↫─Capítulo 172
Cheongyeon abriu mais a boca e encostou a língua na parte inferior para acolher o pênis mais fundo.
Em ritmo lento, mas a coluna grossa ia sendo empurrada cada vez mais para dentro dos lábios de Cheongyeon.
— Uhh… hng.
Do-Heon achou fofa a imagem dele com os olhos docilmente fechados de tanta concentração.
Ele não sabia que gostava desse tipo de coisa. Se soubesse que Cheongyeon tinha talento, teria pedido antes.
Como é que, engolindo tão bem tanto por cima quanto por baixo, ele não tinha percebido isso nos últimos três anos?
De vez em quando — não, com bastante frequência — o estômago lhe ardia de pena por todo o tempo que perdera tolamente por causa da própria indiferença.
Logo em seguida, quando a glande tocou a garganta, Cheongyeon estancou um instante. Talvez assustado com o reflexo natural de engasgo, as pálpebras fechadas se abriram e ele piscou algumas vezes os olhos arredondados.
— Hnn.
Do-Heon ergueu levemente a cintura, como quem diz para não parar, e acariciou a cabeça de Cheongyeon. Quando os cabelos macios se enroscaram em sua mão, subiu-lhe de repente a vontade de agarrá-los com força.
Para conter aquele desejo bruto, ele enrijeceu a mão e, com o máximo de cuidado, penteou para trás os cabelos de Cheongyeon que tinham caído sobre a testa.
Talvez o toque fizesse cócegas, porque a testa lisa de Cheongyeon estremeceu.
Sufocado, Cheongyeon tirou por um instante o pênis da boca e lambeu com cuidado toda a coluna. A língua vermelha percorria da parte de cima para a de baixo e descia até a raiz, aonde era difícil chegar, estimulando com afinco aquele pênis enorme.
Às vezes, esfregava os lábios de leve na superfície, como quem dá selinhos. Parecia um filhote de pássaro bicando com seu biquinho insignificante.
Do-Heon segurou com a mão o pênis lustroso e reluzente da saliva de Cheongyeon e o sacudiu devagar. Ouviam-se estalos e a umidade respingava ao redor.
Com o rosto ruborizado, Cheongyeon acompanhava aquele movimento e esfregava os próprios lábios e o rosto no pênis pesado.
A cada vez que o pênis tocava a ponta do nariz bem-desenhado de Cheongyeon e sua bochecha macia, um prazer arrepiante escorria por sua espinha. A sensação daquela pele delicada em contato com o pênis era indescritivelmente arrebatadora.
Quando a excitação fez todo o corpo de Do-Heon se retesar, veias nítidas saltaram em seu pescoço.
Do-Heon levou a ponta do pênis que segurava até os lábios de Cheongyeon. Como se estivesse esperando por isso, Cheongyeon abriu bem a boca e engoliu a glande. Exatamente como acabara de praticar, relaxou a garganta e empurrou a coluna o mais fundo possível.
— Uhk…
Dessa vez, mesmo com a ponta rígida tocando a úvula, ele não parou. Cheongyeon apenas estremeceu por um instante e baixou a cabeça, tentando abocanhá-lo mais fundo.
— Kh.
Ao sentir o aperto da garganta, um prazer formigante se espalhou pelas coxas de Do-Heon, que estava apoiado nos joelhos.
Ele achou que Cheongyeon fosse recuar a cabeça dizendo que não conseguia, mas ele continuou recebendo o pênis com bastante persistência.
Enquanto lágrimas se formavam nas pontas dos longos cílios que tremiam, ele se esforçava para relaxar o pomo de adão, que se retesava.
Eu não pretendia fazê-lo abocanhar tão fundo. Será que dá para conferir até onde ele consegue?
Do-Heon apertou a mão que segurava os cabelos de Cheongyeon e o pressionou para baixo, em direção à sua virilha.
— Cof… uhk, hmp!
Quando o pênis avançou fundo pela garganta, Cheongyeon se debateu por um instante, assustado, mas logo se aquietou.
Agora Cheongyeon abocanhava a coluna a ponto de os pelos púbicos quase encostarem na ponta de seu nariz.
— Huuu…
Do-Heon gemeu com satisfação, a cabeça jogada para trás.
A sensação daquilo se contraindo e apertando a coluna era tão quente e estimulante quanto as paredes internas de baixo.
A cada vez que a respiração tênue de Cheongyeon tocava seus pelos e a base, seu abdômen se contraía involuntariamente.
Antes mesmo que Do-Heon o apressasse, Cheongyeon começou a se mover sozinho, remexendo os lábios. Recuava um pouco a cabeça e logo voltava a engolir o pênis.
Do-Heon acompanhou aquele ritmo com a cintura.
— Hng, uhk, hm.
Sons úmidos e viscosos faziam cócegas pegajosas em seus ouvidos.
A cada vez que a coluna enorme entrava e saía daqueles lábios pequenos, abertos até o limite, a vontade de gozar subia sem conhecer fronteiras.
Sem que percebesse, o contorno dos lábios de Cheongyeon já brilhava com os fluidos misturados dos dois.
Observando aquilo, Do-Heon limpou com o polegar a saliva acumulada no queixo dele. Logo agarrou aquele queixo pequeno para fixá-lo e passou a enfiar o pênis dentro de sua boca com brutalidade.
Ploc, ploc. A cada vez que revirava a garganta como se estivesse perfurando as paredes internas, ouvia-se o som úmido do atrito entre a saliva acumulada e a coluna.
— Hnnng…!
O pênis, de veias saltadas e superfície irregular, batia impiedosamente na úvula de Cheongyeon e entrava e saía de sua boca.
Não bastava o céu da boca e a mucosa serem raspados pelo pênis: a garganta inteira também era esfregada.
As lágrimas presas nos cantos dos olhos de Cheongyeon despencaram de repente. Ele tentou recuar a cabeça por causa da ânsia que subia sozinha, mas Do-Heon não soltou seu queixo.
Quando Cheongyeon, tenso, não conseguiu receber bem o pênis, Do-Heon inclinou levemente o queixo que segurava, criando um ângulo melhor para estocar. Com isso, a coluna se enterrou num ponto muito mais profundo que antes.
— Hnnng. Hng.
Cheongyeon abriu os olhos, que mantinha bem fechados, e olhou para Do-Heon.
As pupilas de Do-Heon, com as sobrancelhas contorcidas de prazer, reluziam de forma sombria.
— Kh!
Assim que seus olhos encontraram os de Cheongyeon, ele enfiou o pênis até o fundo da boca e gozou.
— Hnnn… hng.
Diante do sêmen que se derramou de repente, seu pomo de adão se contraiu sozinho.
Cheongyeon engoliu em goles o líquido que descia por sua garganta, apertando o pênis com os lábios até o fim.
Seu estômago revirava como se fosse explodir numa tosse, mas, estranhamente, ao mesmo tempo em que era penoso, ele gostava daquele instante em que toda a mucosa da boca era estimulada.
Era uma sensação difícil de explicar.
Pouco depois, terminada a ejaculação, Do-Heon recuou a cintura. Em vez de arrancar o pênis de uma vez, ele o retirou lentamente, amassando a carne interna como quem saboreia o eco do gozo.
— Haa, haaa… hng.
Quando enfim o pênis saiu por completo da boca, um líquido esbranquiçado de sêmen misturado com saliva se esticou longamente no ar.
Com o rosto vermelho em brasa, Cheongyeon ofegou recuperando o fôlego e limpou a boca com o dorso da mão.
— Cheongyeon-a.
Ao erguer a cabeça, deparou-se com o pênis de Do-Heon, que ainda expelia sêmen aos poucos, sem ter terminado por completo.
Pela coluna, ainda ereta e rígida a ponto de ser difícil acreditar que ele já tinha gozado uma vez, o sêmen misturado à sua própria saliva pingava até o chão da cama.
Cheongyeon o encarou como que enfeitiçado e voltou a estender a mão. E limpou com a língua o sêmen acumulado na uretra.
E não parou por aí: recolheu com a boca os fluidos que restavam na coluna.
Sentiu um gosto ferroso e, ao mesmo tempo, um denso feromônio alfa. Quanto mais feromônio sentia, mais o interior de seu corpo formigava. Era como se toda a tensão condensada no corpo se desfizesse. Aquilo lhe trouxe uma euforia capaz de fazê-lo esquecer todo o sofrimento do que acabara de fazer.
— Huu.
Do-Heon soltou um suspiro e segurou o pênis, erguendo-o um pouco. Cheongyeon inclinou a cabeça de lado e lambeu com esmero também o sêmen que restava na base.
— Chup, chuup… hmm…
Vendo-o levar à boca e rolar aquele pênis pegajoso sem a menor rejeição, Do-Heon, à parte do prazer, ficou com a cabeça complicada.
Não tinha lembrança de ter ensinado esse tipo de coisa. Onde diabos ele aprendeu?
Como já estava logo depois de gozar, com o prazer no ápice, o pênis voltou a latejar por causa dos estímulos sucessivos dos lábios de Cheongyeon.
— Agora fica de bruços.
Achando que, daquele jeito, gozaria as duas vezes na boca dele, Do-Heon às pressas derrubou Cheongyeon na cama e subiu sobre ele.
Caído de bruços, Cheongyeon ficou inquieto por não ter Do-Heon no campo de visão e ergueu o tronco tentando se virar.
Mas Do-Heon pressionou suas costas, como quem controla uma presa, e o impediu de se debater.
Ele logo agarrou uma das nádegas de Cheongyeon e a abriu. Então, entre as nádegas alvas, apareceu a entrada fechada. Por causa da penetração anterior, o orifício e a região ao redor estavam avermelhados e inchados.
Do-Heon encaixou o próprio pênis na entrada e penetrou sem nenhuma preliminar.
— Ahng.
Quando empurrou até o fim, a carne empinada das nádegas estremeceu. Assim que o pênis se enterrou por completo, as paredes internas que se abriram se contraíram com força.
Em vez de investir com brutalidade, Do-Heon apoiou tranquilamente um dos braços ao lado do corpo de Cheongyeon e, com a outra mão, provocou a linha do pescoço, os ombros e as escápulas.
— O que você está…
Ele movia a cintura de forma lenta e densa, apreciando a pressão daquela carne quente.
E não parou por aí: em seguida foi apalpando com a mão as nádegas, as coxas, as panturrilhas e os calcanhares de Cheongyeon.
Cheongyeon encolheu os ombros diante da sensação de cócegas que vinha de trás. Como Do-Heon enfiava e retirava o pênis lentamente demais, frustração e prazer se cruzavam de forma peculiar.
No começo ele achou que fossem simples carícias, mas havia algo estranho para um gesto que pretendia atiçar a excitação.
Pouco depois, tendo apalpado à vontade a parte de trás do corpo de Cheongyeon, Do-Heon o virou ainda conectado, deitando-o de barriga para cima.
Ao ficarem frente a frente, Cheongyeon ergueu os olhos para ele e sorriu de leve.
— Terminou a inspeção?
— Ainda não.
Do-Heon balançou a cabeça diante da pergunta de Cheongyeon.
Com uma das mãos, prendeu os dois pulsos de Cheongyeon acima do rosto dele. E, como fizera antes, começou a examinar minuciosamente também a parte da frente de seu corpo.
Pretendia aproveitar a ocasião para conferir direito se havia marcas deixadas por outro sujeito que não fosse ele.
A cada roçar das pontas dos dedos de Do-Heon, Cheongyeon estremecia de leve.
— Haa…
Sem se importar, ele abriu os joelhos de Cheongyeon. As coxas também estavam limpas até a parte interna.
Estavam pegajosas por causa da penetração de antes, mas aquilo eram marcas dele mesmo, então não importava.
É claro que, com isso, não dava para saber com precisão se Cheongyeon tinha algum alfa. Mas ao menos pôde constatar que, no momento, no corpo de Cheongyeon só havia marcas deixadas por ele.
Do-Heon passou a mão pelo cabelo, satisfeito.
— A inspeção terminou.
Ele curvou o tronco e sussurrou no ouvido de Cheongyeon.
— Então, e agora, você vai fazer o quê?
Cheongyeon enlaçou as pernas na cintura de Do-Heon e colou os corpos.
— Hum… sei lá.
Segurando com a mão o pênis de Cheongyeon e esfregando-o, Do-Heon recuou a cintura.
Ele puxou a coluna que estava enterrada quase até a ponta e a empurrou de uma vez até a raiz.
— Ahng!
O movimento foi tão bruto que o som de carne batendo ressoou com nitidez.
— Agora, mesmo que doa, você vai ter que aguentar.
As pupilas de Do-Heon, que sussurrou com malícia, faiscavam de possessividade.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna