↫─☫ Extra 5
↫─☫ Extra 5
↫─☫ 1st anniversary
— Achou!
— Kyaa!
— Achou!
— Kyaa!
Toda vez que Seo Gyu-ha juntava as mãos para esconder o rosto e depois as abria para encontrar o olhar do filho, Gyu-young dava gargalhadas e se divertia muito. Enquanto Gyu-ha ganhava o favor da criança com a brincadeira, a babá, com mãos habilidosas, o vestia com a roupa de sair. Era um macacão acolchoado de ursinho, bem fofo e cheio de enchimento, ideal para a estação fria.
— Vem cá.
Gyu-ha bateu palmas e estendeu os braços, e Gyu-young engatinhou rapidinho para se aninhar no colo do pai. “Bom trabalho”, elogiou ele, dando um beijo estalado na bochecha do pequeno, que riu alegremente mais uma vez.
Em seguida, Gyu-ha colocou o canguru para carregar Gyu-young e olhou para a babá. Ela já costumava ter um semblante gentil, mas parecia ainda mais feliz por ter recebido dispensa antecipada e férias remuneradas.
— Pode ir agora.
— Sim. Então, nos vemos na próxima semana. Tenha um bom final de semana.
Após a despedida educada, a babá saiu primeiro. Gyu-ha vestiu seu casaco e pegou a bolsa repleta de brinquedos, fraldas e outros itens.
— Nossa, tá frio pra cacete.
Assim que saiu pela porta da frente, o comentário sobre o frio saiu naturalmente. Temendo que o bebê sentisse frio, Gyu-ha caminhou apressado em direção ao estacionamento. Assim que acomodou Gyu-young na cadeirinha, ligou o carro e colocou o aquecedor no máximo.
“Ah, esqueci.”
Lembrando-se de algo, ele pegou um biscoito de palito na bolsa que estava no banco de trás e o entregou à criança. Era uma espécie de suborno para que o pequeno se comportasse durante o trajeto.
— Ba! Baa!
Ao ver o filho se alegrar instantaneamente, Gyu-ha deu um risinho, girou o volante e saiu do estacionamento. Antes de entrar na estrada principal, olhou pelo espelho retrovisor da cadeirinha e viu que Gyu-young estava totalmente concentrado em saborear o biscoito.
Gyu-ha relaxou. Ele estava preocupado, pois as vezes que saiu sozinho de carro com o bebê, sem Lee Cha-young ou a babá, podiam ser contadas nos dedos, mas parecia que poderia seguir viagem tranquilo.
O destino no GPS era a casa de seus pais. Como tinha compromissos seguidos à noite, pretendia deixar Gyu-young com eles até o dia seguinte.
No início do mês, Lee Cha-young partiu para uma viagem de negócios ao exterior com duração de duas semanas. Durante esse tempo, Gyu-ha lutou sozinho para cuidar de Gyu-young. Como Cha-young havia dito brincando antes de partir, o vazio deixado por ele era maior do que o esperado. Nos horários em que as babás estavam em casa, era suportável, mas à noite, a simples ideia de estar “sozinho com o bebê” trazia uma tensão constante.
Ficava com os sentidos tão aguçados para não perder nenhum choro que sentia que não dormia de verdade, e nos dias em que o pequeno chorava sem motivo na madrugada, ele quase perdia o juízo.
Ele aguentou firme esperando pelo dia de hoje, data prevista para o retorno de Cha-young… mas as expectativas foram destruídas por um telefonema pela manhã. Devido ao frio intenso e à neve pesada, os voos sofreram atrasos sucessivos e acabaram sendo cancelados por tempo indeterminado.
Embora tenha desligado o telefone de forma firme, dizendo para ele não se preocupar com a casa, o desânimo veio na mesma medida da expectativa. Não era apenas por não poder vê-lo imediatamente. Havia algo que ele vinha preparando há alguns dias, e como os planos deram errado, ele teria que voltar ao hospital na segunda-feira.
— Hu, uaaa…
Ao ouvir o som vindo de trás, Gyu-ha olhou rapidamente pelo retrovisor. Não era imaginação. Gyu-young estava com o rosto choroso e farelos de biscoito espalhados pela boca.
— O biscoito acabou? O papai já te dá um novo.
Ele tentou acalmá-lo às pressas, mas não adiantou. Os lábios minúsculos, como o bico de um passarinho, tremeram e Gyu-young finalmente caiu no choro.
— Espera um pouco. Espera só um pouco, Gyu-young.
Como seria perigoso continuar olhando para trás e sofrer um acidente, Gyu-ha se concentrou na direção. Geralmente ele pegava algum sinal vermelho, mas hoje os semáforos pareciam estar em uma sucessão infinita de verde. Enquanto isso, o choro do bebê aumentava. Parecia tão magoado que chorava a plenos pulmões até ficar com o rosto vermelho; por fim, Gyu-ha virou o volante de qualquer jeito e parou o carro na entrada de um beco.
Assim que desceu do carro, passou para o banco de trás e pegou Gyu-young no colo rapidamente.
— Por que está chorando? Hein? Quer biscoito?
Gyu-ha revirou a bolsa às pressas e tirou um novo biscoito. Ao entregá-lo, viu a expressão de “oh?” no rosto do filho e sentiu um breve alívio, mas logo as lágrimas que enchiam os olhos do pequeno transbordaram e ele voltou a chorar.
— Bom menino. Vamos comer o biscoito.
— Ung-ung.
Ele tentou colocar o biscoito na boquinha dele, mas foi inútil. “Fez xixi? Está com sede? Ou quer colo?” Gyu-ha, atordoado, verificou a fralda, ofereceu a mamadeira com água e o ninou no colo, fazendo tudo o que podia imaginar. Mas Gyu-young não parava de chorar.
“Ai, caramba, vou enlouquecer.” Sem saber o que fazer com a criança no colo, Gyu-ha acabou ligando para sua mãe.
— Alô?
— Mãe!
— Nossa, que susto. Você vai estourar meu ouvido.
Sem se importar, Gyu-ha continuou em um tom urgente.
— Estou indo para casa, mas ele não para de chorar.
— Será que ele está desconfortável no carro? Já verificou a fralda?
— Já. Está seca.
— Não é fome?
— Ele mamou faz pouco tempo. Estava brincando e comendo biscoito, mas começou a chorar do nada. O que eu faço?
— Onde você está agora?
— Estou perto. Falta uns 5 minutos.
— Então venha logo para casa. E nada de dirigir com o Gyu-young no colo só porque ele está chorando; coloque-o na cadeirinha e venha.
— Tá bom.
Ao desligar o telefone, Gyu-ha implorou enquanto limpava as lágrimas que teimavam em cair dos olhos de Gyu-young.
— Falta só um pouquinho para chegar na casa da vovó. Aguenta só mais um pouco, tá?
— Huaaaang!
Enquanto prendia o cinto no pequeno que chorava, o rosto de Lee Cha-young veio naturalmente à sua mente. “Não chora, tá?”. Mesmo sabendo que era inútil, ele pediu mais uma vez antes de correr para o banco do motorista.
***
Jung Eun-hee, que andava impaciente perto da entrada, correu assim que ouviu a campainha. Ao abrir a porta, viu o filho com o bebê no canguru e, ao ouvir o choro sentido do pequeno, estendeu os braços imediatamente.
— Chegaram? Deixe-me pegar o Gyu-young logo.
Em seguida, Gyu-young passou para o colo de Jung Eun-hee.
— Gyu-young, é a vovó.
— Uaaaaang!
— Por que meu cachorrinho está chorando tanto? Hein?
Ela tinha ouvido que ele começou a chorar do nada, então era impossível não se preocupar. Enquanto o ninava olhando para aquele rostinho vermelho, algo finalmente chamou a atenção de Eun-hee. Ao colocar a mão entre a testa e o gorro, sentiu uma umidade quente e abafada.
— Meu Deus.
Eun-hee tirou o gorro do macacão imediatamente e correu para o sofá da sala para remover a roupa de frio da criança. Ao ver que ele usava outra camada de roupa por cima do pijama, ela estalou a língua mentalmente e olhou para o filho.
— Tem um lenço?
— Sim.
Gyu-ha tirou rapidamente um lenço da bolsa e entregou à mãe. Com ele, Eun-hee secou a testa e o couro cabeludo do bebê com toques leves, enquanto o acalmava com um “Achou!”.
O efeito foi imediato. O choro foi diminuindo até que, finalmente, Gyu-young mostrou um sorriso radiante, apesar dos olhos ainda vermelhos. Gyu-ha, que observava a cena, ficou com uma expressão de surpresa.
— Como você fez isso?
— Ele devia estar sufocado com tanta roupa. Não é, Gyu-young?
— Ba, baa!
Ao ver o pequeno rir como se confirmasse, Gyu-ha sentiu um leve desânimo.
— Ele chorou tanto só por causa disso?
Jung Eun-hee, que mimava o neto no colo, levantou a cabeça bruscamente.
— Vocês não iam passear no vento gelado, iam apenas para o carro. Colocar esse monte de roupa nele… imagina o sufoco? Com certeza você ligou o aquecedor no máximo achando que o bebê teria frio. Estou mentindo?
— …
— Ele não consegue dizer que está com calor, e o pai nem percebe. Nosso Gyu-young sofreu, coitadinho.
Ouvindo aquilo, tudo fazia sentido, então ele não pôde refutar. De qualquer forma, sentindo-se aliviado por não ser nenhuma doença ou problema grave, Gyu-ha sentou-se no sofá.
Por ter ficado tenso e focado totalmente em Gyu-young durante o trajeto, as costas de Gyu-ha também estavam suadas. Enquanto ele abanava a roupa para se refrescar, ouviu a voz da mãe.
— Não está sendo difícil?
— …Tirando o fato de ter que acordar de madrugada, dá para aguentar.
Uma expressão de orgulho surgiu no rosto de Jung Eun-hee.
Para falar a verdade, desde o dia em que seu filho caçula se mudou para a casa nova, Eun-hee não conseguia dormir direito por várias noites. Se a sensação de vazio pela ausência do filho era 2, a preocupação era 8.
Pela atmosfera de quando os dois estavam juntos e pelo fato de terem decidido ter um filho e criá-lo, parecia que se gostavam, mas… o problema era o temperamento do filho. Ela não parava de se preocupar: “E se brigarem todo dia?”, “E se ele se arrepender de casar?”, “E se algo acontecer com o bebê no ventre por causa disso?”. Chegou a pensar várias vezes por dia que “talvez devesse ter mantido ele em casa pelo menos até o parto”.
Mas era uma preocupação vã. Embora não soubesse dos detalhes íntimos, toda vez que falavam por telefone ou almoçavam juntos no fim de semana, eles pareciam estar se dando melhor do que o esperado, o que a deixava aliviada.
E quando soube que ele estava amamentando o bebê, mesmo que por extração, Eun-hee ficou muito surpresa. Ele cresceu a vida toda como um homem beta, então não deve ter sido uma escolha fácil… Ver que ele estava se esforçando ao máximo pelo próprio filho a deixava orgulhosa toda vez que o via.
Logo, Eun-hee, com um grande sorriso, ninou o bebê e deixou escapar sua sinceridade.
— Seu pai finalmente amadureceu.
— …O que você está dizendo?
— Está gostando de brincar com a vovó?
Gyu-ha deu um risinho e se levantou. Sentindo o movimento, Eun-hee levantou a cabeça e perguntou ao filho:
— O Cha-young vem amanhã?
— Não sei. Ele deve ligar antes do avião decolar.
Ele sentiu um novo desânimo. Originalmente, eles teriam uma noite ardente hoje, mas por causa do maldito avião, parecia que ele passaria a noite bebendo com seus amigos idiotas.
— Já vou indo.
— Vai dormir aqui?
— Talvez eu durma na casa do Filhote de Urso. Ligo depois.
— Ba! Baa! Uuuuu…
Gyu-young, que brincava calmamente no colo, de repente estendeu as mãos para Gyu-ha e começou a choramingar. Percebendo o que ia acontecer, Gyu-ha sentou-se rapidamente de novo. O pequeno parecia já reconhecer claramente quem era o pai; bastava Gyu-ha tentar ir ao banheiro enquanto brincavam para ele começar a chorar.
Como já esperava por isso, Gyu-ha abriu a bolsa. Recebendo um coelho de pelúcia e dois chocalhos, Eun-hee usou o próprio corpo para bloquear levemente a visão da criança e atraiu sua atenção com os chocalhos.
A estratégia foi um sucesso. Gyu-young, abraçado ao seu brinquedo de apego, voltou a rir alegremente enquanto a vovó balançava os chocalhos. Enquanto isso, Gyu-ha se levantou cautelosamente e, sem fazer barulho, dirigiu-se rapidamente para a entrada.
“Espero que ele brinque bem e durma sem chorar.”
Pensando nisso, ele ligou o carro. O destino era o café. Como havia uma funcionária que estava saindo após muito tempo de trabalho, fariam uma festa de despedida que serviria como jantar da equipe, e depois ele pretendia ir tomar algo na casa de Park Chan-woong.
***
Parecia que o menu que primeiro vinha à mente quando se falava em “jantar de equipe” era, sem dúvida, carne. Aceitando a opinião dos funcionários que clamavam por costela, Gyu-ha fechou o café por volta das 21h e os levou a uma churrascaria próxima.
O jantar de hoje era também uma despedida. Era uma pena que a funcionária que trabalhava há mais tempo depois do gerente estivesse saindo, mas ao saberem que ela havia conseguido um emprego na empresa dos sonhos apesar da crise, todos a parabenizaram de coração.
Graças a isso, a atmosfera estava alegre como sempre. Sentados ao redor da mesa, os funcionários brindavam com copos cheios conforme sua preferência, e Gyu-ha também se saciava com carne enquanto bebia cerveja. Quando parecia que o jantar estava chegando ao fim, o gerente, que liderava o ambiente enchendo os copos dos outros e com o rosto levemente corado, sugeriu:
— Vamos ao karaokê para o segundo round?
Normalmente eles se despediam após o jantar, mas hoje parecia uma pena encerrar assim. Todos pareciam concordar e houve um “vamos” unânime; por fim, o olhar do gerente se voltou para Gyu-ha.
— O gerente também vai, certo?
— Me tirem dessa. Tenho um compromisso logo em seguida.
— Ah, não faça isso, venha com a gente.
Outra funcionária sentada ao lado reforçou o pedido.
— A Mi-seon disse que o gerente canta muito bem, eu também quero ouvir. Por favor, venha com a gente, sim?
Gyu-ha, atipicamente hesitante, evitou responder. O compromisso logo em seguida não era mentira. Ele disse a Park Chan-woong que chegaria por volta das 23h, então se saísse agora já estaria atrasado; se demorasse mais, o outro certamente teria um ataque de pelanca ou diria para ele nem aparecer.
*Trrr— Trrr—*
O celular sobre a mesa tocou ruidosamente. “Ele realmente sabe quando estou falando mal dele.” Com um risinho, pegou o aparelho, mas o nome na tela não era o do Filhote de Urso. Após olhar por um momento com expressão surpresa, Gyu-ha disse: “Vou atender uma ligação rapidinho”, e se levantou. Assim que saiu do restaurante, apertou o botão de atender.
— Alô?
— Alô? O que está fazendo?
— Jantando com os funcionários.
Com os olhos levemente avermelhados pelo álcool, Gyu-ha encostou as costas na parede externa do restaurante. Ele tinha falado com ele pela manhã, mas como estava com sono, não ouviu bem a voz; agora, ouvindo-a novamente estando desperto, sentiu um formigamento em um canto do peito. Massageando o dorso do nariz com um rosto encabulado, Gyu-ha falou:
— Ainda está nevando muito aí?
— Não, parou.
Essa era uma notícia muito bem-vinda. Parecia que a neve que caía até cansar finalmente dera trégua.
— Em qual voo você vem?
— Estou saindo agora. Me diga onde é o jantar.
Gyu-ha parou por um momento, confuso com a fala repentina, e perguntou em dúvida:
— Quer que eu diga onde é o jantar?
Como se soubesse exatamente qual expressão ele estava fazendo, a voz sorridente continuou:
— Voltei no voo da noite e acabei de chegar em casa. Vou te buscar.
Foi o som que dissipou instantaneamente a tontura do álcool que se espalhava preguiçosamente por suas veias.
***
Dentro do carro que corria pela estrada, Gyu-ha murmurava para si mesmo.
“……É inacreditável, sério.”
De soslaio, ele olhava para o banco do motorista onde Lee Cha-young estava. Mesmo vendo-o com os próprios olhos logo ali, não parecia real.
A história que ele contou foi esta: vendo a previsão do tempo de que ficaria preso por pelo menos mais dois dias, ele pegou um trem para o país vizinho e de lá tomou um avião. O motivo de não ter avisado mesmo após chegar ao aeroporto foi para fazer uma surpresa.
A estratégia funcionou perfeitamente. Quem imaginaria que, há apenas 30 minutos, ele estava bebendo tranquilamente com os funcionários do café e agora estaria indo para casa no carro ao lado do cara que dizia não saber quando voltaria?
Vendo-o de boca fechada como uma ostra, Cha-young deu um risinho e puxou assunto.
— Você não gostou que eu voltei? Estou começando a ficar magoado.
— É que você chegou sem avisar, eu só levei um susto.
— Se eu avisasse, não seria surpresa. Então, de verdade, não gostou que eu voltei?
— ……Quem disse que não gostei?
Ainda hoje, quando Gyu-young chorava no carro, ele pensou: “Se o Lee Cha-young estivesse aqui agora…”. Não tinha como não ficar feliz.
Enquanto Cha-young esteve fora, ele aumentou o horário da babá até as 22h, então não houve grandes dificuldades na criação. Mas, fizesse o que fizesse, sentia um vazio inexplicável. Especialmente ao deitar para dormir, a ausência daquele calor insistente que se grudava a ele era estranha, e ele costumava revirar-se na cama por um bom tempo antes de conseguir pegar no sono.
— Aconteceu algo especial?
— Nada.
— O Gyu-young continuou dormindo no nosso quarto?
— Sim.
Como não tinha confiança de que acordaria com o choro do bebê como Cha-young fazia, ele trouxe o berço e o colocou bem ao lado. Mais tarde, como brincavam muito no quarto, o lugar ficou cheio de brinquedos e pelúcias por todos os cantos.
— Não sei se ele esqueceu o rosto do pai.
— Acho que não precisa se preocupar com isso.
— Hein?
— Fazia quase um mês que ele não via a minha mãe e, mesmo assim, ele brincou e sorriu o tempo todo.
Lembrando-se de algo tardiamente, Gyu-ha olhou para o lado e perguntou:
— Estamos indo buscar o bebê?
— Não. Você disse que sua mãe ia cuidar dele.
Era verdade, mas foi inesperado. Ele estava preocupado se o bebê esqueceria seu rosto e fazia um escândalo por videochamada toda noite, então Gyu-ha achou óbvio que iriam para a casa dos pais.
— Então, vamos direto para casa?
— Não. Reservei um hotel. Vamos passar a noite a sós hoje.
— ……
Uma expressão de incredulidade surgiu no rosto de Gyu-ha. Mal tinha voltado ao país e já tinha reservado um hotel; ele realmente era rápido em tudo.
Pouco depois, o carro chegou ao destino. O elevador exclusivo para os andares altos subiu rapidamente, sem paradas.
A sensação era nostálgica. Ele conhecia bem as suítes acima de sua boate favorita, além dos motéis e hotéis daquela área, mas desde que começou a sair com Cha-young, nunca mais passou perto deles.
A excitação já começava a surgir. Nas últimas duas semanas, Gyu-ha teve que lidar com a solidão involuntária. No começo, apenas sentia falta da cama estar cheia, mas depois de alguns dias, o desejo sexual começou a subir gradualmente.
Por isso o hábito era perigoso. Exceto por uns dois meses iniciais de cautela, ele continuou fazendo sexo com Cha-young mesmo grávido, e após o parto nem se fala. Seu corpo parecia ter se acostumado completamente; mesmo sem pensar em nada erótico, ao cair da noite, o calor subia e seu membro ganhava força.
Se ele estava assim, Cha-young não devia estar diferente. Tentando aliviar o desejo crescente, eles fizeram sexo por telefone várias vezes, mas a satisfação não era tão alta. Mesmo usando os dedos, a insatisfação permanecia, mas agora que finalmente poderia fazer com Cha-young, uma excitação latejante tomou conta dele.
Ao imaginar a nudez do Alfa confiante e imponente, a sensibilidade disparou. Desejou que ele beliscasse seus mamilos, balançasse seu membro de forma obscena e o possuísse com força com aquele pau grosso e firme.
Com um sinal sonoro, as portas do elevador finalmente se abriram. Ao contrário do impaciente Gyu-ha, os passos de Cha-young eram irritantemente calmos. Por fim, Gyu-ha quase arrancou a chave da mão dele, abriu a porta do quarto e, assim que entrou, puxou a nuca de Cha-young e selou seus lábios.
— ……!
Cha-young abriu os olhos surpreso, mas logo retribuiu o beijo de bom grado, envolvendo o pescoço de Gyu-ha.
Um calafrio percorreu sua espinha. O contato da língua quente e a sensação úmida se transformavam em estímulo, fazendo seus mamilos, antes intocados, ficarem eretos. Esfregando seu membro ereto na coxa de Cha-young, Gyu-ha estendeu a mão para a braguilha dele.
Ao sentir o peso e a presença ali, um gemido escapou naturalmente. Não conseguia mais esperar. Abrindo o zíper às pressas e libertando o pau de Cha-young, Gyu-ha ajoelhou-se no chão e o abocanhou.
— Gyu-ha!
Ele ouviu a voz surpresa chamando seu nome, mas não recuou. Pelo contrário, cravou os dez dedos firmes nas nádegas de Cha-young, apertando com força.
Ele usou a língua para cutucar e lamber a glande que preenchia sua boca, antes de abrir bem e engolir profundamente. Não era apenas sugado; mesmo enquanto o fazia, os gemidos não paravam. Toda vez que o pau rígido e pulsante soltava o fluido pré-ejaculatório e cutucava o fundo de sua garganta, a excitação subia a ponto de atordoar sua mente.
— Haa……
Um suspiro baixo também escapou da boca de Cha-young. A surpresa com o boquete repentino foi passageira, e ele foi tomado por uma sensibilidade explosiva diante daquela situação provocante. Ambos gostavam de sexo instintivo sem rodeios, mas fazia tempo que ele não avançava com tanta agressividade desde o começo.
Ver os olhos fechados e os cílios longos dele parecia um sinal de submissão, o que trazia uma excitação ainda maior. Olhando para Gyu-ha com o rosto distorcido pelo prazer, Cha-young segurou a nuca dele com sua mão grande e o puxou para mais perto.
Mesmo sentindo náuseas pela profundidade, Gyu-ha não afastou a cabeça. Pelo contrário, relaxou e abriu completamente a garganta, aceitando-o tão profundamente que os pelos pubianos ásperos tocavam seu nariz.
Cha-young não se conteve e moveu o quadril com fluidez, fodendo a boca de Gyu-ha.
— Gostou que eu enfiei tudo? Pelo jeito que aceita até a garganta, parece que estava com muita fome.
“Filho da puta, o cara que tá babando de prazer aqui é você.”
Ele queria retrucar, mas era frustrante não poder fazer isso com a boca ocupada. O boquete durou bastante tempo. Cha-young, que estuprava a boca de Gyu-ha em silêncio, apenas soltando suspiros, sentiu que ia gozar e diminuiu o ritmo.
— Quer que eu goze dentro?
Gyu-ha balançou a cabeça negativamente e cuspiu o pênis que estivera sugando por tanto tempo. Lágrimas fisiológicas escorreram por suas bochechas. Enquanto limpava a boca molhada e recuperava o fôlego, Cha-young segurou o braço de Gyu-ha, levantou-o e uniu seus lábios novamente.
— Chuup, hng, haa……
Entre empurrões e carícias, chegaram à cama. Cha-young livrou-se das roupas incômodas e despiu Gyu-ha com mãos impacientes, quase rasgando o tecido.
— Sobe em cima de mim e fica de costas. Eu também vou fazer com a boca para você.
— Toma banho primeiro.
— Não tenho tempo para isso.
Segurando a mão de Gyu-ha, Cha-young a levou até sua entreperna. Gyu-ha engoliu em seco. O pau, que ainda se erguia imponente, mostrava uma presença intimidadora.
— Rápido. Hein?
O toque quente como brasa deu um calafrio de excitação. Por fim, Gyu-ha fez o que Cha-young queria: virou-se, subiu nele e inclinou o tronco para a frente. Como se estivesse hipnotizado, ele segurou o pênis de Cha-young e, logo em seguida, sentiu algo quente tocar sua entrada.
— ……!
— Não se mexa.
Ao abrir as nádegas com as duas mãos, o buraco, que já estava visível, ficou ainda mais exposto diante de seus olhos. Cha-young aproximou o rosto sem hesitar. Após alguns selinhos leves como se estivesse beijando, ele começou a lamber e provocar a entrada com a ponta da língua, iniciando a estimulação de verdade.
— Ah, porra……
Gyu-ha mordia os lábios, inquieto. Quando ele disse que faria com a boca, Gyu-ha pensou obviamente que ele chuparia seu pau, mas ele começou a mexer logo ali atrás.
Dentro daquela sensibilidade aguçada, suspiros ofegantes escapavam. A saliva que ele enviava para dentro em vez de lubrificante agia como um afrodisíaco, incitando a excitação de todo o seu corpo. Toda vez que ele lambia profundamente a entrada escancarada, o fluido que escorria molhava o peito de Cha-young.
E não era apenas na frente. Sentindo que algo vazava de dentro, Gyu-ha olhou rapidamente para trás e disse:
— Para com isso.
Mas Cha-young fingiu não ouvir e continuou movendo a língua. Continuou a estimulação provocando o períneo e o escroto, e só levantou o rosto quando a parte de baixo estava completamente encharcada.
A entrada úmida e pulsante estava bem diante de seus olhos. Ao lembrar da sensação de se enterrar ali, um xingamento escapou entre seus dentes.
Não conseguindo mais se segurar, ele enfiou dois dedos de uma vez. Ao remexer lá dentro e pressionar as paredes internas, Gyu-ha tremeu e desmoronou. Parecia que não era mais necessário preparar. O buraco quente e apertado apertava seus dedos, como se implorasse para que ele entrasse logo.
Cha-young empurrou o corpo de Gyu-ha para a frente e levantou o tronco. Ele impediu que o outro se levantasse, pressionando suavemente suas costas enquanto ele tentava se erguer ofegante.
— Fique assim. Vou te foder agora mesmo.
— ……
Gyu-ha fechou os lábios que estavam prestes a se abrir e empinou ainda mais a bunda. A posição de quatro facilitava a penetração e dava a sensação mais clara de estar sendo “perfurado”, por isso era a favorita de ambos.
Ele abriu um pouco os joelhos para estabilizar a postura, inspirando e expirando profundamente. As paredes internas tremiam sozinhas em expectativa pelo que viria a seguir. No entanto, ao contrário do que disse sobre foder imediatamente, uma voz carregada de hesitação veio de cima.
— E agora?
— O quê?
Irritado pela ansiedade, ele olhou para trás e encontrou o olhar de Cha-young, que olhava para baixo com uma expressão complicada.
— Estou sem camisinha.
“E eu achei que era algo sério.” Gyu-ha voltou a olhar para a frente e respondeu:
— Faz assim mesmo. Eu tomei anticoncepcional.
— Você tomou anticoncepcional?
— Amanhã é nosso aniversário de casamento. Eu queria te dar um presente, mas você não parece precisar de nada específico… então pensei em transarmos até cansar e peguei o remédio no hospital. Você gosta de fazer sem, não gosta?
Como era o primeiro aniversário de casamento, ele queria dar algo, mas por mais que pensasse, nada parecia adequado. Cha-young certamente prepararia algum evento meloso, e se fosse comprar um presente, ele não parecia precisar de nada. A conclusão a que chegou foi “pagar com o corpo”.
Como sabia que ele era extremamente cauteloso por medo de uma nova gravidez, Cha-young sempre usava camisinha por conta própria após o nascimento de Gyu-young. Graças a isso, eles transavam sem grandes preocupações, mas, de vez em quando, ele sentia falta. Sentia falta da sensação de quando aceitava o pau de Cha-young ao natural e o jato quente era despejado diretamente contra suas paredes internas.
— Ha.
Pouco depois, uma risada escapou da boca de Cha-young. Era uma mistura de absurdo e diversão; um sentimento difícil de definir começou a florescer. Ele podia garantir que Gyu-ha era a única pessoa no mundo que diria ter tomado anticoncepcional como presente de aniversário de casamento.
O sentimento de ternura logo se transformou em excitação. Encostando seu peito nas costas de Gyu-ha, onde os músculos recém-recuperados formavam curvas, Cha-young sussurrou de forma provocante em seu ouvido:
— Então você sabia do nosso aniversário. Achei que não saberia.
— O que quer dizer com “achou”?
Cha-young segurou o queixo de Gyu-ha, que se virou irritado, deu-lhe um beijo rápido e continuou:
— Já que você é o meu presente, posso fazer o que eu quiser hoje, não posso?
— Que conversa é essa? Eu disse que como você gosta de fazer sem camisinha, ahh!
O gemido subitamente interrompeu a fala de Gyu-ha. Cha-young segurou seu pênis ereto, posicionou-o na entrada e começou a entrar com força.
— Ei, porra! Sem avisar assim, do nada…
— Relaxa. Vou te fazer sentir bem rapidinho.
Gyu-ha, sem saber o que fazer, agarrou o lençol com as duas mãos. Como sempre acontecia ao aceitar Cha-young, a sensação daquela coisa grossa e rígida invadindo as paredes estreitas era assustadoramente nítida.
Como se houvesse um lugar reservado para ele ali dentro, Cha-young avançou sem hesitar, dilatando o interior. Logo, seu escroto tocou as nádegas dele e a união foi perfeita.
O olhar de Cha-young para baixo era uma mistura de desejo e ferocidade. Pelo bem de Gyu-ha, que se preocupava com uma nova gravidez, ele sempre usava camisinha após o parto, mesmo fora do período de rut, então o simples fato de ter entrado ao natural depois de tanto tempo era absurdamente bom.
— Seu interior… está tão quente que parece que vou derreter.
— Mentira.
“Derreter o cacete, está tão cheio que chega a ser pesado.” Tentando relaxar, Gyu-ha respirava fundo com o rosto em brasas.
A única coisa que mudou foi a ausência de uma película fina, mas o prazer era tão intenso que chegava a doer. O lubrificante natural que escorria pela expectativa banhava o membro de Cha-young, como se implorasse para que ele se movesse logo.
Em seguida, Cha-young começou a mover o quadril. No início, ele se moveu devagar em consideração a Gyu-ha, mas isso não durou muito. Segurando firmemente abaixo da pelve dele com as duas mãos, Cha-young fodeu o interior com tanta força que o corpo de Gyu-ha, que estava de quatro, era empurrado para a frente.
— Ah, ugh, hng, hng, ah!
O som surdo de pele contra pele e os ruídos úmidos continuavam sem parar. O fluido límpido que brotava incessantemente de dentro escorria pelas coxas de Gyu-ha. Após um tempo de movimento de vai e vem em velocidade máxima, Cha-young diminuiu um pouco o ritmo para retardar a ejaculação.
Toda vez que ele retirava quase tudo e enfiava profundamente, as paredes internas tremiam e abocanhavam o membro de forma obscena. Com um olhar ganancioso fixo na junção de seus corpos, Cha-young continuou a foder.
— Está ouvindo o som? Está muito molhado aí dentro.
— Cala a boca.
Ao levar a mão até a entreperna de Gyu-ha, encontrou seu membro rigidamente ereto. Um sorriso satisfeito surgiu nos lábios de Cha-young. Vendo que ele liberava o fluido pré-ejaculatório sem perder a força, era óbvio que ele estava sentindo muito prazer ao ser possuído por trás.
Após retirar o membro úmido, Cha-young mudou de posição. Deitou Gyu-ha, que estava de quatro, de lado; sentou-se sobre a coxa esquerda dele e colocou a perna direita do outro sobre seu próprio ombro, voltando a estocar o interior.
Toda vez que ele entrava e saía, um prazer extasiante que dava calafrios percorria todo o corpo dele. Ele apertava as nádegas elásticas com ganância enquanto se movia, e segurou com a mão direita o pênis de Gyu-ha, que estava totalmente exposto pelas pernas abertas, começando a masturbá-lo.
— Ung… hah, hng, haa…!
Pelo fluido que escorria sem parar, a palma de sua mão logo ficou pegajosa. Gyu-ha, como havia aprendido antes, movia o quadril contra a mão de Cha-young que segurava seu membro. Entre os gemidos carregados de desejo, uma voz ofegante escapou:
— Vou gozar.
— Goza.
— Hng!
Ao girar o polegar sobre a glande, o corpo de Gyu-ha teve um espasmo forte. A mão de Cha-young, que segurava o pênis com firmeza como se dissesse que ele podia ir a qualquer momento, acelerou o ritmo. Após moverem as mãos juntos em um transe, Seo Gyu-ha derramou um sêmen espesso em meio ao prazer transbordante, como se uma represa tivesse rompido.
— Haa, haa……
Seu corpo, embriagado pelo rastro do prazer, teve leves espasmos. Enquanto ele respirava ofegante como alguém exausto, Cha-young retirou o quadril e saiu. Mas o descanso foi breve. Cha-young segurou as pernas de Gyu-ha novamente, desta vez cobrindo seu corpo na posição de missionário e preenchendo-o pesadamente.
Ao sentir o movimento de estocada logo após entrar, Gyu-ha segurou o braço de Cha-young rapidamente. Seu rosto estava cheio de indignação.
— Espera um pouco! Eu acabei de ir.
— Eu sei. Mas eu ainda não.
— Descansa só um pouquinho e depois a gente continua.
Ignorando o pedido repetido, Cha-young continuou a penetração sem parar. Ele segurou por trás dos joelhos de Gyu-ha, empurrando-os para cima e pressionando-os com força enquanto começava a mover o quadril rapidamente.
— Porra, eu disse para esperar só um pouco. Se fizer assim logo em seguida…!
No momento em que o membro de Cha-young se enterrou em algum lugar profundo, Gyu-ha perdeu o fôlego e teve outro espasmo involuntário. Passando pela parte curvada e invadindo o espaço oculto lá dentro, Cha-young enterrou a glande e começou a balançar o quadril.
Sem que percebesse, o membro de Gyu-ha ficou ereto novamente à força e o fluido transparente escorria, molhando seu peito. Era a reação que só acontecia quando o colo do útero era tocado.
— Ah, porra.
O tom de voz excitado dele era bem grosseiro. Sensações que ele havia esquecido há muito tempo reviveram em um instante. O prazer que dominou seu corpo era comparável ao de quando Cha-young, sem saber que ele era um ômega por volta desta mesma época no ano passado, o penetrou com tudo e iniciou o knotting.
Até as lágrimas que enchiam seus olhos e escorriam eram as mesmas de então. Ignorando solenemente os protestos para que ele parasse, Cha-young segurou a mão esquerda de Gyu-ha e beijou a aliança de casamento. Gyu-ha era alguém que detestava coisas incômodas, então o fato de ele não ter esquecido o pedido e ter saído com a aliança era emocionante. Entrelaçando seus dedos, Cha-young inclinou o corpo. Seus olhares febris se encontraram de perto.
— Vamos ter um segundo filho?
Gyu-ha, que respirava ofegante com o peito subindo e descendo, demorou a processar o que Cha-young disse.
— Você ficou louco?
Assim que percebeu, a fala saiu antes mesmo do pensamento. Sua expressão estava completamente distorcida.
Eles não estavam no período de cio ou rut, e ele ouviu o médico dizer, ao prescrever o anticoncepcional: “É um remédio forte, comparável à pílula do dia seguinte, então deve ser tomado estritamente na dosagem recomendada”. Por isso ele tomou sem preocupação, mas ouvir sobre um segundo filho trouxe um medo repentino.
Embora fosse exaustivo quando o bebê chorava ou fazia manha, a alegria que um filho trazia era real. Quando ele o reconhecia e sorria, ou quando ele olhava para o pequeno dormindo com o rosto idêntico ao de Cha-young na infância, ele sentia que era adorável.
Mas isso era porque ele já tinha nascido; pensar no tempo em que o carregava no ventre ainda lhe dava calafrios. A autoestima no fundo do poço, a barriga que crescia sem controle, o tempo em que teve que viver como um monge sob todo tipo de restrição… eram coisas que ele nunca mais queria vivenciar. Chegava a pensar que ter tido o bebê sem grandes problemas foi um milagre.
— Se vai falar essa merda, tira logo.
— ……
Olhando para Gyu-ha em silêncio, Cha-young voltou a mover o quadril rapidamente enquanto ainda estava inserido. A partir de certo momento, um fluido branco e pegajoso começou a sair junto com o membro.
— Ha, ah, ah, hugh, hng!
Gyu-ha retorcia o corpo e gemia. O interior do seu corpo parecia queimar. Cha-young, movendo o quadril freneticamente, enterrou-se até a base e descarregou seu peso sobre ele. Passando pelo canal e invadindo o colo do útero que se estreitava bruscamente, ele começou a girar o quadril ali dentro.
— Isso… não faz isso, seu desgraçado…!
— Por quê? Você gosta quando eu enterro fundo.
— ……!
*Pah!* Com um movimento de retirar o quadril e estocar de surpresa, Gyu-ha perdeu o fôlego sem conseguir sequer gritar.
Do membro úmido e brilhante, um jato de fluido como urina clara explodiu. Sem se importar, Cha-young continuou movendo o quadril impiedosamente e disse para o atordoado Gyu-ha:
— Então pelo menos diga. Diga que quer ter outro bebê.
— …Porra, você… enlouqueceu de vez?
Totalmente furioso, Gyu-ha tentou dar um soco. Mas não conseguiu atingir o objetivo. Cha-young segurou seu pulso, pressionou-o para baixo e prendeu suas duas mãos acima da cabeça. Com movimentos fluidos de quadril, entrando e saindo, ele continuou com sua fala de canalha:
— Não estou dizendo para termos agora de verdade, só quero ouvir você dizer. Amanhã é nosso aniversário de casamento.
— O que isso, hng, tem a ver com isso?
— É o que eu quero ouvir de presente. Não sei quando faremos assim de novo, então quanto mais provocante, melhor. Não acha?
— Melhor o cacete.
— Diga. Peça para eu gozar dentro. Diga que quer engravidar de novo.
Ele continuou movendo o quadril de forma lenta e profunda. Diante dele, estava aquele rosto que era exatamente o seu tipo favorito, olhando-o de cima. Quando um cara assim pedia algo com um sorriso sedutor, era impossível não ceder.
Porra, porra, que porra.
Sem coragem de encarar aquele olhar, Gyu-ha fechou bem os olhos e virou o rosto.
— ……Eu quero ter.
— Não ouvi. Fala mais alto.
Tentando evitar as carícias irritantes que lambiam e mordiam suas orelhas sensíveis, Gyu-ha acabou gritando:
— Eu quero ter um bebê, então goza dentro!
— Sim. Vou gozar tanto que vai transbordar a noite toda, então vamos ter o segundo.
— Seu… mmp!
Bloqueando a boca aberta dele com a sua em um beijo profundo, Cha-young começou a estocar o interior de Gyu-ha novamente.
Sendo sincero, muito sincero, ele não era totalmente desprovido de desejo por um segundo filho. Criar Gyu-young mostrou que a paternidade não é fácil e tem imprevistos, mas havia uma alegria que superava todo o cansaço e fadiga.
Mas, pensando em como Gyu-ha sofreu durante toda a gravidez, ele não deveria ser o primeiro a sugerir ter outro filho. Ele pensou assim até agora e pretendia continuar pensando, mas hoje era a exceção.
Como estavam transando após quase duas semanas e amanhã era o aniversário de casamento, ele fez o pedido sem expectativas, apenas para criar um clima… No entanto, mesmo sabendo que era mentira, ouvir da boca de Gyu-ha que ele “queria ter um filho” trouxe uma excitação incontrolável.
Seu olhar para baixo estava cheio de luxúria. Ele garantia que hoje não terminaria com apenas uma ou duas vezes. Beijando novamente os lábios de Gyu-ha, que soltava suspiros ofegantes junto com xingamentos, Cha-young liberou seus feromônios, que antes estavam fracos, com cada vez mais intensidade. A noite estava apenas começando.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna