↫─☫ Extra 8
↫─☫ Extra 8
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Ao abrir a porta do banheiro e sair, Seo Gyu-ha viu Lee Cha-young com as pernas esticadas confortavelmente na cama, concentrado no celular. Ao ouvir o som da porta, ele ergueu a cabeça e logo se levantou.
— Senta aqui. Vou secar seu cabelo.
— Não precisa. Está curto, seca rápido.
— É que eu não quero que a cama molhe.
— Quanta frescura.
Embora resmungasse descontente, em vez de ir direto para a cama, Gyu-ha puxou a cadeira que fazia conjunto com a mesa de cabeceira e se sentou. Não era exatamente algo raro. Parecia que o hábito de servir o outro estava entranhado no corpo de Cha-young; sempre que estavam juntos no quarto como agora, ele costumava dizer que secaria seu cabelo ou traria roupas para ele trocar.
Cha-young trouxe o secador do banheiro e o som do aparelho começou a ecoar enquanto ele passava a secar os fios de Gyu-ha. Nesse meio-tempo, Gyu-ha checou o celular. Como o havia deixado de lado desde a tarde, havia mensagens de todos os lados.
Enquanto as visualizava uma a uma, soltou uma risada repentina. Cha-young, que percebia qualquer pequena mudança como um fantasma, diminuiu a potência do secador e perguntou:
— Tem algo divertido aí?
— Sim. Divertido pra caralho.
Gyu-ha, logo em um estado de pura alegria, mostrou o celular para Cha-young. Um vídeo estava sendo reproduzido, mostrando a cena de uma corrida de revezamento no campo de esportes mais cedo.
— Foi você quem filmou?
— Não. O Yoon Byung-chul me mandou, disse que parecia que estava vendo um louco.
Originalmente, a mensagem dizia que ele tinha “arrasado hoje” acompanhada de vários emojis de polegar para cima, mas Gyu-ha entregou uma versão adaptada por conta própria. Cha-young, sem demonstrar o menor sinal de ofensa, respondeu de forma desconexa:
— Eu não estava meio bonitão hoje?
— É. Nem um pouco.
— Dizem que uma negação forte é uma afirmação forte.
— Quem diz uma merda dessas? Negação é só negação.
— Eu penso um pouco diferente. Você também, Gyu-ha, às vezes diz que não gosta quando na verdade gosta.
— Eu? Quando?
Ao virar o rosto bruscamente e perguntar de volta sobre algo que nunca tinha ouvido falar, Cha-young olhou para ele com um sorriso radiante.
— Na hora do sexo.
— …!
— Quando eu faço um pouco mais bruto ou te toco na frente enquanto te penetro, você diz que não quer, mas sente um prazer absurdo.
— Não me faça rir. Quando foi que eu fiz isso?
— Sempre faz. Se acha injusto, quer conferir daqui a pouco?
— Cai fora.
Gyu-ha resmungou e olhou para frente, com as pontas das orelhas ficando vermelhas.
Ele achava que não perdia para ninguém quando o assunto era conversa suja, mas, estranhamente, com Cha-young, ele costumava ser envolvido ou não conseguia retrucar direito. Talvez o impacto fosse maior porque Cha-young atacava de repente, com aquele rosto limpo, em momentos inimagináveis.
— Já pensou no seu desejo?
— Ainda não. Estou pensando.
Ele fingiu que sabia, mas na verdade tinha esquecido completamente. Depois que a gincana terminou, levaram a criança para ver um filme juntos pela primeira vez em muito tempo, passearam no shopping e jantaram fora; cuidar de si mesmo já tinha sido exaustivo o suficiente.
Ele mergulhou em reflexões tardias, mas nada em particular vinha à mente. Não havia nada que quisesse, nem nada que precisasse. No passado, como também não tinha nada em mente, deu missões infantis como “não falar por um dia” ou “falar usando honoríficos formais”, e claro, Cha-young cumpriu tudo com facilidade.
“Ou que tal ‘andar com as mãos plantando bananeira até amanhã de manhã’? Mas se ele conseguir fazer isso também, vai ser meio bizarro…”
Como estava com preguiça de pensar mais, decidiu passar a bola para o outro friamente. Antes disso, resolveu sondar de leve.
— Você tem algum pedido para mim? Algo que queira que eu faça.
— Tenho muitos.
— Nada daquelas porras relacionadas à cama.
— “Porras”? Para mim isso é um assunto muito importante.
— O que é importante deve ter morrido congelado, então.
Gyu-ha enviou um olhar extremamente desdenhoso, mas Cha-young nem piscou e continuou secando o cabelo dele enquanto prosseguia:
— Por quê? Vai transferir o desejo para mim?
Como esperado de um cara astuto, ele foi incrivelmente rápido em perceber. Gyu-ha teve a súbita vontade de fingir que o assunto nunca existiu, mas como já tinha começado, seria estranho voltar atrás. Olhando brevemente para o rosto de Cha-young refletido no espelho, Gyu-ha tomou uma decisão e enfatizou repetidamente:
— Nada de porcarias, sério.
— Então, desde que não seja um pedido relacionado à cama, está tudo bem?
— Também não vou dizer nada que me faça morrer de vergonha.
— Tipo “querido”?
— Você sabe muito bem.
Ele respondeu com indiferença, mas uma ansiedade e um pressentimento ruim começaram a surgir aos poucos. Conforme a conversa avançava, sentia fortemente que estava cavando a própria cova.
“O que mais eu tenho que evitar? …Devo desistir agora mesmo?”
O barulho do secador parou. Quase no mesmo instante, Cha-young estendeu a mão. Para ser exato, ele estava com o punho levemente fechado e apenas o dedo mindinho apontado para cima.
— O que é isso?
— Vamos prometer. Se disser que não pode e der uma de difícil, fica proibido de comer lanche à noite por um mês ou eu confisco a chave do carro.
Houve sim alguém que, quando o vencedor da aposta pediu o que queria, agiu de forma terrível dizendo “não consigo, faça o que quiser”. Gyu-ha olhou para Cha-young com o cenho levemente franzido.
— Precisa chegar a esse ponto?
— Sim. Não quero ser enganado de novo.
— Enganado como, se eu nem recebi nada?
— Faz logo. Meu braço está doendo.
Diante da leve insistência, Gyu-ha relutantemente estendeu o mindinho direito. Eles entrelaçaram os dedos, carimbaram com os polegares e, de forma infantil pra caralho, até fizeram o gesto de “copiar” antes de se soltarem.
— Qual é o desejo?
— Só um momento.
Com um sorriso, Cha-young desapareceu em algum lugar. Quando voltou, trazia uma pequena caixa nas mãos.
— O que é isso?
A caixa vermelho-viva com letras em inglês rabiscadas em dourado passava uma sensação incomum à primeira vista. Parecia que ele já tinha visto aquilo em algum lugar…
Para sua sorte ou azar, a curiosidade foi sanada rapidamente. Cha-young colocou a caixa sobre a mesa de cabeceira e abriu a tampa. Ao espiar o conteúdo, Gyu-ha imediatamente fechou a cara.
Dentro da caixa havia um jockstrap. Se a memória não falhava, um de seus amigos tinha lhe dado aquilo de presente de aniversário este ano; mesmo ficando velhos, eles continuavam dando itens maliciosos e infantis de presente.
N/T: Jockstrap: tipo de lingeries masculina
Embora costumasse usar cuecas do tipo slip, o jockstrap era outra história. Ele não era um atleta que precisava de proteção genital, não tinha o hobby de exibir a bunda com uma roupa íntima que parecia que você não estava vestindo nada, e também não queria receber olhares estranhos das senhoras que cuidavam das tarefas domésticas e tinham idade para serem sua mãe.
Acima de tudo, o design de todos eles era péssimo. Havia um cuja parte frontal que envolvia o pênis parecia um cadarço de tênis, e outro era de um dourado brilhante de cegar os olhos. E como a parte da bunda consistia apenas em duas ou três tiras conectadas, ele fechou a tampa da caixa xingando assim que viu.
Ele tinha certeza de que não usaria aquilo nem em cem anos e lembrava-se de ter jogado no lixo, então não entendia por que aquilo estava aparecendo na sua frente de novo agora.
— Por que você está com isso?
— A senhora me perguntou. Disse que parecia novo e se era para jogar fora mesmo. Aí eu disse que não.
— Eu joguei fora sim.
— Você jogou, mas eu não.
— Não tente me pegar pelas palavras.
Havia descontentamento estampado no seu cenho franzido. Embora vivessem juntos há anos, ele ainda perdia no argumento como sempre.
A reclamação veio um passo depois. Se estava no lixo, era só descartar, por que diabos ela teve que perguntar justamente para o Cha-young?
— Gyu-ha, de qual você gosta? Acho que este aqui é o melhor.
Cha-young, que mexia nas roupas íntimas ainda embaladas no plástico, pegou uma delas. Tinha um elástico branco com letras em inglês desconhecidas e o restante era preto, então parecia ser o mais discreto.
— Eu também acho que esse é o melh… quem disse que eu vou usar?
Ele quase foi envolvido, mas recobrou os sentidos rapidamente. Além disso, lembrando-se de um fato, Gyu-ha ergueu o queixo e disse com confiança:
— Você lembra, né? Combinamos que coisas feitas na cama estariam fora do desejo.
Ele teve vontade de aplaudir sua própria clarividência excelente. Sentindo-se vitorioso e leve, ele se levantou, mas Cha-young moveu-se levemente e bloqueou seu caminho.
— Eu lembro. Como quero ver logo, vá se trocar rápido.
Olhando para aquele rosto sorridente, Gyu-ha franziu o cenho lentamente.
— Está brincando? Eu disse que não ia fazer.
— Não vamos. Na cama.
Não na cama? Então…
— Vamos fazer em pé.
Gyu-ha entendeu o significado tarde demais e rosnou, mostrando os dentes após muito tempo.
— Só tem esse tipo de pensamento nessa sua cabeça? Eu não vou fazer de jeito nenhum.
— …Você prometeu. Não vai cumprir?
Por um instante, ele hesitou sem perceber. Mesmo sabendo que o outro estava fazendo aquilo de propósito, ao ver aquela expressão que parecia digna de pena, seu coração amoleceu rapidamente.
Ele soltou um suspiro e passou a mão pelo rosto. Sabia que estava fácil demais; não imaginava que haveria uma armadilha dessas escondida.
Ele não conseguia afastar a sensação de ter sido enganado de forma estranha, mas, por outro lado, sentiu uma pequena, bem pequena, expectativa. Momentos depois, Gyu-ha encarou Cha-young novamente e estendeu a mão com uma expressão de quem não tinha nada a perder.
— Me dá. Vou vestir e já volto.
O corpo, sustentado pelas duas pernas, estremecia ocasionalmente como se tivesse um espasmo. Gemidos intermitentes escapavam involuntariamente por entre os dentes cerrados. Com o rosto enterrado no braço e respirando ofegante, Gyu-ha finalmente não aguentou e soltou a voz:
— Até quando vai continuar com isso?
— Ainda falta muito. Se eu enfiar agora, você vai dizer que dói.
— Hng!
Gyu-ha se arrepiou com a sensação da entrada sendo lambida de forma persistente mais uma vez. Sem se importar, Cha-young a perseguia obstinadamente, provocando a abertura com a ponta da língua antes de afastar os lábios por um momento e dizer:
— Joga o quadril mais para trás. Não fique fugindo para frente.
— Quem disse que eu estou fugindo?
Ao contrário das palavras proferidas por impulso, o quadril de Gyu-ha estava imóvel. Para falar a verdade, ele estava no limite há um tempo. Suas costas doíam por estarem curvadas de forma estranha para empurrar a bunda para trás, e seus braços doíam pela pressão contra a parede. Acima de tudo, cada vez que Cha-young, ajoelhado logo atrás, lambia aquele lugar com a língua, uma sensação indescritível subia por sua espinha.
— Já… chega, para com isso e coloca.
— Tem certeza? Só coloquei dois dedos ainda.
— Eu disse que está bom!
Era uma escolha inevitável. Aquele cara, que tinha um estômago forte pra caralho, fazia boquete, lambia o traseiro ou enfiava a língua sem hesitação. Gyu-ha sabia que, se o deixasse, ele ficaria com o rosto enfiado ali por 10 ou 20 minutos.
10 minutos uma ova. A sensação era de que já havia se passado mais de uma hora.
— Fuuu…
Finalmente, quando Cha-young afastou o rosto, um suspiro de alívio escapou naturalmente. Em seguida, sentiu ele se aproximar colado, agarrando sua bunda com uma das mãos.
— Vou colocar.
— Vai devagar!
As palavras que já tinham se tornado um hábito absoluto saltaram para fora. Com um “entendido” como resposta, veio em seguida a sensação da parte de trás sendo preenchida e alargada.
— Ha… porra…
Gyu-ha moveu os lábios inquieto. Embora tivessem unido os corpos inúmeras vezes ao longo dos anos, como o membro dele era muito grande e tinha uma presença marcante, a tensão subia sempre que ocorria a inserção. Mesmo sabendo que seria difícil apenas no começo e que logo ficaria bem.
Hoje, talvez por estar recebendo na posição de pé, a resistência parecia um pouco maior. Sabendo que se fizesse força ambos sofreriam, ele repetia o ciclo de inspirar e expirar profundamente, até que ouviu a voz dele atrás de suas costas.
— Entrou tudo. Está bem?
— Se eu disser que não, você vai tirar?
— Não.
Chuu. Após beijar a nuca bronzeada em um tom saudável, Cha-young começou a mover o quadril. Com as duas mãos, ele segurava firmemente a pelve de Gyu-ha, mantendo o olhar fixo na junção onde ambos estavam conectados.
A cena esperada entrou em sua visão. Quando a inserção era feita em um estado menos relaxado como hoje, a carne interna ao redor da entrada era puxada para fora cada vez que ele enfiava profundamente e retirava.
— Haa… hng…
Apenas ouvir o som que ele fazia para controlar a respiração dava ainda mais força ao seu pênis. Cha-young, que finalmente desviou o olhar, aumentou a velocidade para valer, mantendo as partes inferiores bem coladas.
— Hng, sim, haa, hng!
Não demorou muito para sentir a umidade lá dentro. Com a cabeça levemente inclinada, Cha-young beijava aleatoriamente a orelha e a nuca avermelhadas de Gyu-ha. Ao morder de leve e beliscar o mamilo com os dedos, Gyu-ha se sobressaltou e apertou com força lá embaixo.
— Quer que eu toque com mais força?
— Não pergunte, hng, só faz!
Ele achou que hoje passaria batido. Embora na cama ele sempre fizesse o que bem entendia, só nesses momentos ele resolvia perguntar a opinião de Gyu-ha.
Cha-young não hesitou e moveu a outra mão para cima, beliscando os mamilos protuberantes simultaneamente.
— Hng!
Um gemido indefeso explodiu da boca de Gyu-ha. Não havia como resistir ao estímulo simultâneo em um local que reagia sensivelmente a qualquer toque, enquanto algo grosso pressionava e cutucava as zonas erógenas dentro de seu corpo.
— Está gostando? Parece que está bem molhado aí dentro.
Sendo seu próprio corpo, não tinha como não saber. Cada vez que Cha-young entrava e saía, um som úmido ecoava, a ponto de deixá-lo envergonhado por ter tido dificuldade no início.
— Ha… quero chupar seus peitos.
— Então vamos para a cama.
— Isso eu não posso fazer.
Como sabia que no momento em que subissem na cama o jogo acabaria, ele não mudaria de lugar. Chuu, chuu. Ele continuava beijando a pele onde seus lábios alcançavam e, afastando a parte superior do corpo, agarrou novamente a cintura de Gyu-ha com as duas mãos. Seu olhar, que explorava sucessivamente a nuca cheia de marcas avermelhadas, as escápulas proeminentes, a coluna reta e os pequenos músculos espalhados pelas costas, desceu gradualmente até atingir o elástico da roupa íntima acima da bunda.
Com um pensamento súbito, Cha-young retirou lentamente o pênis que estava enterrado profundamente no corpo de Gyu-ha, deixando apenas a ponta encaixada. Com a distância criada pelo afastamento dos corpos, as nádegas que balançavam com elasticidade a cada estocada entraram em seu campo de visão.
Seu pomo de adão se moveu enquanto ele engolia em seco involuntariamente. Ele já tinha visto aquele corpo nu inúmeras vezes e até a carne interna do buraco aberto, mas não entendia por que apenas duas tiras finas cruzando a bunda pareciam tão sexy e eróticas.
Empurrando o pênis profundamente de novo, Cha-young sussurrou o nome de Gyu-ha perto de seu ouvido.
— Gyu-ha.
— O quê?
— Mas isso aqui, quem te deu de presente? Foram seus amigos, não foram?
— …Não sei.
Foi um daqueles amigos desgraçados, mas ele não tinha como saber qual dos três. Só restava a lembrança dos três rindo quando ele perguntou seriamente “é esse tipo de coisa de novo?”.
Ele sentiu a carícia persistente de Cha-young lambendo sua orelha. Com o sopro quente e úmido, seus mamilos se ergueram novamente e o fluido pré-seminal escorreu da ponta de seu pênis.
— Para com isso.
Ele tentou afastar o rosto com a palma da mão, mas foi inútil. Cha-young segurou facilmente o pulso de Gyu-ha, baixando-o, e então mordiscou a área abaixo da orelha, deixando um chupão.
— Fala. Quem foi que deu um presente com o tamanho tão perfeito assim?
— Já disse que não sei. Devem ter comprado achando que, hng, serviria.
Não é como se Cha-young não soubesse disso. Mas ver como servia tão bem, a ponto de quase não deixar marcas das tiras na bunda, trouxe uma desconfiança infundada.
Massageando a bunda exposta entre o elástico da cintura e as tiras inferiores, Cha-young continuou com as perguntas:
— Já usou algo assim na frente de outras pessoas?
— Nunca.
A voz ao dar a resposta foi bastante firme.
O ser humano é um animal que aprende, e Gyu-ha não era exceção. Se fosse nos tempos em que não sabia de nada, ele poderia ter feito bravata ou dito algo para provocar, mas a partir de certo ponto, parou completamente de fazer sondagens inúteis. Isso porque, sempre que fazia, acabava sendo pressionado ou atormentado até perder o fôlego.
— Certo. De agora em diante, use só na minha frente.
— …Porra nenhuma. Quem disse que eu vou usar de novo?
Fingindo não ouvir os resmungos, Cha-young continuou com os movimentos de quadril. Cada vez que o pênis que entrou profundamente tocava em algum lugar dentro de seu corpo, um gemido escapava de Gyu-ha. Suas duas pernas, que se sustentavam com dificuldade, tremiam. Parecia que ele estava emanando feromônios de propósito, pois seu corpo inteiro formigava como se uma corrente elétrica o atravessasse.
Com o pênis inserido tão profundamente que o corpo de Gyu-ha era empurrado para frente, Cha-young aproximou os lábios do ouvido dele novamente.
— Agora você está muito lindo.
— Que porra de conversa é essa?
— Totalmente sexy.
— Enlouqueceu.
Ao contrário da resposta rude, o calor subiu em sua orelha. Sem saber com que olhar Cha-young o observava, Gyu-ha estava ocupado demais tentando recuperar o fôlego.
O sexo em pé tinha um sabor diferente de quando era feito na cama, mas para quem recebia, o fardo era definitivamente maior. Mesmo agora, quando Cha-young se movia rápido ou empurrava até o limite, seu corpo era empurrado a ponto de seus calcanhares se levantarem, sentindo que poderia ser esmagado a qualquer momento.
Por causa disso, um pensamento começou a surgir.
“Devo pedir para ir para a cama? Merda, mas se eu fizer isso, ele com certeza vai me provocar dizendo que eu quem pedi. Mas também não quero parar aqui…”
— No que está pensando?
— Hng!
Novamente, Gyu-ha se assustou com o toque que beliscava ambos os mamilos como se os agarrasse. Como seu corpo tensionou por reflexo, a sensação do que o preenchia por dentro tornou-se ainda mais nítida.
— Tem tempo para pensar em outras coisas?
— Não tenho, nada disso.
Uma negação imediata saltou. Por enquanto, Cha-young estava se movendo de forma relaxada, então dava para aguentar, mas se ele decidisse estocar de verdade, Gyu-ha mal conseguiria acompanhar os movimentos dele, quanto mais pensar.
— Foque apenas em mim.
Dizendo isso brevemente, Cha-young apoiou as duas mãos na parede e começou a empurrar o quadril. O aperto firme e a sensação de algo grudando de forma elástica eram divinos. Ele estocava freneticamente, saboreando as paredes internas, enquanto Gyu-ha, arquejando e gemendo, moveu a mão tateando até agarrar o braço de Cha-young.
— Es, espera um pouco.
— Por quê?
— Quero tirar isso agora. Está apertado pra caralho.
Com essas palavras, Cha-young parou o movimento por um instante. Sua mão desceu e invadiu a roupa íntima de Gyu-ha sem hesitação.
— Está muito escorregadio.
Mas ele não o ajudou a tirar. Chuu. Após virar o rosto de Gyu-ha e dar um beijo leve, Cha-young retomou os movimentos de quadril.
— Eu disse que quero tirar isso!
— Vamos fazer assim pelo menos uma vez. É que você está realmente sexy e lindo.
— E se gozarmos assim, nem vai espirrar na parede, né?
Diante daquela besteira dita com naturalidade, Gyu-ha soltou as palavras entre dentes:
— Porra, se está preocupado com isso, coloca uma camisinha no meu pau também.
— Não posso. Ver você gozar só por trás me deixa excitado demais.
— Ha.
Ele ficou tão pasmo que nem as palavras para responder vieram. Ele já sabia que o outro era tarado e tinha muito vigor, mas, de alguma forma, conforme os anos passavam, o nível de perversão dele só aumentava.
Abraçando o peito de Gyu-ha com um braço por trás, Cha-young aumentou a velocidade novamente. A outra mão desceu repetidamente e agarrou o pênis de Gyu-ha por cima da roupa íntima, massageando-o de qualquer jeito.
— Hng, ah, aht, sim, hahng!
Gemidos desesperados explodiram diante do estímulo aplicado na frente e atrás. A arma que continuava cutucando por dentro com golpes curtos e rápidos saiu de repente. No momento em que ela rasgou seu corpo novamente com toda a força, o esperma jorrou do pênis de Gyu-ha.
— Haa, haa, mmm…
Ele soltou a respiração que havia prendido sem perceber, mas seu queixo foi agarrado novamente e os lábios de Cha-young se aproximaram. Gyu-ha correspondeu ativamente ao beijo, envolvendo a língua que invadia sua boca como se estivesse esperando por aquilo. Parando para pensar, como começaram naquela posição, aquele era o primeiro beijo decente do dia.
— Haa…
Quando os lábios se afastaram, um fio longo de saliva os conectou. Após limpar os lábios molhados com a ponta do dedo, só então Cha-young tirou a roupa íntima de Gyu-ha.
— Está todo encharcado.
— Cala a boca, sério.
Não era necessário dizer para saber. Como gozou enquanto usava a peça, não apenas o pênis, mas tudo ao redor estava completamente encharcado.
— Quer que eu chupe para você?
— …Não precisa.
Por um momento, ele sentiu vontade, mas logo recobrou a consciência. Se o estímulo fosse aplicado logo após gozar, era certo que sentiria um prazer insuportável de lidar.
— Enlace seus braços no meu pescoço.
Dizendo isso, Cha-young pegou as mãos de Gyu-ha e as colocou ao redor de seu próprio pescoço. Enquanto trocavam um beijo profundo e intenso, frente a frente, Cha-young, que ainda não havia gozado e estava com o pênis duro, penetrou Gyu-ha mais uma vez.
— Hng…
Em vez de afastá-lo, Gyu-ha fechou os olhos com força e se concentrou no beijo. Graças à umidade, a inserção foi fácil, mas o peso não desapareceu. Enquanto ele se agarrava como uma criança, resmungando, seus olhos se arregalaram de susto ao sentir os pés perderem o contato com o chão.
— O que você está fazendo?
— O que mais? Transando.
— Louco… Me coloca no chão logo. E se suas costas travarem?
Ao contrário de Gyu-ha, que estava inquieto, Cha-young estava extremamente calmo.
— Você sabe que está tudo bem.
Diante do movimento imediato de entrada e saída, Gyu-ha se assustou e abraçou o pescoço de Cha-young com força por reflexo. Ele sabia que o outro não o soltaria ou o deixaria cair de repente, mas o simples fato de seus pés não tocarem o chão trazia uma sensação de insegurança.
— Ei, porra, eu disse para me colocar no chão!
— Essa atitude para pedir um favor é bem desrespeitosa.
Respondendo com uma voz carregada de riso, Cha-young continuou com movimentos pausados. Mesmo não sendo a primeira vez que transavam no colo, Gyu-ha sempre se assustava.
É verdade que essa posição exigia mais força do que as outras, mas Cha-young gostava daquela sensação de Gyu-ha se agarrando a ele com todas as forças enquanto ficava inquieto. Ele jamais diria isso em voz alta, pois sabia que receberia um xingamento pesado no mesmo instante.
— Hng, haa…
Em vez de se mover, Cha-young apenas levantava e abaixava o corpo de Gyu-ha repetidamente. Gyu-ha continuava abraçando o pescoço de Cha-young com força. A posição instável ainda não o agradava, mas cada vez que o pau grosso e duro preenchia tudo lá embaixo, seu buraco pulsava involuntariamente.
O pênis, que ainda estava ereto mesmo após ter gozado uma vez, roçava no abdômen de Cha-young, aumentando o prazer. Graças a isso, Gyu-ha sentia-se cada vez mais ansioso com o passar do tempo. Fazer daquele jeito calmo não era ruim, mas ele não queria que durasse muito tempo. Como sempre transavam de forma intensa desde o início, ele preferia o estilo que o deixava atordoado de tanto ser pressionado.
Mordiscando a nuca de Cha-young por falta de opção e estando inquieto, Gyu-ha finalmente disse o que estava em sua mente há um tempo.
— Vamos para a cama.
— Oi?
— Vamos fazer na cama.
Cha-young, que nem se importava mesmo quando Gyu-ha deixava marcas de dentes profundas na pele, parou o movimento por um instante e encarou os olhos dele.
— Se formos para a cama, você não vai me deixar continuar.
Gyu-ha, com os olhos avermelhados, acabou soltando um riso nasal. Olhando assim, Cha-young também era um cara bem fácil de ler.
— Pode continuar. Eu também quero continuar fazendo.
Os cantos da boca de Cha-young se ergueram em um sorriso leve.
— Posso fazer do meu jeito?
— Que ridículo. Quando foi que você não fez do seu jeito?
— Hum… não lembro bem.
A resposta descarada o fez rir. Mesmo assim, era impossível odiá-lo.
— Faça o que quiser, me cozinhe ou me asse. Mas se me deixar na vontade, você morre.
— Entendido.
Após um beijo rápido, Cha-young caminhou a passos largos enquanto ainda estava inserido. Deitou Gyu-ha na cama e, conforme ele havia pedido, começou a estocá-lo imediatamente, sem hesitação.
— Ha, hng, aaht!
Gyu-ha gemia quase chorando enquanto agarrava o lençol. Cada vez que Cha-young entrava rápido, o escroto pesado batia contra as nádegas com um som de estalo. Por dentro, a glande firme raspava as partes salientes da parede interna, espalhando um prazer intenso por todo o corpo, a ponto de seus dedos do pé se encolherem.
Inclinando o corpo, Cha-young secou as lágrimas que brotavam nos olhos de Gyu-ha. Selando seus lábios, ele movia o quadril de forma verdadeiramente devassa, mantendo as partes inferiores completamente coladas.
— Uup… hng…
Parecia que havia um fogo lá embaixo. Ao mesmo tempo, o fluido pré-seminal escorria do pênis. O fluido corporal continuava a infiltrar-se de dentro de seu corpo, deixando a área ao redor do buraco tão encharcada que chegava a coçar, e cada vez que Cha-young entrava e saía de lá, ouvia-se um som extremamente constrangedor.
Suas mãos, movendo-se por conta própria, abraçaram as costas de Cha-young. Após pressionar o queixo de Gyu-ha com uma mão para explorar sua boca e língua à vontade, Cha-young logo passou a sustentar a parte superior de seu corpo com os dois braços e começou a estocar em velocidade máxima.
— Ah, hng, hahng, va, vai devagar!
Ouvia-se um grito urgente, mas ele não conseguia parar. Apenas a visão de Gyu-ha quase chorando, com aquela expressão que deixava claro o quanto ele estava sentindo, despertava uma excitação incontrolável.
— Haa… Seo Gyu-ha…
— Hng, hng!
— Não chore. Porque quando você chora, porra, eu fico ainda mais excitado…
Soltando um xingamento entre dentes, Cha-young continuava a mover o quadril brutalmente. A sensação de ser envolvido e apertado de forma elástica, enquanto o outro dizia que doía, era divinamente extasiante.
— Chama meu nome.
A voz pousou em seu ouvido. Gyu-ha estremeceu e tentou empurrá-lo, mas o peito firme como pedra nem se moveu. Pelo contrário, Cha-young segurou seus pulsos facilmente e os pressionou acima da cabeça, encostando os lábios novamente no ouvido de Gyu-ha e dizendo com uma voz doce, como se o estivesse seduzindo:
— Vai. Você sabe que eu gosto quando você me chama pelo nome. Hum?
Girando o pau que preenchia o interior de forma lenta e profunda, ele mordiscou levemente a parte inferior da orelha. Ao afastar os lábios, surgiu mais uma marca que parecia uma flor de calor.
— Ah…!
Como se perguntasse se ele continuaria resistindo, o toque que estimulava os mamilos que estavam eretos há tempos fez Gyu-ha perder o fôlego e se contorcer. No momento em que percebeu que o pau de Cha-young estava saindo de dentro dele, seus lábios se abriram involuntariamente e as palavras saltaram:
— Cha, Cha-young!
Ele sabia que chamar o nome durante o sexo causaria o efeito oposto, mas não teve escolha. Gyu-ha estava desesperado. Apenas o pensamento de que o que havia saído entraria de uma vez o fazia sentir uma dor latejante no baixo ventre.
— Chama de novo.
— Cha-young… hng, por, por favor, devagar…
Pah!
Antes mesmo de terminar a frase, um impacto intenso atingiu a parte de baixo. Segurando as coxas de Gyu-ha, Cha-young começou a gozar ali mesmo.
— Haa…
Como havia segurado por muito tempo, o prazer no momento da ejaculação foi mais intenso do que nunca. Após liberar tudo em várias ondas, ele finalmente abriu os olhos, soltando um suspiro misturado com um gemido baixo.
Por algum motivo, o corpo de Gyu-ha parecia estar tremendo e, ao ver o sêmen esbranquiçado espirrado até o peito dele, percebeu que ele também havia chegado ao ápice com aquilo agora há pouco.
Lágrimas continuavam a escorrer em gotas de seus olhos fechados. Cha-young inclinou-se e acariciou as pálpebras avermelhadas de Gyu-ha com extrema delicadeza.
— Não chore. Vai ficar tudo inchado de novo.
— …Porra, a culpa é sua.
— Sim. Desculpe.
Ouvir a confirmação dócil o deixou ainda mais irritado. Como sempre, o arrependimento vinha tarde demais. Ele sabia muito bem que Cha-young perdia o controle se ele chamasse seu nome durante o sexo, mas se o erro foi dele por ter chamado o nome sem perceber ao pensar que ele ia enfiar do jeito que bem entendesse, então ele era o culpado.
“Se eu chamar o nome dele transando mais uma vez, eu não sou humano, sou um cachorro, um cachorro.”
Enquanto fazia essa promessa vazia, pela qual já deveria ter se transformado em um cachorro dezenas de vezes, beijos pousavam por todo o seu rosto. Quando ele agitou as mãos como se estivesse espantando uma mosca, Cha-young continuou dando selinhos estalados de propósito, e logo pegou um preservativo novo para trocar. Gyu-ha, que via aquela cena sem querer, ficou impressionado internamente. O fato de ele conseguir ficar ereto novamente sem tempo de descanso continuava o mesmo.
— Vou colocar.
O segundo round foi relativamente mais calmo e, por isso, mais denso. Cha-young movia o quadril de forma lenta e profunda, cobrindo de carinho todos os pontos sensíveis de Gyu-ha e, no final, como de costume, estocou na posição de quatro até que ambos exalassem os vestígios do prazer quase ao mesmo tempo.
— Haa…
Com a sensação de fraqueza que vinha após a ejaculação, ele não queria mover nem um dedo. Enquanto estava deitado de bruços, exausto e tentando recuperar o fôlego, sua cabeça foi virada para trás e os lábios de Cha-young o tocaram.
Após um beijo rápido, Cha-young retirou o pênis lentamente. Mesmo sendo a quarta vez, ele amarrou o preservativo cheio de sêmen de qualquer jeito para descartá-lo e, em seguida, pegou uma garrafa de água mineral na pequena geladeira e entregou a Gyu-ha.
— Ah, que refrescante.
A água gelada parecia mais doce que néctar. Depois de se antecipar e dar uma ordem severa para ele não entrar no banheiro de jeito nenhum, Gyu-ha entrou.
Ao sair do banho, o lençol que estava manchado de todos os tipos de fluidos corporais havia sido trocado por um novo. Gyu-ha deitou-se rapidamente, apoiando a cabeça nos travesseiros empilhados. Embora aquela parte estivesse um pouco dolorida pelo uso excessivo, deitar o corpo em lençóis limpos após um banho revigorante era o próprio paraíso.
— Haaam…
Enquanto mexia no celular soltando um longo bocejo, Cha-young também saiu do banho pouco tempo depois. No entanto, em vez de vir direto para a cama, ouviu-se o som do “click” da porta do quarto abrindo.
Como o destino era óbvio, um sorriso leve escapou. Como esperado, Cha-young voltou para o quarto em menos de um minuto.
— Ele está dormindo bem?
— Sim. Mas ele já tinha chutado toda a coberta de novo.
Havia um tom de riso na voz ao responder. Embora o próprio Gyu-ha achasse que Gyu-young era idêntico a ele quando criança, havia muitas pequenas coisas em que ele se parecia com Gyu-ha. O hábito de se mexer muito enquanto dorme, ser secretamente exigente com a comida, a unha do polegar ser achatada para os lados… essas pequenas coisas.
Em seguida, Cha-young sentou-se na beira da cama e continuou:
— Já pensou para onde vamos no feriado?
— Ainda não. E você?
— Eu também ainda estou pensando.
Ao contrário de Gyu-ha, que tinha um horário relativamente livre, não era fácil para Cha-young faltar na empresa por vários dias seguidos. Especialmente este ano, que foi mais corrido, eles não puderam fazer a viagem que sempre faziam apenas os dois em cada aniversário de casamento, então ele planejava compensar isso neste Chuseok.
— Um resort privado seria melhor, não acha?
Gyu-ha pensou por um momento antes de responder:
— Desta vez, vamos para um lugar com mais gente. Já que o Gyu-young não vai estar.
Como ele também cresceu sem passar necessidades, normalmente não sentia a diferença, mas às vezes percebia o quão incrível era a família de Cha-young. A avó dele possuía ações de uma rede de hotéis mundialmente famosa ou algo assim, e os imóveis que a família e ele possuíam em diversos lugares do exterior não eram apenas um ou dois. Eles também tinham uma ilha particular não muito longe dali, para onde levavam a criança todo verão para passar alguns dias.
É confortável porque não há multidões, nem espera, nem necessidade de se preocupar com os outros, mas, por outro lado, também é um pouco tedioso. Como desta vez decidiram ir apenas os dois, ele queria ir a um lugar mais barulhento e cheio de vida.
— Você não gosta de ficar sozinho comigo?
— Não é que eu não goste… mas já que vamos, seria muito mais divertido brincar com várias pessoas por perto.
Internamente, o arrependimento veio tarde. “Se eu soubesse que seria assim, deveria ter usado meu desejo para isso? Ele provavelmente vai querer ficar grudado em mim as férias inteiras.”
No entanto, Cha-young deu uma resposta diferente da esperada:
— Entendi. Vou dar uma pesquisada.
Engolindo a vontade de perguntar se era sério, Gyu-ha acrescentou rapidamente:
— Prefiro um resort do que um hotel. E se for perto do mar, melhor ainda.
— Se você me der um beijo.
— Acha que eu vou dar?
Após soltar uma risada de deboche, Gyu-ha colocou um travesseiro entre as pernas e preparou-se para dormir. Graças ao fato de Cha-young ter apagado a luz ambiente com sensatez, a escuridão logo tomou conta. Naturalmente, ele sentiu um peso reconfortante envolver sua cintura e, em algum momento, Gyu-ha caiu no sono.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna