que chamar pelo nome, Moon Do-Heon? Enfim, quanto mais conhece, mais exigente ele é, resmungou Cheongyeon por dentro.
— Enfim. Por enquanto não pensa em outras coisas e descansa.
— Isso também não é fácil, por causa das gravações da série. Começa no mês que vem, então já tenho que ir me preparando…
Na verdade, era esse assunto que perturbava Cheongyeon havia um bom tempo. Gravar uma série por vários meses estando grávido não era nada fácil.
Além disso, o que dizer à empresa, como divulgar à imprensa. Só de pensar no que viria pela frente sua cabeça parecia explodir.
— A data das gravações também dá para adiar, então não se preocupe com isso.
— E como é que o senhor diretor, quer dizer, o Do-Heon-ssi, ia adiar isso?
Gravar uma série exigia que no mínimo cem membros de equipe e atores conciliassem agendas ao mesmo tempo. Justamente por serem muitos, adiar até um dia não era nada simples.
Por isso aquela postura de garantir com tanta confiança o desconcertou. O que diabos ele andava fazendo lá fora para poder mandar até nas gravações de uma série?
— Eu explico depois. Estamos prestes a decolar, preciso desligar.
— …Boa viagem. Melhor ainda se voltar rápido.
Falando ao telefone assim, a saudade aumentava. Mesmo tendo estado com ele até duas horas antes.
Nesse nível, ele não estava num caso grave?
— Sim.
— Ah, é verdade. O Rechonchudinho também deseja boa viagem.
🎬 ∙ ∙ ∙ 🎥 ∙ ∙ ∙ 🎭
Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna