↫─Capítulo 13
↫─Capítulo 13
Doheon, que vinha seguindo atrás, interceptou no lugar. Com isso, a avó ajustou os óculos e estalou a língua.
— Que direito você tem de decidir uma coisa dessas?
Foi o que eu disse, avó. Cheongyeon sentiu o peito, que estava apertado, aliviar-se um pouco com as palavras refrescantes que a avó tinha dito em seu lugar.
— Eu sei, não é? O Doheon-ssi me contou tarde demais, então eu não sabia de nada… Me desculpe, avó. Como você está se sentindo?
Cheongyeon sorriu para Doheon uma vez e depois se aproximou da avó. Os dedos dela, segurando a agulha de bordar, tremiam levemente, sem força na pegada.
Vendo a tez da avó, claramente mais abatida do que antes, Cheongyeon sentiu a boca secar.
— O médico disse que melhorei muito.
— Ainda bem. Mesmo que seja incômodo, por favor, tome seus remédios regularmente.
— Farei isso por conta própria, mesmo que você não diga. Você nem apareceu quando eu estava acamada, que implicância é essa agora?
Cheongyeon fez uma expressão preocupada e abriu e fechou a boca. No entanto, não conseguiu encontrar uma resposta adequada.
— Almoce com Doheon mais tarde, quando a comida estiver pronta, e depois vá.
— Está bem. Mas, avó, o que é isso? É um dragão?
Perguntou Cheongyeon, apontando para o bordado em que a avó estava trabalhando até agora.
— É uma flor.
— Uma flor…?
— ….
— ….
Havia uma desconexão enorme entre dragão e flor, que nem poderiam ser associados um ao outro.
Um silêncio frio preencheu a sala. Cheongyeon, que ficou congelado por um momento, assentiu casualmente.
— Ah, entendo. Não é à toa. É tão bonito.
— Não precisa tentar adoçar. Eu sei que também é um fracasso.
— Não, não é. Agora que olho de novo, realmente parece uma flor. O caule é tão vívido, não é? Isso é uma folha?
— Isso é uma pétala.
— Sim, sim, uma pétala. Falei errado.
— Você é muito dissimulado.
A avó sorriu e beliscou o lado de Cheongyeon. Cheongyeon gemeu de dor fingida e se curvou. Pela pegada que beliscava firmemente sua carne, ela não parecia estar com falta de energia.
— A propósito, o que aconteceu com seu cabelo? Por que o enrolou assim?
— Estava cansado do meu penteado antigo, então mudei.
Cheongyeon mexeu no cabelo sem motivo.
— Combina com você. Parece mais jovem.
— O Doheon-ssi disse que parece estranho….
— Ele sempre teve mau gosto.
— É provavelmente por isso que o Doheon-ssi se casou comigo.
Cheongyeon sorriu maliciosamente. Doheon estava encostado na parede, mexendo no bordado que a avó havia terminado mais cedo, sem dizer uma palavra.
— Gostaria de um chá? A fragrância é muito agradável.
Com um gesto da avó, um empregado na cozinha trouxe uma bandeja com xícaras de chá. Cheongyeon tomou um gole do chá com um sutil aroma floral. Ao mesmo tempo, a avó, que estivera olhando fixamente para Cheongyeon, abriu a boca.
— A propósito, ainda não há notícias sobre seu filho?
— Ah.
— Já faz mais de três anos que vocês se casaram, já está na hora de ter um. Perguntei ao Doutor Jung, e ele disse que até mesmo um Ômega Recessivo não tem problema para engravidar.
A mão de Cheongyeon, segurando a xícara de chá, apertou-se. Cheongyeon não conseguiu dizer nada. Contrariando os desejos da avó, agora que ele já tinha sido diagnosticado com infertilidade e divorciado, a possibilidade de ter um filho de Doheon nunca aconteceria.
…Ainda não faz três anos. O Doheon-ssi esteve na filial dos EUA por dez meses.
— Se você tiver vontade, dois anos é tempo suficiente. Estou cansada de esperar. Não pense que é implicância de uma velha e ouça com atenção.
— Vou tentar.
Desta vez, Doheon, que estivera em silêncio até agora, respondeu. Cheongyeon, que estava tagarelando, silenciosamente matou a sede com chá.
A avó sorriu satisfeita com a resposta firme de Doheon. A expressão de Cheongyeon, por outro lado, escureceu. Ele se perguntou se era um comentário considerando um novo casamento com outro Ômega. Mesmo sabendo que não tinha nada a ver com ele, não pôde deixar de me sentir incomodado.
Cheongyeon olhou calmamente para o anel que o incomodava em sua mão.
Foi então. De repente, a campainha tocou na porta da frente.
— Alguém disse que viria?
Cheongyeon virou a cabeça em direção ao som. Quando o empregado saiu e abriu a porta, rostos familiares apareceram.
Eram Moon Heejin e seu marido, Park Jong-wook. Além disso, parentes de Doheon, que ele não via há muito tempo, os seguiram.
O rosto de Cheongyeon endureceu rapidamente enquanto observava. Eles também fizeram expressões sutis, como se não soubessem que Cheongyeon estaria lá.
Era a primeira vez que ele os encontrava desde o último jantar. Depois que Cheongyeon desmaiou e foi levado embora durante a refeição naquela época, Moon Heejin, que estava entrando no quarto do hospital, ouviu o diagnóstico de infertilidade de Cheongyeon, então provavelmente todos sabiam da notícia vagamente. A avó não estava lá naquele dia, e parecia que não tinham contado a ela, considerando sua saúde.
Cheongyeon olhou para Doheon irritadamente. Ele indiferentemente cruzou o olhar como se perguntasse o porquê, como se fosse problema de outra pessoa.
Você não disse que essas pessoas também viriam. Cheongyeon praguejou com os olhos e rangeu os dentes.
— Meu Deus, Cheongyeon-ssi. Há quanto tempo.
Moon Heejin aproximou-se com Park Jong-wook e o cumprimentou alegremente. Havia um zombeteiro sutil em sua voz.
Ele tinha sido ignorado muitas vezes entre aquelas pessoas, e não estava nem um pouco preparado, então Cheongyeon não conseguiu dar uma resposta adequada.
— Eu sei. Não sabia que o Cheongyeon-ssi também viria.
Os olhares deles pairaram sobre a cor mudada do cabelo de Cheongyeon e a aliança de casamento que ele usava. Eles provavelmente também sabiam do divórcio.
Ou não? Ele estava ansioso porque não conseguia avaliar o que eles sabiam e o que não sabiam.
Todos os pensamentos pararam de uma vez quando ele enfrentou pessoas que pensou que nunca mais veria, e não queria ver.
As pessoas continuavam falando incessantemente, mas Cheongyeon não conseguia ouvir nada.
Cheongyeon habitualmente olhou para Doheon como se fosse uma tábua de salvação. Mas como sempre, ele estava fazendo contato visual e conversando com outra pessoa, não com Cheongyeon.
…Haa.
Cheongyeon respirou longamente fundo diante da crescente sensação de isolamento e ansiedade. Mas não se sentiu nada melhor.
Logo, seu estômago embrulhou e sua visão tremeu levemente como se ele estivesse enjoado.
Era a primeira vez que esse sintoma aparecia desde que ele se divorciou e saiu daquela casa.
No final, sem ouvir o que diziam atrás dele, Cheongyeon levantou-se de um salto do lugar.
— Me desculpe, mas… Acho que tenho que ir porque me lembrei de um compromisso urgente. Tenho estado tão distraído ultimamente… Esqueci.
A avó olhou para a tez de Cheongyeon com uma expressão perplexa. Cheongyeon, que terminou sua desculpa precária, passou pelas pessoas e saiu da casa.
Enquanto cambaleava pelo jardim, finalmente sentiu que estava sendo libertado de algo que vinha comprimindo seu peito.
— Yoo Cheongyeon.
Doheon o seguiu para fora e chamou seu nome. Cheongyeon virou o corpo bruscamente e o encarou. Vendo seu rosto, que estava impassível, ao contrário dele, que estava tremendo, a raiva subiu à sua cabeça.
— Você está fazendo isso de propósito?
— Do que você está falando.
— Você chamou aquelas pessoas de propósito para me ferrar!
Doheon fez uma expressão como se não entendesse nada. Sentindo-se frustrado, Cheongyeon rangeu os molares e tocou a testa. Mas não importa o quanto esperasse, seu estômago não se acalmava.
— Eu até me divorciei porque não queria ver você e a cara daquelas pessoas, e tenho que vê-las aqui de novo? Você está de brincadeira? Você pensa que sou uma piada?
Cheongyeon gritou, apontando para Doheon sem perceber.
— Por que você está fazendo isso comigo? O que eu fiz de tão errado? Por que você está me fazendo parecer uma piada chamando aquelas pessoas!
— Acalme-se, Yoo Cheongyeon.
— Como pode me dizer para me acalmar depois de me ignorar desse jeito! Deve ser fácil para você! Mas eu! Eu! …Haa.
Cheongyeon ofegou como se fosse sufocar. Ele sabia que estava excessivamente irritado, mas não conseguia controlar as emoções transbordantes.
Mesmo tendo tomado supressores antes de vir aqui, os feromônios estavam vazando aos poucos. Cheongyeon pensou em si mesmo como uma torneira sempre destrancada. Ele nem sabia como lidar com seus próprios feromônios e emoções, que outros controlavam facilmente, e sempre acabava assim.
Uma característica amaldiçoada de Recessivo. Mesmo que desejasse desesperadamente suprimir, ele sempre acabava mostrando sua inferioridade.
Doheon está calmo mesmo nesta situação sem a ajuda de remédios.
— Haa… Haa….
Ele havia aprendido que os feromônios se tornam mais densos à medida que o Alfa e o Ômega se entrelaçam naturalmente, como bater palmas, mas era sempre uma estrutura onde apenas Cheongyeon estava impaciente. Doheon não reage aos feromônios de Cheongyeon.
Cheongyeon nem pensou em enxugar as lágrimas que molhavam suas bochechas e tirou a aliança de casamento de sua mão e a entregou à força para Doheon.
— Já chega. Qual é o sentido de conversar com você.
E rapidamente se afastou de Doheon, virando as costas.
— Yoo Cheongyeon.
— ….
Doheon o seguiu novamente, mas Cheongyeon o ignorou.
— Nunca pensei em você como uma piada.
— Saia do meu caminho.
— Olhe para mim. Onde você vai nesse estado?
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna