↫─Capítulo 177
Sua própria imagem, com o rosto febril e o corpo sacudindo, estava refletida de forma crua no espelho.
A expressão de quem mordia o lábio inferior para engolir os gemidos lhe era muito estranha. Ao mesmo tempo, vergonhosa.
Ele já vira o próprio rosto inúmeras vezes através dos monitores, mas nunca de um jeito tão constrangedor.
— Haat, ha… Uhm, hnn.
Quando Cheongyeon desviou o olhar para não ver o próprio rosto, dessa vez encontrou os olhos de Do-Heon no espelho.
Ele olhou para o rosto de Cheongyeon, sorriu de leve e passou a golpear a cintura ainda mais rápido.
— Ah, ahng… De-devag-, ar…!
Ele também estava completamente vestido, com apenas o zíper aberto.
Com a gola e o cabelo bastante desarrumados e, ainda por cima, no lugar mais inusitado — em frente a um armário —, ele exalava um ar estranhamente desregrado, diferente do Do-Heon de sempre. Por algum motivo, aquela imagem excitou Cheongyeon ainda mais.
Mas não era hora de ficar observando Do-Heon com calma.
— Senhor diretor, no corredor… hng, o barulho. Aah, vão ouvir tudo.
A cada vez que o pênis dele perfurava fundo as paredes internas, Cheongyeon balançava a cabeça e apoiava a mão na parede do armário.
— E daí?
— Haak, vamos só para a cama… v-vamos, hmm… não pode?
— Não quero.
Ele disse com firmeza e agarrou a pélvis de Cheongyeon, acelerando ainda mais o ritmo.
— Hng…! Hnnn.
Cheongyeon tapou a boca com a mão que tateava a arara e a parede. Ainda assim, era impossível conter por completo os gemidos que saltavam raspando suas cordas vocais.
Sua cabeça girava. Se relaxasse um pouco que fosse, sentia que se agarraria a Do-Heon implorando por mais e rebolaria por conta própria.
Mas aquilo era bem em frente à porta. O que significava que alguém passando pelo corredor poderia ouvir os gemidos. Os outros até vá lá, mas e se um membro da equipe aparecesse…
Só de imaginar já era terrível.
— Ahng, hnn… Sério, não, não aguento… haap, ah.
Com o corpo mergulhado no prazer e a cabeça desenhando o pior dos cenários, era um sofrimento de matar.
— Huuu. Não aguenta?
— Sim, hnnn…
Do-Heon contemplou o rosto choroso e desconcertado de Cheongyeon e, quem sabe pensando em quê, interrompeu por um instante os movimentos de cintura. Então apanhou um lenço que rolava pelo armário e o pôs na boca de Cheongyeon para que o mordesse.
— Mesmo assim, considere isso um castigo e aguente.
Sussurrando com malícia, Do-Heon encarou o Cheongyeon do espelho e baixou os lábios até seu ombro.
Ele retomou os movimentos de cintura interrompidos e voltou a esmagar as paredes internas com violência.
— Hng! Hnnp!
Era como se faíscas explodissem diante de seus olhos. Incapaz de absorver todo o prazer que varria seu corpo, Cheongyeon fechou os olhos com força.
Esse louco. Ele sabe o tamanho do próprio bastão e ainda tem coragem de mandar aguentar? Ele tem consciência?
Cheongyeon balançou a cabeça com o lenço na boca. O gosto áspero do tecido subia e amargava sua boca. A roupa de baixo e a calça que ele se esforçara para vestir iam ficando encharcadas com os fluidos que escorriam.
Ainda assim, o pênis de Cheongyeon voltara a se erguer rígido, a ponto de doer, e balançava.
Pluft! Quando a glânde de Do-Heon forçou a carne interna e entrou até o fundo, uma sensação elétrica se espalhou por todo o baixo-ventre de Cheongyeon.
— Ha, Cheongyeon-a.
Do-Heon o chamou com a voz mergulhada em excitação.
— Uhnnp. Hnnn.
A velocidade das investidas ficou rápida a ponto de ser difícil suportar. Ele queria pedir para ir mais devagar, por favor, mas com a boca tapada pelo lenço a pronúncia saía toda errada.
E, a partir de certo momento, a parte de baixo parecia se abrir de forma ainda mais apertada.
Ele sentia com nitidez o volume do pênis que esmagava suas paredes internas crescendo a ponto de ser insuportável.
Não me diga que…
Assustado, Cheongyeon conferiu às pressas a expressão de Do-Heon pelo espelho. Ele estava com o cenho profundamente franzido e os dentes cerrados a ponto de os músculos do maxilar saltarem.
A cada respiração, seu tórax subia e descia com força.
Não me diga que ele vai formar o nó assim?
— Se-senhor dire… haak!
— Ah, droga… está apertando, demais.
Concentrado apenas na penetração, Do-Heon não ouviu Cheongyeon chamá-lo.
Ele puxou o pênis até quase a ponta, agarrou a carne das nádegas de Cheongyeon e o cravou com brutalidade até o fim da raiz.
— Hnnnp! Hnnn… hm.
— Huuuu, kh.
Naquele instante, um sêmen quente jorrou para dentro de seu ventre.
Atingindo o ápice, Do-Heon parou os movimentos de cintura e empurrou obstinadamente o pênis até o ponto mais profundo das paredes internas, esfregando-o ali.
Diante da sensação do ventre se enchendo, Cheongyeon estremeceu a cintura. Com as nádegas brancas como neve tremendo, Cheongyeon também expeliu um sêmen ralo.
— Haaa… hng, hnnn.
Logo, a parte da raiz do pênis que estava dentro de seu ventre começou a inchar aos poucos.
— Uhk. Espe-, espera…!
Junto com a rigidez do pau e a parte de baixo se encaixarem com precisão, as paredes internas ficaram completamente preenchidas e seu estômago revirou.
A espessura do pênis, que pressionava exatamente o ponto sensível de Cheongyeon, ia aumentando. Diante da pressão que preenchia sem frestas aquela carne delicada e amolecida, o prazer explodia de forma dispersa.
— Aaah… ah.
No fim, apesar de ter acabado de gozar, Cheongyeon voltou a derramar um sêmen ralo.
Mas o nó ainda estava na fase inicial. Ainda faltava um pouco para ele inchar e depois baixar.
Diante do feromônio alfa que cobria seu corpo, Cheongyeon fechou os olhos, com convulsões intermitentes. Atrás dele, a respiração entrecortada de Do-Heon se misturava a gemidos animalescos.
Então é isto que chamam de banho de feromônio.
Foi o que ele pensou, mergulhado no êxtase e sonolento.
Incapaz de suportar o prazer que se sucedia, Cheongyeon deixou o corpo cair, exausto, e esperou o nó de Do-Heon terminar.
🎬 ∙ ∙ ∙ 🎥 ∙ ∙ ∙ 🎭
Um cobra enorme apareceu em seu sonho. A cobra rastejou até a cama e enrolou o corpo comprido em Cheongyeon, que dormia profundamente.
Hnng.
Diziam que a temperatura corporal das cobras é fria. Por que a cobra que o prendia era só quentinha? Por causa disso, sentia calor, peso e sufoco.
Sa-, sai. Me solta.
Ele murmurou baixinho, mas a cobra, uma vez grudada, não parecia disposta a se desprender de seu corpo.
No fim, Cheongyeon acordou depois de forcejar e resmungar por um bom tempo tentando se soltar.
— Ha.
Talvez tivesse se debatido durante o sono, porque ele estava sem fôlego e soltou um longo suspiro assim que abriu os olhos.
Cheongyeon só compreendeu direito a situação depois de contemplar por algum tempo, aturdido, o cenário do quarto de hotel.
— …….
Dormiu com Do-Heon, a quem encontrou no bar, tentou fugir, foi apanhado e transou com ele bem em frente ao armário. Mesmo depois do nó, ainda foi para a cama e passou um bom tempo sendo atormentado por Do-Heon antes de apagar como quem desmaia — tudo lhe veio à mente em ordem.
— Achei que estava pesado, não é à toa…
Cheongyeon murmurou com a voz rouca.
Do-Heon estava dormindo atrás de Cheongyeon, que estava deitado de lado, colando o corpo ao dele sem deixar frestas e abraçando-o com força. Cheongyeon sentia o peito apertado, como se estivesse amarrado com cordas.
Não é à toa que apareceu uma cobra no meu sonho.
Cheongyeon se remexeu para, antes de tudo, sair da cama. Mas, de tão forte que era aquele abraço, os braços e as pernas de Do-Heon que o prendiam não se moveram nem um pouco.
— Hng.
Debatendo-se, Cheongyeon estancou de repente diante do desconforto no estômago e, ao mesmo tempo, de uma sensação de cócegas na parte de baixo.
Não me diga… que ele dormiu dentro de mim?
O rosto do horrorizado Cheongyeon esquentou e ficou vermelho num instante.
E aquele “não me diga” virou realidade. Quando ergueu levemente a cintura, sentiu integralmente dentro de seu ventre o volume do pênis, ainda conectado.
— Ei, senhor diretor. Acorda um pouco.
Sem alternativa, Cheongyeon sacudiu o tronco e acordou Do-Heon, que estava grudado nele por trás como uma cigarra.
— Se eu soltar você vai tentar fugir de novo?
Do-Heon respondeu com a voz baixa de quem ainda está sonolento.
Ha, essa história de fuga. Do jeito que vai, se eu fugir duas vezes ele é capaz de me trancafiar.
Cheongyeon estremeceu, incrédulo.
— Este hotel é onde eu estou hospedado, para onde é que eu fugiria? Se é para ir embora, quem tem que ir é o senhor diretor…
— Eu não vou.
Do-Heon o abraçou com ainda mais força.
— Hng, você está pesado, levanta logo. E tira isso… daqui também.
— Hum.
— Estou com a barriga cheia demais.
Quando ele fez charme, fingindo-se de coitado, só então Do-Heon afrouxou a força.
O corpo, que parecia amarrado com cordas, ficou bem mais leve.
— Como está o corpo.
— Ótimo.
Quando o ciclo de cio começava, ele tinha febre e o corpo latejava a semana inteira, com muitos incômodos além do desejo sexual.
Mas, depois de ficar grudado em Do-Heon desde a noite anterior até agora, ele não sentia nenhum dos sintomas incômodos de antes.
— E a ressaca?
— Não tem nada.
Do-Heon continuava perguntando sobre seu estado com a voz cheia de desconfiança, como quem cuida de um paciente.
Ao contrário das preocupações dele, Cheongyeon estava com a mente clara e o corpo leve, tirando o fato de doer aqui e ali por causa da intensidade da relação.
— M-mas, senhor diretor… Será que dá para você tirar isso daqui antes de falar, por favor?
O pênis de Do-Heon, ainda dentro de seu ventre, estava crescendo em tempo real.
Depois de tanto fazer aquilo a noite toda, ainda restava disposição. Àquela altura já era assustador.
— Por quê. Está quentinho e gostoso.
— Fica, hng… crescendo. Não dá mais, não tem mais nada para sair. E será que você poderia devolver meu celular?
— Para que você precisa de celular estando comigo?
— Preciso avisar o empresário… Ah! Tenho que dizer para o stylist que o figurino foi destruído. Ouvi dizer que era caro, vai ser um problemão. E a culpa é toda sua.
— Se é isso, não precisa se preocupar.
Ao contrário do aflito Cheongyeon, Do-Heon, com a voz infinitamente tranquila, espalhou beijinhos leves em sua orelha e ombro.
Diante do toque dos lábios macios em sua pele, Cheongyeon enrijeceu o corpo por um instante.
Ele sempre foi assim de tanto contato físico?
Antes, depois de dormirem juntos, cada um se lavava no próprio quarto e ia dormir, então ficar esbarrando os corpos assim o tempo todo lhe era estranho.
Talvez percebendo o desconforto de Cheongyeon, Do-Heon se levantou pouco depois. Com isso, o pênis que estava dentro de Cheongyeon saiu naturalmente.
— Hnng.
Junto com ele, o sêmen acumulado nas paredes internas escorreu sobre o lençol.
Talvez por ter ficado aberto por muito tempo, a parte de baixo não se fechava com facilidade.
Cheongyeon estremeceu as nádegas e girou os olhos. Em seguida, começou a examinar cuidadosamente o próprio corpo.
🎬 ∙ ∙ ∙ 🎥 ∙ ∙ ∙ 🎭
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna