Capítulo 66
↫─Capítulo 66
ᯓ➤ ATENÇÃO: Este capítulo contém representações de sexo intenso e sonofilia. Recomenda-se cautela. Leiam por conta e risco.ⓘ
— É fofo, como você não consegue segurar… mas isso não significa que você pode simplesmente gozar sem a minha permissão. — Os lábios de Ash pousaram suavemente na testa de Karlyle antes de se afastarem levemente.
— O que… o que é isso?
Era estranho. Karlyle instintivamente levou a mão para baixo para libertar seu pênis recém-adornado. A visão dele, amarrado como um presente, era profundamente humilhante.
Mas, claro, Ash não o deixaria libertá-lo tão facilmente. Ele segurou o pulso de Karlyle com firmeza e empurrou seu ombro para trás para virá-lo.
— De joelhos.
— Ash, espere, tire isso primeiro—
— Você vai ser um bom garoto para mim, não vai, querido? Vamos lá.
O termo carinhoso não familiar enviou um rubor ardente que subiu pelo pescoço de Karlyle, incendiando-o de vergonha. Se ele encontrasse outros adultos formados chamando uns aos outros de “querido”, Karlyle lhes teria dado um olhar desdenhoso. Mas quando Ash disse isso, ele gostou, apesar do constrangimento. Ele olhou para Ash com o rosto em brasa.
— Olhe para a parede.
As mãos de Ash guiaram Karlyle gentilmente, virando-o. Por trás, ele envolveu os braços ao redor da cintura de Karlyle.
As costas de Karlyle se endireitaram, e ele apoiou timidamente os joelhos contra os lençóis. O peso do corpo de Ash, pressionando firmemente contra as costas de Karlyle, o prendeu contra a parede.
Ash sobrepôs suas mãos às de Karlyle, que estavam agarrando a cabeceira para se manter ereto, guiando-as para cima e para a parede. Ele se apoiou contra elas, mantendo-as firmemente no lugar.
O pênis ainda duro de Karlyle esbarrou na cabeceira da cama. A posição incomum e, claro, a fita, fez Karlyle contorcer o tronco para olhar para trás, questionando Ash. Ele nem conseguia imaginar o que viria a seguir.
— Ash, para que serve isso—
Antes que pudesse terminar a pergunta, Ash empurrou de volta para dentro dele, seu pênis grande deslizando pela entrada ligeiramente entreaberta. A boca de Karlyle se abriu enquanto ele era preenchido pelo membro grosso.
— Você não gosta?
— Eu… acho que não — Karlyle conseguiu responder.
— Vai gostar, logo, logo. — A voz de Ash estava carregada de diversão. Sua respiração quente e provocante jorrou suavemente na orelha de Karlyle. Assustado, Karlyle estremeceu, seu pescoço e ombros se contraindo por reflexo. Ash se inclinou, seguindo o arco do pescoço de Karlyle, onde veias pálidas e azuladas se destacavam, deixando marcas ao longo da inclinação. — Eu garanto que você vai chorar de prazer.
O pênis de Ash, agora completamente alojado dentro dele, começou a se mover ritmadamente, cada movimento deliberado e intenso. Ser tomado por trás enquanto permanecia sobre as coxas entreabertas preencheu Karlyle com uma sensação inteiramente diferente de antes. Sua boca escancarou-se diante da sensação de ser tão afiadamente penetrado.
Dois corpos firmes se pressionavam fortemente. O peito de Ash, lambuzado de suor, deslizava contra as costas igualmente úmidas de Karlyle. Confinando Karlyle completamente dentro de sua estrutura rígida e sólida, Ash retomou as investidas com um abandono selvagem.
As coxas de Karlyle, com seus músculos claramente definidos se contraindo, tremiam enquanto lutavam para se manter firmes contra o Ash. Cada arremetida o perfurava tão profundamente que ele imaginava que o pênis de Ash poderia alcançar até sua cabeça. Seus gemidos se transformaram em algo mais próximo de gritos.
— Hah, ahh, ahh—hngh, hah, ahhh!
Os sons incontroláveis de arfadas e engasgos pontuavam seus gemidos irregulares. A fricção feroz dentro dele o devorava em uma onda de satisfação. Suas paredes internas macias, agora derretidas em uma bagunça úmida, moldavam-se facilmente ao redor do pênis de Ash. Cada componente das investidas de Ash, a perfuração, a fricção, a retirada, tornava-se prazer puro.
O pênis enfraquecido de Karlyle rapidamente recuperou a rigidez. Mas, ao fazê-lo, a fita se apertou ao redor da base da cabeça. O quadril de Karlyle tremeu violentamente enquanto ele balançava a cabeça em desespero.
— Ash, isso—não, ah! Eu… eu não gosto—ugh, ah, hah!
Ele não possuía mais a compostura para escolher as palavras. A fala correta lhe escapava enquanto sua mente ameaçava espiralar para a loucura. Sua visão embaçou, e seus olhos viraram para trás. Sua entrada esticada sendo fodida sem misericórdia, os feromônios de Ash chovendo sobre ele, tudo isso enquanto o alívio lhe era negado… Era tudo verdadeiramente… estranho.
— Você não gosta?
— Hah, ngh, não, eu não—eu não gosto…
— Acho que você queria dizer que é gostoso.
— Não, ah, ngh, ah, nngh…!
Mesmo estando proibido de gozar, o prazer continuava a aumentar constantemente. Seu quadril se contraía com força, seu corpo quicando para cima e para baixo. Ash sustentou firmemente as mãos de Karlyle que escorregavam, estabilizando sua estrutura que desmoronava.
— Diga que gosta e eu desfaço o nó — Ash sussurrou.
Karlyle ganiu. Lágrimas escorriam de seus olhos avermelhados. Era um tormento. No entanto, era gostoso. Ele já não conseguia mais distinguir se aquilo era prazer ou dor.
— Você promete?
— Sim. Agora diga.
O sussurro tentador roçou contra ele. A fita enrolada na ponta de seu pênis pulsante doía tanto que era difícil sentir vergonha a essa altura. Karlyle assentiu levemente, mas assim que abriu a boca para falar, Ash investiu contra ele novamente, recusando-se a lhe conceder qualquer trégua.
A visão de Karlyle oscilava entre o preto e o branco, sua cabeça girando enquanto a superestimulação borrava seus pensamentos. O lubrificante fluido, há muito derretido em líquido, espirrava e esfregava ruidosamente dentro dele. O corpo de Karlyle sabia exatamente como gozar apenas por ser fodido. Agora tudo o que ele tinha a fazer era seguir o comando de Ash.
— Ahh, eu… eu gosto… Eu gosto…!
Suas próprias palavras enviaram um calafrio por sua mente. Dizer aquilo em voz alta o tinha hipnotizado.
Ash começou a se mover mais rápido, mais bruto, como se não fosse dar tempo para Karlyle pensar.
— Você gosta de ser fodido com o pênis amarrado? — ele cuspiu rouco, e então afundou os dentes na nuca de Karlyle.
Karlyle assentiu, e depois balançou a cabeça. Ele não compreendia mais nada.
— S-Sim, eu… eu gosto… Ahh!
— O meu Lyle é um pervertidinho tão safado — Ash murmurou zombeteiro.
“Será que sou?” Se não fosse, ele não sentiria tanto, mesmo nesta situação, certo? Então talvez ele fosse. O pensamento o atingiu e, como se respondesse à sua própria percepção, sua entrada se apertou.
Suas entranhas, escorregadias, úmidas e repletas de texturas, devoravam o pênis de Ash. Os olhos de Karlyle se arregalaram. Uma explosão de calor branco disparou por sua mente, e um raio de prazer percorreu seu corpo.
— Ahh… ah, hah… ahh…!
— É um expert em gozar sem ejacular.
As pernas de Karlyle dobraram debaixo dele. Seu pênis, dando impulsos e balançando, convulsionou ao bater contra a cabeceira. Seus olhos viraram para trás enquanto seu corpo inteiro tremia, sua cabeça pendendo para trás em desamparo. Ash o apoiou por trás.
— Realmente não há nada que você não consiga fazer, meu amor.
Embora Karlyle estivesse agora acostumado a gozar apenas com a penetração, sem nenhuma estimulação direta em seu pênis, este clímax ainda parecia novo, deixando-o completamente atordoado.
Finalmente, Ash desfez a fita.
Uma respiração fraca, cheia de soluçantes impulsos, escapou dos lábios de Karlyle. Tudo o que ele queria agora era descansar. Ele tinha gozado apenas duas vezes, mas tinha sido mais exaustivo do que se tivesse gozado várias vezes combinadas. No entanto, Ash não mostrava sinais de parar. Ele tinha terminado rapidamente quando Karlyle o tinha recebido na boca mais cedo, mas agora… por que, por que ele não parava?
— Por favor, chega…
Ash deu uma risadinha, divertido com o apelo. Sem diminuir o ritmo nem um pouco, ele continuou a rotacionar o quadril.
Uma sensação peculiar voltou correndo para Karlyle. Um formigamento estava se acumulando dentro dele. Ele conhecia aquela sensaçã, ele já a tinha experimentado uma vez antes. As mãos de Karlyle tatearam contra a parede, tentando se empurrar para longe.
— N-Não, isso não…
O pânico estampou-se no rosto de Karlyle enquanto ele tentava se contorcer para escapar, mas não havia para onde fugir. Com suas mãos firmemente sobre as de Karlyle novamente, Ash prendeu o corpo de Karlyle com ainda mais força contra o seu. Era como se seus corpos tivessem se tornado um só, inseparavelmente conectados.
— Não, não, não, Ash, se você continuar—
Lágrimas de constrangimento brotaram em seus olhos. Ele tentou desesperadamente lutar contra a sensação, mas não adiantou. Seu pênis, finalmente liberto, estremeceu e começou a gozar. Karlyle contraiu o abdômen em vão. Mas, assim como Ash lhe dissera uma vez, aquilo não era urina. E por causa disso—
— Hah, ahh, ahhh, ngh, ahhh…!—não era algo que Karlyle pudesse controlar com a vontade. Seu corpo, desobedecendo à sua mente, espirrou sêmen antes de jorrar um jato de líquido transparente. O líquido espirrou contra a cabeceira e escorreu, encharcando a estrutura da cama e encharcando os lençóis.
Karlyle caiu no choro, finalmente. Aquela sensação, por mais avassaladora que fosse, não era a mesma tristeza que sentira da última vez que tinha gozado assim, ele estava simplesmente irritado com Ash. Normalmente, Karlyle nem alimentaria tal pensamento, mas sob a influência dos feromônios insaciáveis de Ash, ele não conseguia pensar com clareza.
Tudo o que restava era o instinto puro e uma profunda vergonha. Seu peito subia e descia enquanto ele arfava por ar, exalando respirações descompassadas. O impacto do clímax ainda reverberava por seu corpo.
Enquanto a estrutura trêmula de Karlyle se contraía ao redor de Ash a cada solavanco do choro, Ash praguejou entre os dentes e soltou as mãos de Karlyle. Seus braços grossos e musculosos se estreitaram ao redor da cintura de Karlyle. Então ele se enterrou o mais fundo possível dentro de Karlyle no abraço mais apertado e envolvente.
Momentos depois, o calor se espalhou dentro de Karlyle. A liberação de Ash pintou suas paredes internas com jatos de sêmen, cobrindo seu revestimento como uma inundação. Lamentos interrompidos por lágrimas escapavam dele enquanto o líquido espesso encharcava suas entranhas e seu corpo continuava a tremer além de seu controle. Ash o segurou com firmeza, mantendo-o estável enquanto o orgasmo se arrastava.
Quando Ash finalmente soltou a cintura de Karlyle, Karlyle desabou para a frente, agarrando a cabeceira para se apoiar. Seus ombros subiam e desciam bruscamente enquanto ele arfava por ar.
— Olhe para mim. — A voz de Ash era um sussurro suave, mas Karlyle balançou a cabeça. O pênis de Ash deslizou para fora lentamente, e sua carga espessa vazou da entrada entreaberta. Karlyle queria olhar para Ash, mas não conseguia se forçar a isso, ele se sentia envergonhado demais.
Ash o virou com cuidado. Rosto a rosto agora, ele baixou Karlyle sobre seu colo. Lágrimas escorriam pelas bochechas coradas de Karlyle, e os dedos de Ash as enxugaram.
— Eu te disse que te faria chorar — Ash disse, limpando gentilmente os cílios úmidos de Karlyle.
Karlyle mordeu o lábio. Ele tinha feito isso, mas isso era algo inteiramente diferente.
— Mesmo… assim… ngh, ah…
— Você é tão adorável — Ash deixou escapar, como se não pudesse se conter. Suas mãos envolveram as bochechas de Karlyle com firmeza. — Chorar é sempre tão erótico? Hm? Me responda, por favor. Como você consegue deixar até o choro irresistivelmente sexy? — Sua voz carregava uma mistura de confusão e fascínio.
Karlyle sentiu novas lágrimas caírem, ele não tinha ideia se Ash estava tentando acalmá-lo ou provocá-lo. Mas, mesmo assim, o calor do toque de Ash parecia reconfortante.
— Toda vez que eu vejo você chorar… sinto que vou perder a porra da cabeça — Ash murmurou. Seus dedos acariciavam repetidamente o rosto de Karlyle manchado de lágrimas. Quando Karlyle se encolheu e desviou o olhar, a outra mão de Ash o seguiu para agarrar seu queixo, forçando Karlyle a encará-lo novamente.
— Não há nada… de adorável nisso — Karlyle protestou fraco. Ash não tinha ideia de quão humilhante era chorar durante o sexo, era tudo o que ele pensava.
— O que você sabe? Você é tão lindo que está me deixando louco. — Enquanto Ash sorria, Karlyle balançava a cabeça em indignação. Ash deu uma risadinha baixa. — Eu deveria te consolar, mas… hoje não. Eu amo tanto essa visão linda de você que não consigo parar. Preciso ver isso de novo.
“Será que isso significa que ele planeja me submeter a isso de novo?” Karlyle estremeceu. Ele realmente queria descansar um pouco. Se eles continuassem, ele poderia desmaiar. Enquanto tentava se levantar silenciosamente, os braços de Ash rapidamente o puxaram de volta para baixo.
— Perdoe-me, Lyle. Eu perdi completamente a cabeça, então… por favor, entenda. Eu já estive me segurando muito.
Os olhos de Karlyle se arregalaram em descrença. Lentamente, Ash acariciou as costas de Karlyle. Suas mãos gentis seguiram para baixo para separar as nádegas de Karlyle. O pênis de Ash, ainda duro, pressionou entre elas.
— Eu estou só começando… então aguente firme.
Com essas palavras inacreditáveis, Ash empurrou de volta para dentro, não dando tempo para Karlyle resistir enquanto retomava as investidas.
O Rut de Karlyle vinha em intervalos regulares, mas a severidade de seu desejo sexual durante esses períodos não era exagerada. Claro, comparado ao seu estado habitual, sua libido aumentava visivelmente. No entanto, os supressores geralmente conseguiam mantê-la em uma febre baixa e inquietação.
Quando Ash o auxiliava durante seu Rut, Karlyle não se perdia completamente nem se lançava sobre Ash como um louco. Em vez disso, ele simplesmente seguia o comando de Ash, deixando-o guiá-lo e domá-lo enquanto seus impulsos eram satisfeitos por ser fodido. Então seu Rut naturalmente diminuía em cerca de um dia.
Mas Ash, esse homem chamado Ash Jones, era algo inteiramente diferente durante o seu Rut.
A agitação bruta dentro dele fez os olhos de Karlyle se abrirem de estalo. Sua cabeça estava envoada, e seus olhos ardiam pelas lágrimas contínuas. Ele não conseguia emitir um som; sua voz tinha falhado após os gritos e gemidos incessantes que soltara. Agora tudo o que conseguia eram os fracos chiados de sua respiração pesada.
Do quadril para baixo, tudo estava praticamente dormente demais para registrar qualquer coisa. Ele ainda conseguia sentir prazer, mas suas partes íntimas estavam em carne viva pela superestimulação e pelos repetidos orgasmos. Seu pênis pulsava dolorosamente, seu quadril doía e suas coxas tinham cedido. Ele não conseguia sequer reunir força suficiente para mover a ponta de um dedo.
Karlyle geralmente conseguia funcionar com menos de cinco horas de sono por noite. Ele não tinha problemas com atividades fisicamente exigentes, como cavalgar ou caçar. Ele se destacava no squash e no tênis e, graças às suas rotinas disciplinadas, sua resistência física sempre fora excepcional. No entanto, apesar de tudo isso, ele podia dizer com absoluta certeza que nunca estivera tão exausto.
— Hngh, ahh… p-por favor… pare…
Ash tinha ficado mais silencioso com o passar do tempo. Ele não pronunciava mais obscenidades excitantes para induzir uma reação de Karlyle. Em vez disso, ele o devorava como uma fera irracional, seus olhos contidos brilhando com desejos primordiais.
Eles não saíam do quarto há três dias.
Tecnicamente, eles tinham saído brevemente algumas vezes. Uma vez, depois que Karlyle desmaiara, Ash o levara para tomar banho. Mas mesmo com a água pela cintura, ele não parara, Ash o fizera mais três vezes seguidas.
Em outra ocasião, Karlyle tinha descido até a cozinha, mas Ash o perseguira após apenas trinta minutos de sono. O incidente tinha terminado com Karlyle sendo fodido sobre a mesa de jantar.
A sala de estar e a cozinha da casa de Ash eram integradas em um conceito aberto, com paredes de vidro que separavam o térreo do jardim. Essa disposição dava a Karlyle a sensação inquietante de estar sendo observado do lado de fora enquanto era minuciosamente tomado, tinha sido uma experiência inédita e avassaladora para ele.
Usar a área de jantar como palco para o sexo era um pensamento que Karlyle jamais conseguiria conceber. Mas antes mesmo de poder se recuperar do choque daquilo, Ash o carregara de volta para o andar de cima e, lá, eles tinham recebido outro dia.
Alice demonstrara uma notável previsão. Se ela não tivesse sugerido que ele tirasse a semana de folga do trabalho, Karlyle teria tido que avisar que faltaria. Mesmo assim, o Dia dos Namorados já tinha passado há muito tempo enquanto Karlyle permanecia preso no quarto. Em vez de um evento romântico, Karlyle estava descobrindo em primeira mão como o prazer excessivo podia levar uma pessoa ao limite da loucura.
— Hngh, ah, ahh, hah… ngh!
Sua entrada cheia de sêmen não precisava mais de nenhum lubrificante. Cada vez que o pênis de Ash afundava e saía, acompanhado por um ruído úmido e audível, espumas se formavam ao redor do membro. Rastros brancos e espumosos de sêmen escorriam livremente por sua fenda.
Sua abertura habituada, esticada para caber a grossura de Ash, já não estava mais rosada, mas corada em um vermelho profundo. Tinha sido forçada a ficar aberta por tanto tempo que Karlyle não conseguia deixar de temer que ela nunca mais voltasse ao seu estado original.
Deitado de barriga para baixo, Karlyle mal tinha acabado de chegar ao clímax pelo que devia ser além da décima segunda vez, ele já perdera a conta. Havia um limite para quantas vezes um homem podia ejacular em um dia e, a essa altura, o que seu corpo liberava estava mais próximo de água. Ele frequentemente gozava sem expelir absolutamente nada. Claro, também houvera momentos em que terminara liberando jatos de líquido transparente em vez de sêmen.
Os lençóis estavam encharcados e grudavam desconfortavelmente em seu corpo, constantemente úmidos com uma combinação rude de fluidos.
— Hngh, Ash, p-por favor… — Karlyle virou a cabeça ligeiramente, implorando. O lado de seu pescoço estava salpicado de marcas vermelhas, assim como o resto de seu corpo. Hematomas e marcas de mordidas estavam espalhados por toda a sua pele. Seus dedos das mãos e dos pés tinham sido sugados e lambidos, e suas costas, coxas, nádegas e até a região lombar estavam provavelmente cobertas por marcas de amor e pelas leves reentrâncias dos dentes de Ash.
— Tudo bem — Ash disse com uma longa exalação, finalmente respondendo aos apelos desesperados de Karlyle. — Só mais uma vez. — Karlyle notou que Ash delicadamente negligenciou o fato de que já dissera “só mais uma vez” incontáveis vezes.
— Então… podemos… pelo menos olhar um para o outro?
Karlyle não gostava de ser tomado por trás. A maneira como Ash o martelava fazia parecer que perfuraria seu estômago, como se Karlyle não passasse de um animal. O que ele mais odiava, no entanto, era que não conseguia ver o rosto de Ash.
Ele queria ver os olhos fervorosos de Ash, seu cabelo desalinhado e úmido de suor, e o leve franzir de sua testa ao atingir o clímax. Ele queria observar os lábios ligeiramente entreabertos de Ash enquanto ele exalava ao afundar-se profundamente em Karlyle. Ele queria ver a forma como o suparsedor escorria por suas bochechas para se acumular em seu queixo esculpido. Ele queria gozar enquanto olhava para Ash.
— Você quer ver meu rosto? — O tom de Ash tinha mudado em algum momento. Em vez de falar com ele como um igual, ele agora sussurrava para Karlyle como se estivesse mimando alguém muito mais jovem. Embora fosse verdade que Ash era mais velho que ele, nunca o tratara assim até agora. A cada vez, Karlyle ficava com emoções que não conseguia explicar direito.
Karlyle não tinha forças para responder, então apenas assentiu fracamente. Ash retirou seu pênis, virou o corpo mole de Karlyle e ergueu suas pernas. Então, como se não pudesse suportar ficar livre de Karlyle nem por um momento, Ash empurrou de volta para dentro quase imediatamente.
O pênis impaciente de Ash espetou com força contra o períneo sensível acima da entrada de Karlyle. Ele estremeceu e arqueou as costas bruscamente, apenas para ser agarrado por Ash novamente. A pressão exercida em seu estômago forçou a saída do sêmen que o preenchia até a borda. A entrada de Karlyle teve um espasmo, contraindo-se involuntariamente enquanto filetes de sêmen vazavam. Ele ganiu em desamparo.
Ash desfez a expressão de seu rosto enquanto empurrava o pênis ainda mais fundo, chocando-se com força lá dentro. Seus corpos se uniram mais uma vez.
Esmagando a estrutura exausta de Karlyle sob o peso de seu corpo, Ash movia o quadril sem misericórdia. As entranhas de Karlyle, agora amolecidas e completamente moldáveis, reagiam até mesmo ao menor movimento do pênis de Ash. Como ele poderia um dia voltar ao que era antes, depois disso?
Enterrando a testa contra o peito de Karlyle, Ash expelia respirações quentes. Seu cabelo desalinhado caía logo abaixo da clavícula de Karlyle, fazendo cócegas na pele aquecida. Reunindo a pouca força que lhe restava, Karlyle esticou os braços e segurou os ombros de Ash.
Enquanto seus pensamentos embaçavam e sua mente flutuava para dentro e para fora da consciência, os movimentos de Ash ficavam mais brutos. Karlyle podia sentir o pênis de Ash, que já o preenchia completamente, pulsar enquanto ficava ainda mais duro. Suas paredes internas tremiam como se instassem Ash a se libertar.
O olhar de Ash travou no de Karlyle. Lutando para erguer suas pálpebras pesadas, Karlyle envolveu os braços ao redor do pescoço de Ash, puxando-o para perto.
— Ah… Ash…
— Lyle… — Ash respondeu com extrema ternura.
Karlyle esticou a mão, envolvendo a bochecha de Ash. Ele queria beijá-lo. Compreendendo sua intenção, Ash ergueu a cabeça para encontrar os lábios de Karlyle.
Ele sentiu uma leve pressão quando Ash mordiscou seu lábio inferior. Uma conexão profunda, como se suas próprias almas estivessem entrelaçadas, brotou dentro dele. A satisfação submergiu seu corpo exausto. Suas línguas se misturaram. O quadril de Ash gradualmente parou de se mover.
Karlyle enganchou as pernas ao redor da cintura de Ash. Ele queria se sentir ainda mais conectado. Estava esgotado, mas Karlyle apreciava a sensação de se tornar um só sempre que Ash se libertava dentro dele. Apertando as pernas ao redor de Ash, Karlyle o puxou para mais perto em um abraço urgente. Ash gemeu em sua boca enquanto o beijo se aprofundava.
Os músculos densos das costas de Ash enrijeceram sob seu aperto. Arqueando ligeiramente as costas, Karlyle inclinou a cabeça. Parecia que eles estavam prestes a alcançar o topo juntos. Uma sensação de formigamento se espalhou do fundo de seu ser. Seu pênis estremeceu. Então algo incomum começou a acontecer.
O pênis de Ash estava inchando dentro dele. Os olhos de Karlyle se abriram de estalo. Algo parecia… errado.
Então Ash libertou sua ejaculação.
Um jorro de líquido borbulhante atingiu suas paredes internas com uma força imensa. O volume era inimaginável, a inundação dentro dele não se parecia com nada que já tivesse experimentado antes.
A mandíbula de Karlyle caiu enquanto uma pressão enlouquecedora preenchia seu abdômen, esticando os músculos doloridos ao máximo. Temendo que suas entranhas pudessem se romper, ele lutou contra gritos incontroláveis. A ponta arredondada e inchada dentro dele crescia mais, golpeando seus recessos como um punho. Sua próstata foi esmagada ao seu limite.
— Ah, ahhh, ngh, ahh… pare, pare!
Os feromônios que pareciam pairar calmamente ao seu redor de repente desceram sobre ele de uma só vez. Sua densidade pura e sufocante por si só o estava afogando. Enquanto Karlyle se contorcia sem esperança para se libertar, Ash o mantinha no lugar.
Doía. Doía tanto. Parecia que ele logo seria rasgado ao meio.
— Ahh, ngh, não, chega… Ugh, ahh!
Os pés de Karlyle chutavam os lençóis. Seu corpo inteiro se contorcia, e eles caíram no chão em um monte amarrotado.
Karlyle se debatia violentamente. Sua cabeça girava enquanto os feromônios de Ash agitavam os seus próprios, deixando seus sentidos em desordem. O ar, o cheiro, os feromônios de Ash, tudo combinado com a pressão implacável do pênis quase explodindo dentro dele, pareciam dizer uma coisa a Karlyle: que ele, Karlyle Frost, pertencia a Ash Jones.
Lágrimas de satisfação e dor escorriam por seu rosto atormentado. Karlyle balançava a cabeça descontroladamente, lutando desesperadamente para escapar. Mesmo quando sua mente começava a ceder ao nó de Ash se formando dentro dele, toda a sua vida vivida como um alfa fazia a situação parecer tanto humilhante quanto aterrorizante.
Ele não estava dando um nó; ele estava recebendo um nó. Ele não era quem estava reivindicando; ele era o que estava sendo reivindicado. E o órgão que nem mesmo fora feito para receber um pênis agora segurava o nó de Ash firmemente dentro de si.
— Ah, ngh, ahhh! Dói, ah, ngh, ahhh!
— Dói?
Karlyle assentiu freneticamente. A mão de Ash segurou seu queixo. Através da visão borrada pelas lágrimas, Karlyle mal conseguia distinguir o rosto de Ash. Os olhos de Ash estavam selvagens, vorazes de excitação.
— Mas… não tem jeito — Ash murmurou. Seu pênis, que vinha inchando gradualmente, finalmente atingiu o limite. Karlyle não conseguia respirar, suas arfadas se transformando em engasgos enquanto seus pulmões se apertavam no peito. — Você é meu. E todo mundo precisa saber disso.
Com uma investida afiada, o pênis de Ash começou a ejacular novamente, muito mais fortemente do que antes. O sêmen jorrou contra os recessos mais profundos de Karlyle com a força de uma torrente, preenchendo-o por completo. A sensação de formigamento que se seguiu espalhou-se rapidamente. Karlyle não conseguiu mais se segurar e começou a atingir o clímax simultaneamente.
Enquanto gozava, os nervos no cérebro de Karlyle se entrelaçaram em caos. Seu pênis dava impulsos violentos, a cabeça golpeando contra o próprio abdômen enquanto enrijecia. Com soluçantes lamentos, Karlyle inclinava a cabeça para trás, veias saltando de seu pescoço.
O pênis de Karlyle começou a inchar, a glande pulsante ficando arredondada. A ponta ingurgitada balançava contra seu abdômen.
— Ha… porra. — A voz de Ash falhou enquanto ele se continha.
Karlyle arqueou as costas bruscamente, e seu corpo teve espasmos enquanto o clímax o dominava. Jatos de sêmen fluíam de seu pênis que dava um nó. Embora fosse quase transparente como água, o volume do fluido leitoso que cascateava pelo estômago de Karlyle era incomparável ao habitual. O líquido fluía pelos contornos de seu abdômen, acumulando-se em seu umbigo.
— Você é tão fofo que está me deixando louco — Ash murmurou.
Era tudo demais para processar. Karlyle mal registrou Ash soltando outro grunhido enquanto retomava as estaladas de seu quadril contra as nádegas de Karlyle. Embora a magnitude do pênis de Ash estivesse começando a ceder, o membro enorme ainda se arrastava ao longo de suas paredes superestimuladas. E isso foi a última coisa que Karlyle compreendeu antes de sua consciência se apagar por completo.
↫─☫ Continua…
ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr