↫─☫ Extra 13
↫─☫ Extra 13
– Um mês depois –
— Venham jantar.
Junto com o som de batidas na porta, a voz da ajudante veio do outro lado. Seo Gyu-ha deu uma olhada rápida no relógio digital na parede, desligou a TV sem hesitar e se levantou.
— Onde está o Gyu-young?
— Ele foi lavar as mãos.
No momento exato, a porta do banheiro se abriu e a criança saiu. Ao avistar o pai, Gyu-young sorriu abertamente e correu em sua direção; Gyu-ha pegou a mão do filho e os dois seguiram juntos para a cozinha.
— Uau.
Assim que viu a mesa, uma exclamação escapou de seus lábios. Como de costume, havia vários pratos com acompanhamentos caseiros apetitosos, e uma panela de barro baixa estava cheia de Galbi-jjim (costela cozida).
O visual deslumbrante somado ao aroma irresistível o fez salivar. Sentando-se, Gyu-ha começou a devorar a carne da costela com pressa.
— Está do seu agrado?
— Sim. Está delicioso.
Não era apenas cortesia; parecia derreter na boca. Graças a isso, ele esvaziou uma tigela de arroz num instante. Ao pegar a última colherada e levá-la com vontade à boca, um riso que parecia uma diversão contida escapou dele. Seu olhar se voltou discretamente para o baixo ventre.
“— …Aconteceu a mesma coisa na época do Gyu-young.”
Logo em seguida, Gyu-ha se levantou com a tigela vazia. Enquanto ele servia uma quantidade generosa de arroz com a espátula, pressionando-o na tigela, Gyu-young de repente chamou o pai.
— Papai!
— Sim?
Ao olhar para trás por reflexo, Gyu-ha se assustou. Lee Cha-young estava se aproximando da cozinha, sem que ele percebesse quando havia chegado. Após terminar o que estava fazendo, Gyu-ha voltou ao seu lugar com a tigela cheia.
— Você não disse que tinha um jantar da empresa hoje?
— Disse. Mas não estou me sentindo muito bem.
— Não está se sentindo bem?
Um toque de surpresa surgiu no rosto de Gyu-ha. Como aquele sujeito, que não se abalava mesmo depois de rolarem juntos na cama e que aguentava passar duas ou três noites em claro sem problemas, dizia não estar bem, era impossível não se espantar.
— Onde dói?
— Em lugar nenhum em particular. Só me sinto um pouco indisposto, devo melhorar depois de dormir.
— Você foi ao médico?
— Passei lá no caminho para casa, mas disseram que não há nada de errado. Só tomei uma injeção de vitaminas.
— Vá dormir cedo hoje. Nada de se enfurnar no escritório.
— É o que farei.
A ajudante, agindo com perspicácia, colocou uma tigela de arroz e uma de sopa novas diante de Lee Cha-young. Após um breve agradecimento, Cha-young pegou a colher. Ele também pegou um pedaço de costela que brilhava suculentamente, mas, de repente, sentiu uma náusea súbita e tapou a boca às pressas.
— O que foi?
Desta vez, Gyu-ha perguntou realmente alarmado. Momentos depois, após acalmar o estômago com um pouco de água fria, Cha-young levantou a cabeça. Assim que olhou para a costela que antes parecia apetitosa, sua expressão se contorceu levemente.
— Você está bem? O que deu em você de repente?
— Senti o cheiro da carne e meu estômago embrulhou… Será que o que comi no almoço me fez mal?
— O que foi que você comeu para ficar assim?
Apesar do tom de bronca, sua expressão carregava preocupação. Cha-young tentou tranquilizar Gyu-ha e recomeçou a comer, mas não demorou muito para pousar a colher novamente.
Diferente dele, Gyu-ha devorava a costela de forma combativa. Um leve sorriso surgiu nos lábios de Cha-young. Mesmo não sendo época de mudanças de estação, o apetite dele estava incomum; de uns dias para cá, duas tigelas no jantar haviam se tornado o padrão.
— Coma bastante, mas devagar.
— Eu já estou…
Gyu-ha, que respondia sem nem levantar a cabeça, parou de repente.
Uma expressão de quem acabara de perceber algo se voltou para o outro. Por um momento, Gyu-ha largou até os pauzinhos e começou a rir, com os ombros tremendo.
— Papai, por que você está assim?
— Não é nada.
Apesar das palavras, não era uma reação de “nada”. Momentos depois, com o rosto tentando conter o riso, Gyu-ha chamou Cha-young.
— Venha aqui um instante.
Mesmo diante do chamado repentino, Cha-young levantou-se prontamente sem dizer nada. Gyu-ha segurou o pulso do companheiro que parou ao seu lado e o levou lentamente em direção ao próprio abdômen.
— Hum, *cof*.
Na hora de falar, ele pigarreou algumas vezes por timidez e encarou o outro com o rosto levemente corado.
— Eu não tomei o remédio naquela vez.
— Hein?
— …No final do mês passado, quando ficamos juntos. Eu não tomei o remédio que você deixou.
Honestamente, ele não tinha grandes expectativas. Embora o preservativo tivesse rasgado no meio do ato, fora antes da ejaculação, e depois disso eles continuaram usando proteção corretamente. Além disso, como Cha-young não estava no rut, ele pensou que as chances seriam quase nulas.
No entanto, ao fazer o teste de gravidez, as duas linhas vermelhas apareceram. No hospital, onde ele foi por via das dúvidas, o resultado foi o mesmo.
— Espere, então quer dizer que…
Ao ver o rosto dele com uma expressão de “será possível?”, Gyu-ha assentiu, confirmando que o que ele estava pensando era verdade.
De forma incomum, a timidez subiu e as pontas de suas orelhas ficaram vermelhas. Contudo, logo em seguida, Gyu-ha olhou diretamente nos olhos de Cha-young e, com um sorriso brincalhão, deu um tapinha de leve no quadril do outro com as costas da mão.
— Está pronto para criar o segundo?
↫─☫ Fim Parte 4
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna