Capítulo 14
Deep Pivot Side Story — Capítulo 14
Como era de se esperar, as provocações recomeçaram, e Yeonwoo franziu as sobrancelhas. Seo-joon beijou o canto dos olhos dele, agora avermelhados, e voltou a acariciá-lo lá embaixo, devagar.
Schlick, schlick — a cada movimento, um pré-gozo escorregadio escorria por entre seus dedos. Com o rosto em brasa, Yeonwoo gaguejou uma resposta firme.
— E-eu… eu ainda me sinto mais seguro quando a gente usa.
Cedendo à insistência do namorado, Seo-joon se sentou e pegou o kit de boas-vindas jogado na cama. Desfez a fita rapidamente e sacudiu a bolsinha de tecido. Itens de higiene e pequenas lembrancinhas caíram sobre os lençóis.
Sem hesitar, pegou um sachê de lubrificante descartável e o enfiou na boca de Yeonwoo.
— Pronto. Feliz agora?
Ao mesmo tempo em que fazia a pergunta, Seo-joon puxou a calça e a cueca de Yeonwoo num único movimento rápido, deixando-as largadas na altura dos tornozelos. Enquanto Yeonwoo, ainda com o sachê na boca, tentava protestar com palavras abafadas, Seo-joon acariciou sua bochecha para tranquilizá-lo — e então pegou a fita que prendia o kit de boas-vindas.
Os olhos de Yeonwoo tremeram ao ver a longa fita de cetim deslizar entre os dedos de Seo-joon como uma serpente. O tecido azul deu duas voltas em torno do pau duro de Yeonwoo, que se erguia firme entre suas pernas.
— Tenente, o que você está—?
Quando Yeonwoo cuspiu às pressas o sachê e tentou falar, Seo-joon o calou com um beijo e disse, docemente:
— Espera um segundo. Estou fazendo aquele anel que você adora, lembra?
A fita foi amarrada num laço caprichado, bem justo logo acima da base do pênis de Yeonwoo — exatamente no ponto onde o amortecedor costumava ficar. Estremecimento, espasmo. Como se ecoasse o olhar atônito de Yeonwoo, o pau amarrado deu alguns pulinhos ansiosos, deixando seus sentimentos bem claros.
— Parece que até o seu pau gostou. Fofo, né? Você adora coisas bonitas, Yeonwoo.
— ……
Por algum motivo, apesar de todos os beijos e provocações, Yeonwoo tinha mantido os lábios teimosamente fechados. Mas agora, finalmente, soltou um suspiro quente e trêmulo.
— Tenente… você é mesmo uma pessoa estranha.
Seo-joon, que já esperava aquelas palavras tão familiares, repetiu-as ao mesmo tempo que ele, rindo, e colou os lábios nos dele. Isso quer dizer que você me ama, né?, sussurrou, doce, numa voz baixa e carinhosa.
Yeonwoo, agora entreabrindo os lábios em silêncio, aceitou o beijo que se aprofundava entre eles. …Sim. Quer dizer que eu te amo. Uma confissão que ninguém mais podia ouvir, selada em segredo dentro da boca de Seo-joon.
Haa… Um suspiro suave escapou dos lábios de Yeonwoo quando o beijo demorado finalmente terminou. A mão grande dele deslizou pelo traseiro de Seo-joon, a palma afundando na carne macia que cedia sob os dedos grossos. Dedos escorregadios de lubrificante começaram a entrar e sair suavemente da entrada de Seo-joon.
— Tenente, está… está tudo bem…? Acho que a fita ficou um pouco apertada demais…
De vez em quando, Yeonwoo estremecia, franzindo as sobrancelhas. Seo-joon, puxando e sugando com delicadeza o lóbulo macio da orelha dele sem machucá-lo, ajustou o ângulo com um movimento lento dos quadris. O gel escorregadio se acumulou entre as dobras delicadas, e a cabeça grossa do pau começou a forçar a entrada.
— Nngh…
Seo-joon cerrou o maxilar e pressionou com os quadris. Doía. Sem perceber, ele já tinha se acostumado aos cuidados habituais de Yeonwoo — ao jeito como ele não tinha pressa e usava bastante lubrificante. Agora, sem isso, a pressão repentina era aguda.
— Tenente… por favor… devagar— nnh… mais devagar… vai rasgar… não…
O rosto de Yeonwoo se contorceu de dor, como se algo dentro dele estivesse de fato rasgando.
— A gente precisa laciar mais.
— Então lacie com o seu pau, Yeonwoo.
— Ah… ah…
— Isso me lembra um pouco… a nossa primeira vez. Não lembra?
Seo-joon prendia a respiração de vez em quando, tentando aguentar a dor. Parecia que algo queimava bem no fundo dele. A sensação era lancinante — como uma barra de ferro em brasa pressionando um tecido delicado —, dolorosa, mas estranhamente satisfatória em sua intensidade.
— Ah… hngh… Tenente… ngh…
Lutando para relaxar os músculos que tinham se contraído por instinto com a dor, Seo-joon se forçou a receber aquela grossura aos pouquinhos. Quando finalmente conseguiu engolir a parte mais larga — a cabeça pesada —, Yeonwoo soltou o ar de uma vez, num som trêmulo como um soluço engolido.
Para Yeonwoo, que tinha se acostumado ao deslizar fácil e fluido de estar totalmente coberto de gel, aquela sensação era quase insuportável. A pressão apertada o deixava com cara de quem estava prestes a enlouquecer.
— Está… apertado demais, Tenente— ah, hngh, espera, ugh, não se mexe—
— Apertado demais?
Seo-joon baixou os lábios com delicadeza e perguntou, cheio de carinho. Seus lábios roçaram os cílios úmidos de Yeonwoo, onde as lágrimas começavam a se acumular. Falando ainda mais baixo, sussurrou, como se quisesse secar a umidade com um beijo.
— Então facilita as coisas, Yeonwoo… molha tudo você mesmo.
— Hnngh…
Com um suspiro silencioso, Seo-joon parou um momento para sentir por completo o peso e o alargamento que o preenchiam lá embaixo. Sentiu uma leve ardência — como se algo pudesse ter se rasgado um pouco —, mas não se importou muito. Sabia por experiência que, quando acordasse no dia seguinte, estaria tudo bem.
Moveu os quadris devagar, abrindo caminho contra a resistência apertada. E, à medida que fazia isso, as reações de Yeonwoo embaixo dele foram ganhando intensidade — claramente algo que ele não conseguia ignorar. Seria mesmo tão bom assim? Para alguém acostumado a uma intimidade mais suave, aquela sensação mais intensa provavelmente estava batendo de um jeito diferente.
Quando Seo-joon finalmente o recebeu por inteiro — até o ponto onde a fita estava amarrada —, Yeonwoo começou a se contorcer, puxando as mãos ainda presas acima da cabeça.
— Ah… ah, Tenente, está demais—
— O que foi, Yeonwoo? Está gostoso demais?
Seo-joon perguntou baixinho, olhando fundo nos olhos dele. Os cílios longos de Yeonwoo tremulavam sob as pálpebras pesadas, e seu olhar, desfocado e turvo, estava encharcado de prazer.
— Sim… sim… ah, está gostoso…
Seo-joon se aproximou, os lábios quase roçando a orelha vermelha de Yeonwoo, e sussurrou enquanto movia os quadris.
— Você é lindo, Yeonwoo. O mais lindo do mundo. Não é? Você nasceu para ser amado… Senão, como as suas orelhas poderiam ser tão bonitas, o seu nariz tão bonito, os seus olhos…
A cada beijo suave — na orelha, no nariz, nos olhos —, como se carimbasse um selo de aprovação, gemidos baixos escapavam dos lábios de Yeonwoo. Seo-joon beijou a ruga que se formava entre as sobrancelhas dele e observou atentamente suas reações.
A respiração dele, suave e trêmula, começou a se partir em rajadas irregulares, até que algo pareceu… errado. Assim que Seo-joon percebeu, Yeonwoo agarrou de repente sua mão com força, a expressão se contorcendo de desespero.
— T-Tenente, eu não consigo— e-espera, por favor, tira, por favor, eu— está demais—
— Você vai gozar, Yeonwoo.
Engraçado… parece mesmo que estou tirando a sua virgindade. O pensamento passou pela cabeça de Seo-joon à toa enquanto ele se erguia um pouco de Yeonwoo e então o recebia de novo.
— Ah— ah, dói— está apertado demais— ha, ngh, não estou exagerando— dói muito…
Ele se lembrava de ter ouvido algo parecido na primeira vez em que usaram o amortecedor. Enquanto sugava com delicadeza os lábios trêmulos de Yeonwoo, os sons de aflição foram se abrandando aos poucos. Seo-joon relaxou com cuidado a parte de baixo do corpo e moveu os quadris bem de leve. O pau, bem encaixado lá dentro, deslizou para fora só um pouquinho — e então voltou a entrar.
— Ainda dói?
— Mm… a fita… ngh… está muito desconfortável… ah, ah…
Por mais choroso que o namorado estivesse, Seo-joon não era alguém incapaz de distinguir entre chorar de prazer e chorar de dor. No fim, ergueu os quadris e o tirou de dentro de si devagar, deixando escapar o pau que estava totalmente envolto.
Houve um som estranho e apertado quando ele deslizou para fora da pressão tensa das paredes de Seo-joon. Ao olhar para baixo, Seo-joon notou como ele estava vermelho e inchado — mais do que o normal. Yeonwoo soltou um gemido contido por entre os dentes cerrados.
Seo-joon estalou a língua e murmurou, com uma leve risada na voz:
— Não é de se admirar que estivesse desconfortável.
Tinha achado que a fita estava amarrada na medida certa, mas, pelo visto, Yeonwoo não estava completamente duro quando ele fez o laço. Percebendo que o aperto tinha aumentado, Seo-joon abriu outro sachê de lubrificante descartável e o espalhou na região. Felizmente, não estava perigosamente apertado — só o suficiente para incomodar.
Sugando os lábios de Yeonwoo por completo, Seo-joon sussurrou:
— Está muito desconfortável?
— S-sim…
— Quer que eu alivie para você?
Yeonwoo não parava de assentir, com cara de quem ia cair no choro a qualquer momento. Enquanto espalhava o gel por igual no pau grosso e começava a engoli-lo de novo pela ponta, Seo-joon deu um beijo nos olhos de Yeonwoo, cada vez mais contorcidos.
— Você sabe que é ainda melhor quando você segura e depois goza, né?
— …O quê?
Yeonwoo torceu fracamente o pulso preso na mão dele.
— A-até quando eu tenho que agu— mmph…
Seo-joon baixou os quadris com calma, depositando um beijo logo abaixo dos olhos avermelhados de Yeonwoo. O pênis liso e escorregadio desapareceu de novo entre as nádegas de Seo-joon.
— Ugh… ah, ah.
Graças ao gel extra, a entrada foi mais suave do que antes. Uma fita úmida era a única coisa que ainda marcava presença entre aquelas curvas. Seo-joon sussurrou baixinho:
— Bebê.
Os olhos azuis de Yeonwoo tremeram de leve.
— Hnngh, ah… não, eu não consigo segurar…
— Bebê.
— Ugh… T-Tenente, não, eu não aguento…
Diante daquele tratamento repentino, Yeonwoo mordeu de leve o lábio inferior e soltou um gemido, com o rosto à beira de desmoronar. A repetição era, ao mesmo tempo, um jeito carinhoso de chamá-lo — e uma exigência clara de outra coisa.
Fungando, Yeonwoo franziu as sobrancelhas e olhou para Seo-joon. Observando atentamente cada expressão dele, Seo-joon disse de repente:
— Cachorrinho tremendo.
É exatamente essa a sua cara agora, Yeonwoo. Ao ouvir isso, Yeonwoo se exaltou.
— Não me chama assim…
— Mas você também não diz o que eu quero ouvir, Yeonwoo.