Capítulo 16
Deep Pivot Side Story — Capítulo 16
Seo-joon guiou a mão de Yeonwoo para o meio de suas pernas. Chlep, chlep… Os dedos indicador e médio dos dois, entrelaçados, acariciavam suavemente a mucosa delicada. Um som úmido vinha da entrada ainda macia e relaxada.
Um leve rubor floresceu na bochecha de Yeonwoo sob a luz fraca do abajur. Os lábios dele hesitaram e só se abriram depois de uma longa pausa.
— …Bebê.
Os olhos claros fitavam Seo-joon, esforçando-se para parecer calmos. O jeito como ele disse a palavra a fez soar estranha, quase como se pronunciasse cada sílaba separadamente — be, bê —, em vez de dizê-la com naturalidade.
Os lábios de Seo-joon se curvaram num sorriso suave. Vendo-o rir com aqueles olhos em forma de lua crescente, Yeonwoo fechou a cara, um pouco irritado.
— Você está se divertindo com isso, não está?
— Viu? A primeira vez é a mais difícil. Depois fica mais fácil.
Então, de repente, Yeonwoo passou os braços pela cintura de Seo-joon e o deitou na cama. Seo-joon deslizou a mão pelas curvas do peito do namorado enquanto Yeonwoo se posicionava sobre ele.
— Pode ser ótimo para você, Tenente… mas, para mim, isso é meio que um problema…
Descendo entre as pernas de Seo-joon, Yeonwoo pressionou o próprio peso contra os corpos colados.
— Só de te chamar assim… eu fico desse jeito.
Apesar de já ter derramado tanto, o membro dele continuava firme, pressionando com insistência o períneo de Seo-joon, como se nada tivesse acontecido. Seo-joon deu um sorriso fraco, achando graça. A essa altura, isso não é pura luxúria?
— Te chamar assim, Tenente… é tão estranho.
— É mesmo tão estranho assim a gente ser namorado?
— Meu coração está batendo tão forte que sinto que vou morrer.
— E mesmo assim você conseguiu transar…
E agora… As palavras que ele não chegou a dizer desapareceram numa respiração curta e entrecortada. Algo grosso e quente começou a pressionar devagar as paredes internas, ainda sensíveis e escorregadias. Seo-joon inclinou levemente a cabeça para trás, soltando um suspiro baixo enquanto apertava com força o antebraço tenso de Yeonwoo.
— Haa…
Franzindo a testa, Yeonwoo soltou um suspiro impregnado de prazer e empurrou os quadris para a frente. Seo-joon segurou o rosto dele com as duas mãos, contornando as linhas bonitas de seus traços como se quisesse gravá-las na memória pela ponta dos dedos.
Passou os polegares com delicadeza pela curva entre a sobrancelha e as pálpebras de Yeonwoo, depois pela linha reta do nariz e, por fim, pelos lábios cheios e levemente carnudos, que despertavam desejo só por existirem. Seus olhos cinzentos fitavam firmemente os de Yeonwoo.
Yeonwoo, cedendo em silêncio ao toque que passeava por seu rosto, concentrava toda a atenção em se mover dentro de Seo-joon. Os olhos dele tinham escurecido num tom turvo, nublado pelo desejo.
De repente, Yeonwoo mordeu o lábio, contorceu o rosto e apoiou a testa no ombro de Seo-joon. Mordiscou de leve a pele macia entre o pescoço e o ombro dele.
Seo-joon sentia cada respiração quente e irregular de prazer roçando sua pele. Travou as pernas em volta da cintura de Yeonwoo, puxando-o mais fundo. Sem nenhuma barreira no caminho, as estocadas chegavam perigosamente perto do limite, o membro dele se esfregando contra as paredes internas doloridas e superestimuladas.
— Ah… ngh…
Diante da mudança repentina no gemido de Seo-joon, Yeonwoo estremeceu e recuou — só para, depois, voltar a entrar bem devagar, só um pouquinho. Apoiando-se nos lençóis, ergueu um pouco o tronco.
Toc, toc — ele balançou os quadris com delicadeza, como se medisse a profundidade. Quando pressionou com firmeza o ponto a partir do qual não dava para ir mais longe, Seo-joon torceu a cintura num estremecimento, como se estivesse sobrecarregado. Era uma profundidade quase impossível de alcançar usando o amortecedor.
Era o ponto em que tudo se estreitava de forma tão repentina que quase poderia ser confundido com o buraco de uma agulha — o trecho saliente que sugava a ponta com delicadeza, como se provocasse, contraindo-se sutilmente como uma tentação. Pouco antes de cruzar aquela última curva, Yeonwoo sabia: aquele era o limite exato que Seo-joon permitia.
E ele também sabia que, quando esfregava exatamente aquele ponto, Seo-joon tremia e gritava de prazer.
Yeonwoo o segurou com força, prendendo o corpo trêmulo embaixo de si enquanto começava a estocar com força e rapidez. O movimento agressivo fez as pernas de Seo-joon se fecharem por instinto, e o som alto de pele contra pele ecoou pelo quarto.
— Ugh— ah, aah… Yeonwoo, ngh…
— Ah… está tão gostoso— hngh…
Um clímax agudo pulsou da ponta, derramando-se dentro de Seo-joon. Com os olhos fechados com força diante da sensação avassaladora, Yeonwoo arfava, os quadris ainda se movendo em estocadas curtas. Está tão gostoso. Eu posso morrer. Só mais um pouquinho…
Com a razão sumindo ao fundo, só restou o instinto descarado.
Na escuridão total, nem um único raio de luz.
A porta do quarto de hóspedes se abriu e se fechou, e uma sombra mais escura que a noite entrou. A sombra se estendeu, comprida, sobre Seo-joon, que dormia de lado, abraçado a um travesseiro.
O cobertor que o cobria foi puxado com cuidado por uma mão grande. Olhos azuis serenos percorreram o sulco que descia pelo meio da coluna e a curva arredondada logo abaixo, absorvendo aquela quietude silenciosa.
Toc. Yeonwoo, depois de tirar o moletom, sentou-se na beirada da cama. Acendendo a lanterna do celular, afastou com cuidado, com uma das mãos, os quadris de Seo-joon e examinou a região entre eles. Um suspiro longo e pesado se dissolveu no silêncio ao redor.
Deve estar doendo mesmo…, pensou ele.
Yeonwoo abriu a tampa de um pequeno tubo de metal e espremeu um pouco de pomada na mão. Se Seo-joon o visse, provavelmente o provocaria de novo, projetando os lábios numa zombaria exagerada.
O longo dedo médio de Yeonwoo deslizou com naturalidade entre os quadris de Seo-joon. Embora Seo-joon franzisse a testa e soltasse um gemido fraco de desconforto, Yeonwoo não se abalou.
…Afinal, mesmo ele fazendo isso todas as noites, Seo-joon nunca tinha acordado nem uma única vez.
Quando se tratava de Seo-joon, Yeonwoo agora sabia mais do que o próprio Seo-joon.
Sabia de quais pratos Seo-joon fingia não fazer questão, mas que discretamente evitava ou dos quais se servia de novo. Sabia que Seo-joon dizia não ligar para doces, mas não resistia a bolos e biscoitos.
Sabia que a mania de mastigar copos de papel não tinha passado por completo. Sabia que Seo-joon tentava se vestir de acordo com a estação, mas, em segredo, sentia mais frio que os outros. Sabia que, sempre que o beijava depois de trocarem um olhar, o sorriso no rosto de Seo-joon se aprofundava — só um pouquinho.
Conhecia o leve inchaço e a sensibilidade da pele avermelhada, e sabia onde, lá dentro, nos lugares mais macios, podia haver hematomas ou dor. Yeonwoo aplicou a pomada com cuidado, de novo e de novo, tratando pacientemente aquelas feridas escondidas.
Por fim, puxou o cobertor de volta sobre o corpo de Seo-joon.
Mesmo quando voltou depois de lavar as mãos, Seo-joon não tinha se mexido. Despindo-se em silêncio, Yeonwoo se deitou sob as cobertas ao lado dele e puxou Seo-joon com delicadeza para os braços.
Seo-joon soltou um longo suspiro, remexendo-se no sono em busca de uma posição confortável e se aninhando no abraço de Yeonwoo. Afastando os cabelos desgrenhados, Yeonwoo olhou para o rosto apoiado em seu braço.
Tranquilo, inocente e desarmado — uma expressão que Yeonwoo nunca conseguia ver quando Seo-joon estava acordado. Toda vez que via aquele rosto, o medo tomava conta do seu coração.
O corpo de Seo-joon já não podia mais ser guiado por ele, nem se recuperar sozinho.
— ……
Só de olhar para ele assim, o peito de Yeonwoo se apertava de pavor. E, mesmo assim, seu namorado imprudente continuava agindo como se ainda fosse um Sem-Nome, sem medo de nada.
Yeonwoo queria ficar com ele por muito, muito tempo. Pelo maior número de dias possível — nem que fosse só mais um, se fosse tudo o que pudessem ter.
Mesmo que não estivessem mais no fogo ardente da juventude, mesmo que um dia não pudessem mais compartilhar o corpo um do outro, Yeonwoo queria continuar a amá-lo do mesmo jeito. Compartilhar cada momento da vida, cada pequena felicidade, lado a lado.
Ele se inclinou e deu um beijo suave na testa de Seo-joon. Um momento que só Yeonwoo conheceria — algo de que Seo-joon jamais se daria conta.
Sobre aquela testa lisa e serena, um sussurro mal chegou a se formar:
Você é mesmo um bobo, Tenente.
— Tenente, vamos passar naquele lugar e comprar um bolo hoje?
O carro, com Yeonwoo ao volante, deslizava tranquilamente pela estrada costeira. Seo-joon, que observava a paisagem pela janela, respondeu com poucas palavras.
— Aquela confeitaria.
— É, o bolo de morango de ontem estava muito bom. Você parecia estar gostando muito.
Seo-joon estendeu a mão e deu um leve peteleco na ponta do nariz de Yeonwoo.
— Isso foi por quê?
— Porque você é fofo.
Yeonwoo virou a cabeça e fez beicinho de novo, lançando um olhar para ele. “Olhos na estrada”, murmurou Seo-joon, segurando o queixo dele e virando delicadamente sua cabeça para a frente. E riu sozinho.
Era uma graça como ele sempre usava Seo-joon como desculpa quando, na verdade, era algo que ele mesmo queria. Se Cha Yeonwoo dissesse que queria, Seo-joon compraria de bom grado um bolo inteiro todo dia — até cem, se fosse preciso.
— Vamos levar um para o Jeongwoo também. Tamanho 5. Assim o Doutor Kang e a Songhee podem dividir também.
— Tá.
Seo-joon consultou o GPS e calculou a distância até o café.
— Vamos trocar de motorista lá.
— Não precisa.
— Você passou a noite toda ocupado mexendo esses quadris, Yeonwoo. Se ainda por cima dirigir muito tempo, vai passar mal.
— ……
As orelhas de Yeonwoo ficaram vermelhas enquanto ele mantinha os olhos obedientemente fixos na estrada. Seo-joon sorriu em silêncio, tocou de leve a pontinha da orelha dele e pegou o celular. Havia várias mensagens esperando — algumas que ele não tivera tempo de ver durante o check-out.
Eric Donovan, o Sem-Nome, tinha mandado mensagem perguntando sobre a próxima visita deles à NASA e dizendo que estava ansioso para encontrá-los. Seo-joon sorriu de leve, lembrando-se do primeiro encontro dos dois no ano anterior, numa base de pesquisa da NASA — sombrio e pesado.
— O Eric está perguntando como você está, Yeonwoo.
Ao ouvir a mensagem, Yeonwoo soltou uma risada leve. Embora já tivesse conversado com alguns dos Sem-Nome estrangeiros por videochamada, eles ainda lhe eram estranhos.
O Eric, em especial, tinha dado trabalho depois de ouvir de Jin Cheong-oh sobre o codinome de Yeonwoo e o seu significado. Desde então, vivia provocando Yeonwoo com coisas como: “Então, seu nome é Aggie ou Baby?” ou “Ouvi dizer que você é o famoso ‘Bebê Edição Especial Limitada’ do ramo. É verdade?”
— …Por favor, diga para ele parar de me mandar mensagem. Eu não entendo nenhuma das piadas dele mesmo.
Seo-joon riu baixinho. Depois de mandar uma resposta curta para Eric, começou a olhar as outras mensagens — quando uma nova chegou de um número desconhecido.