↫─Capítulo 174
— Cheongyeon-ssi. O que você disse? Desculpa, não consegui ouvir direito.
— …Que eu cheguei bem. Estou muito, cansado… acho que não vou conseguir sair.
Dessa vez Do-Heon mordeu o pequeno mamilo, que estava rígido e ereto. O final da voz de Cheongyeon tremeu, sem que ele conseguisse ajustá-la, ocupado que estava em engolir o gemido que explodia entre seus dentes.
Cheongyeon bateu no ombro dele e sussurrou para que saísse. Mas, quanto mais se debatia, mais fundo entrava o pênis inserido.
— Eu me ausentei tempo demais, né? Acho que fiquei tão animada que perdi a noção. Faz tempo que eu não via uma cara conhecida…
— Hng…
Cheongyeon balançou a cabeça, impedindo Do-Heon, que abria suas coxas e tentava retirar e enfiar o pênis. Quanto mais ele fazia isso, mais Do-Heon colava o quadril com malícia.
— Tudo bem, acontece. Mas é que eu… acho que bebi demais, agora estou meio… enjoa-, do…
Depois de se contorcer algumas vezes, Cheongyeon não teve alternativa senão parar de resistir, resignado.
— Ah. Eu não estava pedindo para você abrir a porta. Não precisa sair. Só vim conferir se você tinha chegado bem ao hotel.
Jeong Soeun, que parecia prestes a ir embora, acrescentou algo, como se tivesse se lembrado.
— Me disseram que outro alfa te incomodou no bar. Não aconteceu nada, né?
— Não. Não foi nada de mais…! Hng.
— Então que bom.
— Hng!
— Ah, é verdade. E você por acaso lembra do bartender de cabelo alaranjado? Ele disse que você é muito bonitinho e ficou enchendo o Chris para apresentar vocês.
Diante daquela história inesperada relatada por Jeong Soeun, os lábios de Do-Heon, que expelia uma respiração baixa, se contorceram. Logo em seguida, a mão que segurava a cintura de Cheongyeon apertou com força.
Ao mesmo tempo, um calafrio percorreu a espinha de Cheongyeon.
— Mas ele disse que sempre tinha outros alfas em volta de você, então não teve coragem de perguntar…
Talvez com peso na consciência por ter se ausentado, Jeong Soeun continuava tagarelando coisas que ninguém perguntara.
Cheongyeon tinha vontade de chorar. Por favor, era melhor que ela simplesmente fosse embora.
— Haa. Quantos sorrisinhos você andou dando por aí à toa.
Murmurando baixo, Do-Heon puxou o pênis quase até o fim e o inseriu até a raiz de uma só vez.
— Uhmp…! Eu não fiz, isso… hng, não…
Cheongyeon se justificou num sussurro, sentindo-se injustiçado. Mas Do-Heon, como quem não tinha ouvido nada, mordeu seu mamilo e colidiu a virilha com brutalidade.
— Enfim, como parece que você não está bem, vou deixar o bagel e a sobremesa pendurados na porta. Boa noite, Cheongyeon-ssi.
Pluft!
— Ah… haang!
Como Do-Heon penetrou fundo demais, um gemido escapou por sua boca naquele instante.
Assustado com o próprio grito indecente, Cheongyeon mordeu depressa o lábio inferior. E tapou a boca com as duas mãos.
Mesmo sabendo perfeitamente que Cheongyeon estava aflito, sem saber o que fazer, com medo de que Jeong Soeun tivesse ouvido, Do-Heon não parou de mover o quadril.
Lá embaixo, onde os fluidos já se misturavam, cada choque de carne contra carne produzia um som de atrito obsceno e desordenado. Cheongyeon sentia tanta vergonha só de ouvir que queria tapar os ouvidos.
— Ah, aah. …Por favor, agora não… hng. Do-Heon-ssi…
Cheongyeon implorou, chamando Do-Heon pelo nome sem perceber. Na verdade, saía da sua boca qualquer coisa, a ponto de nem ele mesmo saber o que estava suplicando.
Ao mesmo tempo em que queria que aquele instante acabasse logo, no íntimo desejava que aquele prazer arrepiante continuasse — e essa contradição o sacudia por dentro.
Pouco depois, ouviu-se um farfalhar diante da porta. Sem saber a situação constrangedora em que colocara Cheongyeon, Jeong Soeun deixou a embalagem com a sobremesa e foi embora.
Assim que os sinais de presença sumiram por completo, Do-Heon, que se movia lentamente entre as pernas de Cheongyeon, agarrou com força sua pélvis. E — pluft! — inseriu o pênis com tanta violência que o corpo dele sacudiu inteiro.
— Ah… haang!
— Haak, ha…
A zona erógena situada no ponto mais fundo das paredes internas foi completamente esmagada e a entrada se contraiu. Cheongyeon atingiu ali mesmo o segundo ápice.
Do-Heon também expeliu o sêmen quase ao mesmo tempo dentro daquele ventre escaldante que apertava o pênis com força. Ele abraçou Cheongyeon com firmeza, colando os corpos sem deixar frestas.
— Aah… ah.
Diante da sensação quente do líquido espesso preenchendo seu ventre em jatos, Cheongyeon teve pequenas convulsões e fechou os olhos.
Por um instante brevíssimo, teve a sensação estranha de perder totalmente a noção, a ponto de não saber onde estava.
— …Haa, ha, haa.
Como o quarto de hotel estava saturado do feromônio de Do-Heon , o eco se prolongava a cada inspiração. O feromônio dele era doce, mas a firmeza dos braços que envolviam seu corpo também era boa.
Do peito colado ao seu, sentia sem filtro as batidas do outro. Os dois tinham o coração disparado, como quem acabou de correr uma longa distância.
Cheongyeon logo ficou exausto e piscou com a consciência esmaecida. A cada vez que o pênis de Do-Heon , ainda dentro dele, latejava, a mucosa sensibilizada era estimulada e o orifício se contraía lentamente.
— Huuu, droga…
Diante da sensação do aperto no pênis, Do-Heon expeliu uma respiração densa. Era um gemido úmido, que transmitia de forma crua satisfação e desejo.
Cheongyeon baixou a cabeça, com os lóbulos das orelhas vermelhos. Logo sentiu frio e esfregou a testa no ombro e no peito de Do-Heon, tentando se enterrar mais fundo naquele abraço.
Cada vez que se remexia, as paredes internas se apertavam e relaxavam alternadamente, de forma inconsciente.
O pênis de Do-Heon, que perdera um pouco a força com as ejaculações seguidas, tomou impulso com aquele estímulo suave e voltou a crescer dentro de seu ventre.
— Quem foi que te ensinou uma coisa dessas?
Do-Heon rosnou, irritado.
Diante daquela voz gélida, Cheongyeon despertou de repente da consciência entorpecida pelo eco do prazer.
Pensando bem, não era hora de ficar tão tranquilamente abraçado a ele.
— É mesmo. Senhor diretor, você está louco de verdade? Ou é um tarado?
Cheongyeon arregalou os olhos e ergueu a cabeça de supetão. Porque os atos vergonhosos que tinham acabado de acontecer lhe passaram pela cabeça.
— O quê.
Do-Heon inclinou a cabeça, como quem não entende do que ele está falando, e o encarou fixamente.
— E se tivessem ouvido tudo lá fora! Se espalharem algum boato estranho, você vai se responsabilizar?
— Não ouviram.
— E como é que você sabe? Ah, e agora, o que eu faço… Como é que eu vou olhar para a cara da Soeun-ssi nas filmagens.
— Aliás, o que exatamente você fez para um bartender qualquer se interessar por você? Vocês trocaram quantas palavras?
— É isso que importa agora? Como é que uma pessoa pode ser tão irresponsável?
Cheongyeon o encarou, indignado.
— Não me diga que você chegou a dar seu contato. Ainda mais para aquele pirralho loiro.
Do-Heon, que penteava para trás os cabelos molhados de Cheongyeon, cravou os dentes e mordiscou sua clavícula.
— …E o que você tem a ver se eu dei ou não meu número.
— Eu te disse várias e várias vezes. Para não sorrir para outros alfas. Afinal, com que ideia na cabeça você foi tocar o cabelo daquele desgraçado?
Do-Heon fez uma careta assustadora e voltou a subir sobre Cheongyeon.
O pênis ainda conectado inchava tanto que já estava rijamente ereto, com o mesmo volume do início.
— …….
Cheongyeon sentiu o perigo de que, naquele ritmo, seria atormentado por Do-Heon a noite inteira, sem sequer uma pausa para respirar.
Por sorte ou azar, por ter gozado duas vezes, a mente de Cheongyeon, que estava mole e encharcada de feromônio, tinha clareado um pouco.
Graças a isso, ele conseguiu enfim olhar de forma objetiva, ainda que tardiamente, para aquela situação em que fora arrastado como por uma correnteza.
O maior problema no momento era que nem ele nem Do-Heon conseguiam controlar o feromônio. Será que o feromônio não tinha vazado até para fora do quarto…?
Por ter rolado com Do-Heon feito louco assim que chegou ao hotel, sem tempo de pensar em nada, agora as preocupações vinham todas de uma vez.
Ele apresentava, claramente, todos os sintomas do ciclo de cio. Tinha febre baixa, reagia de forma especialmente sensível ao feromônio alfa e quase não sentia dor mesmo com as penetrações apressadas e brutas de Do-Heon .
Por que justamente agora o ciclo de cio tinha começado? Ainda por cima, ele tinha tomado supressor. …Será que, por não ser o de sempre, não fez efeito?
— Não me diga que você está pensando naquele desgraçado agora? Você deu mesmo o contato? Responde.
Como a resposta não vinha por um bom tempo, Do-Heon voltou ao assunto do homem do bar, de quem ele mal lembrava, e o ameaçou.
Cheongyeon achou detestável a forma como ele voltava a agir como seu marido, como se fosse óbvio. Ia rebater perguntando com que direito ele interrogava até esse tipo de bobagem depois de divorciados, quando algo cintilou e lhe atravessou a mente.
“Senti sua falta.”
De repente, lembrou-se da voz que sussurrara aquilo pouco antes, enquanto beijava sua testa.
Aquela voz soara tão dolorida que seu peito apertou.
Cheongyeon acalmou a emoção que subira à flor da pele e olhou para Do-Heon.
Seria impressão sua? Naquelas pupilas indiferentes, ele percebia, diferente de antes, um traço de ansiedade.
Mordendo o lábio inferior, Cheongyeon procurou o que dizer e acabou enlaçando os braços no pescoço dele.
— Não dei meu número. E não estava pensando em outro homem…
— Então estava pensando em quê.
De todo modo, ele achou que brigar com ele ali só lhe traria prejuízo. Ainda havia agenda de filmagem pela frente, e Do-Heon, se quisesse, poderia pressioná-lo muito mais.
Pedir para ele sair agora não adiantaria nada.
…Não. Na verdade, ele nem queria empurrá-lo para longe.
Ele certamente ainda tinha mágoa de Do-Heon, mas estar com ele continuava sendo bom a ponto de doer na boca do estômago. Aquele instante compartilhando o mesmo espaço com ele era mais do que bem-vindo.
Cheongyeon achou patética a própria contradição.
— Eu também senti sua falta.
Vendo que, mesmo tão ferido, ele acabava voltando assim e se declarando de novo a ele.
Do-Heon, que ficara paralisado de surpresa por um instante, passou a mão pelo cabelo. Seu peito sólido subia e descia com força.
— …Provavelmente não tanto quanto eu.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna