Capítulo 25
↫─Capítulo 25
— ……
— Então, você está apressando o casamento… não é isso?
— Noona, minha manifestação nem terminou ainda.
— Eu sei. Eu sei, mas….
— …….
— Eu só tenho a sensação de que pode ser possível com o CEO.
Os olhos de Yuni, com o rosto pálido, estavam tão sérios que Yihyun nem conseguiu rir desta vez.
Depois que Yuni saiu, enquanto comia as panquecas que Lau fez, Yihyun fez uma sugestão a ele.
— Kūn, vamos caminhar até a Île de la Cité amanhã?
— Se você estiver se sentindo disposto, eu adoraria.
— Eu não estou doente, então quero caminhar. Me sinto sufocado depois de não tomar ar fresco por dois dias.
— Tudo bem. Mas se você parecer estar com febre, vamos dar meia-volta imediatamente.
Ele estava preocupado que Lau pudesse notar que ele estava estranhamente animado, mas Lau pareceu aceitar a sugestão sem qualquer suspeita. Um passeio por Paris era rotina para eles, então não havia motivo para desconfiar de nada. Quando estavam com vontade, eles chegavam a caminhar até o Jardim de Luxemburgo, uma viagem de ida e volta de mais de duas horas.
No dia seguinte, o tempo levemente frio estava perfeito para caminhar.
Eles seguiram para o sul ao longo do Boulevard Saint-Martin, entraram no distrito de Marais e passearam por lá, olhando várias lojas.
Antes de virarem na Rue de Rivoli, passando pela Place des Vosges, eles pararam em uma floricultura por um momento. Lau avistara uma cesta cheia de rosas Jana com botões grandes e viçosos.
— Elas ficarão tão bonitas quando florescerem totalmente, não ficarão?
Lau pediu um buquê bem pequeno, misturando duas rosas Jana com ranúnculos. Era um tamanho que não seria um incômodo carregar enquanto caminhavam.
Até então, Yihyun nunca imaginara que Lau compraria flores para um pedido. Era comum ele dar flores de presente. Especialmente quando encontrava rosas Jana, Lau nunca as deixava passar. Ele sempre comprava pelo menos uma para Yihyun. Era a flor que havia decorado o terraço quando ele fizera seu pedido de casamento incompleto no Hotel Ritz. Portanto, não havia razão para achar estranho.
Além disso, Yihyun estava tão preocupado com o pensamento de fazer seu próprio pedido ser um sucesso que estava extremamente nervoso. Mesmo que Lau tivesse comprado cem rosas, ele não teria achado nem um pouco estranho.
Ao se aproximarem da ponte, Yihyun estava impaciente. Ele acelerou o passo, quase arrastando Lau pela mão. Lau, que não tinha ideia do que se passava na mente dele, estava aproveitando o tempo mais calmamente do que o normal naquele dia.
— Yihyun-ah, olhe para isto. Uau… o pôr do sol está ainda mais bonito que o habitual.
Com o puxão de Lau em sua mão, Yihyun se virou. Lau estava parado ali, olhando para Yihyun e sorrindo.
Naquele momento, Yihyun sentiu um calafrio sem motivo. Ele sabia o que Lau estava prestes a fazer, mesmo antes de ele se ajoelhar, antes de abrir os lábios para falar. Como se Deus tivesse sussurrado em seu ouvido.
Ainda segurando as mãos e mantendo contato visual, Lau ajoelhou-se sobre o joelho direito.
Tudo ao redor parecia mover-se em câmera lenta. Não, não era uma ilusão. Muitas pessoas que passavam pela Pont Neuf diminuíram o passo e os observaram à distância.
— Desculpe por ser um homem tão impaciente.
Ele começou com uma piada, sorrindo, mas Yihyun percebia que todos os músculos do rosto dele estavam tensos, que ele estava o mais nervoso possível.
— Eu disse que esperaria pela sua decisão, e aqui estou eu, implorando a você novamente desta forma. Mas é diferente de antes. Eu sei com certeza desta vez. Que tenho que dizer estas palavras a você agora. Ou talvez eu devesse ter feito isso antes. Talvez eu tenha sido tolo demais.
E ele entregou a Yihyun o buquê que segurava na mão esquerda. Olhando para cima para ele, como se oferecesse seu coração.
— Seo Yihyun, você aceita se casar comigo?
Sua voz tremeu intensamente naquela curta frase.
O cérebro de Yihyun não conseguia acompanhar a situação inesperada e repentina. Ele estivera correndo descontroladamente em direção ao destino, mas já havia chegado. Ele não pôde deixar de ficar atônito.
Mas antes mesmo que pudesse processar totalmente, as lágrimas estavam fluindo.
Exatamente como suas pernas haviam corrido em direção a ele antes que sua cabeça desse a ordem.
A mão de Yihyun, ao receber cuidadosamente o buquê simples e pequeno, também estava tremendo. As pessoas que assistiam vibraram e aplaudiram, e Lau levantou-se e abraçou Yihyun.
— Eu disse tarde demais, não foi? Sinto muito.
Retribuindo o abraço pela cintura, Yihyun balançou a cabeça veementemente.
— Agora é o momento certo. É agora. O Kūn sabe disso também, não sabe?
— Sim, é verdade. É agora. É agora, Yihyun-ah.
As lágrimas quentes de Yihyun, transbordando entre suas pálpebras firmemente fechadas, encharcaram o ombro de Lau. Quando olharam um para o outro novamente, os cílios de Lau também estavam úmidos. Ele limpou cuidadosamente as bochechas molhadas de Yihyun. Ambos riram baixinho enquanto se olhavam, com as lágrimas ainda presas em seus rostos.
Alguém passou, oferecendo parabéns, e Lau assentiu com um sorriso, respondendo aos bons desejos.
Depois de se acalmar um pouco, Yihyun acariciou suavemente as pontas dos dedos de Lau com a outra mão, a que não segurava o buquê. Então, pegando a mão de Lau, ele liderou o caminho. As pessoas que haviam aplaudido também se dispersaram e começaram a caminhar novamente em direção aos seus respectivos destinos.
Na Pont Neuf, eles desceram em direção à Place du Vert-Galant pelas escadas atrás da estátua equestre de Henrique IV. Mesmo então, Lau o seguia, sem entender nada.
Yihyun levou Lau para o lado oposto da praça, sob os pilares da Pont Neuf. Lá, um pequeno barco estava atracado. Um homem de meia-idade que guardava o barco os avistou, tirou o chapéu e os cumprimentou educadamente com um sorriso.
— Eu pedi à Yooni noona. A noona preparou tudo com o Ben e o Joon.
— Você… me pediu para dar um passeio por causa disso?
— Você não sabia? Não percebeu?
Yihyun falava com a voz mais alta que o normal, tagarelando devido à tensão.
O barco, com o casco acabado em madeira escura, era encantador. Era um modelo que podia ser remado calmamente, mas também possuía um motor.
Em uma pequena mesa ao fundo, uma toalha xadrez vermelha e branca estava estendida, e lanches simples como biscoitos, geleia e mel, além de vinho branco, estavam preparados de uma forma fofa e charmosa. Uma vela de chá, coberta com uma tampa transparente para evitar que fosse apagada pelo vento, também estava acesa. Era um barco especialmente preparado para um momento romântico para amantes, não importava quem visse.
— Não é um cruzeiro chique, mas é bem fofinho, né?
— Não é apenas fofo, é incrível.
— O Kūn tem licença de operador de barco, não tem? Eu me lembrei disso. Mas você pode apenas remar este barco.
Os dois sentaram-se frente a frente à mesa. O homem de meia-idade que os ajudara a embarcar entregou a chave a Yihyun e acenou em despedida.
Sem remos especiais, o barco começou a derivar lentamente rio abaixo, do ponto de partida da Pont Neuf em direção à Torre Eiffel. A luz dourada do sol brilhava na superfície do Sena. Era como se alguém tivesse jogado dezenas de milhares de diamantes no rio.
— Então a Baek Yuni planejou isso enquanto eu saí para comprar mantimentos ontem?
— Isso mesmo.
— Você está fazendo este evento porque se sente mal por eu não ter podido ir para Seul?
Em vez de responder, Yihyun deu um sorriso misterioso. Então ele se levantou e mudou-se para o lado de Lau. Lau segurou a mão dele para ajudá-lo a manter o equilíbrio. Eles sentaram-se lado a lado na popa do barco, observando a paisagem de Paris se desenrolar lentamente.
Encostando a têmpora no ombro de Lau, Yihyun pegou a mão esquerda dele. Ele mexeu no anel em seu dedo anelar e disse:
— No Hotel Ritz, quando você me deu este anel, você disse.
— …….
— Que queria fazer o pedido em um lugar onde tivesse certeza de que não desapareceria por pelo menos muito tempo.
— Você se lembra.
— Claro que lembro. Por isso escolhi este lugar também.
Erguendo a cabeça, que estivera encostada nele, Yihyun olhou para Lau. O homem que pedira Yihyun em casamento pela segunda, não, pela terceira vez há apenas alguns minutos, estava simplesmente olhando para Yihyun com um sorriso caloroso, sem saber de nada. Quando ele fez contato visual com ele, a bela paisagem de Paris era apenas um cenário.
— Porque o Sena não vai desaparecer, pelo menos não enquanto estivermos vivos.
— …….
— Eu queria pedir o Kūn em casamento em um lugar que também não desaparecesse.
— Ah….
Lau, soltando uma exclamação que parecia um gemido, inconscientemente apertou a mão de Yihyun com força.
— Você me pediu em casamento, certo?
— …….
— Esta é a minha resposta.
Como se estivesse possuído, Lau estendeu a mão e acariciou a bochecha de Yihyun. Ele naturalmente sobrepôs seus lábios, como o fluxo do rio. O beijo durou muito tempo enquanto o barco passava sob a Pont des Arts. O Sena e o tempo fluíram lentamente, passando pelo Louvre, pelo Jardim das Tulherias e pela Place de la Concorde, até chegarem à Ponte Alexandre III.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna