Capítulo 11
Deep Pivot Side Story — Capítulo 11
— Aahng…! Yeon, Yeonwoo, ah, ngh— seu, seu tornozelo— cuidado, ah, ugh!
As veias saltavam na têmpora de Yeonwoo enquanto ele cerrava os dentes. Os quadris dele, presos firmemente entre as coxas de Seo-joon, que se fecharam por reflexo com o impacto, estavam bem encaixados. Cada vez que Yeonwoo investia os quadris para cima, o amortecedor em volta do seu pau travava contra a entrada, produzindo um som constante de pele contra pele: plaf, plaf.
— Você não tem permissão… de ir a lugar nenhum.
— E-entendi… ngh, ha, uuugh…!
Fica comigo… Tenente, por favor, fica do meu lado pelo resto da minha vida. As palavras trêmulas escaparam, mas ninguém prestou atenção nelas — nem mesmo o próprio Yeonwoo.
O anel elástico, pressionado pelas estocadas vigorosas, parecia prestes a ser enfiado junto na abertura. Yeonwoo se enterrou fundo, como se tentasse forçar passagem até pela borda firmemente contraída, que parecia não deixar passar nem um fio, esmagando-a só para conseguir entrar. Um gemido grosso e abafado escapou por entre seus dentes.
— Tenente… ha, ngh…
A vontade desesperada de gozar parecia, por algum motivo, quase triste para Yeonwoo. Os olhos arderam com um calor repentino, e ele os fechou com força, encostando a testa quente na de Seo-joon enquanto atravessava o clímax feroz.
Seria tristeza por não poder ser completamente engolido por ele? Ou a frustração de não conseguir se tornar um só com ele? Sempre que Yeonwoo chegava ao auge, as lágrimas brotavam.
Nhec, nhec. Ele gozou em vários jatos, batendo contra as paredes internas lisas e contraídas, e continuou mexendo os quadris para prolongar a última onda até o fim.
Ah, ngh… A barriga de Seo-joon estremeceu em sincronia com as contrações do pau de Yeonwoo. Um sêmen aguado respingou com um ploc molhado. Sem ser tocado por mãos, sem ser tocado nem pelo corpo do outro, o membro dele pendia no ar — balançando de leve, liberando as últimas gotas de prazer.
As respirações dos dois se emaranhavam descontroladamente no calor que ainda pairava entre eles.
— Mais… Tenente, por favor… só mais um pouquinho…
— Yeonwoo, e-espera… Yeonwoo, está fundo demais— Yeonwoo, e-espera, seu tornozelo— ah…!
As palavras frenéticas de Seo-joon se partiam, cada uma interrompida antes do fim, até virarem quase gritos. O corpo dele tremia sem controle enquanto gritava. Os pulsos, ainda presos por Yeonwoo, não conseguiam escapar, e tudo o que ele podia fazer era arranhar, impotente, os lençóis embaixo de si.
— Você… está gostando. Não está?
Com uma estocada forte, o pau duro de Seo-joon se contraiu, balançando a cada movimento. Não havia mais nem sêmen para sair — as paredes internas só se contraíam ritmicamente ao redor de Yeonwoo.
— Hngh…
— Ngh, agora, aqui… você está tremendo tanto, Tenente. Está gostoso, não está? Está, né…?
— Yeonwoo, ah— ah, seu tornozelo— ugh… aaah…!
— Eu também estou gostando. Estou gostando muito… Eu amo isso, Tenente. Haa, eu amo…
— Ugh, você… pa…
Antes que ele pudesse terminar, seus lábios foram mordidos com força. Yeonwoo sugou a carne macia entre os dentes e, entrando ainda mais fundo, sussurrou baixo e doce: Eu te amo tanto, Tenente.
O corpo de Seo-joon estava completamente imobilizado, sem conseguir se mexer. Yeonwoo enterrou o rosto no ombro dele e soltou um gemido cheio de prazer.
Pela primeira vez em seus 21 anos, Yeonwoo abriu mão de todo o autocontrole que nunca havia abandonado nem uma única vez — e só depois de vários minutos conseguiu retomar o controle de si mesmo.
O beijo longo e demorado, no torpor de depois, tornou-se para Yeonwoo um lento retorno à razão. O jeito como ele tinha devorado Seo-joon tão completamente… quase parecia que tinha perdido a cabeça por um momento. Mas agora, com o rosto sereno de sempre, como se nada tivesse acontecido, ele disse:
— Acho que exageramos hoje. Nesse ritmo, você vai acabar ficando doente, Tenente.
Seo-joon, que quase tinha perdido a compostura e chorado sob o ritmo implacável de Yeonwoo, mal conseguiu se recompor a tempo de salvar sua dignidade de adulto. Justificou as poucas lágrimas roubadas pelos beijos de Yeonwoo como nada além de uma reação natural.
— Não exagere. Eu não vou ficar doente.
Enquanto Yeonwoo, dentro da banheira quente, limpava com braços fortes o meio das coxas encharcadas de Seo-joon e cuidava da faxina demorada, Seo-joon recuperou por completo o orgulho e conseguiu agir de novo como se tivesse tudo sob controle.
— Eu sou mais resistente do que você pensa, Yeonwoo.
Uma voz grave atravessou o vapor que subia da água morna. Seo-joon segurou as bochechas coradas de Yeonwoo, olhou nos olhos dele e afastou seus cabelos molhados. A testa de Yeonwoo se enrugou de leve.
— Não diga bobagem.
— Mesmo quando a gente transa feito doido, no dia seguinte eu estou perfeitamente bem, não estou?
A água, que mal se mantinha dentro da borda da banheira, finalmente transbordou com um leve respingo. Suspirando, Yeonwoo se inclinou para a frente e apoiou o queixo no ombro de Seo-joon. A mão dele, submersa na água, entrava e saía com delicadeza da abertura ainda sensível, oferecendo conforto.
Um murmúrio baixo chegou ao ouvido de Seo-joon, carregado de incredulidade.
— Você é mesmo um bobo, Mestre…
— O que foi que você disse?
Entre “Mestre” e “bobo”, Seo-joon não sabia com qual dos dois deveria se ofender mais. Puxando o corpo pesado de Yeonwoo para mais perto, agarrou um punhado daqueles cabelos macios e claros na nuca do namorado.
— Ai. Isso dói, Tenente.
O pau de Yeonwoo balançou de leve, batendo na barriga de Seo-joon. Enquanto o parceiro protestava de forma dramática, Seo-joon beijou sua testa e sua têmpora, sorrindo, como se achasse graça daquela encenação.
Yeonwoo levantou a cabeça. O escândalo de um momento antes agora parecia completamente fingido — o rosto dele se iluminou com um sorriso largo e juvenil. Gotas de água se prendiam às pontas dos cílios longos, rolando para os cantos daqueles olhos lindos. Seo-joon o olhava com olhos tão doces que pareciam pingar mel.
— …Yeonwoo, quando seu tornozelo sarar, vamos ver o mar juntos.
Ele contornou com a ponta dos dedos o formato dos olhos úmidos de Yeonwoo enquanto sussurrava.
— Você disse que queria ir comigo, lembra?
Yeonwoo pegou a mão que segurava sua bochecha e deu nela um beijinho suave, os olhos se curvando num sorriso.
— Eu adoraria.
E, assim, Seo-joon finalmente pôde cumprir a promessa que tinha feito a Yeonwoo — pouco antes de o último Portal se abrir.
Uma única gota d’água caiu do teto do banheiro.
Tenente… mas, sabe… Yeonwoo murmurou, inclinando-se para beijar Seo-joon.
— …Você pode trocar meu curativo? Eu não estava fingindo — meu tornozelo está doendo muito, muito mesmo. Faz um tempo que estou aguentando.
Dentro do banheiro enevoado, a risada de Seo-joon ecoou, baixa e calorosa.
A luz do sol atravessava as cortinas finas e se derramava sobre a cabeça de Seo-joon, que estava deitado na cama, sonolento. Piscando contra a claridade incômoda, ele estendeu a mão, por instinto, para o espaço vazio ao seu lado.
— ……
Não era de se estranhar que Cha Yeonwoo tivesse acordado mais cedo para preparar o café da manhã — ele sempre fazia isso. Mas a casa parecia estranhamente parada, e aquele silêncio incomum despertou nele uma vaga inquietação.
Seo-joon apurou os ouvidos, mas não vinha nenhum som da cozinha. Sentou-se, vestiu as roupas espalhadas pelo chão e olhou ao redor do quarto.
…As roupas de Yeonwoo tinham sumido.
— E se tudo isso for só um sonho? E se eu acordar e você não estiver aqui, Tenente? O que eu faço então?
Assustado com a lembrança, Seo-joon ajeitou a roupa às pressas e saiu do quarto. Ao atravessar a sala e seguir apressado para a cozinha, viu Yeonwoo, que vasculhava o armário, virar a cabeça para ele.
— Acordou cedo, Tenente.
— ……
Seo-joon soltou um suspiro de alívio antes mesmo de perceber. Parecia que a ansiedade do namorado tinha passado para ele — o pensamento que tivera um instante antes era completamente irracional.
— Meu tornozelo já está bom — disse Yeonwoo, animado.
— Acho que as compressas quentes que você fazia todo dia funcionaram mesmo.
Seo-joon deu um leve sorriso e foi até ele. Yeonwoo estendeu os braços e envolveu a cintura de Seo-joon. Quando inclinou um pouco a cabeça, seus lábios roçaram logo abaixo do olho de Seo-joon. Com Seo-joon tendo pouco mais de 1,80 m, a diferença de altura entre os dois sempre deixava seus rostos exatamente naquela distância doce.
Por hábito, Yeonwoo deu um beijo suave no canto do olho de Seo-joon. Seo-joon ergueu a cabeça com as cócegas leves dos cílios dele e retribuiu o beijo, desta vez nos lábios de Yeonwoo.
— Hoje você está vestido de verdade — comentou Seo-joon.
— Bom, andar por aí seminu não é muito apropriado.
Cha Yeonwoo, como sempre — fofo, sorridente, ainda mais lindo do que ontem e ainda falando bobagem.
— Decidi começar a me vestir direito. Não é como se eu ainda morasse sozinho… Achei que deveria mostrar um pouco de respeito.
Seo-joon tinha presumido que ele andava sem camisa só para exibir os músculos das costas. Anotou mentalmente que precisava começar a esconder as roupas de Yeonwoo debaixo da cama antes de dormirem.
Seo-joon estendeu a mão e o puxou para perto.
— Vamos pular o café da manhã hoje e sair cedo. Se bater fome, a gente para num posto na estrada.
— Vamos?
Yeonwoo sorriu e o beijou — selinho, selinho —, deixando beijinhos leves e ligeiros como os de um passarinho, até que se lembrou de algo e conduziu Seo-joon para se sentar à mesa de jantar.
— A praia que a gente estava planejando visitar… eu pesquisei. Tem um monte de pousadinhas fofas por perto.
Seo-joon se inclinou para Yeonwoo, e os dois olharam juntos a tela do tablet. Devia ser um destino popular — apesar de não ser alta temporada, muitos lugares já estavam lotados.
Só alguns tinham disponibilidade imediata, o que reduziu rapidamente as opções. Infelizmente, não havia nenhum hotel de rede, como os que Seo-joon costumava preferir. Mas nenhum dos dois reclamou. Isso faz parte do charme de uma viagem espontânea e sem planejamento.
— Eu gosto dessa — disse Yeonwoo, apontando para uma pousada no estilo cabana de madeira. O terraço tinha vista para o litoral, com uma floresta ao fundo — um lugar que praticamente gritava “refúgio romântico”.
Seo-joon rolou a tela para baixo e tocou em outro anúncio.
— E que tal esta? Pelo menos tem café da manhã incluso.
Menos romântica, localizada numa área mais urbana, mas limpa — com paredes externas brancas e uma estrutura que lembrava a de um hotel. Os dois, com as cabeças juntinhas, um de cada lado do tablet de 14 polegadas, começaram a debater discretamente as opções.