Capítulo 34
Deep Pivot Side Story — Capítulo 34
Ohio, Base de Pesquisa IGTS NASA-Coréia.
Um vento forte soprava na pista de pouso do jato particular no início da manhã. Com os olhos semicerrados, Eric observava o avião que acabara de pousar.
O guia de Joon, o Bebê, não gostava de ser chamado assim. Certa vez, Eric o chamou de “Bebê”, brincando, e a reação foi imediata — enojado, o garoto repetia seu nome verdadeiro sem parar.
Mas vamos lá, como ele deveria pronunciar “Yeonwoo” corretamente?
Na cabeça de Eric, Yeonwoo sempre fora um rapazinho pequeno e fofo. O Líder de Equipe Jin o havia feito uma lavagem cerebral, fazendo-o acreditar que ele era uma espécie de bebê de edição limitada.
Mas essa imagem se despedaçou no momento em que Eric viu Cha Yeonwoo pessoalmente, saindo do jato.
Não tem como ele ser um “bebê”…
Como é que isso é um bebê? Só pelo porte físico, ele parecia alguém que poderia ganhar o título de MVP do hóquei do ensino médio sem pestanejar.
Eles se tornaram bem próximos por meio de videoconferências frequentes, mas, ao vê-lo pessoalmente, foi como conhecer um estranho pela primeira vez. É por isso que relacionamentos online não têm sentido. Você nunca conhece alguém de verdade até conhecê-lo pessoalmente.
— Ei.
Eric sorriu e abraçou Yeonwoo.
— Yeonwoo.
Ele pronunciou o nome com uma precisão surpreendente. O mesmo nome que nunca conseguira pronunciar direito, nem mesmo uma vez, quando Yeonwoo se esforçava tanto para lhe ensinar. Ele imaginou que não valia a pena provocar o sujeito — ele provavelmente não venceria uma luta de qualquer maneira…
— Olá.
Com um sorriso gentil, Yeonwoo cumprimentou Eric e abraçou Rachel também. Os pesquisadores que vieram cumprimentá-los deram as boas-vindas à dupla calorosamente. Seojoon, que havia descido do jato por último, também apertou a mão de Eric.
— Está bem? Você parece saudável.
Eric apertou a mão dele com força, apertando-a de alegria. Seojoon sorriu e respondeu brevemente.
— Você também.
— …
Um estranho vazio se apoderou do peito de Eric. Seojoon parecia exatamente o mesmo da última vez que se encontraram, mas a sensação de proximidade ou camaradagem que Eric sentira antes havia desaparecido.
Ele era humano agora. Não mais um Sem Nome como Eric. E ele podia sentir isso, apenas pelo toque das mãos deles.
Quando Seojoon e Hee-min visitaram o local antes, o Diretor do IGTS os guiou pessoalmente pelo laboratório, juntamente com pesquisadores importantes.
Ele também mencionou que o ex-diretor adjunto — que havia orquestrado um ataque estrangeiro Sem Nome com um Esper — havia sido entregue ao Tribunal Penal Internacional. O cargo de vice-diretor permaneceu vago. Palavras como “crimes internacionais”, “assassinato” e “provocação diplomática” completavam as acusações contra ele.
Contrariando as preocupações de Hee-min, os membros da equipe da SAU levaram a visita às instalações a sério. O que provocou as reações mais fortes foi quando a cortina que cobria aquela coisa dentro do tanque foi levantada.
Mesmo para Seojoon e Hee-min, que já sabiam o que era, o impacto visual foi chocante. Algumas pessoas instintivamente tentaram sacar seus celulares para tirar fotos, mas foram impedidas pela equipe de segurança.
Os mesmos dois pesquisadores que ficaram eufóricos durante a última visita de Seojoon estavam igualmente animados agora. Eles começaram a mesma conversa fiada com tema de otário — como aquele monstro supostamente continha incontáveis universos dentro dele, contada da maneira mais complexa possível.
Yeonwoo, que não conseguia acompanhar o inglês rápido que eles falavam, motivado pela excitação, parecia um pouco entediado. Seojoon o acompanhou discretamente e saiu do laboratório.
— Esta não é uma zona segura, então você pode ligar para Jeongwoo daqui.
— Ah, esse lugar…
Yeonwoo olhou ao redor como se já tivesse estado ali antes.
— Foi daqui que você me ligou da última vez, certo, Tenente?
— Você tem uma boa memória.
Seojoon sentou-se no banco com ele. Jeongwoo, que precisava de reabilitação respiratória após um longo voo, tinha previsão de chegada em dez dias com o Dr. Yoon. Os dois fizeram uma vídeo chamada para Jeongwoo, que estava em seu quarto de hospital. Eram por volta das 20h na Coreia. Songhee, que não pôde participar da viagem, estava de plantão e com ele naquele momento.
Cheong-oh e Young-gyo encheram a cabeça de Jeongwoo com sonhos da Disney, então o garoto estava visivelmente animado. Perguntaram sobre as coisas de sempre — se ele estava ouvindo os professores, o que tinha jantado — e então encerraram a ligação.
— Parece que o Jeongwoo nem se importa que eu esteja longe. Ele nem disse que sentiu minha falta.
— Ele também lidou muito bem sozinho no esconderijo, lembra?
— Mas isso era diferente. Agora estamos do outro lado do planeta, e ele está curtindo com a Songhee noona como se não fosse nada… Quando você estava nos EUA, eu mal conseguia aguentar três dias sem você.
Enquanto Yeonwoo resmungava baixinho, Seojoon o beijou brevemente nos lábios e soltou um suspiro de arrependimento.
— Eu devia ter tentado sexo por telefone com você naquela época. Parece que não terei outra chance.
O rosto de Yeonwoo ficou inexpressivo por um segundo. Ele olhou para Seojoon, incrédulo, como se tivesse ouvido errado. Telefone…? A palavra mal se formou em sua boca, sumindo. Ele olhou ao redor, nervoso, para ver se alguém tinha ouvido.
— Isso é… realmente algo que você quer fazer?
Yeonwoo perguntou, com os olhos arregalados de descrença. Seojoon, acostumado a ser o único pervertido na sala, assentiu descaradamente.
— Por que não? Você disse que sentiu muita falta de mim naquela época. Se eu tivesse dito que queria ver seu pau, você teria me mostrado.
Yeonwoo rapidamente tapou a boca com a mão e sussurrou com urgência: — Alguém pode te ouvir, Tenente…
Seojoon riu, puxando gentilmente a mão de Yeonwoo para baixo.
— Quem vai ouvir? Não tem ninguém por perto. E 80% das pessoas aqui são estrangeiras, de qualquer forma. Elas nem vão entender o que estamos dizendo — seja sobre sexo oral ou sexo por telefone.
Yeonwoo cerrou o maxilar, com a têmpora se contraindo. Ele se curvou para a frente, enterrando o rosto nas mãos, pressionando a testa com força, como se estivesse com dor de cabeça. As bordas de suas orelhas ficaram vermelhas.
Após alguns momentos de silêncio, Yeonwoo de repente levantou a cabeça.
— Eu realmente não entendo suas preferências, Tenente. Você gosta desse tipo de coisa?
— Se não pudermos estar juntos pessoalmente.
Ele pareceu genuinamente perplexo.
— Mas por quê? Sem não poder se tocar ou se abraçar.
— É isso que torna tudo emocionante. Faz você querer mais. Só para você não entender mal, eu também nunca fiz isso.
Mesmo com o aviso de Yeonwoo, Seojoon proferiu casualmente palavras como “pau” e “sexo por telefone” sem pestanejar. Então, de repente, ele se aproximou. Com uma das mãos sobre a boca, sussurrou no ouvido de Yeonwoo em um tom provocante.
— Mas eu meio que quero tentar com você.
— Ah.
Assustado, Yeonwoo tapou a orelha com a mão, tendo acabado de levar uma leve mordida no lóbulo. Seu rosto ficou vermelho e manchado. Seojoon observava, os ombros tremendo de tanto rir. Ele sentia que poderia viver uma vida longa e feliz apenas provocando seu amante.
— Não se preocupe, Yeonwoo.
Voltando a um tom mais calmo, Seojoon deu-lhe um tapinha gentil.
— Não precisa disso. Não vou sair do seu lado, nem por um dia. Vou ficar grudado em você feito uma gosma, então não faça essa cara.
Ele alisou a ruga entre as sobrancelhas de Yeonwoo com os dedos e plantou uma série de beijos em seus lábios levemente franzidos. Yeonwoo, com os lábios apertados como se estivesse imerso em pensamentos, estendeu a mão lentamente e segurou os dedos de Seojoon.
— …Ainda poderíamos fazer isso, mesmo que não estivéssemos separados.
Ele disse calmamente.
— Se você quiser.
Seojoon mordeu a parte interna da bochecha e olhou para Yeonwoo como se não entendesse bem o que ele estava dizendo. Yeonwoo se inclinou e sussurrou com uma voz ainda mais suave.
— Você também pode fazer videochamadas da mesma casa.
— …
Sério… Cha Yeonwoo… Cha Yeonwoo é realmente incrível.
Seojoon cobriu a boca com a mão, fingindo coçar o queixo. Ele estava segurando o riso com tanta força que seus olhos lacrimejaram. Yeonwoo parecia preocupado.
— Tenente, não me diga que você está chorando.
Seojoon franziu a testa e respondeu solenemente.
— Não sei… as lágrimas simplesmente vieram.
— …Você realmente gosta tanto assim de sexo por telefone?
Incapaz de conter as emoções crescentes, Seojoon o puxou para seus braços. Preso naquele abraço esmagador, Yeonwoo não tinha ideia do que estava acontecendo, coberto de beijos.
— Você é muito estranho, Tenente… Se tiver mais alguma coisa estranha, é só me dizer agora para eu não ficar chocado depois.
Enquanto Seojoon cobria o rosto inteiro de beijos, Yeonwoo murmurava uma torrente de reclamações. Após um último beijo, Seojoon se afastou e de repente ficou sério.
— Se eu contar tudo de uma vez, não vai ser divertido.
Ele se levantou e ajudou Yeonwoo a se levantar como se nada tivesse acontecido.
— Vamos voltar. As pessoas vão começar a nos procurar.
Um murmúrio seguiu atrás dele.
— Você é tão estranho. Sério…
Seojoon riu silenciosamente.
✦Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki& Belladonna