↫─☫ Extra 12
↫─☫ Extra 12
O carro diminuiu a velocidade e parou perto do terminal de embarque internacional. Logo em seguida, ouviu-se o clique do cinto de segurança sendo destravado no assento do passageiro, acompanhado pela voz de Choi Seung-hwa.
— Obrigado por me trazer, irmão.
Foi Choi Seung-hwa quem pediu a carona até o aeroporto. Por preguiça, Seo Gyu-ha ofereceu o dinheiro do táxi, mas o rapaz insistiu de forma tão persistente e audaciosa que ele não teve escolha senão assumir o volante.
— Desça logo. Tem um carro vindo atrás.
O reflexo de um grande ônibus se aproximando apareceu no retrovisor lateral. Mesmo sabendo que ele passaria pela faixa ao lado, Gyu-ha falou o que via apenas para apressá-lo, mas o outro não parecia ter pressa de sair e continuou puxando assunto.
— Irmão.
— O quê?
— Sabe, acho que graças a você, meus olhos se abriram para um novo mundo.
— Do que você está falando?
Só então Gyu-ha deu uma olhada de soslaio e deu de cara com aquele rosto sorridente e radiante, que já era sua marca registrada.
— Toda vez que você resmunga ou fala de um jeito perigoso, meu coração dispara e fica acelerado. Ah, quis dizer de um jeito rude.
— Você é louco.
— Exatamente isso.
— Eu te dou corda e você já quer montar em cima, né?
Gyu-ha forçou uma expressão ameaçadora, mas o sujeito abusado sequer piscou, continuando apenas a rir. “Louco. Parece um encosto que morreu de tanto rir.”
Desde ontem, a partir do momento em que ele se desculpou pelo erro que cometeu, a atitude de Choi Seung-hwa mudou drasticamente. É claro que, antes disso, ele apenas falava sem educação, sem demonstrar desgosto explícito ou fazer algo que realmente o tirasse do sério, mas, depois daquilo, ele passou a chamá-lo de “irmão” o tempo todo e a puxar conversas inúteis, a ponto de Gyu-ha se perguntar se aquele era o mesmo cara que conheceu no primeiro dia.
— Vamos ser mais próximos da próxima vez. Voltarei para visitar nas férias.
— Não vou mais deixar você dormir lá em casa. Desça logo.
Após receber mais uma ordem de expulsão, Choi Seung-hwa finalmente saiu do carro. A carroceria balançou levemente enquanto ele tirava a bagagem e fechava o porta-malas, e logo ouviu-se batidas no vidro do carona. Ao ver o gesto do rapaz apontando o indicador para baixo, Gyu-ha abaixou a janela com relutância.
— O que está no meu assento é um presente para você, irmão.
Só então ele notou uma sacola de compras grande em cima do banco do passageiro. Antes que pudesse responder, Seung-hwa continuou:
— Obrigado por tudo. Da próxima vez, venha nos visitar na minha casa.
— Acha mesmo que eu vou?
— Ah, lá vem você de novo. Então eu virei de verdade.
Com uma reverência educada, Choi Seung-hwa se virou. Mesmo assim, por consideração à longa viagem que o outro faria, Gyu-ha decidiu observar suas costas até que ele entrasse.
Momentos depois, parado diante do portão, o rapaz olhou para trás. Acenou com os dois braços enquanto sorria abertamente e desapareceu por entre as portas, puxando sua mala.
Gyu-ha soltou um riso nasalado e desviou o olhar, quando a sacola no banco do carona chamou sua atenção novamente. Ele estendeu a mão sem hesitar e tirou o conteúdo.
Apesar de morar no exterior há muito tempo, o moleque parecia saber que ginseng vermelho era bom, pois havia produtos de uma marca famosa, além de vários suplementos vitamínicos com rótulos em letras estrangeiras.
— Pensei que seria alguma bobagem —, murmurou ele, sem grandes expectativas, mas era um presente surpreendentemente sensato. Enquanto guardava tudo na sacola, o celular que deixara sobre o console começou a vibrar com uma chamada. Gyu-ha verificou o remetente e atendeu.
— Oi.
— Chegou bem ao aeroporto?
Era Lee Cha-young. Mais cedo, ele enviara uma mensagem perguntando: “Ouvi dizer que você decidiu levar o Seung-hwa ao aeroporto?”, e o fato de estar ligando agora mostrava o quanto ele estava preocupado com o primo.
— Sim. Ele acabou de entrar.
— Obrigado pelo esforço. Eu disse que mandaria o motorista, mas ele não abriu mão da teimosia.
Quanto mais pensava, mais achava que os dois eram feitos do mesmo molde. O rosto bonito, o sorriso habitual que desarmava qualquer um e, ao mesmo tempo, aquela teimosia infernal que não cedia por nada.
— Vai direto para casa?
— Não. Vou ficar em um café até dar a hora de buscar o Gyu-young.
— O Gyu-young vai ficar muito feliz. Vá com cuidado.
— Tá bom.
Gyu-ha ia desligar primeiro, mas uma ideia lhe veio à mente e ele se apressou em continuar:
— Que horas você vem hoje?
— Vou direto assim que terminar o trabalho.
— Por isso mesmo, que horas seria isso?
— Tenho muitas coisas para confirmar, mas… vou tentar chegar o mais cedo possível.
Logo em seguida, a voz de Cha-young soou sorridente:
— Está com saudades?
— Vai pro inferno. Vou desligar.
Após desligar o telefone impiedosamente, Gyu-ha girou o volante devagar e saiu do aeroporto.
***
O programa de variedades que ele assistia sem muito interesse terminou, dando lugar a comerciais barulhentos. Apoiando a cabeça em um dos braços enquanto olhava para a TV, Seo Gyu-ha pegou o celular que estava longe para conferir a hora. Ao ver que já era quase meia-noite, franziu o rosto em desaprovação.
— Disse que viria assim que o trabalho acabasse.
Ele achou que Cha-young chegaria no máximo às dez horas, mas ainda não havia sinal dele. O tempo que ele observava mudou de 49 para 50 minutos. No momento em que desbloqueava o celular com a intenção de ligar, ouviu o som da porta se abrindo.
Ele se levantou rapidamente e saiu do quarto, vendo Lee Cha-young entrar.
— Por que demorou tanto?
— Surgiu um trabalho urgente que eu precisava confirmar e foi uma loucura. Mas por que você ainda está aqui?
— O quê?
— Amanhã é dia 30.
Gyu-ha ia perguntar o que ele queria dizer com aquilo, mas logo se calou, massageando a nuca. Ele estivera se sentindo estranhamente letárgico e sem vontade de se mexer desde o final da tarde, e as palavras de Cha-young fizeram tudo fazer sentido. Por estar focado apenas em quando o outro chegaria, esqueceu-se de que dia era hoje.
— Vá tomar banho logo.
— Está bem.
Deixado sozinho, Seo Gyu-ha vagou pela sala com os braços cruzados. Como ele acabara de chegar, provavelmente ainda não havia liberado seus feromônios, mas apenas o rastro suave do perfume dele fazia seu coração bater forte e o deixava inquieto. Como sempre, embora os sintomas típicos não aparecessem, o simples fato de pensar que seu heat poderia já ter começado trazia uma ansiedade desnecessária.
“Talvez seja melhor tomar o remédio agora.”
Ele olhou de relance para a mesa ao lado. Havia supressores espalhados por todos os lugares de fácil alcance, e como havia uma geladeira no quarto, ele poderia tomar o remédio naquele exato momento se quisesse.
No entanto, Gyu-ha logo desviou o olhar. Ele já costumava pegar no sono rápido, e como o remédio continha componentes sedativos, era certo que ele apagaria assim que o tomasse. E, tomando ou não, o fato de não conseguir sentir diretamente os feromônios alfa permanecia o mesmo.
Acima de tudo, havia algo que ele precisava fazer hoje. Sentou-se no sofá para esperar e, pouco depois, Lee Cha-young apareceu vestindo roupas confortáveis. Ao ver que Gyu-ha ainda estava ali, ele demonstrou surpresa.
— Não foi dormir?
Não era nada de mais, mas Gyu-ha sentiu um nó na garganta. Ele se levantou bruscamente e parou diante de Cha-young.
— Vou dormir aqui hoje.
— Vai dormir aqui?
— Por quê? Não quer?
— Não é isso, é que você hoje… u-uau!
Gyu-ha puxou o outro pela nuca com força e selou seus lábios subitamente. Após o susto inicial pelo contato repentino, Cha-young logo fechou os olhos e correspondeu ao beijo de bom grado. Não havia razão para recusar quando ele tomava a iniciativa assim.
Eles morderam e sugaram os lábios um do outro alternadamente, empurrando as línguas profundamente para explorar cada canto, esfregando-as como se estivessem em uma batalha. Após se devorarem intensamente, como se estivessem possuídos por um desejo acumulado, Gyu-ha arrancou sua camiseta de manga curta imediatamente.
— Vamos fazer.
Não era necessário perguntar o que fariam. Como fazia tempo que ele não era tão assertivo desde o início, Cha-young perguntou com uma expressão levemente confusa:
— Tem certeza? Durante o seu heat, você costuma ter dificuldade até em ficar perto de mim.
A mão dele se estendeu suavemente e tocou a bochecha de Gyu-ha. Gyu-ha estremeceu por um instante, mas não afastou nem evitou o toque.
Em um piscar de olhos, suas orelhas ficaram vermelhas. Por causa do beijo, ele já estava meio excitado, e o contato com o calor do outro lhe causou arrepios, fazendo até seus mamilos endurecerem.
Sentiu um impulso forte de puxar a mão que tocava sua bochecha em direção à sua virilha. Segurando a mão dele, Gyu-ha insistiu com uma voz carregada de urgência:
— Vai fazer ou não? Responda apenas sim ou não.
Era uma pergunta que não exigia reflexão. A resposta que saiu da boca de Lee Cha-young foi, obviamente, sim.
***
*Chup, chuup* — o som de saliva viscosa continuava ecoando entre as coxas. Gemidos intermitentes e baixos escapavam da boca de Lee Cha-young. Seu olhar febril estava fixo em Seo Gyu-ha, que estava ajoelhado diante dele.
A cada movimento da cabeça de Gyu-ha, o membro robusto aparecia e desaparecia. A sensação da língua quente e úmida lambendo a glande era indescritivelmente estimulante. Resistindo ao impulso de empurrá-lo até o fundo da garganta, Cha-young falou:
— Aconteceu alguma coisa?
— Nada. …Só estou com vontade. Não gosta?
Ao ser questionado com aquele olhar provocante, Cha-young respondeu prontamente que não era isso.
— Claro que não. Sinto que vou morrer de prazer.
— Não exagera.
Após dar uma bronca carinhosa, Gyu-ha voltou a segurar o membro de Cha-young e cobri-lo de beijos. Ele desceu até a base, sugando os testículos pesados, e depois subiu novamente, lambendo as veias saltadas.
Honestamente, muito honestamente, não se podia dizer que não havia acontecido nada. Por ter uma personalidade simples, ele costumava esquecer as coisas rápido, mas as palavras que Choi Seung-hwa disse bêbado anteontem, por algum motivo, não iam embora e permaneciam como um resíduo em seu coração.
As férias de inverno antes de entrar no ensino médio. Ele caiu na lábia da mãe, que prometeu deixá-lo viajar com os amigos se ele fizesse a cirurgia de supressão de feromônios, e não se arrependia disso. Pelo contrário, ao lembrar da vez em que quase causou um caos na escola por causa do heat, ele se arrependia de não ter feito antes.
Graças a isso, ele viveu como quis, sem amarras, e continuava assim até hoje. É claro que ser fisgado por um alfa e até ter um filho foram coisas que ele nunca imaginou, mas sentia que faria a mesma escolha se voltasse no tempo.
Gyu-ha também não era exceção quando se tratava de se acomodar à rotina. Ele já estava completamente acostumado com os três homens vivendo juntos e, como não estava preso apenas às tarefas domésticas, não tinha grandes reclamações.
Apenas… de vez em quando, pensamentos assim surgiam. Será que o Gyu-young ficaria bem tendo sido gerado por um ômega homem? Agora ele ainda era pequeno e não sabia de nada, mas será que, quando crescesse, ele não sofreria ou se rebelaria?
Havia outro peso no coração disfarçado de dúvida. Lee Cha-young estaria realmente bem com isso? Por mais que ele exalasse feromônios alfa, Gyu-ha não conseguia sentir. No máximo, sentia algo através da pele, e o outro jamais sentiria o cheiro de feromônios ômega em toda a sua vida.
Nesse estado, ouvir Choi Seung-hwa dizer que não entendia por que Cha-young o escolhera o fez pensar ainda mais. Não que ele duvidasse do sentimento de Cha-young, mas era verdade que estava se sentindo desanimado e deprimido. Foi por esse motivo que ele esperou o outro chegar cedo hoje. Ele queria ver, como sempre, o outro desejando-o intensamente como um alfa.
— Chup, haa…
Depois de sugar e lamber o quanto quis, Gyu-ha finalmente levantou a cabeça. Ele limpou o canto da boca encharcado de saliva e empurrou Cha-young contra a cama.
— Hoje eu vou estar por cima.
— Sim. Me devore como quiser.
Gyu-ha franziu levemente o cenho diante daquela atitude relaxada e confiante do outro, mas, sem dizer nada, sentou-se sobre os quadris de Cha-young. Deu um beijo leve nos lábios dele que esboçavam um sorriso e desceu lentamente pelo pescoço.
Ao cravar levemente os dentes na pele macia, sentiu Cha-young estremecer. Naquele momento, ele engoliu em seco involuntariamente. Gyu-ha sabia que havia glândulas de feromônio no pescoço e, ao sentir a pele se tornando estranhamente arrepiada, percebeu que Cha-young provavelmente estava liberando feromônios sexuais aos poucos.
No instante em que percebeu isso, seu próprio pênis pulsou e o líquido pré-ejaculatório começou a escorrer. Com o coração acelerado, Gyu-ha ergueu o corpo e pressionou sua intimidade contra a de Cha-young, rebolando os quadris.
— Hht, haa…
Mesmo sem ter tirado as calças ainda, o simples fato de suas partes íntimas estarem se esfregando causava um prazer imenso. Continuando a rebolar como se estivesse penetrando, Gyu-ha acariciou o próprio peito com as duas mãos.
Desta vez, o pomo de Adão de Cha-young oscilou. Como sempre acontecia quando estava excitado, ele o observava com os olhos avermelhados, enquanto Gyu-ha, soltando gemidos sensuais, tocava o próprio peito, parecendo mais sexy do que qualquer vídeo erótico.
— Quero entrar, Gyu-ha.
— H-hht!
No momento em que a mão de Cha-young tocou sua bochecha, Gyu-ha deu um sobressalto. Cha-young também se surpreendeu com a reação violenta, mas logo entendeu o motivo.
Como não havia sintomas visíveis, ele esquecera por um momento, mas Gyu-ha estava prestes a entrar no heat. Desde o nascimento do Gyu-young, não importava o quanto ele tomasse supressores, ele não suportava nem o menor vestígio de feromônio alfa, o que os levava a dormir em quartos separados por uns três dias no fim do mês. Estar ali na cama com um alfa naquele período parecia ser demais para ele.
— Você tomou o supressor?
— …Tomei.
Em vez de continuar falando, Cha-young moveu as mãos lentamente. Assim que ele agarrou as nádegas firmes, sentiu o corpo do outro enrijecer em choque novamente.
Era definitivamente uma reação diferente da habitual. Pensar que o heat já poderia ter começado fez o calor aumentar ainda mais. Infelizmente, os feromônios ômega ainda não podiam ser sentidos, mas o simples fato de estar fazendo sexo durante o período de cio dele trazia uma excitação avassaladora.
A excitação mental manifestou-se fisicamente. Gyu-ha sentiu o pênis do outro latejar e olhou para Cha-young com uma expressão confusa e incrédula.
— Por que ficou ainda maior de repente?
— É impossível não ficar nessa situação.
Sem desviar o olhar, Cha-young apertou as nádegas de Gyu-ha mais uma vez.
— Quero te possuir a noite toda. Até você ficar encharcado com os meus feromônios.
— Louco…
— Deixe-me entrar logo. Por favor.
Com um movimento de quadril que empurrava para cima, Gyu-ha engoliu um gemido. Sua pele se arrepiou novamente e sua boca ficou seca. Como ele também já estava excitado antes mesmo de começar a oral, tirou as calças rapidamente e estendeu a mão para a gaveta do criado-mudo.
*Squick* — o gel que ele apertou na palma da mão escorreu pelo pulso. Ele levou a mão para trás e inseriu dois dedos ao mesmo tempo. Após algumas estocadas lentas, adicionou mais um, inserindo três dedos. Mesmo sendo apenas um dedo a mais, a pressão sentida era nitidamente diferente.
— Quer que eu faça?
— Fique quieto. Eu disse que eu faria hoje.
Momentos depois, Gyu-ha empinou levemente o bumbum. Apoiando a parte superior do corpo com a mão esquerda, ele usou a direita para continuar se alargando por trás. Embora estivesse mais do que acostumado a ser quem recebe, ele não tinha coragem de simplesmente se sentar sem se preparar.
A cada movimento da mão de Gyu-ha, sons úmidos e obscenos vinham de onde ele não podia ver. Do seu membro ereto, o líquido pré-ejaculatório pingava intermitentemente, molhando o abdômen de Cha-young.
— Haa…
O pomo de Adão de Cha-young saltou novamente. Se dependesse da sua vontade, ele viraria Gyu-ha agora mesmo e enterraria seu pênis de uma vez. Queria estocar até a base, possuindo-o impiedosamente até que ele começasse a chorar.
— Coloque o meu.
— Ainda não. Só mais um pouco…
— Coloque. Por favor. Prometo ficar parado sem me mexer.
Mesmo sabendo que estava sendo seduzido, ver aquele rosto olhando para cima de forma suplicante o fez fraquejar novamente. Por fim, Gyu-ha mexeu os dedos lá dentro com força mais algumas vezes e os retirou.
Ele limpou a mão encharcada nos lençóis de qualquer jeito, pegou um dos preservativos que viera junto com o gel e rasgou a embalagem com os dentes. Colocou-o rapidamente no pênis de Cha-young, alinhou a ponta com a entrada e desceu o quadril lentamente.
— Hht…
Sua expressão inevitavelmente se contorceu. Como sempre, veio aquela pressão de ser alargado ao máximo. No entanto, sabendo o prazer que viria após aquele momento, ele não parou e continuou descendo até engolir todo o membro de Cha-young.
— Haa…
Finalmente, suas peles se tocaram e a parte de baixo se encaixou perfeitamente. Ele recuperou o fôlego por um instante e, apoiando as mãos no abdômen de Cha-young, começou a balançar os quadris para frente e para trás. Agora que haviam se tornado um só, ele mal podia esperar para ter mais.
— Hht, ah, asst, ha-hht!
Embora fosse apenas um cio nominal, o heat ainda era o heat. Como alguém possuído, Gyu-ha balançava os quadris em transe. A cada vez que ele subia quase tudo e se sentava com força, a glande rígida empurrava as paredes internas, espalhando um prazer que causava convulsões por todo o corpo.
Cha-young também estava prestes a enlouquecer. A princípio, ele pretendia deixar Gyu-ha fazer o que quisesse, mas vendo-o subir e descer devorando seu membro, não conseguiu mais se conter.
— Estenda os braços para trás.
— O quê?
— Estenda os braços para trás e apoie nas minhas coxas. E abra as pernas.
Ao mudar de posição como ordenado, ele sentiu os músculos firmes das coxas sob as palmas das mãos. Naquela posição, Gyu-ha abriu um pouco as pernas para os lados e voltou a rebolar.
— Ah, hht! Sim, ha, aaht!
Como a parte de baixo estava completamente aberta, o ponto de junção ficava visível, mas ele não sentia vergonha. Pelo contrário, o olhar de Cha-young, que o observava como se fosse queimá-lo, trazia ainda mais excitação. Sentindo a pele pinicar continuamente, ele tinha certeza de que o outro estava liberando feromônios com tudo.
Foi então que Cha-young, que alternava o olhar entre o rosto de Gyu-ha e a união lá embaixo, subitamente fechou a expressão. Ele dobrou os joelhos e ergueu o tronco.
— Espere um pouco, Gyu-ha.
— O que foi?
— Deixe-me conferir uma coisa aqui embaixo.
Antes que ele pudesse perguntar o que seria conferido, a posição foi invertida. Após deitar Gyu-ha na cama sem esforço, Cha-young retirou lentamente o pênis que estivera enterrado dentro dele.
Logo, uma expressão de aflição tomou conta de seu rosto. Ele sentira algo estranho e, de fato, a ponta do preservativo estava com um rasgo fino como um fio. Percebendo o clima tenso, Gyu-ha perguntou com urgência:
— O que aconteceu?
— …O preservativo rasgou.
Um silêncio instantâneo tomou conta do quarto. Como não havia a possibilidade de ele ter rasgado sozinho, ele devia ter cometido algum erro na pressa de colocá-lo.
— Vou buscar o remédio.
— Espera!
Gyu-ha segurou rapidamente o outro que já ia saindo. Ignorando o olhar confuso de Cha-young, ele continuou:
— Só continua. Você ainda não gozou, é só colocar um novo.
— …
— Eu quero continuar.
Ele esperava que Cha-young dissesse “então vamos fazer assim” e voltasse a possuí-lo imediatamente, mas o outro teve uma reação inesperada. Olhou para o nada por um momento e voltou a encará-lo, respondendo em voz baixa:
— Melhor não, vamos tomar o remédio primeiro.
— …
— É a primeira vez que transamos no seu heat. Eu estou tão excitado agora que, a qualquer momento…!
No meio da fala, seu corpo foi derrubado na cama. Gyu-ha, que o empurrara e montara em cima dele, olhou para baixo com uma expressão de soberano.
— Se eu disse para fazer, nós vamos fazer. Por que fala tanto? Sendo que está tão duro assim.
Ao agarrar o pênis com força, um gemido escapou de Cha-young. Dava para sentir perfeitamente o membro pulsando diante daquele estímulo.
— Eu tomo amanhã. Não vai ser tarde.
— Gyu-ha…
— Escolha agora: vai me foder ou vai sair? Só para avisar que, se sair agora, ficaremos em quartos separados por um ano.
Gyu-ha soltou o pênis e esfregou o bumbum contra a base do membro. Cha-young estremeceu e cerrou os punhos. Um gemido sufocado saiu do fundo de sua garganta diante daquela situação que era pura tortura.
O olhar de Gyu-ha, que o observava como se perguntasse se ele continuaria com aquela bobagem, fez seu coração balançar como um galho ao vento. Honestamente, ele queria atravessar o outro novamente agora mesmo, sem se importar com preservativos ou qualquer coisa.
— Tem certeza?
— Tenho! Vai fazer ou não?
— …Vou fazer.
— Vai fazer e fica aí se fazendo de difícil.
Com um sorriso vitorioso, Gyu-ha baixou o rosto em busca dos lábios de Cha-young. Envolvendo a língua dele e dando um beijo profundo como se estivesse esperando por aquilo, Cha-young inverteu as posições novamente sem dificuldade.
Pegou um novo preservativo que estava ali perto, colocou-o às pressas e abriu bem as pernas de Gyu-ha.
— Espera! Hoje eu que…
— Desculpe. Não consigo mais esperar.
— Ah…!
Imediatamente, sua intimidade foi aberta e algo pesado entrou com tudo. Não era força de expressão; Cha-young realmente parecia ter chegado ao seu limite, movendo o quadril e vasculhando o interior dele de forma desenfreada. Enquanto acariciava o pênis ereto de Gyu-ha, ele curvou o corpo para encará-lo de perto.
— Estava pensando agora… que bom que nos reencontramos depois de adultos.
— O que quer dizer?
— Se tivéssemos ficado juntos o tempo todo, eu poderia ter sido pai ainda no ensino fundamental.
— Louco…
Gyu-ha ficou tão perplexo que mal conseguia falar. Tentou empurrar o rosto do outro com repulsa, mas Cha-young o impediu facilmente, cobrindo seu rosto de beijos.
Outra sequência de estocadas violentas seguiu-se. Gyu-ha agarrou os ombros de Cha-young com as duas mãos e gemeu como se estivesse clamando, diante do prazer que subia lá de baixo.
— Hht, ah, h-aaht!
Com um cara desses, era até constrangedor ter duvidado de seus sentimentos por um momento que fosse.
“Se tivéssemos ficado juntos, eu poderia ter sido pai ainda no ensino fundamental.”
Seu rosto esquentou. Pensando que, tratando-se de Lee Cha-young, isso poderia realmente ter acontecido, sentiu uma excitação estranha. Nesse ponto, ele não podia reclamar se fosse chamado de pervertido também.
— É por causa do heat? Hoje o seu interior está, k-hht, muito quente. …Sinto que poderia te engravidar até com o líquido pré-ejaculatório agora.
— Para, hht, com essa conversa de louco, hht.
— É tão bom, Gyu-ha.
Depois disso, as obscenidades que Cha-young dizia pareciam não ter fim. Embora pedisse para ele calar a boca, Gyu-ha soltava gemidos mais excitados do que nunca e apertava com força o que estava dentro dele.
“Quantos preservativos ainda restam na caixa?…”
— U-uub —.
Como se tivesse adivinhado que ele se distraíra por um segundo, Cha-young selou seus lábios novamente. Gyu-ha abriu a boca de bom grado e aceitou a língua do outro. Com certeza, aquilo não terminaria com apenas uma ou duas rodadas hoje.
***
Gyu-ha abriu os olhos com uma sede insuportável. O primeiro pensamento que lhe veio à mente foi: “Ah, vou morrer.”
— Ai, caramba…
Ao mover o corpo, um palavrão saiu naturalmente. Pela experiência, ele sabia que seria difícil se mexer na manhã seguinte a um dia como aquele, mas, mesmo levantando devagar, sentia dores em cada centímetro do corpo, como se tivesse sido atropelado a noite toda.
Ficou sentado por um momento com o cenho franzido e, após abrir os olhos, desceu da cama. Bebeu água diretamente da garrafa da geladeira para aliviar a garganta e, segurando a cintura com uma mão, foi mancando até o banheiro.
Após fazer suas necessidades, parou diante da pia. Seu tronco refletido no espelho estava coberto de marcas de beijos, mas aquilo já não o surpreendia mais.
— …
Enquanto escovava os dentes sem vontade e com os olhos semicerrados, uma ideia lhe ocorreu e ele enfiou a mão por dentro do short. Ao apalpar a região íntima, sentiu que estava quente, mas não havia resíduos. Vendo que estava vestindo a roupa íntima corretamente, percebeu que o outro fizera a limpeza de forma adequada enquanto ele dormia.
“Se ele tem consciência, é o mínimo que deve fazer.”
Só de lembrar um pouco do que aconteceu ontem, sentia pontadas lá embaixo. Querendo voltar a deitar logo, Gyu-ha terminou de escovar os dentes e lavar o rosto às pressas e voltou para o quarto.
— Realmente vou morr… o que é aquilo?
Ele estava quase chegando à cama, mancando como antes. Não tinha notado por causa da confusão mental anterior, mas havia algo quadrado em cima do criado-mudo.
Ao pegar para conferir, viu o nome de um produto desconhecido em destaque. E, no canto inferior direito, notou em letras miúdas: “Pílula do dia seguinte”.
Estava na cara que Lee Cha-young a deixara ali. Ele devia estar ocupado se preparando para o trabalho após o esforço até tarde da madrugada, mas não esqueceu de deixar tudo pronto.
— …
Abaixo de “Pílula do dia seguinte”, estava escrito: “Tomar em até 72 horas”. Após ler as instruções na embalagem mais uma vez com atenção, Gyu-ha, em vez de romper o lacre, jogou a caixa inteira no lixo.
Subiu na cama como se nada tivesse acontecido e deitou-se de lado em uma posição confortável. Não demorou muito para que o sono dominasse seu corpo exausto.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna