↫─☫ Extra 19
↫─☫ Extra 19
Depois de se aliviar devidamente, Bak Chan-ung caminhou até a pia. Seu rosto refletido no espelho estava vermelho como se tivesse sido pintado com tinta.
— Ah, eu vou morrer…..
Um gemido saiu naturalmente de sua boca. Por mais que ele fosse bom de copo, ninguém vencia a ação do tempo. Beber pesado por dois dias seguidos, ontem e hoje, fez sua cabeça latejar e o estômago revirar.
Como ao menos não tinha bebido ao ponto de perder a consciência, ele saiu do banheiro limpando as mãos molhadas nas calças.
Notou que muitos dos clientes que lotavam os assentos já haviam ido embora. Enquanto caminhava em direção à mesa perto da janela onde estava sentado, Bak Chan-ung testemunhou uma cena que o deixou pálido. Aquele desgraçado maluco!
Aproximou-se rapidamente, quase correndo, e arrancou a garrafa de soju da mão de Seo Gyuha. Percebendo a situação com um pouco de atraso, o rosto franzido em uma careta se voltou lentamente para ele.
— ……O que foi?
— É o que eu quero te perguntar, seu merda. Achei que você estivesse dormindo, quando foi que acordou?
Desde o começo, ele bebeu copos e mais copos como um louco sem nem tocar nos petiscos e, em certo momento, antes que pudesse ser impedido, acabou batendo a cabeça na mesa. Bak Chan-ung, que bebia junto dele, também já estava consideravelmente alterado. Ele pretendia apenas ir ao banheiro e depois ir para casa, mas não fazia ideia de quando o outro tinha acordado e voltado a beber.
— Levanta. Vamos para casa.
— Eu não vou de jeito nenhum.
Mesmo estando tonto, havia um tom de determinação em sua voz.
Ah, é verdade, ele tinha dito que eles brigaram.
Assim que se sentou, começou a beber compulsivamente dizendo para si mesmo que agora era o fim de verdade, que ia se divorciar daquele desgraçado e coisas do tipo, mas como não respondeu quando perguntado sobre o que aconteceu, Bak Chan-ung não sabia os detalhes da situação.
“Tenho que avisar, né?”
Se não quisesse sobrar na briga de gigantes, parecia certo tentar entrar em contato com o cônjuge do seu amigo. Bak Chan-ung apressou-se em falar antes que Seo Gyuha perdesse a consciência novamente.
— Me dá o seu celular.
— Aquele filho da puta…….
Ele ainda não tinha caído, mas parecia que sua mente já havia ido embora. “Para quem você está chamando de filho da puta?”. Resmungando, Bak Chan-ung se levantou e começou a procurar o celular de Seo Gyuha.
— Onde você enfiou o celular?
— Aquele filho da puta…….
— Onde você enfiou o celular, seu maluco?
Ele vasculhou os bolsos do casaco, os bolsos de trás da calça e chegou até a olhar debaixo da mesa para ver se havia caído no chão, mas não viu nada que se parecesse com um celular em lugar nenhum.
— Ah, minha cabeça.
Assim que levantou a cabeça que estava abaixada, o mundo girou. Se os dois apagassem ali, não haveria solução, então Bak Chan-ung acabou desistindo de procurar o celular e ajudou Seo Gyuha a se levantar, amparando-o.
Desde cedo, Lee Chayoung mantinha os olhos fixos no monitor do computador. No entanto, ele apenas olhava; nada entrava em sua mente.
— Ufa….
Ele finalmente cobriu o rosto com as palmas das mãos e soltou um longo suspiro. No momento em que surgiu uma brecha, outros pensamentos invadiram sua cabeça.
A pessoa que veio à mente foi, obviamente, Seo Gyuha.
Seu humor estava até que bom quando saiu da consulta no hospital anteontem. Embora estivesse um pouco frustrado consigo mesmo por se sentir um idiota, não era algo que seria resolvido com pressa, como disse o médico, e ele tinha uma esperança vaga de que suas memórias voltariam em pouco tempo. Na casa da família, a situação também foi melhor do que o esperado. Embora os parentes, cada um comentando uma coisa, fossem um incômodo, ele agiu educadamente como de costume e economizou nas palavras, então ninguém pareceu notar nada de estranho.
A mudança nesse estado de espírito ocorreu após o término do ritual ancestral. Assim que saiu pela porta da frente, Lee Chayoung ligou para Seo Gyuha. Ele já sabia que o outro encontraria os amigos e, se ele ainda estivesse na rua, pretendia buscá-lo no caminho para irem para casa juntos.
No entanto, Seo Gyuha não atendeu até o sinal de chamada cair. Ele ligou novamente em seguida e, só então, alguém atendeu, mas a voz que ouviu pertencia a outra pessoa.
— Aqui é o Kim Gangsan. O Gyuha foi ao banheiro rapidinho.
Era um nome que ele ouvia pela primeira vez. Mas, como a pessoa disse o próprio nome com naturalidade e atendeu o telefone de outro, era óbvio que ela o conhecia.
Uma situação em que o outro o conhecia, mas ele não se lembrava.
Ele sentiu um irritação súbita com aquilo, mas Lee Chayoung conseguiu responder sem perder a polidez.
— Onde vocês estão agora…….
Ele pretendia perguntar a localização, mas ouviu um ruído repentino e a voz mudou para a de Seo Gyuha. A alegria durou pouco. Ele desligou dizendo para não esperar e dormir primeiro, e só voltou para casa depois das duas da manhã. E ainda por cima, consideravelmente bêbado.
Ao ver aquelas costas se afastando em direção às escadas, uma ansiedade de origem desconhecida surgiu novamente e, por fim, Lee Chayoung segurou Seo Gyuha e o levou para o quarto. Sobrepôs seus lábios aos dele, que exalavam cheiro de álcool, unindo seus corpos.
Não era porque desejava o sexo em si. À sua maneira, por mais que se esforçasse, havia momentos em que sentia uma distância sutil, mas no instante em que seus corpos se sobrepunham e eles se perdiam um no outro, ele conseguia esquecer esse fato por um breve momento.
Ao contrário de suas palavras de negação, o corpo de Seo Gyuha reagia fielmente. Ansiedade, pressa, desejo, ternura. Após o longo sexo em que despejou todas as suas emoções, Lee Chayoung o abraçou e tentou dormir. Pensou que, em vez de continuar assim, seria bom passarem a usar a mesma cama a partir de amanhã.
Seo Gyuha, que só acordou por volta da hora do almoço, parecia estar de péssimo humor. Como tinha uma ideia do motivo, ele pretendia ceder a tudo hoje e aceitar qualquer ordem que recebesse, mas algumas horas depois, o outro começou a trocar de roupa resmungando. Ao perguntar o que estava acontecendo, ouviu uma resposta dada com relutância.
— O gerente está sozinho, preciso dar uma passada lá.
Lee Chayoung manteve o olhar sobre ele em silêncio por um instante. Não parecia que ele estava mentindo, mas não conseguia se livrar de uma sensação estranha. Pelo que sabia, o café havia sido montado pela mãe dele e era praticamente um hobby; aparecer por lá duas vezes por semana já era considerado muito.
Ele era o tipo de cara que não se importava nem um pouco em fechar temporariamente por motivos pessoais, então, ao vê-lo se preparar para sair mesmo com uma expressão de quem preferia morrer a ir, não tive como não pensar em outra coisa. Como, por exemplo, se ele estava fazendo aquilo porque odiava ficar em casa comigo.
Sugeri que ele apenas descansasse, mas fui ignorado solenemente, e Seo Gyuha finalmente pegou as chaves do carro e saiu de casa. Como ele ao menos se despediu dizendo que voltaria, tentei pensar pelo lado positivo e segui para o escritório.
A única diferença era que eu não me deslocava para a empresa, pois a intensidade do trabalho continuava a mesma. Eu analisava os materiais de reunião e relatórios atualizados diariamente com a concentração que conseguia reunir, quando, de repente, houve um sinal de tumulto e a porta do escritório foi escancarada. Antes que eu pudesse perguntar o que estava acontecendo, ouvi palavras sendo despejadas unilateralmente.
Do ponto de vista de Lee Chayoung, a situação não passava de um ataque gratuito. Sem conseguir sequer piscar de tanto espanto, ele saiu correndo atrás de Seo Gyuha logo em seguida. Procurou por todos os cantos e tentou ligar, mas o rapaz já não estava em lugar nenhum da casa.
Com um suspiro, ele se deixou cair no sofá, sem forças. Seu rosto estava completamente rígido. As palavras que Seo Gyuha acabara de cuspir antes de sair repetiam-se involuntariamente em sua mente.
— Não se importa nem um pouco com o que eu sinto, age apenas do seu jeito e, quando se trata do que é importante, fecha a maldita boca sem dizer uma palavra. Na sua cabeça, eu não passo de um cara que abre o buraco quando você precisa, não é?
Na verdade, era ele quem queria dizer aquilo. Sempre que histórias antigas surgiam durante uma conversa, Lee Chayoung era tomado por um sentimento de melancolia. Talvez fosse complexo de inferioridade, mas… sempre que sentia uma nuance de que o “eu” que desapareceu da memória, o “eu” que ele não conhecia, fazia falta ou era melhor, ele não conseguia afastar o pensamento: “Será que ele está negando quem eu sou agora?”.
E não é como se ele explicasse as coisas abertamente. Quando perguntava como o “eu” que ele conhecia agiria em tal situação, Seo Gyuha apenas desconversava, dizendo que ele podia fazer o que quisesse. Após isso se repetir algumas vezes, aquela consideração ambígua passou a incomodá-lo.
A parte sobre “abrir o buraco” foi igualmente desconcertante. Ele admitia que houve um lado um tanto coercitivo na madrugada de hoje e reconhecia que estava totalmente errado nisso, mas, fora essa vez, nunca havia forçado nada. No entanto, ouvir palavras que basicamente significavam que ele só havia cedido porque Lee Chayoung queria, e não por um desejo mútuo, foi um choque tão grande quanto levar uma paulada na cabeça.
Ao voltar para o escritório, Lee Chayoung pegou o celular novamente, mas mudou de ideia e o jogou de lado, sentando-se na cadeira. Se entrasse em contato com o Chefe de Secretaria Jeong, encontraria o paradeiro de Seo Gyuha num instante, mas não queria fazer isso agora.
Por outro lado, decidiu que era melhor parar de pensar por um momento. Na situação atual, sentia que qualquer pensamento o levaria a tomar a pior decisão ou a cometer algo irreversível.
Como forma de fuga da realidade, Lee Chayoung escolheu o trabalho. Pulou o jantar, enfurnou-se no escritório e, tarde da noite, abriu uma garrafa de uísque. Bebeu até se embriagar, mas nem mesmo o sono foi tranquilo. Situações que ele não sabia se eram sonhos ou imaginação misturaram-se de forma caótica, atormentando sua mente a noite toda e, quando abriu os olhos novamente, sentiu como se tudo estivesse um desastre.
Mesmo naquele estado, ele subiu ao segundo andar.
Mas o quarto estava vazio, e ele pôde sentir intuitivamente que Seo Gyuha não havia voltado para casa durante a noite.
Lee Chayoung optou por dar as costas em silêncio. Não seria difícil encontrá-lo, mas surgiu um sentimento de rebeldia: “Por que eu deveria fazer isso?”. As palavras que Seo Gyuha despejou ontem ficaram gravadas como feridas e, embora se sentisse frustrado por ser o único manipulado naquela situação, ele também estava irritado com o golpe em seu orgulho.
Indo direto para o banheiro, Lee Chayoung terminou o banho tentando fazer com que os pensamentos intrusivos em sua mente escorressem junto com a água. Ele se forçou a comer uma colherada de comida e voltou ao escritório, mas, como era de se esperar, não conseguia se concentrar de jeito nenhum.
Três dias se passaram dessa forma. Ele estava sentado na cadeira hoje também, por pura inércia, quando o toque do celular quebrou o silêncio.
A pessoa que ligava era a mãe de Seo Gyuha. Lee Chayoung atendeu, mesmo com uma expressão de descontentamento.
— Alô? Chayoung, pode falar um minuto?
— Sim. Pode dizer.
— Não é nada demais, se tiver um tempo hoje, passe aqui em casa rapidinho para pegar alguns acompanhamentos. Na verdade, eu queria jantar com vocês depois de tanto tempo, mas vi que hoje é justamente o dia em que começa o heat do Gyuha. Ultimamente ando tão esquecida…
Mesmo agora, ele não tinha a impressão de que Seo Gyuha parecesse um ômega, mas, como biologicamente ele o era, não seria estranho que tivesse ciclos de heat. Logo em seguida, ouviu a voz continuar cautelosamente.
— Os sintomas do heat do Gyuha são bem diferentes dos outros ômegas. Ele tende a ficar prostrado, querendo apenas dormir, ou com uma expressão rabugenta, mas esse nunca é o verdadeiro sentimento dele, então peço que você, Chayoung, seja compreensivo. Há pouco tempo, quando ele veio ver as crianças rapidamente……. Não. Vamos conversar sobre isso pessoalmente na próxima vez.
Sentindo que ela estava tentando mudar de assunto, Lee Chayoung rapidamente a questionou.
— Por favor, me diga. Aconteceu alguma coisa?
— ……Não foi nada de especial, mas talvez por eu ser a mãe dele, senti que o semblante do Gyuha estava muito sombrio. O fato de ele ter vindo ver as crianças sozinho também…
— …..
— Por causa da personalidade dele, ele não demonstra muito, mas o Gyuha gosta de você de verdade, Chayoung. Por favor, nunca aceite apenas o que ele mostra na aparência e seja um pouco mais tolerante. Sim?
— ……Entendi. Peço desculpas, mas passarei na sua casa em uma próxima oportunidade.
— Tudo bem, então descanse bem.
Mesmo após desligar o telefone, sua expressão continuava ruim. Não era apenas pelas palavras que acabara de ouvir pedindo compreensão. Sua cabeça latejava de uma forma desagradável e, sem falta, sentia aquela sensação de que algo estava prestes a ser alcançado, mas escapava. Havia outro ponto que o preocupava.
“Vi que hoje é justamente o dia em que começa o heat do Gyuha.”
Lee Chayoung sabia muito bem que, quando o heat começava, a condição física de Seo Gyuha ia ao fundo do poço. Mas não era só isso. De qualquer forma, por ser, em termos chulos, o período de cio, sempre que mantinham relações nessa época, ele reagia de forma muito mais sensível que o normal.
As pontas de seus dedos, que tamborilavam em sua coxa, demonstravam ansiedade. Seo Gyuha, que havia saído de casa após a briga, ainda não tinha retornado. Por orgulho, ele o estava deixando de lado, mas, conforme o tempo passava, seu interior queimava de aflição. E agora, saber que o heat começava hoje era como jogar gasolina em uma casa pegando fogo.
Será que ele não está transando com outro cara?
Ele mordeu o lábio com força, abrindo uma pequena ferida. Só de imaginar Seo Gyuha com outra pessoa, seu coração gelava. No mínimo, não havia o risco de ele sair espalhando feromônios por aí, mas, ainda assim……
— ……Espera um pouco.
Por um instante, Lee Chayoung estacou. O fluxo incessante de pensamentos em sua mente causou uma súbita confusão.
Desde o acidente, ele ainda não havia passado pelo heat de Seo Gyuha, nem tinha conversado sobre o assunto com ele. No entanto, por algum motivo, o fato de Seo Gyuha não conseguir liberar feromônios e, mesmo assim, estar mais sensível do que nunca, surgiu em sua mente de forma extremamente natural.
Ao perceber isso, os batimentos de seu coração aceleraram involuntariamente. Se até agora ele sentia que algo estava prestes a ser alcançado para logo em seguida escapar, desta vez sentia que poderia agarrar a lembrança com firmeza.
Ele se levantou de um salto e procurou pelo celular. Ligando imediatamente para o Chefe de Secretaria Jeong, Lee Chayoung saiu de casa às pressas. Antes que o que ele temia acontecesse de fato, a prioridade absoluta era encontrar Seo Gyuha agora mesmo.
— Por favor, entre em contato assim que localizar o paradeiro dele.
— Entendido.
Após terminar a ligação com o Chefe Jeong, ele tentou ligar novamente para Seo Gyuha, mas, impiedosamente, ouviu a mensagem de que o aparelho estava desligado.
O rastreamento de localização também era inútil. Ao ver que o sinal indicava que o alvo estava num raio de 5 metros, percebeu que ele havia deixado até o carro para trás. Por causa disso, mesmo sentado no banco do motorista, Lee Chayoung não conseguia nem dar a partida, forçando o cérebro a pensar, ansioso.
*Acho que ele não iria para a casa da mãe, nem que fosse por preguiça.*
*Um hotel? Casa de um amigo? ……Não me diga que ele foi para o exterior de novo?*
Sentiu um calafrio ao lembrar de quando agiu de forma estúpida e complacente, acabando por ter que persegui-lo até o exterior para finalmente conseguir segurá-lo. Era mais uma memória recuperada sem que ele percebesse.
Ele ia ligar para a mãe de Seo Gyuha, mas hesitou no último segundo. Havia falado com ela há pouco tempo e, se ele tivesse ido para a casa da família, ela não seria o tipo de pessoa que esconderia isso dele.
Sendo assim, a segunda opção era aquela pessoa. Ao se lembrar de alguém, Lee Chayoung buscou imediatamente o nome dele na lista de contatos.
— Por que essa cara de enterro logo de manhã?
— Ah, Chefe Seong. O senhor chegou?
Com um copo de papel na mão, o Chefe Seong transbordava energia desde cedo. Ao contrário dele, Bak Chan-ung exibia um rosto com olheiras profundas e transparecia um cansaço extremo.
— Passou a noite em claro?
— Não, é que eu bebi até tarde com um amigo ontem.
— De novo? Você disse que já tinha bebido anteontem também.
— Pois é. Haha….
— É bom se divertir, mas cuide da saúde. Os abusos que a gente comete quando é jovem voltam todos quando envelhecemos.
Deixando uma piada de que até hoje sentia azia sempre que chovia, o Chefe Seong se retirou. Bak Chan-ung relaxou o corpo com um leve alongamento nos ombros e estendeu a mão para o botão de ligar do computador. Era a tristeza de um trabalhador que precisava labutar para receber o salário.
Com o estômago ardendo, ele nem se atreveu a tomar o café da manhã e abriu uma lata de água com mel que comprou no caminho para o trabalho. Enquanto bebia aos goles e batia no teclado, o celular sobre a mesa vibrou levemente.
Olhou para a tela e era um número desconhecido. Sem hesitar, apertou o botão de recusar chamada, mas, desta vez, o aparelho emitiu um sinal sonoro indicando o recebimento de uma mensagem.
[Aqui é Lee Chayoung. Por favor, me ligue assim que tiver um tempo.]
“Hein?”
Suas pupilas se dilataram involuntariamente diante daquele nome, ao mesmo tempo estranho e familiar. Se fosse mesmo a pessoa que ele estava pensando, parecia que deveria ligar de volta imediatamente, como solicitado.
Ele deu uma olhada rápida ao redor do escritório. Confirmando que, felizmente, ninguém prestava atenção nele, Bak Chan-ung discou cautelosamente para o número da mensagem.
— Sim, Chan-ung. Aqui é Lee Chayoung.
— Ah… olá.
Ele se sentia atordoado enquanto falava. Ao ouvir a voz, o rosto da outra pessoa surgiu automaticamente em sua mente.
O cônjuge de Seo Gyuha, que parecia tão impecável quanto sua aparência sugeria, era a única pessoa da mesma idade com quem Bak Chan-ung usava linguagem formal. Embora se conhecessem há quase dez anos, raramente se falavam por telefone ou se viam pessoalmente; além disso, por sentir lá no fundo que viviam em “mundos diferentes”, ele nunca teve coragem de sugerir que falassem informalmente.
— Desculpe ligar de repente, sei que deve estar ocupado.
— Não, tudo bem. Mas, bem… como conseguiu o meu número?
— Eu o tenho porque perguntei ao Gyuha.
— Ah, sim…
— Não é nada demais, mas, por acaso, você falou com o Gyuha recentemente?
“Se falei? E não foi só falar.” Como ele parecia ter seus motivos, Chan-ung o deixou em paz, mas o amigo continuava lá, instalado em sua casa sem a menor intenção de ir embora.
De qualquer forma, mil pensamentos passaram por sua cabeça num instante. Deveria dizer a verdade ou fingir que não sabia de nada?
Pressionado por uma tensão invisível, Bak Chan-ung hesitou, mas logo chegou a uma conclusão e voltou a falar. Afinal… mesmo sem dizer nada, Gyuha parecia estar esperando por ele.
— O Gyuha está na minha casa agora.
— Na sua casa, Chan-ung?
— Sim. Nos encontramos no domingo, ele ficou muito bêbado e eu o levei para lá. Como meu apartamento é novo, acho que ele gostou e resolveu ficar por lá mesmo.
Ele tentou aliviar o clima com uma piada sem graça, já que um cara que mora em uma casa várias vezes maior dificilmente faria algo assim por esse motivo. Mentalmente, lembrou-se do rosto de Seo Gyuha. Quando o amigo disse que não queria se mexer e perguntou se não podia ficar por uns dias, Chan-ung atendeu ao pedido, apenas implicando de brincadeira para ele pagar o aluguel.
Não sabia por que ele estava agindo assim, tendo uma casa perfeitamente boa ou hotéis à disposição, mas de uma coisa tinha certeza: era óbvio que havia um problema entre o casal e, pela força de vinte anos de amizade, ele estava fingindo não notar.
— Então ele ainda está na sua casa, certo?
— Provavelmente. Ele bebeu muito ontem também, então… deve estar dormindo ainda.
— Entendo. Ah, e por acaso você também se encontrou com o Byeongcheol ou com o Gangsan no domingo?
— Não, vi apenas o Gyuha.
— E não se juntaram a outras pessoas na mesa?
— Não…… né?
Não era um clube ou um bar de azaração, era um restaurante de churrasco na brasa; se estivessem no auge da juventude, quem sabe, mas aos trinta e poucos anos não era algo a se esperar. Ele soltou um risinho involuntário de descrença, mas a voz do outro lado permanecia extremamente séria.
— Então vocês dois beberam sozinhos o tempo todo? E você é um beta, Chan-ung.
— …….
Assim que entendeu o que aquilo significava, Bak Chan-ung levou a mão à testa. Ter uma percepção rápida demais agia como um veneno nessas horas. Céus, esses casais apaixonados são um pé no saco.
Mesmo entre um beta e um ômega, “certas coisas” seriam perfeitamente possíveis, mas ele foi sábio e economizou nas palavras. Piadas bobas devem ser feitas dependendo da pessoa e, acima de tudo, ele detestava até a ideia de imaginar Seo Gyuha naquela situação.
— Sim. Sou beta e perfeitamente heterossexual.
Como não podia simplesmente ignorar a pergunta, ele respondeu em um tom totalmente desprovido de alma, mas o que ouviu em seguida foi ainda mais ultrajante.
— Então, por acaso, você poderia me informar a senha da porta da frente? Não vou encostar em nada, só vou acordar o Gyuha e sair.
— Por mais que seja o caso, informar a senha é um pouco…….
— Eu lhe peço esse favor, Chan-ung.
Ele continuou dizendo que não esqueceria o favor e que certamente retribuiria a ajuda. Diante de um pedido carregado de tanta súplica, ficou difícil recusar facilmente.
“Hã, inacreditável.”
Bak Chan-ung massageou a nuca algumas vezes, sentindo-se em um beco sem saída, e acabou informando o endereço de sua casa e a senha da entrada antes de desligar. Não era adequado ficar muito tempo ao telefone tratando de assuntos pessoais durante o horário de trabalho e, para ser sincero, ele tinha medo das consequências futuras se recusasse até o fim……. “Espera um pouco.”
“Será que o Seo Gyuha não vai me dar um tapa por causa disso?”
O pensamento veio tarde demais; o ônibus já tinha passado. Mesmo que quisesse avisá-lo por telefone, não conseguia contato, e também não estava em condições de correr para casa agora mesmo.
Sendo alguém de temperamento impaciente, ele também desistia rápido. “Ah, que se dane. Eles que se resolvam.” Como já era difícil o suficiente dar conta do trabalho com o cérebro cheio de resíduos de álcool, Bak Chan-ung terminou de virar a lata de água com mel e voltou a movimentar os dedos freneticamente.
Havia outra pessoa sofrendo com as sequelas do excesso de bebida. No instante em que acordou, Seo Gyuha só conseguia gemer enquanto segurava a cabeça.
Sua cabeça latejava como se um pica-pau a estivesse bicando e seu estômago ardia. Gemendo, ele finalmente abriu os olhos e deparou-se com uma cena que já lhe era bem familiar.
“Quando foi que eu dormi?”
Ele não conseguia se lembrar. A última memória que restava em sua mente era de ter segurado Bak Chan-ung ontem à noite e bebido direto da garrafa.
Ao sair para a sala, Seo Gyuha desabou no sofá. Como seu estômago continuava ardendo, ele massageou a região do peito, soltou um longo suspiro e pressionou os olhos com as duas mãos.
O tempo estava limpo, como se nunca tivesse estado nublado e chuvoso. Ao contrário disso, o humor de Seo Gyuha continuava no fundo do poço. Mesmo assim, ao recuperar a consciência, o rosto de alguém surgiu novamente de forma natural.
Embora tivesse despejado tudo e saído de casa em um momento de fúria, o alívio durou apenas aquele instante. Na verdade, mesmo quando bebia como uma locomotiva desgovernada no restaurante, não se sentia revigorado; ele apenas desejava ficar bêbado o mais rápido possível.
A fuga consciente da realidade continuava.
Anteontem, usou a ressaca como desculpa para dormir o dia todo e, ontem, passou o tempo todo assistindo a filmes barulhentos para tentar se distrair à força. Mas, como era de se esperar, não conseguia ficar em paz. Todas as noites bebia até cair e, quando a sobriedade voltava pela manhã, as flechas da culpa voavam em sua própria direção.
*Eu devia ter perguntado por que ele fez aquilo. Ele parecia totalmente confuso…….*
Se fosse perguntar se ele costumava participar de bom grado dos eventos familiares de Lee Chayoung, a resposta obviamente seria não. Na maioria das vezes, ele ia por obrigação, pensando na posição do outro, e quando Chayoung dizia que iria sozinho, ele o incentivava, dizendo que era uma boa ideia. No entanto, desta vez, as palavras da sogra dizendo que Lee Chayoung tinha ido sozinho não trouxeram apenas mágoa, mas um sentimento profundo de desolação.
“Será que ele tentou falar comigo alguma vez nesse tempo? Ou será que ele aproveitou a chance e já está preparando os papéis do divórcio?”
Como tinha perdido o celular em algum lugar, era impossível conferir. ……O que eu faço agora? Devo fechar os olhos e voltar para casa na cara de pau? Foi o momento em que seus pensamentos se intensificaram.
*Bip, bip, bip, bip, clack—*
De repente, o som do teclado da fechadura digital ecoou e a porta da frente se abriu. Seo Gyuha olhou instintivamente naquela direção e seus olhos se arregalaram.
Ele achou que fosse Bak Chan-ung dando uma passada em casa na hora do almoço, mas quem apareceu diante dele foi uma pessoa que jamais imaginaria encontrar ali. Ou melhor, ele não parava de pensar nele, mas nem em seus sonhos esperava vê-lo naquele lugar.
Como se estivesse em sua própria casa, Lee Chayoung tirou os sapatos sem hesitar e entrou. Ao contrário de Seo Gyuha, que ainda estava de boca aberta pelo choque, ele não demonstrava a menor surpresa. Observando o outro se aproximar com passos firmes e o olhar fixo nele, Seo Gyuha foi o primeiro a falar, ainda atordoado.
— ……Como você soube que eu estava aqui?
— Imaginei que você estivesse com seus amigos, então entrei em contato com o Chan-ung.
Num instante, a distância entre eles encurtou o suficiente para que pudessem se tocar. Desta vez, Lee Chayoung falou primeiro.
— Bebeu muito? Suas olheiras estão fundas.
— ……Um pouco.
— Um panda viria correndo te chamar de irmão.
— E você acha que não está do mesmo jeito?
Seo Gyuha reclamou por estar sem jeito e logo estremeceu. Lee Chayoung estendeu a mão suavemente e acariciou sua bochecha.
Sua palma estava fria, como se ele tivesse acabado de tocar em gelo. Pontos de interrogação surgiram naturalmente na mente de Gyuha. Depois de ter saído de casa daquele jeito, ele estava em uma posição onde não poderia reclamar se o outro fosse sarcástico ou frio, mas sua expressão e voz soavam bastante carinhosas.
— Já tomou o remédio?
— Que remédio?
— Seu heat começa hoje, não é?
— …….
— Não sabia?
Ele não sabia. Com razão sentia o corpo afundar e a cabeça latejar; se os sintomas pré-heat tivessem se sobreposto à ressaca, fazia todo o sentido, pensou ele, assentindo. Como já era exaustivo demais focar em um pensamento por vez, ele nem sequer notou que Lee Chayoung havia mencionado seu ciclo de heat sem que ele tivesse dito nada a respeito.
— Vamos para casa conversar.
Sentiu uma força leve puxando seu pulso. Diante de uma situação tão repentina que parecia um sonho, Seo Gyuha nem sequer pensou em pegar seu casaco e acabou seguindo-o meio sem jeito, balbuciando um “Hã?”.
Quando deu por si, já estava dentro do carro. Ficou sentado como alguém que perdeu o juízo até que, de repente, como se estivesse enfeitiçado, olhou de soslaio para o lado.
O perfil de Lee Chayoung, atento à estrada, entrou em seu campo de visão. Não era algo que ele via pela primeira vez, mas, estranhamente, seu peito se agitou e os batimentos cardíacos aceleraram um pouco.
— Vai acabar fazendo um buraco no meu rosto.
Sentindo um sobressalto interno, ele voltou os olhos para a posição original. Enquanto ele apenas franzia o rosto por ter perdido o timing de retrucar, o carro, que seguia bem, reduziu a velocidade de repente e parou em frente a um edifício.
— Espere um pouco.
Ao vê-lo abrir a porta do carro em seguida, Seo Gyuha falou rapidamente.
— Onde você vai?
— Na farmácia……Se não quiser filmar uma cena de perseguição, nem pense em descer.
Dito isso, ele fechou a porta e passou pela frente do capô com passos ágeis. Observando-o entrar na farmácia logo atrás da calçada, Seo Gyuha resmungou mentalmente.
“Cena de perseguição, sei. Eu não tenho energia nem para correr.”
Não demorou muito e Lee Chayoung voltou para o carro. Ele entregou a Seo Gyuha um frasco marrom do tamanho de uns dois dedos.
— Beba.
— O que é isso?
— É um inibidor. Disseram que o efeito é um pouco fraco, mas quase não tem efeitos colaterais. Mesmo assim, deve ser melhor do que não tomar nada. O remédio que você costuma usar está em casa, não está?
— Está.
Era um incômodo, mas ele ainda ia ao hospital todos os meses, e faltava bastante tempo para a próxima consulta. Embora não demonstrasse, sua condição física continuava um desastre, então Seo Gyuha apressou-se em abrir a tampa do frasco.
— …Hã?
Foi no exato momento em que ele encostou o frasco na boca e estava prestes a inclinar a cabeça. Um pensamento cruzou sua mente como um relâmpago, e Seo Gyuha, sem perceber, olhou fixamente para o banco ao lado.
— Você, o que acabou de dizer?
— O quê?
— O que você acabou de dizer, porra!
— O que foi que eu disse?
— Você falou do remédio e tal. Como você sabe disso?
— ……Ah.
Uma expressão de “fui pego” surgiu no rosto de Lee Chayoung.
Gyuha era um cara que detestava rodeios e não tinha o menor talento para perceber as coisas, mas, por algum milagre, ele havia notado.
Chayoung tinha seus próprios planos, mas ao se ver na situação de ter que confessar tudo de repente, sentiu um certo embaraço. Pensando em como começar, ele coçou levemente a nuca e finalmente abriu a boca.
— Acho que minhas memórias voltaram.
— ……!
Diante daquelas palavras inesperadas, os olhos de Seo Gyuha se arregalaram como os de um boi.
É sério? Ele não está me enrolando? Como? De repente?
Ao ver aquela expressão que revelava todos os seus pensamentos, Lee Chayoung sentiu uma nova onda de remorso. Pouco depois, com o rosto misturando confusão e dúvida, Seo Gyuha moveu os lábios para falar.
— É sério?
— Sim. Lembrei de quase tudo. De você se despedindo de mim na manhã do acidente, de que eu estava a caminho de uma viagem de negócios naquele dia.
— ……
— ……Você sofreu muito por minha causa esse tempo todo, não foi?
Junto com as palavras, sua mão se moveu involuntariamente. Ele tentou acariciar o rosto do outro mais uma vez, tomado por um sentimento de ternura, mas antes que pudesse se aproximar, ouviu a voz de Seo Gyuha. Era um tom que, por algum motivo, parecia um pouco frio.
— Não minta para mim.
Não era de se estranhar que ele não acreditasse de imediato. Por mais que tentassem fingir, vinham vivendo de forma precária até que finalmente tiveram aquela briga feia; ouvir que a memória voltou de repente em apenas alguns dias era algo que nem o próprio Chayoung acreditaria se estivesse no lugar dele. Naquela situação, só
restava uma coisa a fazer: provar repetidas vezes até que Seo Gyuha pudesse acreditar.
— Não é mentira. Pode perguntar qualquer coisa.
“Então existe esse jeito!” Um brilho de compreensão passou pelo rosto de Seo Gyuha. Esquecendo-se até de beber o remédio, ele mergulhou em seus pensamentos por um instante e, ao encontrar a pergunta perfeita, voltou a cabeça na direção de Lee Chayoung.
— Você lembra o que disse quando eu joguei um verde sobre a vinda do Gyuyoung?
— …….
Lembrava-se de estar olhando para Seo Gyuha com confiança, mas, por um instante, Lee Chayoung sentiu as palavras sumirem diante daquela pergunta inesperada.
Ele engoliu um gemido internamente. O pensamento de “ele está se vingando?” surgiu naturalmente, mas a expressão de Seo Gyuha parecia séria. De qualquer forma, ele sabia a resposta……Ele sabia, mas como não tinha coragem de repetir aquelas palavras, acabou resmungando:
— Pega leve comigo…. Eu estava errado.
— É mentira, então.
— Eu já disse que não é. Pergunta qualquer outra coisa.
Assim que disse isso, percebeu o erro. Para não acabar dando um tiro no próprio pé repetidamente, ele se apressou em falar primeiro:
— Seu aniversário é dia 22 de novembro e você ainda gosta de pé de galinha apimentado. Você trocou de carro no início desta primavera e, como o Gyuchan era pequeno, fomos para Gangwon-do nas férias de verão da família, certo?
— …….
Estava tudo correto. Mesmo assim, como ainda era difícil de acreditar, Seo Gyuha manteve uma expressão de dúvida antes de abrir a boca lentamente de novo:
— Qual foi o presente que eu te dei no seu aniversário este ano?
— Uma gravata e abotoaduras. Você disse que tinha caído na lábia do vendedor e acabou comprando o conjunto, eu acho.
— Qual foi a comida que você mais preparou para mim ultimamente?
— Massa com creme e contrafilé. Você comeu tanto quando estava grávido do Gyuchan que o apelido provisório dele acabou sendo Creme. Eu fiquei morrendo de medo de você sugerir que o apelido fosse Contrafilé.
Essa também era uma explicação exata. A mãe de Gyuha, sem falta, também teve o sonho de concepção do segundo filho; ela disse que sonhou com uma jiboia dourada percorrendo um campo amarelado e insistiu que, desta vez, o apelido provisório deveria ser Brilhante, mas Gyuha recusou seriamente e colocou Creme de qualquer jeito.
Naquela época, ele sentia tanto desejo por massas cremosas que comeu aquilo dia sim, dia não, por vários meses seguidos.
Ao vê-lo falar sem hesitação de histórias que apenas os dois conheciam, ele não teve escolha a não ser admitir que a memória de Chayoung havia voltado. No entanto, continuava sentindo-se igualmente atordoado.
Mesmo que a amnésia fosse uma sequela do acidente, o médico dissera que não havia outra forma senão deixar nas mãos do tempo, e que nem assim era garantido que tudo voltaria ao normal. Por isso, ouvir que tudo havia retornado de repente, da noite para o dia, parecia inacreditável.
— Você bateu a cabeça em algum lugar de novo?
— Não.
— Então……. você não estava fingindo que perdeu a memória, estava?
— De jeito nenhum. Por que eu faria uma coisa dessas?
— É que é difícil de acreditar.
Diante do murmúrio que soava como uma desculpa, Lee Chayoung deixou escapar um sorriso amargo.
— Achei que você ficaria feliz se minha memória voltasse, mas parece que tanto faz.
— É claro que eu estou feliz! Porra, precisa mesmo perguntar?
Ao se levantar abruptamente, o pequeno frasco em sua mão balançou e transbordou. Ele olhou para a própria mão, sem entender o que era aquilo por um segundo, mas logo lembrou que era o inibidor que Lee Chayoung acabara de comprar e virou o resto do conteúdo de uma vez na boca. Enquanto isso, Lee Chayoung abriu o porta-luvas em silêncio e limpou a roupa molhada de Seo Gyuha com um lenço umedecido.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna