↫─Capítulo 171
Antes que Cheongyeon dissesse qualquer coisa, Do-Heon recuou a cintura.
— Hnn…!
Quando puxou o pênis quase até a glande, a carne avermelhada de dentro veio junto. A coluna que estivera enterrada no orifício molhado brilhava, lustrosa com o fluido de Cheongyeon.
Diante da sensação de vazio no ventre que estivera cheio a ponto de incomodar, Cheongyeon entreabriu os olhos, sonolento.
Sem lhe dar tempo de se adaptar à sensação, Do-Heon voltou a estocar para cima.
— Hnng!
Com um som pegajoso de atrito, o pênis pesado perfurou as paredes internas com violência.
Uma dor latejante e um prazer formigante subiram alternadamente pela espinha e se espalharam por todo o corpo.
Sem perceber, Cheongyeon continuava a prender o pênis com aquela abertura difícil de suportar, implorando por mais a Do-Heon.
A cada vez que um gemido denso escapava da boca dele, a cada vez que o pênis lhe enchia o ventre, a consciência ia se turvando e só o instinto emergia com nitidez.
Mesmo mergulhado no prazer, Cheongyeon estranhou o próprio estado de urgência.
Era possível se adaptar tão depressa à penetração? Fazia tempo, e nem tinham preparado direito a parte de baixo…
— Parece que você tem sobra de tempo para pensar em outra coisa? Huu.
Quem o arrancou daquela divagação foi a voz grave de Do-Heon, que lhe preencheu o ouvido de forma sombria.
Ele segurou as duas dobras dos joelhos de Cheongyeon, pressionou-as para baixo, obrigou-o a abrir bem as pernas e passou a estocar rápido. Com a velocidade repentina, a região que se atritava esquentou e ardeu.
A coluna pesada entrava e saía até o fundo do ventre antes obstruído, despertando uma a uma sensações difíceis de suportar.
— Hng, hnnn… ah. Muito ráp-, rápido…
Cheongyeon balançou a cabeça, choramingando. Deveria doer na medida daquela agitação impiedosa, mas, estranhamente, o corpo absorvia da penetração apenas o prazer, cada vez mais.
Era surpreendente poder arder tão rápido sem preliminares decentes.
— Abre direito.
— Hng.
Do-Heon percebeu que a força ia escapando das mãos de Cheongyeon, que segurava as próprias nádegas abertas, e o repreendeu.
Mas, a cada movimento de cintura dele, o corpo sacudia com força e Cheongyeon já não conseguia manter a posição. Na verdade, estava tão fora de si que nem sabia que ainda estava se abrindo com as próprias mãos.
Envergonhado, Cheongyeon soltou as mãos e, por hábito, tateou e agarrou os ombros de Do-Heon. Esperava sentir a pele firme e nua, mas foi o tecido da camisa que se enrolou na ponta dos dedos.
Só então Cheongyeon se deu conta de que apenas ele estava despido e que a roupa de Do-Heon continuava intacta.
Injusto.
Cheongyeon fez bico e o encarou de esguelha. Ele nem sequer tirara a calça, apenas abrira o zíper e retirara o pênis.
— O senhor diretor também, hnnn, tira a roupa.
— Tira você.
Do-Heon obedientemente desacelerou o movimento da cintura e curvou o corpo. E, esfregando o pênis lentamente contra a entrada do orifício, beijou o corpo de Cheongyeon por toda parte.
Seguiu-se uma sequência de beijos leves e esvoaçantes, acompanhados de estalos que davam cócegas.
Cheongyeon desfez completamente a gravata de Do-Heon, jogou-a longe e começou a abrir os botões do colete e da camisa. Ao mesmo tempo, ergueu a cabeça procurando os lábios dele para beijá-lo.
A respiração entrecortada dele lhe chegava sem filtro. O gemido que parecia raspar as cordas vocais, e a saliva viscosa também.
A cada vez que o hálito denso tocava seu rosto, Cheongyeon tremia miudamente, com os longos cílios baixados.
Tudo no homem chamado Moon Do-Heon preenchia Cheongyeon. Só de encostar os corpos, um arrepio penetrava sua pele. Em cada ponto que tocava, sentia com nitidez a vibração do pulso acelerado.
— Ha.
Cheongyeon prosseguiu com o beijo profundo enquanto movia as mãos com pressa. A cada camada de tecido que retirava, o corpo firme de Do-Heon se revelava diante de seus olhos.
Depois de abrir toda a parte de cima, Cheongyeon logo levou as mãos também à calça dele.
Para ajudar a se despir, Do-Heon retirou de uma vez o pênis que estava enterrado dentro de Cheongyeon.
Ao sair do orifício estreito, o pênis saltou com um baque e espalhou umidade ao redor.
— Uhng.
Diante da sensação do pênis irregular raspando as paredes internas, Cheongyeon gemeu fininho.
Recobrando logo o juízo, Cheongyeon soltou a fivela da calça de Do-Heon e desceu também a roupa de baixo.
A calça de Do-Heon já estava suja por toda parte com o fluido e o feromônio dele, repleta de marcas do ato. Tirá-la com as próprias mãos era terrivelmente vergonhoso, mas, por outro lado, era excitante. A ponto de as pontas dos dedos tremerem levemente.
Enfim, Do-Heon ficou completamente nu. Cheongyeon contemplou aquilo, aturdido.
— …Haa.
Sem perceber, escapou-lhe da boca um suspiro que era quase uma exclamação de admiração.
Era inacreditável que ele tivesse vivido todo aquele tempo fingindo indiferença para tentar esquecer aquele homem. Ao menos naquele instante, o tempo separado de Do-Heon parecia um passado muito distante.
Ele tinha trabalhado com afinco para não pensar nele. Com medo de que, se desabasse por um único dia, acabasse voltando para ele, agarrara-se apenas à agenda durante os últimos seis meses.
Cheongyeon jamais admitira, nem uma vez sequer, que queria vê-lo. Nem para si mesmo.
Porque sabia que, se admitisse, voltaria a se agarrar a Do-Heon.
E, como previra, hoje tudo desabou de uma vez. Todo o esforço acumulado em seis meses ruiu até o chão, como se não valesse nada.
Mesmo sabendo que não podia mais fazer aquilo, o corpo era arrastado sozinho até ele, como que por força maior. Ele não tinha sequer vontade de resistir.
Cheongyeon percorreu, um a um, os cabelos, o tórax sólido, os ombros e o abdômen de Do-Heon, que subia sobre seu corpo.
Ele era a forma mais bela entre todas as pessoas que Cheongyeon conhecera. Até o último fio de cabelo.
— Terminou a contemplação?
Do-Heon pegou a mão de Cheongyeon, que tateava seu corpo lentamente, e a levou à boca. E beijou, um a um, os dedos brancos e bem-feitos e a palma.
— Ou precisa de mais tempo para apreciar?
— Se eu disser que preciso… você espera?
Cheongyeon perguntou beijando a mão de Do-Heon que segurava a sua, do mesmo jeito que ele fizera.
Mas ele já sabia a resposta da pergunta.
— Não.
Porque embaixo o pênis ereto de Do-Heon cutucava sem parar a região da entrada, como que pedindo para deixá-lo entrar logo. Latejando por conta própria, sem que ele o tocasse ou movesse com a mão.
— Agora, huuu… não tenho tempo para esperar com educação.
— Ah…
Do-Heon apoiou uma das mãos ao lado do ombro de Cheongyeon para sustentar o corpo. Com a outra, segurou o pênis e o encaixou novamente na entrada de Cheongyeon.
Quando a glande arredondada encostou, ouviu-se um som guloso e sugado vindo da parte de baixo molhada. As pregas avermelhadas pulsavam de contentamento, implorando pela penetração.
Diante da sensação de tudo se enrolar na glande, os músculos do maxilar de Do-Heon se retesaram. Ele abriu o orifício que já havia se fechado nesse meio-tempo e inseriu o pênis.
— Ahn.
Cheongyeon cobriu a boca com o dorso da mão para conter os gemidos que saíam sem sua permissão.
A carne interna acolheu o pênis com suavidade.
Houve uma sensação de bloqueio no ponto em que faltava cerca de um terço, mas, quando Do-Heon forçou a cintura e empurrou, o caminho logo se abriu.
— Droga.
Um palavrão curto escapou da boca de Do-Heon. Seu cenho se franziu com força.
Era como se finalmente tivesse encontrado seu lugar. O ponto em que estava conectado a Cheongyeon queimava tanto que parecia que o corpo inteiro fosse derreter ali mesmo.
Depois de enterrá-lo até a raiz, ele ficou terrivelmente curioso para ver a expressão de Cheongyeon.
Cheongyeon estava com o rosto meio coberto pelo dorso da mão, então, mesmo deitados frente a frente, só se viam suas sobrancelhas e a testa.
Do-Heon recuou a cintura devagar e baixou a mão de Cheongyeon. Então revelou-se um rosto que mordia o lábio inferior e estava à beira das lágrimas.
O pomo de adão de Do-Heon subiu e desceu com força. Depois de contemplar Cheongyeon imóvel por alguns segundos, ele baixou os lábios até aquela testa pequena e redonda.
— Senti sua falta.
E disse o que mais queria dizer.
— …Hng.
Com a garganta fechada pela emoção que o invadiu, Cheongyeon esfregou o rosto na mão de Do-Heon .
Ele já não sabia se aquilo era simples desejo por ele, se era algo mais, ou se era algo de natureza completamente diferente.
Antes que os pensamentos complicados que vinha adiando lhe preenchessem a cabeça por inteiro, Cheongyeon enlaçou os braços no pescoço de Do-Heon . E sacudiu levemente a cintura, como quem pede que ele se mova logo.
— Kh.
Diante da sensação do pênis se esfregando por todos os cantos das paredes internas escaldantes, Do-Heon prendeu a respiração.
Logo em seguida, ele segurou a cintura de Cheongyeon, fixou seu corpo e começou a estocar com ferocidade.
— Hnn! Hann, hm… hng.
A cada vez que a coluna revirava as paredes internas, já suficientemente molhadas até o fundo, um som úmido e viscoso ecoava pelo quarto.
A imagem de quem, sem constrangimento, abria a própria parte de baixo para mostrar tinha sumido por completo; agora Cheongyeon virava o rosto para o lado o tempo todo, evitando o olhar de Do-Heon.
— Dói, ah, ahng, …dói…
Cada vez que isso acontecia, Do-Heon o atormentava de propósito, cravando o pênis com ainda mais brutalidade.
A partir de certo momento, sempre que ele enfiava o pênis até o fim naquelas paredes internas encharcadas, o fluido transbordava e escorria para fora do orifício.
Graças a isso, as virilhas dos dois já estavam ensopadas.
— Olha para mim, Yoo Cheongyeon.
Do-Heon chamou Cheongyeon, que teimosamente desviava o olhar.
Como castigo por ele não reagir mais uma vez, Do-Heon puxou a coluna até quase a ponta e — pluft! — atravessou-o de uma só vez.
— Hann! Haak… Por-, por quê… Ha, por que fica…
No fim, Cheongyeon fungou e ergueu os olhos para Do-Heon com ar de reprovação.
Quando o olhar dele encontrou aqueles olhos marejados de lágrimas, Do-Heon cerrou os molares sem perceber.
— Huuuu.
A sensação de gozo o encheu num instante e, ao mesmo tempo, a parte inferior do pau começou a endurecer.
Naquele ritmo, ele estava prestes a formar o nó.
Assustado, Do-Heon retirou às pressas o pênis de dentro de Cheongyeon.
Formar o nó no primeiro dia do rut era cedo demais. Além disso, nem Cheongyeon nem ele tinham atingido o ápice ainda uma única vez. Não havia motivo para fazer o nó agora e causar dor a Cheongyeon.
— Ahng, por quê… por quêee…?
Como se achasse estranho ele ter interrompido a penetração de repente, Cheongyeon piscou os olhos semicerrados e perguntou a Do-Heon.
Depois de fazer birra virando a cabeça para todo lado, dizendo que não olharia nos olhos dele, agora que o pênis fora retirado parecia decepcionado.
— Espera, haa. Aguenta.
— Nãããoo.
Quando Do-Heon tentou recuar um pouco mais o corpo, Cheongyeon agarrou seu braço.
Deixando escorrer aos borbotões o feromônio ômega que, normalmente, de tão tímido, ele nem exibia, seduziu Do-Heon com uma habilidade e tanto.
— Rá-, rápido. Hã?
E, rebolando a cintura como quem provoca, esfregou o pênis de Do-Heon contra as nádegas roliças.
Do-Heon mergulhou na confusão. Não sabia se ele agia assim por estar bêbado ou porque gostava dele.
Se fosse a primeira hipótese, significava que ele poderia se agarrar a qualquer alfa que não fosse ele, e essa era uma suposição que Do-Heon jamais toleraria. Portanto, tinha que ser necessariamente a segunda.
Enquanto Do-Heon, incapaz de afastá-lo por completo, reprimia o nó, Cheongyeon, impaciente, curvou o corpo e engatinhou até a virilha dele.
— Yoo Cheongyeon?
E abocanhou o pênis lustroso de Do-Heon .
— Hmmm…
Cheongyeon levou a glande para dentro dos lábios macios. E não parou por aí: logo girou a língua pequena e vermelha, lambendo de leve o pré-gozo da ponta rígida.
Num instante, a cabeça de Do-Heon ficou branca de prazer.
As gengivas delicadas de Cheongyeon eram tão quentes e úmidas quanto a parte de baixo dele.
Sem que ninguém lhe tivesse ensinado, Cheongyeon beijava com estalos a superfície do pênis, onde as veias saltavam de forma irregular. E voltava a abocanhar a glande, mexendo os lábios e apertando a coluna com esmero.
— Huuu. Melhorou no oral também.
Merda. Do-Heon murmurou o palavrão com aspereza.
Ele não conseguia desviar por um só instante os olhos do rosto sensual de Cheongyeon abocanhando seu pênis.