Capítulo 65
↫─Capítulo 65
ᯓ➤ ATENÇÃO: Este capítulo contém representações de sexo intenso e sonofilia. Recomenda-se cautela. Leiam por conta e risco.ⓘ
Karlyle tropeçou para trás, firmando as pernas para evitar cair, antes de ser empurrado ainda mais longe. Sua perna se prendeu no pé da mesa, dobrando-se no meio da investida, mas Ash continuou empurrando e manobrando, o tempo todo girando a língua em fervor. Os estalos úmidos da saliva se misturando cortavam o espaço não iluminado.
— Ah, hngh… — Karlyle arfou enquanto um rastro desalinhado escorria por seu queixo. Logo, suas costas bateram contra uma porta com um baque seco. Prendendo-o ali, os braços de Ash o envolveram completamente. Ash inclinou a cabeça, aprofundando o beijo.
A língua de Ash mergulhou ainda mais fundo, passando pelo céu da boca de Karlyle, ameaçando deslizar para as áreas macias e sensíveis atrás dele. O corpo de Karlyle tremia incontrolavelmente, subjugado pela sensação. Sua cabeça girava pela falta de oxigênio. Desesperadamente, ele tentou se afastar de Ash.
Depois de um tempo, a língua de Ash finalmente se retirou. Ash abriu a porta do quarto com um grunhido. Mas antes que Karlyle pudesse recuperar o equilíbrio, Ash o tomou de volta em seus braços e imediatamente o jogou sobre a cama. Seus movimentos eram precisos e afiados, como se cada segundo de hesitação fosse inaceitável.
Atordoado, Karlyle se viu estirado sobre os lençóis e, em um piscar de olhos, Ash subiu em cima dele.
Ash puxou a parte de baixo insuportavelmente apertada de suas roupas e encostou seu membro aquecido contra a boca de Karlyle.
— Abra. — A voz pertencia a Ash, mas não parecia dele. Seu pênis rígido deu batidinhas na bochecha de Karlyle. A carne dura inflamava em calor, em exigência. Esfregando a ponta rombuda contra os lábios macios de Karlyle, ele finalizou sua instrução.
— Agora.
O coração de Karlyle martelava em seus ouvidos. Como se estivesse determinado a levá-lo ao limite também, os feromônios de Ash se infiltraram em cada fibra de seu ser. Lentamente, ele entreabriu os lábios. A cabeça do pênis de Ash forçou sua mandíbula a se abrir mais. Enquanto Ash empurrava para dentro, a grossura de seu membro voraz preencheu a boca de Karlyle. Sua língua ficou achatada sob o peso.
Karlyle tossiu, mas não havia espaço para respirar. Saliva gotejava desordenadamente de seus lábios enquanto o corpo de Ash deslizava mais fundo, a glande roçando contra o fundo de sua garganta.
— Hff… Ugh! — Karlyle teve uma náusea por reflexo. Era sufocante, mesmo que tudo o que ele estivesse fazendo fosse recebê-lo.
— Isso… assim mesmo. — A voz de Ash, tingida de satisfação, era baixa. Ele acariciou a cabeça de Karlyle como se em elogio, mas então puxou bruscamente seu cabelo para inclinar sua cabeça para trás e enfiar o pênis fundo na garganta de Karlyle.
Os olhos de Karlyle se arregalaram. Sua mão segurou o pulso de Ash. Com a língua presa, tudo o que ele podia fazer era engolir a saliva escaldante que escorria direto pela garganta.
Ash começou a mover o quadril, retirando-se sem pressa antes de investir para a frente para se enterrar na boca de Karlyle em um movimento constante. Então ele repetiu o movimento, uma e outra vez.
Karlyle lutava para recuperar o fôlego a cada vez que Ash se retirava, tentando desesperadamente acompanhar enquanto recebia Ash. Apesar do tratamento bruto, o corpo de Karlyle respondia, sua excitação evidente a partir de seu próprio pênis ereto, erguido duro e parcialmente exposto pela calça ligeiramente baixada e pela cueca arriada. Fluido pré-seminal vazava sobre seu estômago a partir da ponta saliente. Seu quadril se contorcia com ânsia.
Ash gozou mais rápido do que o habitual. Enquanto seus feromônios derramavam como uma tempestade torrencial, Karlyle engoliu o sêmen que jorrava diretamente em sua garganta. Ele engasgou brevemente; algo deve ter ido pelo caminho errado, pois deixou seu nariz ardendo e seus olhos lacrimejando. Sua boca parecia dolorida e havia um leve gosto metálico, seus lábios provavelmente tinham cortado.
Mesmo depois de gozar, Ash manteve seu membro na boca de Karlyle, como se determinado a esvaziar até a última gota garganta abaixo. Apenas quando se certificou de que não restava nada, ele se retirou, sem pressa. Um fio de saliva se estendia entre os lábios de Karlyle e o pênis de Ash.
Apesar de ter acabado de ejacular, o membro duro como pedra de Ash estremeceu ameaçadoramente. Ash ergueu o corpo, sua intenção de reivindicar Karlyle novamente evidente em seu olhar animalesco.
Enquanto isso, Karlyle, lutando para recuperar o fôlego, tateava as mãos contra os lençóis na tentativa de se arrastar para trás. Ele queria ver Ash com mais clareza. Em suas posições atuais, tudo o que conseguia distinguir era a silhueta sombreada de Ash. No entanto, Ash interpretou os movimentos de recuo de Karlyle como uma tentativa de fuga.
— Aonde você pensa que vai? — ele rosnou. Ash arrancou a calça de Karlyle e ergueu suas pernas nua. Sua cueca foi tirada sem demora também. Ainda úmido e brilhando com a saliva de Karlyle, o pênis de Ash não mostrava sinais de amolecer enquanto deslizava pela fenda das nádegas de Karlyle.
— Você não vai fugir agora.
— Ash, eu só—
As palavras de Karlyle, destinadas a explicar que ele apenas queria ver o rosto de Ash, foram engolidas quando Ash se posicionou contra sua entrada ainda firmemente fechada. Um suor frio brotou na superfície de sua pele. Ash estava certo. Sem a preparação abundante que Ash tipicamente garantia, a entrada de Karlyle permanecia teimosamente fechada. Se Ash forçasse a entrada desse jeito, iria rasgá-lo.
— Você é meu, Lyle.
Os olhos de Karlyle se arregalaram. Esta era a primeira vez que Ash expressava seu sentimento de posse sobre ele dessa maneira. O coração de Karlyle martelava descontroladamente. O medo instintivo de ser rasgado ao meio foi atropelado pelo peso da declaração de Ash.
— Você deveria ter ido embora quando teve a chance.
Ash começou a empurrar seu pênis com firmeza contra a entrada de Karlyle, forçando a passagem para dentro. Embora os movimentos constantes parecessem separar as dobras, a fenda não estava tão receptiva. Karlyle tentou relaxar o máximo que pôde. Mas o risco de rasgar não era a única questão, era simplesmente impossível para Ash entrar.
— Ash, não vai… entrar…
Mas Ash não estava em um estado capaz de exercer paciência. Se isso ia acontecer, Karlyle precisaria se preparar. Ele olhou ao redor com urgência e fixou os olhos na mesa de cabeceira onde guardavam o lubrificante.
Ash suspirou.
— Caralho. — Recuando, ele se esticou por cima de Karlyle. A gaveta abriu com um solavanco. Ash vasculhou impacientemente o interior antes de arrastar um frasco de lubrificante para fora.
— Eu te fodo todo dia, mas você ainda é apertado assim. O que eu vou fazer com você?
A tampa se abriu com um estalo. A respiração reprimida de Ash escapou entre os dentes cerrados enquanto ele espremia o lubrificante sobre a entrada de Karlyle e espalhava a substância escorregadia sobre ela. O pênis duro de Ash pressionou contra ele novamente, a cabeça larga esfregando com firmeza contra a entrada lambuzada.
Mas não estava nem de longe pronta. Nervoso, Karlyle mordeu o lábio inferior. Nunca antes Ash tinha pulado a etapa de prepará-lo com os dedos. Mesmo com uma preparação minuciosa, abrir caminho para dentro era sempre um desafio, fazer dessa forma seria simplesmente impossível.
No entanto, surpreendentemente, o pênis de Ash começou a forçar a entrada, separando lentamente o sensível canal externo. O lubrificante deslizava para dentro da abertura tencionada, e a cabeça grossa e rombuda avançava centímetro a centímetro. Sob a força implacável da penetração, a borda apertada se esticava até que, finalmente, o lubrificante derreteu ao longo de suas paredes internas.
— A-Ash, espere, só… espere… Hah, ugh!
A respiração de Karlyle trancou na garganta. Mesmo em circunstâncias normais, a penetração inicial parecia mais do que ele podia aguentar, mas agora, sem preparação, seu corpo inteiro se contorcia em reação.
Lágrimas começaram a escorrer por seu rosto. Seus músculos se contraíram em protesto, como se para expelir até a última gota de oxigênio de seu corpo. Ele não conseguia acreditar que tinha conseguido receber aquilo antes, quanto mais fazer isso com tanta frequência.
— Relaxa.
— Eu… eu não consigo… ngh, ah, hngh…
As paredes internas de Karlyle se contraíram instintivamente, tentando conter a carne invasora. As contrações intensas prendiam o pênis de Ash com força, tanto que o próprio Karlyle podia sentir cada pedaço disso. O ar que Karlyle tinha conseguido puxar estava agora preso em sua garganta, incapaz de alcançar seus pulmões enquanto suas vias aéreas se estreitavam.
No entanto, Ash não parou. Seus feromônios enfureciam-se, raspando contra a pele de Karlyle. Ash soltou um rosnado gutural, como se algo estivesse fervendo dentro dele, enquanto se inclinava e deslizava um braço pelas costas de Karlyle. Erguendo Karlyle, Ash o abraçou apertado.
Karlyle, envolvido pelo calor reconfortante do corpo de Ash, começou a se acalmar lentamente. Sentindo a incerteza derreter, ele envolveu os braços ao redor de Ash em resposta.
A mão de Ash deslizou por baixo do suéter de Karlyle, que pendia de qualquer jeito, subindo para removê-lo por completo. Seus lábios roçaram contra a concha da orelha de Karlyle, liberando respirações quentes que ameaçavam derreter a pele fina. A ponta da língua de Ash passou pelo lóbulo de sua orelha cautelosamente. Karlyle encolheu os ombros e esticou o pescoço para longe para escapar da sensação de cócegas. Sem se deter, a língua investigativa deslizou para baixo e se meteu em sua orelha, lembrando uma ação muito mais sensual.
— Ah! Mmm… — ele gemeu enquanto os calafrios de prazer ficavam mais fortes. Ele virou a cabeça mais uma vez enquanto seu tronco se contorcia e tremia contra sua vontade, e sua entrada se afrouxava uma fração. Aproveitando a oportunidade, Ash deslizou o pênis mais fundo para dentro.
O estalo úmido da língua de Ash reverberava na orelha de Karlyle, o som ecoando alto como se fosse o único ruído no mundo. A natureza sensual do barulho o fez estreitar os olhos em excitação, e ele arranhou levemente as costas de Ash. O prazer escalava em sintonia com o som que se intensificava.
— Nngh, aah… Hnngh!
Enquanto Karlyle arfava e se torcia, uma voz profunda falou diretamente em sua orelha.
— Agora, meu amor… — De alguma forma, o apelido provocante era ainda mais estimulante do que o prazer que irradiava de sua orelha. Karlyle virou a cabeça, arfando pesadamente. Seus olhos se encontraram, e então seu olhar desviou para os lábios atraentes de Ash.
— Eu disse para você relaxar — Ash sussurrou docemente.
— Eu… eu estou tentando… Ah!
— Você está tentando quebrar o pau do seu namorado? Se fizer isso, não vou conseguir ir fundo assim, exatamente do jeito que você gosta.
A mente de Karlyle ficou em branco, inundada de humilhação e excitação. Uma lágrima escorreu de seus olhos tímidos e percorreu sua bochecha. Claro que ele não estava tentando quebrar o pênis de Ash.
“Eu estou tentando relaxar, estou mesmo, mas é tão difícil…”
Karlyle lutava para estabilizar sua respiração. O Ash de agora parecia uma pessoa completamente diferente, mas, de certa forma, parecia que Ash o estava deixando participar de um segredo. O pensamento deu a Karlyle a resolução de aguentar. Além disso, Ash não tinha cuidado do Rut de Karlyle várias vezes antes?
As respirações trêmulas de Karlyle começaram a se uniformizar. Gradualmente, seus músculos tensos começaram a relaxar, e o pênis de Ash deslizou totalmente para dentro. Karlyle podia sentir o peso dos testículos de Ash pressionando contra sua nádega.
Ash soltou um suspiro longo e satisfeito. Ele retirou a língua da orelha de Karlyle. O mais tênue alívio piscou através de Karlyle quando ele percebeu que eles tinham finalmente conseguido a penetração completa. Mas Ash não lhe deu tempo para saborear o momento.
— Você é apertado pra caralho aqui dentro. — Uma palma quente pressionou para baixo o pé do ventre de Karlyle. Cada veia do pênis de Ash dentro dele era palpável contra suas paredes internas. Ash traçou seus dedos ao longo das linhas esculpidas do abdômen de Karlyle, como se pudesse realmente distinguir o formato de seu pênis por baixo.
— Especialmente quando eu faço assim…
Lentamente, ele balançou o quadril. Apesar de aparentemente carecer de uma mente clara, Ash ainda encontrou exatamente onde Karlyle mais sentia. Assim que o pênis persistente de Ash roçou contra sua próstata, a pressão e o desconforto avassaladores que afligiam o reto de Karlyle se derreteram, transformando-se em um prazer crescente. Karlyle se estremeceu.
— Caralho, está me engolindo como nunca. — Ash exalou rascante. — Como se estivesse ansioso para me espremer até me secar.
A mão de Ash pressionando seu estômago parecia estranha, quase inquietante. O espaço já apertado lá dentro estava agora ainda mais justo, e um calor peculiar começava a se acumular abaixo do ponto que estava sendo pressionado. O pênis de Karlyle, intocado e ainda assim ficando firmemente mais duro, inchava a cada segundo que passava. Ele vinha dando impulsos desde que Ash começara a lambuzar sua orelha mais cedo, mas agora estava totalmente ereto.
A maneira como a mão de Ash investigava, como se procurasse por algo, deixou Karlyle se perguntando se a forma do pênis de Ash realmente aparecia através de sua parede abdominal. Era isso o que acontecia toda vez que Ash estava dentro dele? Isso não seria inteiramente inacreditável, considerando o tamanho de Ash, mas o pensamento desafiava toda a lógica.
Apesar de suas dúvidas, a mão de Karlyle se moveu para baixo. Seus dedos roçaram a pele macia de seu abdômen firme, que se tencionava e relaxava enquanto ele tentava reter alguma compostura. Ponta com ponta, seus dedos eventualmente encontraram os de Ash.
— Curioso? — Ash perguntou. Ele guiou a mão de Karlyle mais para baixo, para o ponto onde seu pênis se esfregava contra o baixo ventre de Karlyle, deixando-o sentir por si mesmo. — Continue pressionando para baixo bem aqui.
Ash aplicou uma pressão constante nas costas da mão de Karlyle antes de se retirar para agarrar as pernas de Karlyle. Com um puxão rápido, ele ergueu a metade inferior de Karlyle e enganchou os tornozelos sobre os seus ombros. Sua virilha e as nádegas de Karlyle se conectaram.
Então Ash começou a se mover.
A primeira investida foi medida. O pênis longo de Ash se arrastou para fora do corpo de Karlyle a um ritmo deliberado, roçando na mucosa sensível. Um gemido longo, parecido com um suspiro, derramou-se dos lábios de Karlyle em sintonia com o movimento sem pressa de Ash. O calor acumulava-se constantemente na virilha de Karlyle.
Depois de se retirar quase até que a cabeça de seu pênis repousasse ajustada no anel muscular apertado, Ash fez uma pausa e olhou para baixo, encarando Karlyle. Seus lábios pálidos se curvaram em um sorriso descarado.
— Mantenha sua mão aí enquanto eu te fodo.
O comprimento de Ash separou as paredes internas que o contraiam e, com um baque forte, chocou-se de volta até os confins mais profundos. Os lábios de Karlyle se abriram em uma arfada silenciosa. O impacto ressoante o deixou se perguntando se a intrusão formidável tinha se enterrado fundo o suficiente para mexer em outras partes incontáveis de suas entranhas.
— É f-fundo demais… nghh, ah!
Mas Ash tinha parado de falar completamente e, em vez disso, movia-se como um animal selvagem que tinha se libertado de sua gaiola. Seu quadril rodava e estalava em um ritmo repetido. Cada retirada de seu pênis ligeiramente curvado para cima raspava o canal que se afrouxava sob o abdômen de Karlyle. Cada arremetida golpeava impiedosamente sua próstata.
Karlyle gemeu em desamparo enquanto seu corpo inteiro balançava. Mesmo enquanto todo o sentido e a autoconsciência o abandonavam, ele mantinha a mão pressionada contra o estômago. Mas isso não era meramente porque Ash o instruíra a fazer. Toda vez que o pênis de Ash o preenchia e suas entranhas apertadas ficavam ainda mais justas com a pressão de sua mão, o prazer dobrava. Seu corpo, perseguindo o prazer, estava simplesmente se movendo por conta própria.
A cada arremesso selvagem, o pênis babante de Karlyle balançava para a frente e para trás. A carne dura estalava contra as costas de sua mão. Enquanto isso, o fluido pré-seminal oozava da ponta que se agitava, espalhando-se e lambuzando tanto sua mão quanto seu estômago, deixando uma bagunça brilhante.
Ash movia-se como se tivesse abandonado todo o senso de autocontrole. Ele rotacionava o quadril para se esfregar de todos os ângulos e retomou o martelar em um ritmo brutal. Os sibilos aquecidos da respiração pesada e animalesca de Ash reverberavam nos ouvidos de Karlyle.
— Hah, Ash, vá devagar, p-por favor…
Os quadris de Karlyle estavam sendo erguidos cada vez mais alto. Em pouco tempo, seu quadril estava elevado voltado para o teto, com sua entrada suspensa no meio do ar. Ash perfurava para baixo na entrada ávida, seu peso corporal dobrando a força da queda. Seu pênis afundava em Karlyle tão profundamente que ele pensava tolamente que poderia atravessá-lo de lado a lado.
O sacolejo sacudia até o cérebro de Karlyle, deixando-o incapaz de um pensamento coerente. Era diferente de tudo o que ele já tinha experimentado antes. Os movimentos de Ash ficavam mais rápidos, seu quadril estalando para a frente e para trás com uma urgência quase frenética. Cada investida forçava o corpo de Karlyle a se sobressaltar, arrancando gemidos roucos de sua garganta agora em carne viva. Até mesmo soltar um som tinha se tornado um assunto árduo.
— Hah, ahh, eu só… preciso… de um momento!
Ele precisava desesperadamente recuperar o fôlego. Não restava oxigênio em seus pulmões. Mas Ash não respondeu. O olhar penetrante de Ash fixou-se em Karlyle, um sorriso afiado dividindo seu rosto para revelar seus dentes. Então Ash atingiu a próstata de Karlyle com uma precisão diabólica.
Até o simples ato do pênis de Ash deslizar para dentro e para fora era o suficiente para manter Karlyle vacilando no limite. A dor há muito tinha desaparecido, substituída por ondas de prazer avassalador que o consumiam completamente. O clímax que vinha se construindo por dentro perturbava toda a sua forma. Seus lábios tremiam e se abriam em resposta.
Ash estava agindo como uma criança que descobrira um novo jogo favorito. Embora ele sempre levasse Karlyle aos seus limites, nunca tinha se movido de forma tão bruta e implacável, não deixando espaço para Karlyle sequer respirar. Como ele estava agora, agarrando, sorrindo e investindo sem pensar, havia apenas uma maneira de descrevê-lo, ele estava se comportando como uma besta.
Ash parecia ter descartado qualquer noção de moderação e estava se chocando contra Karlyle com força total. Já delirando, Karlyle temia que a loucura pudesse consumi-lo. Lágrimas escorriam por seu rosto enquanto o prazer subia em ondas embriagantes. Um pensamento nauseante, de que ele poderia realmente se quebrar, passou por sua mente.
Dominado por um pânico repentino, ele soltou o estômago e segurou os lençóis para se impulsionar para trás. Enquanto se movia, o pênis de Ash escorregou um pouco para fora. Um rosnado perigoso e gutural rasgou a garganta de Ash. Ele agarrou a cintura de Karlyle e o puxou de volta para o lugar.
— Eu te disse, você não pode fugir.
A investida seguinte atingiu a próstata de Karlyle com uma força punitiva. Um tremor violento percorreu suas veias, suas costas se arqueando bruscamente enquanto seu corpo inteiro se contorcia. Seus olhos se arregalaram enquanto o clímax o atingia como uma calamidade.
Quando Ash soltou a cintura de Karlyle, ele desabou de volta sobre a cama. Tremores castigavam sua estrutura, seu quadril se contorcendo incontrolavelmente, seus ombros estremecendo enquanto ele arfava por ar.
— Hah, hngh… haah, ugh, haa… hah…
Karlyle estava completamente esgotado. Ele tinha gozado apenas uma vez, mas parecia que tinha sido submetido a horas de tormento implacável.
— Quem disse que você podia gozar tão cedo?
Ash disse com uma risada baixa. Ele se esticou e esfregou o pênis de Karlyle, que ainda derramava sua liberação. Karlyle balançou a cabeça freneticamente diante do estouro afiado de prazer. Com a pouca força que lhe restava, Karlyle empurrou as mãos e braços debaixo de si, tentando se erguer. Seus dedos dos pés se curvaram enquanto ele se arrastava cama acima até que suas costas bateram na cabeceira.
— Ash, só… só espere… por favor, hngh, haah… Só me dê um momento…
— Você quer parar? — A voz de Ash era difícil de decifrar, desprovida de qualquer emoção clara. Seus corpos se aproximaram, e sua mão alcançou a gaveta da mesa de cabeceira.
Karlyle balançou a cabeça. — Não, eu só— eu só preciso recuperar o fôlego…
— Shh…
Por um momento, Ash parecia a versão de si mesmo que Karlyle conhecia, acalmando-o com cuidado gentil. Ash envolveu com as mãos o rosto de Karlyle manchado de lágrimas. Karlyle se aninhou ao toque, arfando suavemente. Após alguns segundos acariciando ternamente a bochecha úmida de Karlyle, Ash abaixou a mão.
Foi então que Karlyle sentiu algo estranho. Ele estremeceu e baixou o olhar diante do roçar suave de um tecido entre suas pernas. Apenas um momento depois ele compreendeu o que estava acontecendo: Ash estava amarrando uma fita vermelha abaixo da cabeça do pênis de Karlyle. O nó foi apertado num instante, e Karlyle ficou com um desconforto indescritível.
— …Ash?
↫─☫ Continua…
ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr