Capítulo 15
Deep Pivot Side Story — Capítulo 15
— ……
Agora, aparentemente ainda mais teimoso, Yeonwoo cerrou os dentes, abafando os gemidos e deixando escapar só respirações baixas e contidas. O rosto franzido parecia uma mistura de beicinho fofo com uma careta de quase nojo.
O fato de que ele poderia facilmente dominá-lo, mas nunca o afastava de verdade — era isso que o tornava tão adorável. Se realmente não quisesse, ele teria parado na hora. Mas Cha Yeonwoo, com uma expressão desesperada, movia os quadris inconscientemente no mesmo ritmo de Seo-joon.
Observando-o com atenção, Seo-joon o beijou e sussurrou na voz mais doce que conseguiu:
— Bebê.
— Hngh… ah.
— Bebê.
— Não… ah, ah… eu não quero, de jeito nenhum eu vou— hngh…
Chlap, chlap. Soltando respirações quentes, Seo-joon começou a mover os quadris como bem entendia. O que antes era uma posição estranha e desconhecida tinha se tornado tão natural que agora ele conseguia correr atrás do próprio prazer, investindo com avidez.
— Haa…
— Hngh… Tenente, Tenente… ah, aah… eu realmente não consigo… ngh.
Yeonwoo, sem saber o que fazer, se contorceu e empurrou as mãos contra o peito de Seo-joon. Seo-joon pegou uma delas, entrelaçou os dedos e baixou os lábios. Yeonwoo apertava e afrouxava a mão enquanto sugava apenas a língua de Seo-joon.
— Nnngh…
Embora estivesse bloqueado lá embaixo, era como se a represa tivesse se rompido lá em cima — no fim, as lágrimas escaparam por baixo das pálpebras de Yeonwoo, fechadas com força e contorcidas. Seo-joon beijou cada lágrima que escorria pelo rosto dele, estremecendo com o gosto que se espalhava pela língua e soltando um gemido baixo.
Mas aquele gemido foi completamente abafado pelos soluços de Yeonwoo. Ofegando como se estivesse prestes a desmaiar, Yeonwoo soltou uma enxurrada de sons — meio gemidos, meio palavras entrecortadas.
— Ugh… ah, não, ah, ah— hnngh— eu quero gozar… por favor, me solta agora… ah, me deixa…
— Bebê.
— B… hic… Be… bêêê…
— O que foi isso?
Yeonwoo olhou para Seo-joon com o rosto franzido e banhado em lágrimas, cheio de acusação. Você é mesmo demais.
— Be… hic… bê…
Seo-joon desceu fundo de propósito, apertando-o por dentro de uma só vez. Os grossos músculos do trapézio de Yeonwoo se retesaram bruscamente. Como se tivesse sido empurrado de um penhasco, Yeonwoo, com o corpo trêmulo, abriu a boca em desespero.
— Ah, ah— bebê— ugh…
Da boca aberta, as mesmas palavras saíam sem parar.
— Hngh… bebê, eu quero gozar, bebê— ah, aaah, bebê, bebê, bebê…
Ouvindo as palavras jorrarem como um mantra, Seo-joon movia os quadris num ritmo tranquilo. Era como se Yeonwoo tivesse trocado cada gemido por “bebê”.
Só então Seo-joon levou a mão para trás e puxou a ponta da fita.
— Hngh… ah… hic…
Yeonwoo, com o rosto afogueado — que passou do rosa a um vermelho intenso —, desatou a soluçar, lutando por ar. Os cabelos brancos e cacheados estavam espalhados em desordem pelos lençóis. Enquanto ele jogava a cabeça para trás, gemidos sem nenhum filtro escapavam sem parar dos lábios entreabertos.
As mãos dele, que agarravam com força os quadris de Seo-joon, tremiam descontroladamente. Perdido num prazer avassalador, Yeonwoo se contorcia embaixo dele, e Seo-joon o prendia com o peso do corpo inteiro.
Chlap, chlap. De repente, Seo-joon gemeu, o corpo estremecendo. Um calor mais ralo e mais quente do que o normal se espalhou, encharcando cada dobra das sensíveis paredes internas. A dor ardida que queimava por dentro sumiu de uma só vez, substituída por um prazer profundo e meloso que preencheu cada centímetro.
— Tenente… hngh… por favor… para… eu continuo— ah, aah…
Sugando a língua dele com avidez, Seo-joon inclinou levemente a cabeça e continuou mexendo os quadris. A visão ficou turva, e um êxtase agudo e intenso subiu do fundo da barriga, espalhando-se numa onda que entorpeceu todos os outros sentidos.
Não, para, eu odeio isso, ah, eu amo isso, é demais, por favor, chega… Até os gritos desesperados e suplicantes de Yeonwoo começaram a ir e vir, como ecos distantes.
Seo-joon soltou um gemido baixo, engolindo em seco com força. Ah… é tão bom que está me enlouquecendo. Na barriga, de onde toda a dor e a pressão tinham desaparecido, só um prazer vermelho e vívido ondulava e transbordava.
Embora já tivesse gozado pela frente havia muito tempo, aquele êxtase doce e nebuloso, à beira do clímax, continuava ali — quente, molhado, encharcado de algo grosso e pesado…
Chlap, estocada, gemido… De repente, Seo-joon baixou os olhos para o namorado. Mas não conseguia ver o rosto de Yeonwoo. Abraçado a um travesseiro por cima da cabeça, Yeonwoo estava tão imóvel que Seo-joon se perguntou se ele tinha desmaiado.
— …Hngh.
Uma fungada baixinha veio de debaixo do travesseiro. Pinga, arfa, esguicha… Só então Seo-joon percebeu o quanto sua própria barriga estava estranhamente cheia.
A cada movimento instintivo dos quadris, um som úmido e escorregadio ecoava. Debaixo do travesseiro, o peito de Yeonwoo subia e descia descontroladamente depois de um clímax intenso. Do ponto em que estavam unidos, até o menor movimento fazia escorrer um líquido transparente e aguado, em pequenos jatos que chapinhavam.
Chlap, chlep. Os sons que vinham da barriga de Seo-joon fizeram Yeonwoo chorar ainda mais. Hngh… hic… Mesmo aos prantos, parecia que ele ainda não tinha escapado por completo das ondas remanescentes do clímax — os quadris trêmulos ainda davam estocadas fracas e involuntárias para cima, dentro de Seo-joon.
…Ah. Estou ferrado.
Tomado pela culpa, Seo-joon chamou o nome dele com delicadeza.
— …Yeonwoo.
Quando tentou tirar o travesseiro do rosto de Yeonwoo, ele o abraçou com mais força e soltou um soluço. Eu falei para você parar… Você é demais mesmo, Tenente. Acusações abafadas e chorosas saíam de debaixo do travesseiro.
— Não é o que você está pensando, Yeonwoo. E, mesmo que fosse… ainda estaria tudo bem—
— Fica quieto.
— Yeonwoo, me deixa ver o seu rosto. Desculpa, eu errei.
Movendo-se com cuidado, Seo-joon deu um beijo nas costas da mão que segurava o travesseiro.
— Não vai me dar um beijo?
— ……
Alguns segundos depois, o travesseiro se ergueu um pouco. Só o suficiente para os lábios aparecerem — e, naquele instante, Seo-joon puxou o travesseiro depressa e o beijou na mesma hora.
— Eu também achei tão gostoso quanto você, Yeonwoo.
— Eu falei para você não… hic…
As lágrimas escorriam dos cílios encharcados de Yeonwoo. Ele soluçava como uma torneira quebrada, completamente desfeito. E agora? Seo-joon se ergueu, ajeitou os joelhos com cuidado e tirou o membro dele lá do fundo.
Chlep… pinga… Um som ecoou do meio das pernas de Seo-joon — um som capaz de matar Yeonwoo de pura vergonha.
— ……
Ping. Ping. Chlep… Da abertura relaxada, o que estava retido continuou a escorrer num jorro quente, encharcando os lençóis. No silêncio, o som ficava ainda mais insuportável.
Os soluços pararam de repente. Yeonwoo tinha voltado a cobrir o rosto com o travesseiro — talvez tentando de verdade se sufocar até a morte de tanta vergonha.
Seo-joon, assustado e sem saber o que dizer, ficou em silêncio. Então, de debaixo do travesseiro, escapou uma voz baixinha.
Por favor, sai de cima…
— …Eu quero ficar sozinho.
Seo-joon, recém-saído do banheiro, olhou para o enorme bolo de cobertores na beirada da cama. Virado para a janela, Yeonwoo estava com as cobertas puxadas por cima da cabeça, olhando em silêncio para a noite escura e sem fim.
— ……
Com cuidado, Seo-joon se sentou ao lado dele. Só a pontinha do nariz de Yeonwoo estava visível; o resto do rosto estava escondido sob o cobertor.
— Yeonwoo, você está bravo?
Ao ouvir a voz dele, até aquela pontinha do nariz desapareceu. Yeonwoo se virou um pouco para o outro lado e, depois de uma longa pausa, respondeu com a voz baixa:
— …Vai embora.
— Por favor, olha para mim, Yeonwoo. Desculpa. A culpa foi minha.
— Eu não quero te ver agora, Tenente.
Quando Yeonwoo tentou se virar de vez, Seo-joon envolveu com o corpo aquela figura coberta pelo cobertor e tentou convencê-lo com carinho.
— Acontece, sabe? Quando é bom demais. …Yeonwoo, olha para mim. Hum? Me deixa ver esse rostinho lindo.
O volume debaixo do cobertor nem se mexeu. Seo-joon espalhou beijos aqui e ali pela superfície.
— O quê? Nada de beijo só porque a gente já terminou?
— ……
A cabeça dentro do cobertor virou bem de leve.
— Eu gostei muito hoje. Mas, pelo jeito, você não.
Seo-joon continuou provocando com delicadeza, chegando cada vez mais perto.
— O que eu tenho que fazer para você me perdoar, Yeonwoo? Quer que eu me ajoelhe e implore? Isso resolveria?
Ele se inclinou para a frente como se realmente fosse se ajoelhar — quando, de repente, Yeonwoo abriu o cobertor e o puxou para os braços.
Seo-joon acabou sentado sobre as coxas dele, preso dentro do casulo quentinho que Yeonwoo tinha construído.
— …Eu não odiei.
As palavras saíram roucas, quase falhando. Ele ainda não olhava nos olhos de Seo-joon. Seo-joon, com os braços em volta dele, deu um beijo em seus olhos baixos.
— Mas não faz isso de novo. …Se você não parar, quem vai se machucar não sou eu. É você, Tenente.
Do que você está falando? Quem saiu no lucro hoje, sem dúvida, fui eu, pensou Seo-joon, sorrindo em silêncio enquanto espalhava beijos pelo rosto de Yeonwoo. Mas Yeonwoo continuou sério.
— Eu fiquei muito, muito chateado. Por favor, tome mais cuidado da próxima vez.
— Entendi. Vou tomar cuidado. Desculpa.
— Tenente…
Yeonwoo moveu os lábios como se fosse dizer mais alguma coisa, mas, em vez disso, franziu as sobrancelhas. Alguns segundos se passaram e, no lugar das palavras, ele soltou um suspiro profundo.
Ergueu a cabeça e segurou a bochecha de Seo-joon. Com delicadeza, como se contornasse a borda de uma pétala de flor, passou o polegar pelo contorno dos lábios de Seo-joon e disse baixinho:
— Você não é mais esper nem Sem-Nome. Se alguma coisa der errado, eu não vou mais poder te curar.
Seo-joon sorriu, mordeu a bochecha dele de brincadeira e só então o soltou.
— Eu não sou de vidro, sabia? Por que você se preocupa tanto?
— ……
— Foi você que me deixou forte assim, Yeonwoo.
Ele tinha se tornado um ser humano comum — e, com isso, todos os seus medos tinham desaparecido. Mas Yeonwoo parecia sentir exatamente o contrário. Seo-joon olhou nos olhos dele e acrescentou, com delicadeza:
— Eu sei me cuidar. Este corpo… foi você que me deu. Acha mesmo que eu ia tratá-lo com descuido?
— ……
Por mais que Seo-joon inclinasse a cabeça, Yeonwoo continuava evitando teimosamente seu olhar. Só então ele finalmente ergueu os olhos, num breve contato visual. Quando Seo-joon se inclinou para beijá-lo com delicadeza, Yeonwoo entreabriu os lábios, relutante.
Enquanto mordiscava e sugava de leve os lábios dele, deixando o beijo se estender, longo e terno, Seo-joon sussurrou:
— …Ainda estou molhado lá embaixo.