↫─Capítulo 176
— Des-, desde quando você está aí?
Segurando o peito, que batia descompassado, Cheongyeon gaguejou sem perceber.
Não era exagero dizer que a expressão “quase morri de susto” existia justamente para aquele momento.
Mesmo tendo ouvido a pergunta, Do-Heon apenas estreitou os olhos e ficou contemplando Cheongyeon em silêncio, sem abrir a boca.
Num instante, inúmeras dúvidas passaram pela cabeça de Cheongyeon.
Achei que ele tinha saído, por que o Moon Do-Heon está aqui? Não me diga que ele nem saiu e ficou esperando desde o início? Não, não pode ser. Eu conferi que o quarto estava vazio agora há pouco. Aliás, quando foi que ele pegou meu celular? Ele deve ter percebido que eu ia fugir, né?
— Que expressão de quem está pensando demais.
Havia farpas naquelas palavras. Cheongyeon, apanhado em flagrante, procurou desesperadamente uma desculpa.
Mas, a menos que a pessoa fosse idiota, qualquer um veria que suas roupas e seus gestos eram os de alguém flagrado tentando sair do quarto de hotel.
— …O senhor diretor é que… não tinha saído?
— Saí, mudei de ideia e voltei. Achei que seria mais rápido mandar meu assistente.
— …….
— Ainda bem que, por precaução, eu levei o celular e o cartão-chave.
Do-Heon se aproximou de Cheongyeon, caído sobre o carpete sem forças como o protagonista de uma tragédia, e apalpou sua testa.
— Disse que estava com dor de cabeça, mas parece ótimo. Vendo como se mexia bem, feito um esquilo.
Diante do contato inesperado, Cheongyeon se sobressaltou e recuou a cabeça.
Ele achou que Do-Heon estivesse com raiva, mas o feromônio alfa que se transmitia por sua mão demonstrava excitação de forma explícita.
Cheongyeon baixou lentamente o olhar, que estava fixo no rosto dele. Como esperava, a frente da calça que Do-Heon vestira às pressas antes de sair estava saliente. Tão rígida que dava para ver o contorno do pênis.
Sendo ciclo de rut, de certo modo era uma reação natural, mas ele pensou que seria até melhor se ele ficasse bravo e o interrogasse sobre por que tentara fugir.
— Já trocou de roupa nesse meio-tempo.
Do-Heon curvou o corpo até ficar na altura dos olhos de Cheongyeon e brincou com a gola da roupa.
— Será que eu devia ter rasgado tudo de uma vez?
E então murmurou aquela frase sinistra consigo mesmo, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Com medo de que ele pusesse em prática o que dissera, Cheongyeon empurrou às pressas sua mão.
Toc, toc.
Nesse momento, ouviram-se batidas do lado de fora.
— Hep.
Não me diga que é da equipe? Ou a Jeong Soeun?
Ao contrário de Cheongyeon, que se levantou de um salto, assustado, Do-Heon se ergueu com toda a naturalidade e caminhou até a porta.
— Senhor diretor?
Ao ver Do-Heon segurar a maçaneta, Cheongyeon ficou horrorizado.
— Senhor diretor. Trouxe os itens que o senhor pediu.
Ao perceber que a voz vinda de fora era a do assistente, Cheongyeon soltou um suspiro de alívio.
Do-Heon abriu a porta, recebeu o pacote que o assistente lhe estendia e fechou a porta de novo. E, depois de remexer no conteúdo do pacote, colocou tudo sobre o aparador.
Remédio para ressaca e antitérmico, petiscos, bebidas, perfume para encobrir feromônio e por aí vai — tudo despencou e rolou sobre o tampo do aparador.
— Fiz questão de mandar comprar e parece que não é necessário.
— Senhor diretor, é que… eu estive pensando. Nós fazermos isso agora é… demais… hmp.
Do-Heon o beijou, como que interceptando suas palavras. Com isso, o que ele ia dizer voltou todo garganta abaixo.
Cheongyeon, incapaz de suportar o peso que se abateu sobre seu corpo, cambaleou e ainda assim não conseguiu empurrá-lo direito. Porque, junto com a respiração de Do-Heon , o feromônio alfa fluía por seu corpo inteiro.
Com a sensação de um arrepio se espalhando pelas veias, ficou arrebatado a ponto de a nuca formigar.
— O ciclo de cio ainda nem terminou e você ia sair sozinho para onde. Hã?
— Haaa.
Afastando os lábios por um instante, Do-Heon sussurrou em seu ouvido em tom de repreensão.
— É bom que você não esteja doente, mas isso me irrita um pouco.
— É que eu, eu lembrei dos meus compromissos…
— Você acha que eu não pensei nisso de antemão?
Ao ouvir a desculpa esfarrapada, Do-Heon soltou um risinho de escárnio.
— Uê? Ah!
E, empurrando Cheongyeon sem dar ouvidos a nada, fez com que ele recuasse até que algo tocasse a parte de trás de seus joelhos.
Assustado, Cheongyeon virou a cabeça e viu um armário.
Era o armário instalado ao lado da porta, destinado a pendurar casacos. Dentro estavam a pequena mala de Cheongyeon e algumas peças de roupa.
Como ele mesmo tinha revirado tudo pouco antes procurando o que vestir, as portas do armário estavam todas abertas.
— Senhor diretor?
Do-Heon pressionou com firmeza os ombros de Cheongyeon. Sem lugar para onde recuar, Cheongyeon acabou sendo empurrado para dentro do armário numa posição desajeitada.
Diante do mau pressentimento que o invadia, Cheongyeon ergueu os olhos para ele. Ao entrar no armário de portas escancaradas, a sombra caiu sobre o rosto de Do-Heon e ele já não o via bem.
— Desculpa mesmo por ter mentido. É que, estando eu cio e o senhor diretor no rut, eu me desesperei de repente…
— Por isso eu te dei a chance de parar antes de começar.
— Sinceramente, naquela hora nós dois não estávamos, não estávamos no juízo perfeito. A gente estava bêbado, não, claro que eu ainda estou meio bêbado agora, mas… naquela hora eu estava mais, ah.
Do-Heon ouvia aquele falatório desconexo pela metade enquanto enterrava o rosto na nuca de Cheongyeon. E pôs a mão na cintura de sua calça.
— Senhor diretor, hng. Espera aí.
Sem lhe dar tempo de impedir, ele soltou num instante a fivela da calça de Cheongyeon e a desceu até as coxas. Cheongyeon tentou tardiamente resistir para que ele não tirasse a calça, mas já era tarde demais.
Quando a roupa de baixo apareceu, Do-Heon virou o corpo de Cheongyeon de costas e o fez se apoiar no armário.
— A-aqui você não vai fazer, né?
Cheongyeon estancou e tentou se endireitar, mas Do-Heon o impediu de imediato.
— Vou fazer aqui, sim.
Havia uma teimosia estranha em sua voz.
Cheongyeon percebeu que estava numa enrascada e tanto.
Enquanto congelava por um instante, sem saber o que fazer com a sensação de vazio na parte de baixo, ouviu atrás de si o som de um zíper descendo.
— Você vai fazer aqui de verdade? Para de brincadeira.
Nenhum dos dois tinha nem tirado a roupa. A calça de Cheongyeon fora abaixada, mas estava pendurada de qualquer jeito nas coxas, e a parte de cima continuava intacta. Além disso, aquilo era em frente a um armário.
— Não estou brincando.
— Ah, por favor…
Cheongyeon tentou mudar a posição em que estava, com o tronco curvado para a frente e as nádegas empinadas na direção de Do-Heon, mas a força com que ele pressionava suas costas por trás era tanta que ele não conseguiu se mexer nem um pouco.
No começo achou que não fosse acontecer, mas logo sentiu o pênis rígido de Do-Heon contra as nádegas. Através da fina camada da roupa de baixo, o calor escaldante da coluna se transmitia por inteiro.
Do-Heon puxou de lado a roupa de baixo de Cheongyeon, empurrou-a e cravou o pênis ali mesmo.
— Uhng.
Sentiu-se pressão ao forçar a carne fechada a se abrir de novo, mas foi só por um instante. O pênis logo entrou suavemente até a raiz.
— Huuu…
As paredes internas ainda estavam razoavelmente molhadas.
Do-Heon soltou um gemido baixo e olhou para as nádegas que abocanhavam seu pênis. Pareciam um pudim de leite bem firme.
Embora ele estivesse vestido, Do-Heon conseguia desenhar nitidamente diante dos olhos que, sob a camiseta, as costas retas de Cheongyeon estavam estremecendo.
— Todo molhado assim e você queria ir aonde? Hã?
— Haa… senhor diretor.
Do-Heon manteve os olhos fixos nas nádegas que tremiam em pequenas convulsões e puxou o pênis. Então, do ponto de união, veio um som úmido e viscoso.
— Achei que o sêmen tivesse saído todo, mas ainda tem.
Do-Heon murmurou enquanto acariciava com o polegar o orifício inchado e avermelhado.
Ao redor daquela entrada delicada, aberta e retesada por acolher a coluna, escorria um líquido esbranquiçado.
— A-aqui… não, na cama… hnnn.
Cheongyeon balançou a cabeça e apoiou o tronco na gaveta do armário.
Ele queria dizer para não fazerem aquilo perto da porta e irem para a cama, por favor, mas as frases se desfaziam no meio o tempo todo.
Como Do-Heon dissera, ainda restava bastante sêmen que ele deixara dentro dele, porque a cada movimento do pênis um líquido pegajoso escorria entre suas pernas.
Quando Cheongyeon balançou a cabeça e estremeceu, Do-Heon agarrou com força a carne de suas nádegas e começou a impulsionar a cintura com brutalidade, como quem aplica um castigo.
— Ahng!
Pluft! O som de carne batendo perfurou seus ouvidos. Ao mesmo tempo, o pênis, que quase saíra por completo, voltou a invadir seu ventre.
Um prazer agudo, a ponto de fazer as lágrimas jorrarem, despertou rapidamente cada uma das células de seu corpo.
Uma pressão daquelas deveria doer, mas o feromônio embasava a dor. Era como se toda a sensação dolorosa estivesse paralisada, para que ele só pudesse sentir prazer.
— Aah, ah! Hng.
A parte de baixo, que ele mal tinha conseguido limpar, ficou de novo pegajosa e encharcada.
A pélvis de Do-Heon batia em suas nádegas enquanto o pênis investia sem piedade. E, naturalmente, as respirações ofegantes dos dois se enlaçavam no ar.
— Hnnng. Ah, hng!
Cheongyeon gritava de prazer a cada vez que a glande grossa tocava certo ponto no fundo das paredes internas. Sentia com nitidez a superfície da coluna, com as veias saltadas e irregulares, raspando as paredes internas de ponta a ponta.
Sem perceber, Cheongyeon estremeceu e apertou o orifício com força.
— Huuk.
Ao ouvir atrás de si o gemido satisfeito de Do-Heon, a excitação subiu de forma estranha. Mesmo sem poder ver o rosto de Do-Heon, naquela posição de costas com apenas as nádegas empinadas, a sensualidade que lhe chegava pela audição fez os pelos da nuca se eriçarem.
Sacudido conforme Do-Heon cravava a cintura em golpes surdos, Cheongyeon expeliu uma respiração curta e ergueu a cabeça.
E, assim, seus olhos encontraram os de alguém.
— Uhng, hng… Ah…?
Era ele mesmo, refletido no espelho colado na parte interna da porta do armário.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna