↫─☫ Extra 6
↫─☫ Extra 6
↫─☫ And
Um sedã preto entrou em um beco silencioso e isolado. Lee Cha-young estacionou o carro em frente ao portão familiar, pegou as sacolas de compras e a cesta de frutas que estavam no banco do passageiro e saiu do veículo.
Ao apertar a campainha, o portão se abriu rapidamente, como se tivessem verificado seu rosto pelo interfone. Cha-young caminhou com passos largos enquanto conferia sua própria aparência. Ao dobrar a esquina do jardim, onde belas camélias se misturavam a árvores ornamentais de nomes desconhecidos, ele viu duas pessoas paradas diante da porta da frente aberta. Jung Eun-hee, que já havia sido avisada, esperava por Cha-young com o neto nos braços.
— Gyu-young, o papai chegou.
Um sorriso surgiu naturalmente no rosto de Lee Cha-young. Ele subiu os degraus que levavam à entrada principal e parou diante dos dois.
— Cheguei, sogra.
— Que bom que veio. Está frio, entre logo.
Ao entrar na casa, Seo Chang-sik estava sentado no sofá da sala. Cha-young cumprimentou-o afetuosamente com uma reverência e sentou-se no assento oposto. Depois que a ajudante serviu as xícaras de chá e o prato de frutas e se retirou, Jung Eun-hee olhou para Cha-young com um rosto sorridente, incentivando-o a comer.
— A viagem de negócios correu bem?
— Sim. A senhora deve ter tido muito trabalho cuidando do Gyu-young o dia todo, não é?
— Que trabalho, nada disso. Tanto eu quanto ele nem vimos o tempo passar cuidando do Gyu-young. Basta encontrar o olhar dele para que ele dê um sorriso lindo, e mesmo quando chora, para rapidinho se o acalmamos. Toda vez que olho para ele, nem acredito que saiu da barriga daquele Gyu-ha. Não é, querido?
— Nem me diga. — O sogro fez uma pausa. — Fico aliviado que a personalidade dele pareça com a sua, Cha-young.
Um sorriso quase imperceptível surgiu no rosto de Lee Cha-young. Mesmo após o casamento, ainda havia uma sutil distância com o sogro, mas, a partir do momento em que Gyu-young nasceu, eles se aproximaram ainda mais. Esse era o resultado de seus esforços, como visitar a casa principal com Gyu-young pelo menos uma vez por mês e pedir deliberadamente dicas sobre criação de filhos.
— O Gyu-ha não veio com você? Ele falou como se fosse vir buscá-lo pessoalmente.
— Ele não parecia estar se sentindo muito bem, então disse para ele descansar em casa.
Uma expressão de preocupação surgiu imediatamente no rosto de Jung Eun-hee.
— Por quê? Onde dói?
— Ele parecia estar com sintomas de fadiga e corpo dolorido.
O motivo, é claro, era o sexo pesado. Como esperado, o sexo continuou até o amanhecer de hoje, e Seo Gyu-ha, que acordou após um curto cochilo, queixou-se de dores musculares e febre leve. Cha-young aceitou silenciosamente os xingamentos de “você é mesmo um ser humano?” como se fossem elogios, deixou-o em casa primeiro e veio buscar o filho sozinho.
— Ele disse que se encontrou com o Chan-woong ontem, deve ter bebido todas de novo. Se ele começar a tossir, leve-o ao hospital imediatamente. Seria um problema se passasse para o bebê.
— Sim, senhora.
— Ah, falando nisso, eu fiquei segurando o Gyu-young o tempo todo sem perceber. Pegue-o logo.
Ao ver Jung Eun-hee se levantar com a criança, Cha-young também se levantou rapidamente e estendeu os braços.
Seu coração se encheu de emoção ao sentir o calor e o pequeno peso do filho depois de duas longas semanas. Embora visse o rosto dele todos os dias por videochamada, sempre sentia um vazio maior ao desligar. Em seguida, Cha-young encontrou o olhar da criança e falou com uma voz suave:
— Não sentiu saudade do papai?
— U, uu…
Ele viu o rosto prestes a chorar, mas Cha-young não se desesperou. Pediu licença aos pais e liberou seus feromônios bem levemente. Enquanto o mimava mantendo o contato visual, Gyu-young finalmente mostrou um sorriso radiante.
— Já vou indo.
Jung Eun-hee sentiu um pouco de pena com a partida, mas, pensando no filho que estaria sozinho em casa, não pôde segurá-lo mais. Pouco depois, Lee Cha-young saiu da casa. Após terminar todos os preparativos, como acomodar a criança na cadeirinha e colocar a bolsa que Seo Gyu-ha havia deixado ontem sob o assento, ele encontrou o olhar dos pais de Gyu-ha, que o acompanharam até o portão.
— Por favor, entrem.
— Venham jantar em casa na próxima semana. Vou preparar algo gostoso.
— Sim. Então, estou indo.
Após uma despedida educada, Cha-young entrou no carro. Antes de partir, apertou o botão do controle remoto e conferiu a parte de trás pelo retrovisor; viu o rosto de Gyu-young totalmente concentrado no espelho da cadeirinha de onde saía música. Graças a isso, Cha-young dirigiu para casa sentindo-se aliviado e de bom humor.
—–
Ao retornar para casa, Lee Cha-young carregou Gyu-young com um braço e foi direto para o quarto do casal. Ele ia bater na porta, mas, por precaução, abriu-a silenciosamente.
Como esperado, Seo Gyu-ha estava deitado na cama. Parecia estar em um sono profundo, então, em vez de acordá-lo, fechou a porta sem fazer barulho.
— O papai está fazendo “mimi”.
— U, uu!
— Como saímos, vamos tomar banho primeiro.
Após dar um beijo na bochecha macia do filho, Cha-young entrou primeiro no quarto do bebê. Ele pegou o andador de atividades cheio de brinquedos diversos — o favorito de Gyu-young ultimamente — e o colocou em frente à porta do banheiro.
— Vamos brincar um pouquinho.
Ao ser colocado no assento interno, Gyu-young deu gargalhadas e bateu palmas de alegria. Depois de verificar que ele estava brincando com um pequeno elefante em uma mão e um gato sonoro na outra, Cha-young entrou no banheiro e ligou o aquecedor.
A porta do banheiro foi deixada totalmente aberta para que o interior pudesse ser visto de fora. Ele sabia que, mesmo brincando bem sozinho, o pequeno começaria a chorar imediatamente se não visse ninguém por perto.
Após conferir a temperatura da água e preparar tudo, como a touca de banho e os patinhos de borracha, Cha-young pegou Gyu-young no colo e entrou no banheiro.
Assim que tirou a roupa dele e o sentou na banheira, colocou dois patinhos para flutuar na água. Enquanto o pequeno ria e se divertia, Cha-young colocou uma touca amarela na cabeça de Gyu-young. A partir daí, era uma corrida contra o tempo. Fazendo espuma com o xampu, Cha-young esfregou e lavou a cabecinha minúscula que cabia na palma de sua mão com movimentos rápidos, enxaguando a espuma com o chuveirinho cuja temperatura já havia sido checada.
O próximo passo era lavar o corpo. Depois de espalhar o sabonete líquido nas palmas das mãos, ele lavou minuciosamente desde os dedos pequenos e gordinhos.
— Ba! Aba!
Enquanto isso, Gyu-young parecia de bom humor, mexendo o bumbum e brincando animadamente com os patinhos. Graças a isso, Cha-young terminou o banho com facilidade, envolveu a criança cuidadosamente em uma toalha grande e voltou para o quarto.
No estágio seguinte, ele continuou utilizando itens estrategicamente. Entregou o brinquedo favorito nas mãos de Gyu-young e completou as etapas de passar loção e vestir a roupa uma por uma.
Ao olhar para o relógio, passava das 13h. Como a sogra disse que o havia alimentado antes dele chegar, pensou que seria bom dar a papinha depois que ele tirasse um cochilo.
Após soltar um breve suspiro, Cha-young levantou-se. Como todos os adultos de ambas as famílias diziam, Gyu-young era dócil e calmo, então não havia grande dificuldade em cuidar dele sozinho, mas colocá-lo para dormir exigia um pouco de técnica.
— Vamos balançar em pé?
Desde que começou a conseguir ficar de pé segurando-se nos objetos ao redor, Gyu-young passou a gostar muito de ficar nessa posição e sua atividade aumentou. Por isso, para fazê-lo dormir, ele primeiro fechava as cortinas para escurecer o quarto e o deixava brincar em pé o quanto quisesse. Então, no momento em que ele começava a ficar sonolento e a choramingar, ele o deitava na cama e esperava que adormecesse.
Geralmente levava de vinte a trinta minutos para fazê-lo dormir, mas hoje, talvez pelo banho recente, ele dormiu mais rápido que o normal. Após resmungar e se revirar, logo se ouviu o som de sua respiração tranquila. Depois de confirmar que a criança estava completamente adormecida, Cha-young girou os braços cansados para frente e para trás e saiu silenciosamente do quarto.
Arrumar a bagunça restante também era tarefa de Cha-young. Depois de limpar o banheiro bagunçado e tomar um banho rápido, ele abriu a porta do quarto e entrou.
Seo Gyu-ha ainda dormia sem se mexer. Ele subiu na cama afastando o cobertor com cuidado como antes, mas Gyu-ha sentiu a presença e se virou com o rosto pesado de sono.
— Chegou?
— Sim. Desculpe por te acordar.
Quando Cha-young se aproximou, um aroma fresco de almíscar exalou. Seo Gyu-ha fechou os olhos novamente e perguntou com voz sonolenta:
— E o Gyu-young?
— Acabou de tirar um cochilo. Vou dar a papinha quando ele acordar.
— Bom trabalho.
Ele havia adormecido preocupado se Gyu-young estranharia Cha-young, mas felizmente parecia que ele o trouxera sem problemas. Agora que havia confirmado o bem-estar do filho, ele pretendia voltar a dormir tranquilamente, mas ouviu uma voz chamando seu nome baixinho enquanto recebia um cafuné por trás.
— Gyu-ha.
— O quê?
— Reservei um restaurante para a noite, vamos sair para comer algo gostoso.
— Tá bom.
— E, no aniversário de casamento do ano que vem, vamos viajar nós três com o Gyu-young.
— ……Pode ser.
Ao ouvir a resposta murmurada, um sorriso surgiu naturalmente. Abraçando a cintura de Seo Gyu-ha por trás, Cha-young também fechou os olhos para aproveitar o doce sono da tarde que lhe fora concedido.
Era um cotidiano tão caloroso e tranquilo quanto a luz do sol que brilhava sobre eles.
↫─☫ Fim Parte 3
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna