↫─☫ Extra 20
↫─☫ Extra 20
Graças a isso, Seo Gyuha ficou estático por um momento, olhando para a mão de Lee Chayoung. Se fosse alguns dias atrás, ele teria feito algum comentário sarcástico e elegante perguntando se Gyuha era uma criança para ficar derramando as coisas, mas o fato de ele limpar tudo sem dizer uma palavra confirmava que aquele era o Lee Chayoung que ele conhecia.
Então, era real mesmo…….
Assim que pensou nisso, mordeu o lábio com força. Sua vontade era de soltar um grito de comemoração.
Lee Chayoung retirou a mão e deu partida no carro novamente. Enquanto se concentrava na direção, continuou puxando assunto ocasionalmente e, sempre que o sinal fechava, segurava a mão de Seo Gyuha e a apertava, como se estivesse esperando por aquele momento. Foi então que percebeu que as pálpebras do outro pareciam pesadas.
— Descanse um pouco. Eu te acordo quando chegarmos.
— Tudo bem.
Ao contrário do que dizia, sua expressão era de langor e sua voz carregava o sono. O tempo em que permanecia de olhos fechados foi ficando cada vez mais longo e, após dirigir por mais uns vinte minutos até chegar em casa, ele já estava em um sono profundo.
Lee Chayoung, em vez de descer do carro imediatamente, ficou observando Seo Gyuha fixamente.
Pouco antes, quando Seo Gyuha perguntou, sem esconder o espanto, se fazia sentido a memória voltar assim de repente, ele apenas deixou passar agindo como se também achasse curioso, mas, na verdade, houve uma palavra-chave que serviu como um gatilho. E essa palavra foi justamente o “ciclo de heat” mencionado pela mãe de Seo Gyuha.
Ele pretendia deixar as coisas como estavam, pensou em desistir de tudo porque já não sabia mais o que fazer……. mas, ao contrário do que seu coração ditava, o rosto de Seo Gyuha vinha à sua mente sempre que surgia uma brecha, e ele ficava tão irritado com isso que também passava as noites bebendo.
Enquanto vagava sem rumo, ao descobrir que o heat de Seo Gyuha começaria em breve, ele sentiu como se tivesse levado um banho de água fria e recobrou os sentidos instantaneamente.
*E se, num impulso de raiva, ele transar com outro cara? E se ele pedir a separação agora mesmo…?*
Só de pensar nisso, tudo escureceu diante de seus olhos e uma ansiedade profunda o dominou. E, para usar um termo comum, aquilo serviu como um botão; as memórias que haviam sido apagadas de sua mente subiram para a consciência como trepadeiras sendo puxadas. Ele já havia sentido essa mesma ansiedade várias vezes antes.
Dizem que, quando uma pessoa enfrenta uma situação urgente, poderes ocultos ou habilidades sobre-humanas podem ser despertados; pode ser um exagero, mas para Lee Chayoung, aquele momento foi exatamente assim. Não seria estranho dizer que, no instante em que pensou que o fim poderia realmente chegar, seu corpo agiu por conta própria.
Felizmente, agora que os dois retornaram juntos para casa, o sentimento que o dominava de forma avassaladora era, obviamente, o alívio. Ele sentiu um calafrio ao pensar no que teria acontecido se continuasse fingindo uma calma que não tinha ou se acabasse tomando a decisão errada.
Lee Chayoung desceu do carro primeiro e contornou até o banco do passageiro.
Mesmo quando ele o pegou no colo e se levantou, Seo Gyuha não deu sinais de que acordaria, e Chayoung atravessou o jardim — que refletia perfeitamente o seu próprio gosto — até chegar à porta da frente. No momento em que estendeu a mão para a capa da fechadura digital, mais uma memória surgiu.
— A senha é 020811.
— O que é o 11? Você só colocou por colocar?
……Eu estava louco, sério. Ele sentiu uma tontura diante de um novo surto de autodepreciação. Decidindo que deveria descartar os dois primeiros dígitos e colocar 22 no final imediatamente, Lee Chayoung abriu a porta e entrou em casa.
Seus passos se dirigiram ao quarto. Ao deitar Seo Gyuha na cama, as roupas desconhecidas que ele vestia o incomodaram, mas ele desistiu da ideia de trocá-lo para não correr o risco de acordá-lo, deitando-se ao seu lado.
Seu olhar pousou no perfil sereno do rosto de Gyuha. Era um alívio imenso que sua memória tivesse voltado antes que fosse tarde demais, permitindo que ele recuperasse o seu lugar de direito.
Ao mesmo tempo, um pensamento lhe ocorreu: ainda bem que foi ele quem teve o distúrbio de memória; se tivesse sido Seo Gyuha…….
Só de imaginar, sentiu um calafrio e começou a suar frio. Lee Chayoung continuou observando o rosto adormecido de Seo Gyuha. Ele não tinha comido nada desde manhã, mas, talvez pela satisfação emocional, não sentia fome.
Devido às noites de sono mal dormidas que vinha tendo, suas pálpebras também começaram a pesar gradualmente.
Havia muito o que fazer quando Seo Gyuha acordasse. Pedir desculpas mais uma vez, dar um abraço apertado agradecendo por ter esperado sem perder a paciência e visitar os pais.
“Também preciso buscar as crianças.”
Pensando bem, ele não tinha sido negligente apenas com Seo Gyuha, mas com os filhos também. Mesmo após confirmar pelo teste de DNA que eram, sem dúvida, de seu próprio sangue, o distanciamento psicológico era inevitável. Quando foi visitá-los uma única vez, a contragosto, sentiu-se desconfortável e estranho com eles se pendurando nele gritando “Papai!”, e depois disso limitou-se a videochamadas desanimadas a cada poucos dias.
Sentiu um aperto imenso no peito ao se lembrar de Gyuyoung, que sempre terminava as chamadas choramingando, e de Gyuchan, que esticava os dedinhos gordinhos em direção à tela mesmo sem conseguir pronunciar as palavras direito.
No entanto, ainda — ou ao menos por agora — Seo Gyuha era a prioridade. Como alguém capaz de focar em apenas uma coisa, ele continuou guardando a imagem de Seo Gyuha em seus olhos enquanto divagava em pensamentos, até que, em certo momento, Lee Chayoung também caiu em um sono profundo.
Quando abriu os olhos, a primeira coisa que viu foi o rosto de Lee Chayoung bem à sua frente, olhando para ele. Como se estivesse apenas esperando que ele acordasse, ouviu-se imediatamente uma voz perguntando com suavidade:
— Acordou?
— ……Sim.
Seo Gyuha pressionou os olhos uma vez e se levantou. Como a luminária estava acesa, ele não tinha percebido, mas agora via que uma escuridão profunda cobria tudo, exceto o entorno da cama.
— Que horas são agora?
— Passa pouco das sete.
Dormiu bastante. Ele se espreguiçou lentamente para relaxar o corpo rígido, mas, por apenas um instante, sua cabeça virou-se bruscamente para o lado, como se alguém a tivesse segurado e girado.
— Você disse que sua memória voltou, não disse?
— Sim.
Lee Chayoung sorriu levemente e confirmou. Estava claro que, se fizesse uma brincadeira sem noção agora, não sobraria nem os seus ossos para contar a história. Por outro lado, ver Gyuha conferindo aquilo assim que acordou o deixou com um pouco de pena.
— Quando é o meu aniversário?
— 22 de novembro. O do Gyuyoung é 11 de junho e o do Gyuchan é 27 de março.
— Qual é o jogo que eu mais tenho jogado ultimamente?
— Bubble Killer. Você sempre joga por cerca de uma hora à noite.
— Qual o nome do lugar de onde pedimos jokbal às vezes?
— Daeji Jokbal.
Diante das respostas sem hesitação, Seo Gyuha finalmente soltou um suspiro de alívio. Felizmente, as palavras que ouvira no carro não pareciam ter sido um sonho.
— Como você está se sentindo?
— Estou bem.
Embora ainda sentisse um peso no corpo, ele estava bem melhor comparado à tarde. Com a consciência de volta, a fome veio com tudo, seguindo seus instintos. Como tinha passado o dia praticamente em jejum, não era para menos. Seo Gyuha se levantou da cama e perguntou:
— Vou pedir algo para comer, tem vontade de algo específico?
— Eu preparo. Espere só um pouco.
Lee Chayoung levantou-se também e caminhou resoluto em direção à porta. Então, como se tivesse se lembrado de algo, voltou, deixou um beijo rápido nos lábios de Seo Gyuha e saiu do quarto.
A governanta veterana ainda batia ponto na casa todos os dias. Ela sempre mantinha a geladeira cheia, comesse ele ou não, então Gyuha imaginou que a mesa estaria pronta em dez minutos. Ao contrário do esperado, um bom tempo se passou e não havia sinal de Lee Chayoung.
*Vou morrer de fome.*
No exato momento em que ele perdeu a paciência e ia sair para ver o que estava acontecendo, a porta se abriu e Lee Chayoung reapareceu, como se estivesse observando por visão de raio-X.
— Vamos comer.
Os olhos de Seo Gyuha se arregalaram ao ver a mesa de jantar. Havia uma tigela de barro com *haejang-guk* (sopa para ressaca) fumegante e acompanhamentos apetitosos arrumados com perfeição.
— Foi você quem fez?
Mesmo sabendo que era improvável, a pergunta saiu sem querer. Como esperado, Lee Chayoung negou.
— Trouxe daquele restaurante perto da estação Hapjeong. Você gosta do *haejang-guk* de lá, não gosta?
Era o restaurante memorável que ele frequentava todas as manhãs na juventude, quando ainda varava as noites em clubes e bares. De qualquer forma, com a fome que sentia e a necessidade urgente de curar a ressaca, Seo Gyuha pegou a colher com alegria.
A sopa mantinha o sabor de sempre. Depois de encher a barriga e tomar um banho, ele saiu do banheiro e encontrou Lee Chayoung, já de roupão, aproximando-se.
Chayoung usou a toalha nos ombros de Gyuha para secar seu couro cabeludo com uma massagem e chegou a usar o secador. Embora resmungasse que não precisava, Gyuha estava secretamente feliz com aquele toque que não sentia há tanto tempo. Após secar o cabelo dele com cuidado para não queimar, Chayoung puxou assunto:
— Posso dormir com você hoje? Não vou fazer nada, vou apenas dormir quietinho.
Seo Gyuha ficou encarando Lee Chayoung por um tempo antes de soltar um riso soprado. Como sua condição física ficava ruim e ele se tornava sensível em todo heat, era comum dormirem separados na primeira noite. Mas, por outro lado, havia um aspecto de faca de dois gumes nessa situação.
A sensibilidade extrema dos nervos se refletia diretamente no corpo; nos dias em que decidiam transar, o prazer era incomparavelmente mais intenso do que o habitual.
Seo Gyuha não hesitou e respondeu exatamente o que seu coração pedia.
— Não.
— ……Entendi. Então eu vou para outro quarto…….
Cortando a fala de Lee Chayoung, que deixou transparecer uma decepção momentânea por ter interpretado mal a resposta, Seo Gyuha acrescentou uma última frase com o tom de quem detém todo o controle:
— Ir para onde?
— Tira a roupa.
O quarto estava tomado por uma aura quente e úmida. Na cama, os dois corpos se sobrepunham em direções opostas, emaranhados como se fossem um só.
— Ah… hngh!
Um gemido impossível de conter escapou da boca de Seo Gyuha. Cada vez que Lee Chayoung, após usar a língua, enfiava os dedos profundamente para estimulá-lo, era como se faíscas explodissem diante de seus olhos.
— Sua mão parou.
“E por culpa de quem será?…”
Mesmo resmungando diante daquela observação descarada, Seo Gyuha voltou a movimentar as mãos como Chayoung desejava. Sua insatisfação durou pouco. Como sempre, a ideia de que aquele pau que mal cabia em sua mão logo estaria invadindo seu interior o deixava tão excitado que sua boca chegava a salivar.
A expectativa se manifestava nitidamente através de seu corpo. Cada vez que os dedos longos se moviam com delicadeza, ouvia-se um som úmido vindo de baixo. Não era lubrificante, mas sim o fluido que escorria de dentro de seu próprio corpo.
Após segurar e acariciar o pau rígido com firmeza, Seo Gyuha envolveu a ponta com os lábios após muito tempo. Ao sugar enquanto apertava os lábios, Lee Chayoung contorceu o quadril e soltou um gemido baixo. Aquele som contido, raro de se ouvir, despertava um estranho desejo de conquista e satisfação.
Graças a isso, ele mergulhou em um estado de transe. Segurando a base grossa, ele estimulava a uretra com a língua e sugava com tanta pressão que suas bochechas chegavam a encovarem. Enquanto isso, Lee Chayoung não ficava parado. Ele inseria a língua sem hesitação no orifício que pulsava, movendo-se como se estivessem transando, enquanto acariciava com a mão o pau de Seo Gyuha, que estava ereto e firme.
Cada vez que Chayoung perdia o controle e liberava feromônios, o corpo de Seo Gyuha estremecia. Esse movimento era transmitido diretamente para Lee Chayoung e, a cada vez, uma ferocidade instintiva borbulhava em seu interior. Embora Gyuha não pudesse sentir diretamente os feromônios que ele exalava, era evidente que ele os percebia através da pele.
Lee Chayoung se levantou e deitou Seo Gyuha corretamente. Enquanto colocava o preservativo no pau que já estava tão duro que não precisava de mais estímulos, ele viu Seo Gyuha abrir as pernas por conta própria, abraçando a parte de trás dos joelhos. Graças a isso, seu pau tão excitado quanto o dele e sua entrada obscenamente molhada ficaram totalmente expostos.
Diante de uma cena que o fazia perder a razão, Lee Chayoung soltou um xingamento baixo e usou o peso do próprio corpo para penetrá-lo de uma vez.
Uma sensação arrepiante percorreu todo o seu corpo. Eles haviam feito sexo regularmente durante o tempo em que sua memória esteve ausente, mas o nível agora era completamente diferente. A sensação de ser envolvido de forma macia e, ao mesmo tempo, apertada era indescritivelmente extasiante. Sem tirar os olhos do rosto que só podia ver naquela cama, Lee Chayoung começou a movimentar o quadril imediatamente, sem delongas.
Até as veias saltadas na testa de Gyuha pelo esforço de contê-lo serviam como um estímulo visual. Enquanto estocava desordenadamente em seu interior, Lee Chayoung liberava feromônios por todo o corpo. Ele queria que Seo Gyuha ficasse ainda mais excitado e clamasse por ele, permitindo que o cheiro de seu corpo o cobrisse por completo.
— Ah, hngh, ha, aaah!
Com os movimentos intensos, Seo Gyuha soltou as pernas e agarrou apressadamente os braços de Lee Chayoung. A cada estocada que preenchia seu interior sem hesitação, o líquido pré-gozo escorria de seu pau que se esfregava contra o abdômen rígido de Chayoung.
Inclinando a cabeça, Lee Chayoung buscou os lábios de Seo Gyuha.
Como se estivesse esperando por aquilo, ele entrelaçou a língua de forma densa, enviando mais uma onda de prazer arrepiante por toda a sua espinha.
— Haah….
Ao ver os olhos de Seo Gyuha já avermelhados de excitação, ele se lembrou de outro erro que havia cometido. Foi no dia em que Gyuha pediu por seus feromônios na cama.
Naquela época, a atitude de Chayoung, que demonstrou um desgosto óbvio e agiu como uma muralha de ferro, o deixou bastante irritado e até magoado; mas, pensando agora, ele teve sorte de não ter levado um chute. Sabendo o que sabia agora, aquelas palavras devem ter sido profundamente feridas.
— …
Ele moveu os lábios para se desculpar ali mesmo, mas, por outro lado, temendo que pudesse estar apenas cutucando uma ferida aberta, fechou a boca novamente. Em vez disso, colocou todo o seu remorso em pequenos beijos nas pontas dos dedos de Gyuha e um leve selinho sobre suas pálpebras. Assim que afastou os lábios, ouviu uma reclamação manhosa:
— Anda logo com isso.
Embora o carinho meloso não fosse ruim, o que ele queria agora era ser fodido com força. Quando Gyuha apertou deliberadamente a entrada para exigir mais, Lee Chayoung, sem fazer ideia do que se passava na cabeça dele, soltou um riso leve.
— Quer ficar por cima?
— Pode ser.
Lee Chayoung envolveu a cintura de Seo Gyuha e o ergueu, deitando-se logo em seguida na cama. Graças a isso, a posição mudou naturalmente para o cavalinho, sem que eles se desconectarem.
Apoiando as duas mãos no abdômen de Lee Chayoung, Seo Gyuha começou a balançar o quadril imediatamente. Não demorou para que o fogo do prazer se espalhasse. Ele rebolou algumas vezes de forma lenta, sentindo o pau até a base, e então inclinou o tronco um pouco para frente, começando a se mover a sério.
— Ah, hngh, aaah!
Cada vez que ele levantava metade do quadril e se sentava de novo, o pau fortemente duro preenchia completamente o seu interior. Acompanhando o movimento com estocadas para cima, Lee Chayoung levou as duas mãos aos mamilos de Seo Gyuha. Assim que os tocou, sentiu o outro se descontrolar e apertar com força lá embaixo. Era o resultado de ter sido domado com mordidas e lambidas persistentes desde a primeira vez que transaram.
— Relaxa um pouco. Vai acabar quebrando o pau do seu marido.
— Enlouqueceu? Marido o cacete… para de falar merda.
— Seu buraco é bom demais, amor.
— Ah, para com isso!
Embora estivesse visivelmente horrorizado com as palavras, os movimentos de Seo Gyuha diziam o contrário. Cada vez que ele elevava o quadril e se sentava com tudo, a sensação de preenchimento total em seu ventre era enlouquecedora de tão boa.
Lee Chayoung também não ficou parado. Ele acariciou as nádegas firmes de Gyuha, investindo com força de vez em quando, até que abraçou a cintura dele e se sentou. Curvando o corpo para trás, ele abocanhou um dos pequenos mamilos que estavam eretos.
Ele o rodeou com a língua, prendeu entre os dentes e mordeu levemente, fazendo Seo Gyuha soltar um gemido misturado a um arquejo. De brinde, o outro estremecia e apertava o orifício com força. Depois de dar a mesma atenção dedicada ao outro lado e finalmente afastar os lábios, os mamilos estimulados estavam inchados, vermelhos e brilhando de umidade.
Lee Chayoung inverteu a posição novamente, deitando Seo Gyuha na cama. Ele apoiou as pernas dele em seus ombros, segurou suas coxas e começou a estocar com toda a força.
— Ah, ha, hngh!
Apenas olhar para o rosto corado de Seo Gyuha já fazia Chayoung sentir uma excitação que parecia ferver seu cérebro. Ele parou um instante para recuperar o fôlego e fincou os dentes na parte interna da panturrilha de Gyuha. Como dizem por aí, o hábito faz o monge, e ele deixou marcas de dentes por todo lado como um vira-lata.
Ao mesmo tempo, liberou seus feromônios mais uma vez. Talvez fosse impressão, mas sentiu a entrada dele ficar ainda mais quente e molhada.
— Está gostando?
— Com certeza. Haah… e você?
— Eu também, estou gostando tanto que vou enlouquecer.
Soltando as pernas dele, ele selou seus lábios novamente. O toque das mãos de Gyuha, que abraçavam seus ombros como se fosse o lugar natural delas, trouxe um arrepio eletrizante.
Lá embaixo, ele movia o quadril sem descanso. Cada vez que ele saía até sobrar apenas a glande e voltava a penetrar profundamente, as paredes internas se contraíam de forma lasciva, apertando o pau.
— Haah….
Um suspiro baixo escapou de sua garganta. Seus olhos transbordavam um calor cheio de possessividade e, devido aos movimentos intensos e contínuos, gotas de suor escorriam de seu queixo.
Seo Gyuha também estava ofegante e encharcado de suor. Ao vê-lo esticar a mão em direção ao próprio pau, sentindo que o momento de gozar estava próximo, Chayoung rapidamente o impediu.
— Goza só com o meu.
— Ah, porra.
Até mesmo o jeito que ele resmungava, ofegante, era adorável. Como não podia falhar em dar prazer após dizer para ele gozar apenas com o seu pau, Lee Chayoung endireitou o tronco. Segurando a pelve de Seo Gyuha com as duas mãos, ele começou a esmagar o ponto de prazer interno dele, que agora já conseguia desenhar de olhos fechados.
— Ah, hngh…!
Com o prazer sendo enviado diretamente para o cérebro, Seo Gyuha se contorceu, encolhendo os dedos dos pés. A cada estocada curta e rápida, o líquido transparente escorria sem parar de seu pau.
No momento em que o pau, que havia saído quase completamente, invadiu seu interior de surpresa, ele jogou a cabeça para trás e gozou.
Mesmo vendo claramente que ele estava gozando, Lee Chayoung não parou os movimentos. Continuou movendo o quadril como uma máquina desregulada até que, com uma última estocada profunda, finalmente parou.
Em meio ao som da respiração pesada, apenas os músculos de suas costas pareciam vivos, contraindo-se. Era um orgasmo perfeito como ele não sentia há muito tempo.
— Fuuu….
Recuperando o ritmo rapidamente, ele estendeu a mão para o rosto de Seo Gyuha. Acariciou com cuidado os olhos úmidos e retirou o corpo lentamente. Após dar um nó no preservativo que cumprira seu papel e descartá-lo, trouxe um copo de água da cozinha.
— Quer beber?
Ouvir aquilo foi um alívio; Seo Gyuha ergueu metade do corpo e esticou a mão. Esvaziou o copo de uma vez e se esparramou na cama novamente. Enquanto ele ainda tentava recuperar o fôlego, ouviu a pergunta de Chayoung, que se sentava na beirada:
— Mais uma vez?
— …Deixa eu descansar um pouco.
Com certeza ele havia liberado feromônios aos montes e, por causa disso, seu corpo, que já estava pesado, sentia-se ainda mais exausto. Percebendo que ele não queria mover nem um dedo, Lee Chayoung trouxe uma toalha umedecida em água morna e limpou o corpo de Seo Gyuha.
Apenas ver aquela nudez já fazia seu baixo ventre latejar, mas ele não queria satisfazer apenas o próprio desejo segurando alguém que parecia realmente exausto.
— Descanse um momento.
Ele se levantou e foi para o banheiro. Enquanto isso, seu pau continuava imponente e rígido. Sob o chuveiro, Lee Chayoung não hesitou em segurar o próprio membro e começar a se masturbar.
O objeto de seu desejo era, obviamente, Seo Gyuha. Ao lembrar dos olhos avermelhados, da respiração ofegante e das partes íntimas que acabara de limpar, o estímulo foi imediato. No entanto, nada se comparava ao sexo real; por isso, só depois de um bom tempo ele gozou o sêmen espesso.
Logo em seguida, ligou o chuveiro e lavou o corpo bagunçado de suor e fluidos corporais. Seus movimentos eram precisos. Lavou-se rapidamente, secou-se de qualquer jeito e abriu a porta do banheiro.
Assim que saiu, como se estivesse esperando, o celular tocou. Ao verificar o aparelho sobre a mesa, viu que era uma ligação de sua mãe.
— Sim, mãe.
— Alô? Pode falar um minutinho?
Enquanto atendia, caminhou com passos firmes e viu que Seo Gyuha continuava deitado na cama. Ao ouvir o som dos chinelos, o olhar dele se voltou discretamente para Chayoung. Ele se sentou na beira da cama e continuou a conversa.
— Sim. Pode falar — respondeu Chayoung de forma curta, mantendo o olhar fixo em Seo Gyuha. Se ele contasse que sua memória havia voltado, ela ficaria radiante de alegria, mas aquele não era o momento para uma conversa longa.
— E o Gyuha, está bem?
— Com certeza.
— Vou mandar carne e mais algumas coisas amanhã. Mesmo que esteja sem apetite, coma direitinho.
— Sim, obrigado.
Ele encerrou a ligação após dizer que faria uma visita no fim de semana. Seo Gyuha, que estava com as orelhas em pé fingindo que não ouvia, inclinou a cabeça e olhou para cima.
— O que ela disse?
— Disse que vai mandar comida gostosa. E para eu cuidar bem da sua alimentação.
Logo em seguida, Chayoung passou para o lado dele e se deitou, envolvendo a cintura de Gyuha com o braço. Após respirar calmamente sentindo o cheiro da pele do outro por um momento, ele segurou a ponta do seu pau, que ainda estava rígido, e empurrou o quadril suavemente. Percebendo o movimento, Seo Gyuha franziu levemente a testa e olhou para trás.
— Vai fazer de novo?
— Não, só vou deixar guardado dentro de você.
— …….
Gyuha poderia ter reclamado que era desconfortável, mas apenas soltou um suspiro e fechou os olhos novamente. Na verdade, o calor que sentia vindo de trás era mais bem-vindo e acolhedor do que nunca.
Ao mesmo tempo, um pensamento surgiu em sua mente. Ele havia se esquecido, mas a menção à “mãe de Lee Chayoung” o fez recordar de algo.
— Ei.
— Sim?
— ……Fiquei sabendo que teve o ritual de ancestralidade do seu avô na semana passada. Por que não me contou?
— Achei que seria um incômodo para você. Você já estava angustiado e passando por um momento difícil por minha causa, fiquei com pena de pedir para me acompanhar em um evento desses.
— Pena de quê? Você nunca se importou com essas coisas antes.
Chayoung não tinha como se justificar, mesmo que tivesse dez bocas. Para piorar, as palavras que vieram a seguir fizeram seu coração dar um solavanco.
— ……Achei que não tivesse dito nada por ter vergonha de mim.
— Isso é impossível! Sério, não foi isso de jeito nenhum.
Assustado com o fato de Gyuha ter pensado algo assim, Chayoung elevou o tom de voz sem perceber.
— Da minha parte, foi realmente para te poupar. Acho que o fato de você não gostar muito de ir a esses eventos ficou gravado no meu subconsciente.
— ……Se foi por isso, tudo bem.
— De agora em diante, vamos sempre juntos, de mãos dadas. Se você disser que não quer ir, eu te levo até carregado no colo.
— Cai fora.
Gyuha tentou afastar o braço que envolvia sua cintura com um semblante sério, mas não colocou força nenhuma no gesto.
De qualquer forma, agora que sabia a verdade, a mágoa que sentia derreteu como neve. Quando soube que Chayoung tinha ido sozinho à reunião de família, todo tipo de pensamento passou por sua cabeça: “Será que ele não me considera mais seu cônjuge?” ou “Será que ele tem vergonha de mim?”.
Talvez pelo alívio, suas pálpebras ficaram pesadas rapidamente. Ele sentia que pegaria no sono a qualquer momento, mas ainda ouviu a voz de Chayoung falando baixinho:
— Quando o heat acabar, vamos sair para um encontro. Faz tempo que não vamos.
— …..Tem algum lugar onde queira ir?
— Se for com você, qualquer lugar está ótimo. Pode ser na montanha ou na praia.
Mesmo semiconsumido pelo sono, Seo Gyuha soltou um riso frouxo. Ao ouvi-lo dizer palavras tão melosas com tanta naturalidade, teve a certeza de que o sujeito que ele conhecia estava finalmente de volta.
— Se estiver com sono, pode dormir. Conversamos de novo amanhã.
— ……Durma você também.
A pequena luz que iluminava o quarto se apagou, e uma escuridão densa se estabeleceu. Sentindo a temperatura corporal que envolvia seu corpo com ternura, Seo Gyuha logo caiu em um sono profundo.
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↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna