Capítulo 58
↫─Capítulo 58
Karlyle havia selecionado os melhores vinhos da adega de sua família. Observando-o acomodar seis garrafas, uma mistura de brancos e tintos, em um caixote de madeira, Ash riu baixinho. Pouco depois, eles retornaram para a casa de Ash.
Karlyle examinou o espaço, que em apenas três semanas havia se tornado tão familiar, enquanto fazia isso, tomou uma decisão. Não importavam os protestos de seu avô, ele não deixaria essa felicidade escapar. E para mantê-la, estava disposto a fazer qualquer coisa.
Embora Ash mantivesse seu sorriso para Karlyle, um sentimento persistente de descontentamento pairava sobre ele desde o encontro com Arthur. Quando Karlyle não estava olhando, o rosto de Ash ocasionalmente endurecia. Karlyle repetidamente o havia pego com os olhos baixos em pensamento. No entanto, embora quisesse melhorar o humor de Ash, ele simplesmente não sabia como. Karlyle entrou na cozinha, colocando-se ansiosamente ao lado de Ash, que estava preparando a comida para harmonizar com o vinho.
— Sente-se e deixe-me fazer isso. Você deve estar cansado, então vá em frente e tome um banho primeiro esta noite, tudo bem? — Ash disse gentilmente, olhando para Karlyle.
Após examinar furtivamente o rosto exausto de Ash, Karlyle encontrou seu olhar com tristeza.
— Me desculpe — ele deixou escapar.
— …Lyle. — O sorriso de Ash desapareceu. Ele pousou a tigela que estava enchendo com salada e virou-se para encarar Karlyle. — Eu não quero que você se desculpe comigo mais — disse ele firmemente.
— Mas por minha causa…
— Isso não é por sua causa. É o seu avô… ele é o único culpado. — Ash fechou os olhos e mordeu o lábio inferior.
Preocupado que Ash pudesse machucar o lábio, Karlyle estendeu a mão, mas hesitou no meio do caminho e baixou-a.
— Ver a pessoa que eu amo ser tratada daquela maneira… quem não ficaria furioso? — Ash disse em conclusão.
— Eu sempre ouvi coisas assim, então estou bem. Além disso, é tudo verdade, então…
Os olhos de Ash se arregalaram, sua expressão tornando-se grave como se as palavras de Karlyle o tivessem abalado profundamente. Passando a mão pelo rosto, Ash respirou fundo.
— Lyle, escute-me com atenção.
Karlyle assentiu. Parecia que sua confissão só havia irritado Ash ainda mais, o que, por sua vez, deixou Karlyle cada vez mais ansioso.
— Antes de tudo, nada do que seu avô disse sobre você é verdade. Nem uma única palavra. Você é uma pessoa incrivelmente inteligente e capaz. A maioria das pessoas não conseguiria chegar aos seus pés.
Karlyle pressionou os lábios firmemente. Embora a sugestão parecesse plausível, Karlyle era cercado por pessoas que o superavam de todas as maneiras imagináveis, deixando-o como a pessoa mais inútil da sala.
— E você não está bem. Eu também não estou bem. Você é a pessoa mais preciosa do mundo para mim, Lyle.
Por um momento, Karlyle esteve olhando para o chão, mas ergueu a cabeça.
— Eu não preciso de mais ninguém. Você é a pessoa mais linda, brilhante, adorável e amável de todo o mundo. Eu te estimo profundamente.
Karlyle sentiu como se estivesse ouvindo a confissão de Ash tudo de novo. Ele não merecia isso. Oprimido por uma onda de emoção, ele engoliu em seco, lutando para evitar que seus olhos ardentes transbordassem.
— Então se valorize mais, Lyle. Nunca diga que está tudo bem falarem com você desse jeito. — Ash parecia fisicamente ferido. — Você poderia fazer isso por mim?
Karlyle ficou triste ao perceber que ele próprio havia causado dor a Ash, mas, ao mesmo tempo, foi dominado por uma estranha elação ao saber que essa tristeza vinha de quão profundamente Ash o adorava. Karlyle era realmente muito egoísta, mas Ash o havia mimado com todos os tipos de palavras bonitas.
— Eu nunca imaginei que você seria tratado dessa forma. Pensei que tivesse sido criado como um jovem mestre mimado. Presumi que sua família teria feito de tudo para lhe dar tudo o que você queria. E é assim que deveria ter sido. — Incapaz de se conter por mais tempo, Ash puxou Karlyle para um abraço feroz, enterrando o rosto no pescoço de Karlyle. — Eu odeio o fato de que não sabia disso — ele murmurou.
— …Está tudo bem — Karlyle sussurrou.
— Não. Eu não vou acreditar quando você disser que está bem — pelo menos não por um tempo.
— …Eu gostaria que acreditasse. — Karlyle ergueu uma mão para acariciar as costas de Ash. — Agora que eu tenho você, Ash, eu realmente estou bem — disse ele suavemente.
— Sinceramente… — Ash ergueu a cabeça, seu olhar suavizando enquanto seus dedos escovavam gentilmente o cabelo de Karlyle para trás. — Você é tão adorável.
— Apenas aos seus olhos.
Karlyle não era gentil com todos. Para alguns, ele podia parecer arrogante ou até mesmo imperioso. Embora nunca tivesse causado problemas intencionalmente, nem sempre mantinha um comportamento agradável.
— Isso não é o suficiente? Para outra pessoa, eu posso ser a pior pessoa do mundo, mas eu seria uma boa pessoa para você.
— Isso não é possível…
Ash balançou a cabeça.
Sentindo-se cada vez mais inquieto, Karlyle continuou a esfregar as costas de Ash para confortá-lo.
— Você acha que eu sou uma boa pessoa, Lyle? — Ash perguntou em sofrimento. — Tenho pavor até de perguntar quantas vezes posso ter te magoado sem perceber.
— Você não fez nada disso — Karlyle disse, firmemente desta vez.
Devia-se admitir que as palavras de Ash às vezes lhe causavam tristeza, mas desde que começaram a namorar, Ash não lhe trouxera nada além de alegria. Desde o primeiríssimo encontro, Ash abrira os olhos de Karlyle para emoções que ele nem sabia que existiam, revelando-lhe o quão maravilhosa a vida poderia ser.
— Em toda a minha vida, nunca dependi de ninguém antes. Mas eu dependo de você, de verdade. É o quão bom você tem sido para mim — Karlyle admitiu. Falar abertamente ainda era difícil para ele, mas o faria tanto quanto fosse necessário para tranquilizar Ash. Lentamente, mas com clareza, Karlyle enunciou cada palavra:
— Estar com você me fez feliz.
A expressão de Ash desmoronou, e sua respiração falhou enquanto ele segurava as bochechas de Karlyle gentilmente, puxando-o para mais perto. Karlyle fechou os olhos enquanto seus lábios eram suavemente atraídos para um beijo tão terno, tão cuidadoso, como se Ash temesse quebrar algo delicado.
Um arrepio se espalhou pelo corpo de Karlyle. Ele podia sentir o quanto Ash o estimava, o quanto estava exercendo autocontrole. Mas agora ele tinha Ash, e ter alguém em quem se apoiar o havia mudado imensamente.
Karlyle estava cada vez mais confiante de que Ash permaneceria ao seu lado. Sabendo que havia alguém pronto para confortá-lo caso se machucasse, ele até ousara enfrentar seu avô pela primeira vez. Por isso, queria que Ash parasse de se conter, que o arrebatasse até fartar o coração.
Encorajado por esse pensamento, Karlyle mordiscou o lábio de Ash um pouco mais forte, deslizando a língua pela brecha enquanto segurava os ombros de Ash firmemente. Seus olhos se abriram, encontrando os olhos de Ash, que se arregalaram em surpresa extasiada. Enquanto sustentava o olhar de Ash, sentindo sua língua avançar mais, enredando-se mais profundamente, Karlyle sentiu sua excitação crescer rapidamente. Ele sentia como se estivesse fazendo algo extremamente ousado.
Os olhos de Ash escureceram firmemente com o desejo, seu olhar fixo de forma imóvel em Karlyle. Sua mão deslizou para a mandíbula de Karlyle, segurando-o no lugar enquanto o beijo se aprofundava. A saliva deles se misturou, preenchendo o ambiente com sons provocantes de sementação. A sensação de sua língua ser suavemente roçada e sugada apenas aumentou o desejo de Karlyle. Ele pensara que já havia se acostumado às habilidades de Ash ultimamente, mas Karlyle estava oprimido ao ponto de ser difícil até mesmo engolir a saliva.
Como um homem faminto por anos a fio, Ash puxou o queixo de Karlyle em sua direção, engolindo-o por completo. Sua língua varreu o céu da boca de Karlyle.
Karlyle arquejou, perdendo o aperto no ombro de Ash, sua mão escorregando para baixo enquanto seu baixo ventre se contraía com uma excitação avassaladora.
A saliva de Ash era tão doce que Karlyle lamentava a perda de até mesmo o pequeno filete que escorria por seu queixo. Ele gemeu baixinho, pressionando seu corpo mais perto em luxúria. Estava completamente imerso no beijo, incapaz de recobrar os sentidos; eles se beijavam como se estivessem hipnotizados, como se estivessem transando.
Mas bem quando a excitação transbordou o limite, Ash se afastou.
Karlyle estremeceu, seus olhos nublados perseguindo os lábios recuantes de Ash como se tivessem sido roubados dele.
— Lyle, se continuarmos assim…
— Ash. — Karlyle agarrou o pulso de Ash. Ele não queria ouvir Ash falar sobre se conter; afinal, era igualmente difícil para ele se conter. — Vamos tomar banho juntos? — ele perguntou suavemente, com a voz baixa enquanto puxava o pulso de Ash para mais perto para pressionar os lábios contra ele. Baixando a cabeça, ele sugou levemente a pele, deixando marcas fracas de beijo em seu rastro, então continuou trilhando beijos para baixo sobre a palma da mão até alcançar os dedos de Ash.
Audaciosamente, ainda mais do que naquela manhã, Karlyle levou os dedos de Ash à boca. Um aroma fresco da salada fresca que ele estivera lavando ainda se apegava à pele úmida de Ash.
Encontrando o olhar de Ash, Karlyle lambeu ao longo das pontas de seus dedos. Ash curvou os lábios em um sorriso, com os olhos indecifráveis. Sua voz baixa enviou um calafrio pela espinha de Karlyle.
— Ah, que droga.
Mal as palavras o deixaram, Ash estendeu a mão, suas mãos impacientes rasgando a camisa de Karlyle. Ao contrário de seus movimentos comedidos habituais, ele puxou com tanta rapidez que quase metade dos botões voou.
Karlyle arquejou, estendendo a mão em direção às roupas de Ash. Embora mais lento que Ash, ele estava igualmente desesperado para tocar a pele nua por baixo.
Palavras obcenas escaparam pelos lábios de Ash, e ele empurrou Karlyle contra a parede. Sua mão ardente deu um jeito rápido no cinto de Karlyle e prontamente penetrou por baixo dele para segurar o pau de Karlyle. Conforme Karlyle jogava a cabeça para trás, sua respiração ficou presa na garganta. O toque de Ash sozinho era o suficiente para levá-lo ao limite.
— Hah, ungh, Ash, ah, nghh…
— Você é tão lindo que está me enlouquecendo. Quero te devorar inteirinho.
Ash mordeu o pescoço de Karlyle, mais forte do que havia feito naquela manhã. A pele de Karlyle ardeu com a sensação de roer. Os arquejos da respiração frenética de Ash estremeciam em seus ouvidos enquanto a mão continuava a acariciar seu membro. O pé de Karlyle escorregou. Perdido na busca ardente de Ash, ele mal conseguiu se apoiar contra a parede.
— P-Permita-me, por favor, hnn, hngh!
Mas Ash balançou a cabeça. Ele caiu de joelhos, deslizando as mãos pelas coxas de Karlyle. As calças de Karlyle foram arrancadas rudemente, assim como suas cuecas, deslizando até os tornozelos em um instante e prendendo seus pés como amarras.
Enquanto Karlyle apoiava as costas contra a parede para manter o equilíbrio, Ash prendeu o pau de Karlyle. Sua boca quente e cheia de saliva envolveu a glande sensível e sugou com força.
Karlyle gemeu alto, e suas costas se arquearam. Os dedos de seus pés se contraíram. A estimulação era demais.
— Ash, hah, ah, ngh, espera!
Como ele só vinha sendo quem recebia ultimamente, Karlyle queria retribuir o favor. Ele puxou o cabelo de Ash para empurrá-lo, mas o corpo de Karlyle era honesto; seu pau rapidamente intumesceu, cutucando a garganta de Ash.
Com a cabeça baixa, Ash habilidosamente acolheu a ereção de Karlyle o mais fundo que pôde e sugou intensamente. A visão de Karlyle ficou em branco diante da sensação vertiginosa. Suas coxas se tencionaram, seus músculos tremendo enquanto ele empurrava para a frente sem pensar. Seus dedos se apertaram ao redor do cabelo de Ash, veias azuis saltando nas costas de sua mão conforme ele intensificava o aperto.
— Para, por favor, ahh, ngh, ahh…!
Ash olhou para cima, seus lábios se curvando em um sorriso magnético ao flagrar Karlyle olhando para ele. Completamente hipnotizado, Karlyle não conseguia desviar os olhos. Ele balançou a cabeça, com a visão ainda um pouco distorcida.
Mas Ash não estava cedendo. Depois de liberar o membro que estivera enfiado fundo em sua garganta, Ash mudou seus movimentos. Ele começou a passar a língua espalmada sobre a ponta sensível em movimentos longos e largos, lambendo as veias da base.
— Haah, hngh, isso, ah, faz cócegas, ngh…
Conforme a língua de Ash se movia mais rápido, o formigamento prazeroso se espalhava, difícil de Karlyle resistir. Mas ele se sentia envergonhado demais para ejacular daquela forma; ele precisava fugir.
— Bom garoto.
Um beijo suave pousou em sua bochecha enquanto Ash retirava o dedo. Ainda entorpecido, Karlyle permitiu-se ser conduzido em direção ao banheiro.
O jato constante que caía do chuveiro batia em uma temperatura agradável. Essa era a primeira vez que compartilhavam o chuveiro desde que o haviam feito na mansão de Karlyle. Ash colocou uma toalha de banho macia sobre a bancada ao lado da pia antes de se juntar a Karlyle no interior do box.
Karlyle se contorceu em uma tentativa de se afastar, mas Ash percebeu rapidamente. A ponta de sua língua se enrijeceu e penetrou levemente na abertura da glande.
— Aí não, Ash… Ah!
Karlyle estava no seu limite. Ele balançou a cabeça freneticamente enquanto seu corpo o traía. Seu baixo ventre se tencionou, e o sêmen jorrou, cobrindo generosamente os lábios de Ash. Ash simplesmente o limpou com os dedos.
Enquanto Karlyle estava em um torpor, mal conseguindo se manter em pé, Ash se levantou. Quando um dedo sujo de sêmen entrou em sua boca, Karlyle abriu os lábios, fascinado. O dedo cutucou lentamente o interior da boca de Karlyle, espalhando o fluido amargo e forte por sua língua. Karlyle o lambeu docilmente. Ash inclinou a cabeça de leve com os olhos escurecidos, seus lábios roçando a orelha de Karlyle.
— Está gostoso?
Não havia como o sêmen, que nem sequer era de Ash, ter um gosto bom. No entanto, de alguma forma, tinha; os dedos de Ash eram doces.
— …Está.
— Você gostaria de algo ainda mais delicioso do que isso?
Karlyle assentiu lentamente. Ash pressionou um dedo levemente contra a língua de Karlyle, como se para elogiá-lo por fazer um bom trabalho.
— Bom garoto.
Um beijo suave pousou em sua bochecha enquanto Ash retirava o dedo. Ainda entorpecido, Karlyle permitiu-se ser conduzido em direção ao banheiro.
O jato constante que caía do chuveiro batia em uma temperatura agradável. Essa era a primeira vez que compartilhavam o chuveiro desde que o haviam feito na mansão de Karlyle. Ash colocou uma toalha de banho macia sobre a bancada ao lado da pia antes de se juntar a Karlyle no interior do box.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr