Capítulo 26
Deep Pivot Side Story — Capítulo 26
— …Só me dê um pouco mais de tempo.
Cha Yeonwoo era teimoso como um fio de aço.
— Certo… vamos lá. Se for difícil para você, eu entendo.
Incapaz de suportar o uso contínuo de “Tenente” por mais tempo, a paciência de Seojoon finalmente atingiu seu limite – e ele tomou uma decisão.
— Mas ainda assim, não consigo evitar me sentir um pouco magoado, Yeonwoo…
Inclinando-se para a frente, Seojoon escondeu o rosto entre as mãos. Sua voz saiu baixa e cheia de tristeza.
— Você pode ser tão flexível com todos os outros, mas comigo, seu parceiro… você é teimoso.
— …Tenente?
Quando Yeonwoo estendeu a mão, alarmado, Seojoon se virou para evitar seu aperto, ainda cobrindo o rosto com as duas mãos enquanto murmurava baixinho.
— Pensar que para você ainda sou apenas “Tenente”… Isso realmente dói.
Ele soltou um longo suspiro. Praticamente conseguia sentir Yeonwoo se contorcendo ao seu lado no ar.
— Tenente… desculpe, a culpa é minha. Por favor, olhe para mim. Tenente? Você está… está chorando?
Mesmo com Yeonwoo puxando seu braço, ele se recusou a levantar o rosto. Se ele movesse as mãos, Yeonwoo veria seus olhos secos e perceberia que não havia nem lágrimas.
— Se eu soubesse que isso aconteceria, deveria pelo menos ter sido promovido a Capitão antes de te conhecer… Mas não, eu tive que te conhecer quando eu era apenas um Tenente — bem no meio de todas as patentes possíveis. Nem alta, nem baixa. Só… média.
— …
— Eu nem como mais bife ao ponto.
O assento ao lado dele afundou. Espiando por entre os dedos, Seojoon viu que Yeonwoo havia se ajoelhado novamente. No momento em que ele estava pensando se deveria fingir um soluço, ele abriu a boca.
— Hum, Tenente… Desculpe… Eu não estava pensando. Até mudarmos a forma como nos chamamos, não vou mais chamar os membros da equipe assim. Agora entendo por que você se sentiu magoado. Sinceramente… isso também me deixou desconfortável.
Seojoon suspirou novamente, ainda sem dizer uma palavra.
— Mas não é bem o que você está pensando. Não é como se eu tivesse parado de usar patentes sem motivo… Fizemos uma promessa.
Uma promessa? Seojoon piscou e levantou a cabeça silenciosamente para olhar para Yeonwoo.
— Que tipo de promessa?
Yeonwoo fechou a boca e virou a cabeça ligeiramente. Ah, ótimo. Agora ele estava fazendo pactos secretos com a equipe pelas costas dele? Seojoon queria ser o parceiro mais velho, generoso e maduro, mas Cha Yeonwoo simplesmente não estava facilitando.
Ele encarou Yeonwoo sem demonstrar a mesquinharia crescente em seu coração, esperando que ele falasse.
— Não é nada, sério…
Aparentemente ciente de que o que fez foi errado, Yeonwoo não conseguiu resistir por muito tempo e confessou.
— Os membros da equipe SAU… todos eles ainda me chamam pelo meu codinome.
— Mas eu não faço mais parte da SAU, e não preciso mais de um codinome… — Seojoon ouviu em silêncio enquanto Yeonwoo, meio virado para longe dele, continuava com uma voz resignada.
A essência era a seguinte: Cheong-oh havia pressionado por uma mudança de tom primeiro. Ele disse que não havia mais necessidade de se apegar a títulos hierárquicos rígidos entre eles.
Yeonwoo, que sempre se sentira desconfortável com a equipe o chamando pelo codinome, mesmo fora das missões, não perdeu a oportunidade. Como não fazia mais parte da SAU, fez um acordo com eles: poderiam parar de usar o codinome se o chamassem pelo nome. Todos concordaram plenamente.
— Quando me chamam assim em público, as pessoas ficam olhando. Até funcionários aleatórios do Centro que nunca me viram me chamam de “bebê”. Jeongwoo é o bebê, não eu. Ele odeia ser chamado assim agora que tem dez anos. Então, como você acha que eu me sinto? Tenho vinte e um anos.
Ainda parecendo um pouco injustiçado, Yeonwoo, assim que abriu a boca, despejou todas as suas frustrações reprimidas.
— E eu quero dizer… eu estou em um relacionamento sério com você, mas toda vez que alguém me chama assim na sua frente, é honestamente meio constrangedor…
Seojoon assentiu lentamente. Ele fez uma cara simpática, como se dissesse: “Entendo, então é assim…” e então acrescentou:
— …Eu deveria ter feito isso primeiro.
Yeonwoo piscou, confuso, e olhou para Seojoon. Olhando para aquele rosto fresco e sincero, ele pensou consigo mesmo: Cha Yeonwoo não tem ideia — nenhuma — de como tudo isso me parece injusto.
Seojoon nunca, fora das comunicações de campo, chamou Cha Yeonwoo de “bebê”. Claro, por dentro, ele o adorava como um cachorrinho, mas nunca o tratou como uma criança de verdade.
Como parceiro, ele sempre o respeitava — sempre usara honoríficos. Mesmo antes de ficarem juntos, era a mesma coisa. Talvez tenha sido por causa daquele deslize na primeira entrevista, quando ele mencionou que Yeonwoo parecia jovem demais para ser seu Guia exclusivo.
Ele se lembrou de como Yeonwoo reagiu quando ele disse isso. Insistindo que não era um bebê, exigindo ser tratado como um adulto igual a ele — e Seojoon havia honrado isso.
E agora esta era sua recompensa.
— Então o que você está dizendo é que, se vamos nos tratar como verdadeiros amantes, tem que haver uma troca justa, certo?
Yeonwoo inclinou a cabeça, claramente sem entender. Seojoon olhou-o nos olhos e sorriu.
— Certo? Bebê.
Os olhos de Yeonwoo se arregalaram em choque. Então, de repente, Seojoon investiu, empurrando-o para baixo.
Meio caído para trás, Yeonwoo mal conseguiu se apoiar em um braço.
— Tenente…?
— Sim, seu tenente está aqui.
Seojoon agarrou os pulsos dele e os prendeu acima de sua cabeça, então puxou a bainha de sua camiseta.
— Se o bebê quer tanto assim, não temos escolha. Teremos que recomeçar do zero.
— P-p… pare de brincar, Tenente!
— Brincadeira?
Seojoon enfiou a mão dentro da calça de treino de Yeonwoo e puxou para baixo a cueca e a calça de uma só vez. Exposto sem aviso, Yeonwoo soltou um grito curto e se contorceu.
— Desde quando juniores e seniores brincam assim, querido?
Segurando o membro seco com força, Seojoon o acariciou para cima e para baixo algumas vezes até que o fluido começou a se acumular na ponta do pênis. Ainda segurando os pulsos de Yeonwoo, Seojoon beijou sua bochecha e esfregou o polegar com força na fenda.
Yeonwoo gemeu, fechando os olhos com força.
— A culpa é minha… Só não me chame assim. É estranho… ngh, é estranho!
— Do que você está falando, querido?
Seojoon sorriu e olhou em seus olhos.
— Eu disse que sempre seria seu tenente.
Um som escorregadio vinha de sua mão, movendo-se em movimentos firmes e ávidos.
— Enquanto você continuar me chamando de Tenente, você sempre será meu bebê.
— Isso não é justo! Eu não sou um bebê! Eu não vou… ngh… Eu não vou fazer isso!
— Então quem te criou, meu bem? Te alimentou, te aconchegou? Quem te deixou andar por aí com um pintinho tão bonitinho?
Talvez as palavras tivessem passado dos limites. Yeonwoo corou e se debateu de vergonha.
— Com um bebê…! Fazendo esse tipo de…! Estou fazendo esse tipo de coisa com o meu bebê.
— Você está louco… ngh… Você vai ser preso, Tenente…! Pare, eu vou ficar furioso mesmo… ugh…
Enquanto Yeonwoo se contorcia para empurrá-lo, Seojoon prendeu sua metade inferior e continuou provocando a ponta sensível.
— Ah, ah, Tenente, Tenente, ngh… é demais, ah… mais gentil…
O estímulo repentino fez os olhos de Yeonwoo ficarem vermelhos enquanto ele movia os quadris incontrolavelmente.
— Querido, repita comigo: “Nunca mais vou te chamar de Tenente.”
— Nunca, Tenente, ah—Tenente, Tenente, gentilmente…!
— Nunca mais vou chamá-lo de Tenente.
— Nunca… O que é isso… sério…
— Você não entende a cadeia de comando, querido?
— Eu não sou um bebê… Eu não sou um bebê. Eu estava errado, não… querido, querido, ah, ngh, Tenente…
— Você não é um bebê? Que estranho. Eu ainda sou um tenente. Por que Cha Yeonwoo não seria um bebê?
Querido, querido, querido, querido, querido, querido, querido… Seojoon sussurrou como um louco em seu ouvido até que Yeonwoo gozou — insatisfeito e corado — depois de ouvir isso dezenas de vezes.
Então, por pura teimosia, Yeonwoo o atacou. Suas posições se inverteram, as calças foram jogadas para longe, as pernas se abriram — e mesmo assim, Seojoon continuou chamando por seu bebê. Para não ficar atrás, Yeonwoo voltou a chamá-lo de Tenente.
— Você gosta mesmo de fazer esse tipo de coisa com um bebê, hein, Tenente? Você está louco.
— Bom, o bebê gosta tanto de transar com o Tenente dele… eu só estou tentando entrar na onda. Qual é o problema?
A brincadeira vulgar foi interrompida apenas pelo som de pele batendo contra pele. Quando Yeonwoo brincou: “Já viu um bebê tão grande?”, Seojoon retrucou: “Nunca vi um bebê com um pau tão grande.”
E assim continuou o vai e vem imaturo, uma guerra de orgulho sem sentido entre duas pessoas que se subjugavam. Seojoon, que não tinha interesse em brincadeiras de bebê, e Yeonwoo, que odiava ser tratado como um bebê — nenhum dos dois ganhava nada com esse tipo de sexo.
✦Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki& Belladonna