↫─Capítulo 173
Cheongyeon enrijeceu as costas com a estranha ilusão de que aquele olhar o devorava. O coração batia tão forte que era difícil respirar.
A fronteira entre as emoções era tão nebulosa que ele nem sabia se aquilo era expectativa ou medo.
— Se-senhor diretor…! Hng, hnn…
Como que para provar que suas palavras não tinham sido brincadeira, Do-Heon investiu contra Cheongyeon sem lhe dar um só instante de trégua. Diante da dor de ser atravessado, Cheongyeon fez uma careta de choro.
Mas, logo em seguida, um calor superior àquilo compensou a dor surda e aqueceu todo o seu corpo.
Vários pensamentos saltavam esparsamente na cabeça de Cheongyeon, mas logo se desfaziam diante da sensação carnal intensa.
— Haa, um pouco mais devagar… hng, por, favor. Hã?
Embora certamente tivesse gozado uma vez, o tamanho do pênis de Do-Heon não diminuíra nem um pouco. Pelo contrário, parecia ainda maior que antes.
Cheongyeon se contorcia sob Do-Heon , que o perfurava com violência, engolindo o prazer. Por mais que mordesse os lábios, gemidos entrecortados subiam por sua garganta.
— Aah, hm, hnn… hnn…!
Mesmo tentando enlaçar as pernas naquela cintura que se movia rápido para colar os corpos, a força escapava logo de suas coxas, que caíam frouxas. A cada vez que a coluna escaldante golpeava e perfurava o ponto sensível dentro do ventre, suas nádegas se erguiam sozinhas e as pernas tremiam sem parar.
Do-Heon continuou os movimentos brutos de cintura como se não tivesse ouvido o pedido de Cheongyeon para ir mais devagar. Sua cabeça estava tomada apenas pelo desejo de alcançar Cheongyeon ainda mais fundo.
— Haak, haak.
No entanto, a cada investida forçando aquelas paredes internas estreitas, o desejo terrível que preenchia o corpo de Do-Heon , longe de se dissipar, ficava cada vez mais denso.
Felizmente, o impulso descontrolado de formar o nó tinha desaparecido, mas ele já perdera toda a paciência.
Ele revirava, com uma obsessão quase compulsiva, cada canto da mucosa amolecida e derretida.
— Ah, é bom. Haaang. É… bom! Ah!
Cheongyeon, que se remexia dizendo que doía, em algum momento se adaptou à penetração violenta e, ruborizado, soltava gemidos finos.
Do-Heon contemplou com satisfação Cheongyeon debaixo dele, de pernas abertas e submerso no êxtase.
— Huuu, é bom?
— Sim, hnnn…!
— Aqui também você gosta, não é, Cheongyeon-a.
Do-Heon empurrou o pênis com firmeza até o ponto interno onde Cheongyeon sentia mais. Então Cheongyeon logo curvou os dedos dos pés e tremeu as coxas.
As paredes internas se contraíram como que em espasmos minúsculos, puxando a coluna de Do-Heon para dentro. Ele recuou o pênis um pouco, apreciou a sensação da carne interna vindo junto e voltou a investir com força.
— Ah! Hng, espera…!
— Por quê.
— Agora foi muito estra-, nho… ah, sério, não vai dar… huung.
Quanto mais intensos os movimentos de Do-Heon , mais indistinta ficava a pronúncia de Cheongyeon, que balbuciava como se soluçasse. A partir de certo momento, ele estava choramingando com as mãos sobre o baixo-ventre, dizendo que a sensação era estranha.
Mas, ao contrário das palavras que o afastavam, sua voz vibrava de prazer.
Do-Heon baixou à força o braço de Cheongyeon que cobria o ventre e voltou a inserir o pênis. A mucosa escaldante se abriu sem resistência, envolvendo a coluna e puxando-a para dentro.
— Hng, não pode… aaah. Mais não, muito fun-, haang, fundo…!
Logo Do-Heon descobriu o que Cheongyeon tentava esconder. A cada vez que ele penetrava, o baixo-ventre de Cheongyeon se projetava para cima.
— Ha.
Ao constatar com os próprios olhos que a pele fina da barriga se destacava vagamente no formato de seu pênis, Do-Heon cerrou os dentes.
Ele pressionou aquela região com a palma da mão e voltou a retirar o pênis. E impulsionou a cintura com força.
Pluft!
— Aaah…!
Talvez o estímulo daquele instante tenha sido grande demais, porque Cheongyeon tremeu inteiro e empurrou Do-Heon. E não parou por aí: balançou a cabeça e bateu freneticamente em seu peito e ombros, mas Do-Heon, em vez de recuar, aprisionou Cheongyeon em seus braços com ainda mais teimosia.
— Hng, por favor…! Só um pouco, hnn, mais devagar… hiik.
Logo, do abdômen de Cheongyeon subiu um estímulo semelhante à vontade de urinar, e seu pênis estremeceu. Na ponta da glande rosada, o pré-gozo se acumulara a ponto de transbordar e o fluido escorria sem parar.
Instintivamente, Cheongyeon pensou que daquele jeito não podia. Debateu-se desesperadamente para escapar daquela sensação desconhecida e formigante.
Mas era impossível vencer Do-Heon pela força. Por mais que agitasse braços e pernas, o corpo que o cobria não se movia um milímetro. Pelo contrário, Do-Heon o prendeu com ainda mais facilidade.
— Hng.
No instante em que Cheongyeon irrompeu em lágrimas, o pênis de Do-Heon avançou pressionando as paredes internas.
— …Ah!
Cheongyeon às pressas segurou o próprio pênis e tapou a ponta com o polegar. Subiu-lhe uma sensação perigosa, como se algo fosse jorrar de uma vez.
— Por que você bloqueia. Fica tão bonito.
Como se tivesse resolvido atormentar Cheongyeon naquele dia, Do-Heon não deixou nem isso em paz.
Ele afastou a mão de Cheongyeon, que gemia agarrando o próprio pênis. E, em vez dela, segurou ele mesmo aquele pênis avermelhado e o sacudiu, como quem incita o gozo.
Já era enlouquecedor sentir o pênis de Do-Heon, grosso como um bastão, entrando e saindo de seu ventre; com a parte da frente estimulada também, sua visão se turvou de branco.
— Não, pode…! Haak… hng!
Enfim, incapaz de suportar o impulso que subia, Cheongyeon derramou sêmen na mão de Do-Heon.
— Haaa… ah.
Junto com o gozo, um líquido ralo saiu misturado, aos jatos, do pênis de Cheongyeon. O sêmen viscoso e o fluido transparente encharcaram o dorso da mão de Do-Heon.
Era como se seus nervos, eriçados até a última célula, fossem esmagados de forma implacável pelo instinto.
— Haa… haa…
Cheongyeon, que tremia embebido no eco do ápice, percebeu que havia algo estranho e ergueu a cabeça. E logo, ao ver o líquido ralo escorrendo em gotas da mão de Do-Heon, ficou horrorizado.
— O que é, por que isso agora…
Do-Heon contemplou a própria mão, encharcada e pegajosa, com ar de curiosidade. Tocou o líquido ralo com a ponta dos dedos e riu de leve.
— Parece que foi bom.
— Não. Não é isso… ahng!
Quando Cheongyeon, constrangido, abriu a boca para se justificar, Do-Heon cravou de novo o pênis que ainda o conectava a ele. Diante do estímulo aplicado antes mesmo que o prazer que varria seu corpo como uma onda passasse, sua cintura se ergueu sozinha.
— Tudo bem. Pode gozar mais.
— Espera, agora não, hng… Não dá mais, haa, não dá.
Quando Cheongyeon balançou a cabeça e se remexeu, Do-Heon franziu o cenho diante da sensação do orifício se contraindo com força.
— Ah. Se apertar assim, dói, Cheongyeon-a.
Do-Heon disse engolindo um gemido. E então, quando curvava a cintura para beijar os lábios de Cheongyeon, alguém tocou a campainha do lado de fora do quarto de hotel.
Diante daquele ruído estranho, Cheongyeon se assustou e congelou exatamente na posição em que se debatia nos braços de Do-Heon.
Alguns segundos depois, junto com uma batida nítida, a campainha soou mais uma vez.
— Cheongyeon-ssi? Você está aí?
E a voz familiar de Jeong Soeun chegou do lado de fora do quarto.
De tão assustado, Cheongyeon esqueceu até de respirar e ficou olhando alternadamente para Do-Heon e para a porta.
— Quem é?
Do-Heon perguntou como quem interroga.
Diante da situação inesperada, Cheongyeon apenas mexeu os lábios, sem jeito. Sua cabeça, que estava aturdida e vazia, começou a girar rapidamente.
Por que a Jeong Soeun veio até aqui de repente? Desde quando ela está parada em frente ao quarto? Será que ouviu algum barulho?
Cheongyeon congelou por completo, deitado.
Mas, ao contrário do inquieto Cheongyeon, Do-Heon, em vez de esperar em silêncio, ergueu o corpo, nu como estava.
— Espera aí.
Melhor dizendo, tentou erguer. Voltou para a cama porque Cheongyeon o segurou.
— Cheongyeon-ssi? Está dormindo? Você desligou o telefone daquele jeito de repente… Queria perguntar se você chegou bem ao hotel, mas não consigo contato. Está aí dentro?
Jeong Soeun bateu de novo com cuidado e continuou falando diante da porta.
Felizmente, ela não parecia ter certeza se Cheongyeon estava ou não no quarto. O que também significava que não tinha ouvido nada.
— Você não está passando bem? Ou ficou chateado porque eu me ausentei? Hum. …Não deve estar aí.
Do-Heon, que escutava calado o que ela dizia, baixou os olhos para Cheongyeon e sussurrou.
— Responda.
Ele está louco? Cheongyeon, que obviamente pretendia fingir que não estava lá dentro, balançou a cabeça.
— Então eu respon… hmp.
— N-não pode!
Cheongyeon tapou às pressas a boca de Do-Heon, que fazia questão de se meter e responder.
Qual é o problema desse sujeito. Se a gente simplesmente não responder, ela vai embora rapidinho.
— Se você não responder agora, os funcionários vão voltar aqui para te procurar.
Explicou Do-Heon com a boca tapada por Cheongyeon.
De tão assustado, ele só tinha pensado que ficar quieto seria a melhor saída, mas, ouvindo Do-Heon, aquilo fazia bastante sentido.
Sem alternativa, Cheongyeon limpou a garganta e gritou em direção à porta.
— Soeun-ssi, eu… cheguei bem, sim.
Antes mesmo que ele terminasse de falar, Do-Heon voltou a impulsionar o quadril.
Cheongyeon quase soltou um grito ali mesmo.
Depois de terminar a resposta a duras penas, ergueu os olhos para Do-Heon e viu que ele sorria de leve.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna