↫─Capítulo 198
Cheongyeon tocou no assunto da viagem ao entrar em casa.
Pelo que ouvira de relance da conversa telefônica de Do-Heon ao sair da sala de exames do hospital, a agenda da viagem parecia bem importante. Ao saber que ele cancelara aquilo e correra para abafar a besteira do irmão, seu coração ficou pesado.
No fim das contas, o irmão não teve problema nenhum, mas toda a agenda de viagem foi por água abaixo, e Cheongyeon não podia deixar de ficar desconfortável.
— Que absurdo.
Do-Heon rebateu enquanto tirava o relógio. Sua voz era firmíssima.
— Você mesmo disse que era bate e volta.
Ao dizer isso, achou algo estranho. Existe viagem de trabalho bate e volta? Cheongyeon, que nunca tinha trabalhado em empresa, inclinou a cabeça e seguiu Do-Heon de perto.
— Se a agenda se atrapalhar, posso ter de dormir lá.
— Ainda assim é um dia, você mesmo disse.
— Deixar você sozinho e ir?
Ao subir para o quarto, Do-Heon se virou na direção de Cheongyeon como quem não entende.
Na verdade, Cheongyeon também não gostava da ideia de Do-Heon ir ao exterior. Mas também não dava para adiar o trabalho indefinidamente. Ele estava grávido, não tinha virado paciente.
Além disso, no momento não era só Do-Heon que tinha compromissos; ele também tinha suas questões. Com a gravidez não planejada, ele precisava revisar bastante o rumo de sua agenda.
— Enquanto o senhor diretor estiver viajando, eu também vou conversar com a agência sobre ajustes na agenda. De qualquer forma, a data da gravação da série está chegando, então preciso conversar sobre como fazer…
Cheongyeon o convenceu olhando para ele com um semblante um tanto tenso. Seu coração batia apreensivo, com medo de que ele dissesse que, já que estava grávido, era para largar a atuação.
— Eu também não posso ficar só em casa. Então vai nessa viagem. Cada um faz o que tem de fazer.
Bem nessa hora, o celular de Do-Heon voltou a tocar. Ele conferiu o remetente com irritação e franziu o cenho.
Ele pôs a mão na cintura e ficou calado um instante, como quem pondera.
— …Daqui em diante, quando sair, chama sempre o empresário ou leva o motorista. Não anda sozinho.
Pouco depois, ele disse com a voz um tom mais suave.
Cheongyeon suspirou de alívio.
— Vou fazer isso. Então você vai à viagem, né?
Ao fim da persuasão de Cheongyeon, Do-Heon acabou começando a fazer as malas assim que chegaram em casa. Como ele supunha, devia ser um assunto bastante importante. O secretário Shim ligava a cada dez minutos pressionando Do-Heon, dizendo que era preciso se apressar.
Enquanto Do-Heon fazia as malas no closet, Cheongyeon entrou no quarto que antes era dele.
Ele tinha falado como se fosse jogar fora as coisas dele, mas quase nada mudara. Como era previsível, ele não se surpreendeu.
Cheongyeon logo fechou a porta e voltou ao quarto de Do-Heon. De pé na porta do closet, esticando a cabeça e observando Do-Heon guardar gravatas, camisas e afins, ele riu.
— O que foi?
— É que isso me lembra os velhos tempos.
— Ah. Pensando bem, você sempre ficava parado na porta me espiando.
Do-Heon disse, provocando.
— Espiando, é?
E Cheongyeon deu um grito.
— Eu só queria ver o rosto do senhor diretor mais uma vez antes de você viajar, foi por pura inocência… Ué? Então era espionar mesmo?
Descobrindo um erro fatal em sua própria fala, Cheongyeon percebeu tardiamente que Do-Heon estava certo.
— Eu também fazia as malas pessoalmente para te ver mais uma vez.
E Do-Heon disse algo inesperado.
— Mentira.
— Colocar essas roupas na mala é coisa que bastaria mandar alguém fazer.
Ele explicou com toda a secura aquele fato chocante que ele desconhecia.
— …Por que você não me contou?
— Porque era fofo você vir para o meu lado a cada arrumação e se meter dizendo o que era melhor levar.
— …….
— Na verdade eu não precisava de nada daquilo.
Diante daquela verdade descoberta tardiamente, o rosto de Cheongyeon ficou vermelho.
— Uau, que absurdo. Você chegou a dizer que tinha sido bom ter levado o que eu te dei…! E agora mesmo você estava enfiando um monte de coisa!
— É um dos hábitos que eu adquiri ao me casar com você.
Do-Heon disse com orgulho enquanto punha o paletó que segurava na mala.
— Você mesmo disse que gostou e agora diz que levou por minha causa… Não, espera. Mas o que é aquilo aí dentro?
No meio da bronca em Do-Heon, algo chamou a atenção de Cheongyeon.
Dentro do armário aberto de Do-Heon, via-se um papel enorme enrolado que ele nunca tinha visto.
— Aquilo não é um pôster?
— Está curioso para saber o que é?
Percebendo que o que encontrara era um pôster, Cheongyeon assentiu com curiosidade. Do-Heon tirou o que Cheongyeon apontara e fez um gesto com a mão para que ele se aproximasse.
Quando ele se aproximou rapidamente e conferiu, era um pôster de perfume com o próprio rosto impresso em tamanho enorme.
— Ah.
Do-Heon tinha isso. E de vários tipos, várias cópias. Orgulho e vergonha se alternavam.
— Como é que o senhor diretor tem is… Hep!
Quando ele se curvou para folhear os papéis, para ver se havia outros pôsteres publicitários, seu campo de visão se inverteu de repente e ele passou a ver o teto.
Só depois de piscar algumas vezes e compreender a situação é que percebeu que Do-Heon o tinha derrubado no chão como quem se lança sobre alguém.
Ele subiu sobre Cheongyeon com calma e elegância. Havia nele a tranquilidade de um predador bem-sucedido na caça.
— O-o que é isso…
Só então Cheongyeon percebeu que tinha caído numa armadilha. E não pela foto de Do-Heon, mas pela sua própria.
Ele sentia com nitidez a maciez do tapete no chão e Do-Heon segurando seus dois braços e colando os quadris nos dele.
— Senhor diretor…
— Até quando você vai me chamar de senhor diretor.
— Hng.
Do-Heon revirou a parte de cima da roupa de Cheongyeon e cheirou sua pele. Cada vez que falava, seu hálito úmido se espalhava sobre a pele.
— Chama meu nome.
— …Moon Do-Heon.
Cheongyeon chamou o nome de Do-Heon com uma voz debochada, à sua maneira.
— Isso. Assim também é bom.
Ele achou que levaria bronca por malcriação, mas Do-Heon, aparentemente sem se importar mesmo, ergueu levemente os cantos da boca. E começou a beijar Cheongyeon com cuidado.
— Uhn… Do-Heon-ssi. A viagem, hm, você precisa ir.
Ele empurrou de leve o ombro dele, mas ele não se moveu. Como um faminto, ele provocava a cintura e o ventre de Cheongyeon expelindo uma respiração entrecortada. Cheongyeon agarrou a gola dele, que despejava beijos como se fosse engolir seus lábios, mas logo afrouxou a mão com medo de estragar o terno.
— Huu. Ao vivo é melhor mesmo.
Pouco depois, ao afastar os lábios, ele contemplou Cheongyeon com satisfação.
Cheongyeon girou os olhos tentando entender o que ele queria dizer. Então descobriu que, ao lado do tapete onde estava deitado, o pôster de perfume estava aberto.
Dentro do pôster enorme, o rosto do ator Yoo Cheongyeon estava em close.
Percebendo que ele dissera aquilo comparando, Cheongyeon deu um tapa em seu ombro.
— Para de falar coisa de tarado e sai.
— Só mais um pouco. Hã?
Do-Heon aprisionou o corpo de Cheongyeon entre os dois braços e voltou a beijá-lo. E não parou por aí: lambeu com a língua sua nuca e ombros e levou a mão até a calça.
— Se-senhor diretor!
— O nome.
— Do-Heon-ssi, espera… Hng, não me diga que você vai fazer aqui?
— Claro que não até o fim.
— Ahn…!
Quando Do-Heon enfiou a mão na calça e agarrou seu pênis, Cheongyeon estremeceu a cintura. Diante do estímulo repentino ali embaixo, uma sensação elétrica subiu num instante a partir do baixo-ventre.
Com o beijo que se seguiu, o feromônio alfa escorreu para dentro da boca de Cheongyeon. Ao mesmo tempo, aquela mão enorme começou a percorrer seu pênis de cima a baixo.
— Ah, hnn!
Um prazer arrebatador, difícil de recusar, se estendeu por todo o corpo.
Sem que percebesse, Cheongyeon estava agarrado à gola de Do-Heon, pendurado nele. Não lhe restava energia para se preocupar com o amassado do terno dele.
— Tira o meu também.
— Ah…
— Vai.
Do-Heon sussurrou em seu ouvido, instigando a carícia. Assentindo a duras penas, Cheongyeon baixou uma das mãos, tateando. A parte de baixo de Do-Heon já estava rijamente ereta.
Depois de algumas tentativas em falso, ele abriu o zíper e tirou o pênis; a coluna grossa e comprida saltou para fora com um baque. Ela latejava sozinha e cutucava o baixo-ventre de Cheongyeon.
— Huuu…
— Ah, ah. Espera. Do-, Do-Heon-ssi.
Cheongyeon chamou seu nome com voz aflita pedindo que parasse, mas Do-Heon sobrepôs os dois pênis e os esfregou. Sustentando o corpo para não pressionar o ventre dele, ele impulsionava o quadril de vez em quando.
A cada atrito no pênis, Cheongyeon arqueava a cintura sem perceber.
— Uhng.
Ele mordia o lábio inferior para conter os gemidos que subiam sem parar do fundo da garganta, mas não conseguiu abafar totalmente o som.
Do-Heon o percorreu com olhos negros, lustrosos de desejo. Um olhar obstinado e sombrio como o de uma serpente.
Ele varria com os olhos a pele branca de Cheongyeon exposta aqui e ali enquanto movia rapidamente a mão que segurava os pênis.
— Ah, huung…! Aah.
A vontade de gozar subiu num instante. Esquecendo até que estavam num closet, Cheongyeon estremeceu a cintura e enlaçou os braços no pescoço de Do-Heon, implorando por um beijo.
Como estavam de roupa, a cada esbarrão dos corpos o som dos tecidos se roçando penetrava seus ouvidos de forma sensual.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna