Capítulo 19
Ele sentia como se o som do seu próprio coração batendo estivesse esmurrando seus ouvidos. Juliet não conseguia identificar se aquilo era pânico, medo, raiva ou algo diferente. Talvez fosse tudo junto. Para Juliet, que não conseguia dizer uma só palavra por ter tantas emoções entaladas na garganta, Dominic falou primeiro.
“Dormiu bem? Parece ótimo.” Ao ver Dominic repetir exatamente as palavras que ele mesmo tinha dito no passado, a raiva de Juliet subiu à tona.
Ele encarou Dominic com toda a força que tinha e cuspiu as palavras com agressividade.
“O que você pensa que está fazendo agora? Me solta daqui agora mesmo!” Sem conseguir conter a raiva, ele chacoalhou os dois braços desesperadamente.
Porém, apenas o barulho metálico rangia ruidosamente pelo ambiente, sem que nada mudasse. Quando Juliet, logo exausto e arfando, parou de se mover, Dominic, que até então o observava com calma, perguntou:
“Já terminou? Você desiste mais rápido do que eu pensava.”
“Desgraçado.” Juliet não se escondeu mais e soltou um xingamento. “Você acha mesmo que vai sair impune depois de fazer uma coisa dessas? Sequestro e cárcere privado são crimes graves. Nem mesmo você vai conseguir se livrar disso tão fácil.”
“É verdade.” Para a sua surpresa, Dominic concordou prontamente. Contudo, ele acrescentou com uma atitude relaxada, como se não estivesse nem um pouco preocupado: “Isso só se as pessoas descobrirem que eu te sequestrei e te mantive em cárcere privado, é claro.”
“É óbvio que vão descobrir!” Juliet esbravejou com a voz esganiçada. “Eu já não disse? Tem um rastreador no meu carro. A polícia vai vir. Você não vai aguentar nem dois dias. Então me solta daqui agora mesmo!”
Ele esbravejou e gritou tomado pela agitação, mas Dominic não se abalou nem um pouco. Pelo contrário, com a curta risada de deboche de quem achava aquela reação divertida, foi Juliet quem acabou ficando desconcertado.
“Por…… por que você está rindo? É verdade, a polícia está vindo! Se você checar, vai ver! É sério!”
Ele gritou desesperadamente, mas Dominic continuava sem se mover um milímetro sequer. Olhando para Juliet com um sorriso estampado no rosto, ele disse calmamente:
“Não, Juliet. Não tem nada disso.”
“Tem sim!”
“Você veio até aqui sem contar para ninguém. Sabe por quê?” Para Juliet, que o encarava pálido de susto, Dominic murmurou como se estivesse sussurrando: “Porque você não queria ser descoberto. Não queria que soubessem que você vendeu até o próprio corpo para se casar com a filha do CEO da H&J.”
Um silêncio pesado se instalou.
Como Juliet não conseguia dizer nada, Dominic continuou em seu lugar: “Mesmo pensando que eu não diria nada, você deve ter ficado preocupado achando que esse desgraçado aqui pudesse fazer alguma loucura. Mesmo que a chance fosse de uma em um milhão, você veio até aqui sem conseguir ignorar essa mínima possibilidade. Veio confirmar com os próprios olhos, para se certificar e se tranquilizar de que eu jamais revelaria esse fato a ninguém.”
“N-não é isso.” Juliet negou apressadamente. “Eu me sentia culpado com você, por isso vim pedir desculpas e me despedir uma última vez. Eu…… eu não fiz por isso……”
“É, você deve estar certo. Afinal, ainda deve ter lhe restado um resquício de consciência insignificante.” Dominic interrompeu as palavras de Juliet, que balançava a cabeça freneticamente.
Como se o zombasse, ele fez um espaço mínimo entre o polegar e o indicador para mostrar.
“Embora deva ser um tamanho bem pequeno, mais ou menos desse tanto.”
Zombando de Juliet sem hesitar, ele inclinou a cabeça para o lado como se estivesse resgatando uma memória.
“O que mais mesmo? Um rastreador de localização? Aquele que você disse ter instalado no seu carro?”
Dominic soltou um leve som de escárnio e logo estreitou os olhos como se estivesse debochando.
“Não fale bobagens, Juliet. É claro que isso também não existe. Se você tivesse instalado algo assim, no dia em que seus passos fossem descobertos, tudo seria escancarado. Você acha mesmo que faria uma coisa dessas? Jamais.”
Juliet acabou ficando sem palavras.
Aquele homem estava lendo a mente de Juliet com clareza total. Para Juliet, que apenas o encarava com o olhar vacilante, Dominic concluiu de forma simples:
“Ninguém sabe que você está aqui. Ninguém vai saber no futuro também. Seus pais vão te procurar desesperadamente. Mas o caso vai terminar como um desaparecimento. Talvez, muito tempo depois, vire até um episódio em uma série de documentários de mistério, mas vai ser só isso.”
Dominic abriu um sorriso largo.
“Muito bem. Você agiu exatamente como eu esperava.”
Ele acariciou a cabeça de Juliet como se fizesse isso com uma criança.
Porém, Juliet não conseguiu sorrir de jeito nenhum. Quanto mais ouvia, mais desacreditado ficava. Pensar que ele tinha feito o seu melhor para se proteger, mas aquilo acabou ajudando aquele homem.
“Você me enganou com mentiras……” Juliet murmurou com a voz trêmula de ressentimento.
“Você tem algum direito de falar da consciência dos outros? Sendo que você cometeu todo tipo de atrocidade sem hesitar. Falando em pedir desculpas, falando não sei o quê, só para me fazer baixar a guarda…… Esse era o seu plano desde o início, não era?”
O final se transformou em um grito quase como esganiçado.
Dominic, que olhava para o rosto dele agora marejado de lágrimas, se curvou devagar. À medida que a distância diminuiu, o rosto de Juliet empalideceu de pavor. Parando a cerca de um palmo de distância, Dominic sussurrou com uma voz tão baixa quanto a respiração:
“É, por isso você deveria ter me escolhido. Não haveria casal que combinasse tanto quanto nós.” Dominic acariciou suavemente a bochecha de Juliet.
Arrepios surgiram em sua pele, mas nada tinham a ver com excitação. Para Juliet, que o encarava tomado por repulsa e ódio, Dominic perguntou com tom afável:
“E então? Minha atuação não foi tão boa quanto a sua?”
Juliet o encarou com todas as suas forças e cuspiu.
“Você vai morrer, seu desgraçado.”
Dominic ergueu a mão em silêncio e limpou a própria bochecha. Mantendo o olhar fixo no rosto de Juliet enquanto limpava a saliva, ele deu um sorriso de canto.
“Que tal testarmos? O que vem primeiro: eu morrer ou você se transformar?”
Juliet ficou estupefato, como se a energia tivesse sido cortada de repente. Foi um instante curto de apenas um ou dois segundos, mas o choque ficou estampado em seu rosto.
“O quê?” Aquela curta reação foi tudo o que ele conseguiu demonstrar.
Olhando para os olhos arregalados de Juliet, Dominic de repente abriu um largo sorriso. Em seguida, ele subiu na cama. Dominic, posicionado com os joelhos entre as pernas bem abertas de Juliet, olhava para ele de cima.
Olhando para cima enquanto deitado, Dominic parecia muito maior do que realmente era. Juliet acabou prendendo a respiração.
“Você disse que tinha uma alta resistência a feromônios.”
Sem tirar os olhos de Juliet, Dominic desatou a fivela do cinto. O som metálico ressoou de forma assustadora.
“Estou curioso para ver até onde você consegue aguentar.”
Juliet sacudiu os membros desesperadamente, dominado pelo pânico. Ele tentou se libertar das amarras e escapar de qualquer jeito, mas era impossível. O que ele pretendia fazer era escancaradamente óbvio. Nos olhos abertos de Juliet refletiam-se as mãos de Dominic abrindo o zíper.
“P-para, não faz isso! Não faz isso! Eu tô pedindo, não…!” Juliet, que se debatia desesperadamente, começou a implorar.
Ele esperneou tomado pelo medo, mas Dominic não deu a mínima atenção. Como se o desespero de Juliet fosse completamente invisível, ele abriu à força a parte interna de suas coxas com uma feição inexpressiva.
Juliet usou todas as forças que tinha, mas não conseguiu resistir. Diante de uma força avassaladora, seu corpo rapidamente exausto não conseguia mais rejeitá-lo.
O membro ereto tocou a entrada. A fenda ressecada, que nunca havia se umedecido sozinha, já recebia o roçar do membro que derramava fluido pré-seminal. Diante daquela sensação aterradora, Juliet soltou um grito de pavor como se fosse desmaiar.
“Ah, ah… não! Por favor, por favor, Dominic!”
Era sério.
Dominic pretendia transformá-lo de verdade.
Poderia até morrer.
Juliet estremeceu tomado de terror.
Não, ele com certeza iria morrer.
“Eu menti!” Ele soltou um grito estridente. Assim que Dominic olhou para ele, Juliet confessou apressadamente. “O que eu disse sobre ter matado uma pessoa era mentira. Eu inventei tudo, era mentira!”
Por fim, ele começou a soluçar.
“Por favor, me desculpa. Eu errei. Por favor, me perdoa. Por favor, me deixe viver, por favor.” Juliet, implorando repetidamente, não conseguiu conter as emoções e desabafou intensamente. “Caralho, eu e você somos diferentes, seu psicopata! Me solta! Ahhh!”
Ao observar Juliet se debater com o corpo todo enquanto gritava, um sorriso sutil surgiu nos lábios de Dominic.
“Não, Juliet. Você está errado. Você e eu somos peças de um quebra-cabeça que se encaixam perfeitamente.” Dominic perguntou em um tom calmo a Juliet, que o encarava com os olhos bem abertos e arfando. “Sabe quando foi que eu percebi que você era o parceiro perfeito para mim?”
Diante da pergunta repentina, Juliet hesitou e falou com a voz trêmula: “Quando… eu disse que tinha matado uma pessoa…?”
“Errado.” Dominic deu uma curta risada, como o apresentador de um programa revelando a resposta de um enigma. “Foi exatamente no momento em que percebi que você estava me usando. Quando você confessou que esteve me enganando com mentiras até agora.”
Um silêncio repentino se instalou. Juliet abriu a boca, mas nenhuma voz saiu; ele apenas balbuciou algumas vezes antes de conseguir soltar uma única palavra.
“……O quê?”
Diante da reação que mal saiu, Dominic respondeu parecendo divertido:
“O ponto em que mais nos parecemos é este: não medimos meios nem esforços para atingir nossos objetivos. Você teve até a audácia de me usar.”
Ele ruiu em gargalhadas.
Como se achasse aquilo realmente divertido. Diante daquela gargalhada efusiva que ouvia pela primeira vez, Juliet ficou simplesmente atônito. Dominic, parando de rir aos poucos, ergueu as duas mãos ainda com a voz animada.
“Mesmo assim, não somos um par perfeito?” Juliet não conseguiu continuar a falar imediatamente.
Seu rosto congelou completamente de choque e pavor.
“V-você tá louco…… você é louco……”
Diante das palavras repetidas como um lamentar, Dominic respondeu com o rosto sorridente.
“É, por isso nós somos perfeitos.”
Dominic ajeitou o aperto com tanta força que a carne da coxa dele se projetou entre seus dedos. Juliet não teve escolha a não ser assistir, de mãos atadas, Dominic invadir seu corpo.
“Ah, ah, ah……” Um grito saiu do fundo de suas cordas vocais.
Lágrimas acumuladas logo escorreram por suas bochechas. O pau completamente ereto se movia devagar. Juliet gritou de dor à medida que o membro forçava a entrada e alargava seu interior sem qualquer preparação prévia.
“Dói, dói…… para, para!”
Ele implorou chorando, mas é claro que seu pedido não foi atendido.
Dominic empurrava e recuava o membro com habilidade. Junto ao som úmido e viscoso, aquilo se aprofundava cada vez mais dentro de Juliet.
Juliet soluçava em desespero e dor, mas as paredes internas que engoliram o membro pesado de Dominic, por instinto, o sugavam com ganância e se agarravam a ele apressadamente. Dominic soltou uma risada baixa entre respirações afofadas.
“Haa, Juliet. Você sente? Meu pau tá dentro da sua barriga. Sem camisinha, meu pau ereto tá te estocando todinho. Gostoso, né? Hein? Vai ser bom se eu gozar assim dentro de você, não vai?”
Palavras inacreditavelmente vulgares jorravam de sua boca. Dominic continuou a esfregar o membro, como se estivesse debochando de Juliet estirado debaixo dele.
Juliet, quase perdendo a consciência devido à dor intensa, implorou com a voz rouca.
“Por favor, por favor, não goza…… dentro de mim, você não pode gozar……”
Sem forças para continuar gritando, ele falou com uma voz fraca, mas carregada de choro. Beijando a bochecha dele, Dominic sussurrou:
“Acostume-se, Juliet. A partir de agora, você vai receber meu pau todos os dias, sempre que eu precisar. Até que um útero se forme na sua barriga e você engravide de um filho meu.”
Dizendo isso, ele empurrou o quadril com ainda mais força. Pretendendo deixar os movimentos de estocada mais visíveis, Dominic ergueu o quadril de Juliet.
Puff, puff; o som da carne se chocando violentamente ressoou entre eles. Não havia consideração alguma naquele ato violento. Ele apenas estocava o interior de Juliet com ferocidade, como se o próprio ato fosse o único propósito.
Era um ato tão violento que parecia que o membro enorme perfuraria a pele de sua barriga. Enquanto continuava a esfregar o interior, aquilo excitado inchava ainda mais.
“Ah, ah……!” Juliet soltava gemidos que pareciam gritos repetidos, balançando o corpo inteiro.
Ele continuava dizendo que não podia, mas não adiantava nada. Dominic continuou movendo o quadril. Cada vez que seu membro entrava e saía da abertura, um som úmido e chapinhante ecoava.
“P-para……” Foi quando ele torceu o quadril implorando.
Os movimentos do quadril do homem, que antes buscavam o prazer, de repente mudaram de objetivo. O membro, que entrava e saía tão rápido que mal deixava espaço para respirar, estava chegando ao ápice.
Agora falta pouco, falta pouco.
“Ah, não…… para, não……”
Juliet caiu no choro junto com um grito. Ao mesmo tempo, Dominic parou seus movimentos e soltou um gemido grave. O membro, que atingiu o limite, estava estufando a pele fina da barriga de Juliet.
Em seguida, diante da sensação do sêmen quente se espalhando dentro de sua barriga, Juliet apenas chorou alto.
***
Foi só quando o choro de Juliet diminuiu um pouco que Dominic retirou o pênis do corpo dele.
Encharcado de sêmen e fluidos corporais, o membro ainda estava meio ereto, embora não tivesse passado muito tempo desde que havia ejaculado.
Juliet apenas encarava aquela coisa aterrorizante, atônito. Olhando para o rosto dele, que estava uma bagunça por causa das lágrimas, Dominic envolveu a própria fresta com a mão. Diante daquele pau longo e pesado que nem cabia por inteiro na mão grande, Juliet empalideceu completamente.
Eu recebi aquilo a seco, dentro de mim. Sem parar no meio do caminho, até a base.
Ele sentiu de repente, com clareza, o sêmen que ainda permanecia dentro de sua barriga. Não conseguia sentir o cheiro dos feromônios. No entanto, o quarto devia estar cheio do aroma de Dominic. Afinal, eles tinham transado. E ainda por cima, dentro do seu próprio corpo.
No campo de visão de Juliet, que estava paralisado e pálido de terror, Dominic se moveu. Ele subiu mais para cima e parou sobre o rosto de Juliet.
“O-o que você tá fazendo?” Juliet gritou quase como um hino de pavor, sem perceber.
O pênis longo e grosso de Dominic estava bem diante dos seus olhos. O corpo do membro, lambuzado com fluidos corporais turvos, ainda estava avermelhado e quente. Era possível ver as veias grossas salientes ao longo da haste. Com a tensão de que aquela coisa assustadora ergueria a cabeça firmemente a qualquer momento, Juliet não conseguia desviar o olhar.
“Juliet.” Dominic falou. Para Juliet, que continuava sem conseguir tirar os olhos daquilo diante dele, ele continuou a falar: “Lamba e limpe, com a sua boca.”
Desta vez, Juliet nem sequer conseguiu gritar, apenas arregalou os olhos.